Chuvas garantem normalidade nos perímetros de irrigação do Estado

2 dias de chuva elevaram substancialmente o nível do Jacarecica I – Foto Fernando Augusto (Ascom-Cohidro)

Chuvas que caíram em Sergipe a partir do dia 22 mudaram a situação crítica dos reservatórios dos perímetros de irrigação pública do Governo do Estado. Administrados pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), a barragem do Perímetro Jabiberi, em Tobias Barreto, nesse período encheu e verteu. No Jacarecica I e Ribeira, em Itabaiana, reservatórios elevaram o nível da água significativamente, faltando pouco mais de um metro para dar a vazante.

Nos três casos haviam o risco de continuação de racionamento e da paralisação do serviço de abastecimento aos produtores rurais assistidos, caso os índices pluviométricos nessas duas regiões não mudassem. Já em Lagarto (distante 69km de Aracaju), no Perímetro Irrigado Piauí o reservatório começou a captar boa quantidade água já nas primeiras chuvas do ano, atingindo seu ápice em 15 de abril, quando verteu. A barragem do Perímetro Jacarecica II, na região limítrofe entre Malhador, Areia Branca, Riachuelo e distante 50 km da capital, a baixa no nível da reserva hídrica chegou a preocupar, mas os estudos técnicos da Cohidro não chegaram a determinar a necessidade de racionamento.

Jabiberi
A barragem do Perímetro Irrigado Jabiberi verteu na terça-feira, 23. As chuvas que caíram na bacia hidrográfica da Barragem foi significativa para o enchimento do lago. Assim, teve fim o regime de racionamento que vinha sendo aplicado aos irrigantes desde o início do ano, para poupar o baixo nível da água na barragem que ainda é compartilhada com o abastecimento da sede municipal e povoados, feito pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso).

O Diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto, pondera que o Perímetro volta a funcionar somente quando houver necessidade de irrigar os cultivos. “A barragem já está totalmente cheia, inclusive já está vertendo. E também temos condição já, se houver necessidade, de iniciarmos o processo de irrigação das culturas que lá existem. Mas só em caso de necessidade, procurando sempre manter a barragem com volume de água que dê segurança no verão, para irrigação como também para abastecimento humano, no município de Tobias Barreto”.

Quando às chuvas terminarem no fim deste inverno, a água acumulada voltará a prover a irrigação normalmente no Jabiberi. Neste polo agrícola de Tobias Barreto, que fica há 123 km de Aracaju, foi aplicado o Programa Balde Cheio de produção de leite em 2010. Convênio entre Cohidro e Embrapa de São Carlos-SP, que funciona a partir do uso de sistema rotativo de pastagem irrigadas pelo Perímetro do Governo do Estado. Hoje, a produção normal chega a 3,7 mil litros de leite por dia.

Ribeira
O Perímetro Irrigado da Ribeira, há 50 km da capital, obteve uma significativa elevação no nível de sua barragem depois das últimas chuvas e também afasta o risco da continuidade do racionamento de água para a agricultura, que ocorria desde setembro de 2016 e fez as reservas durarem por mais tempo. Agora, o fornecimento regular aos lotes irrigados deve retornar assim que as chuvas cessarem e for necessário irrigar novamente às plantações. Diretor-presidente da Cohidro, José Carlos Felizola, comemora o resultado das chuvas e adianta a retomada da prestação de serviços feitos pela Empresa.

“Essa chuva só trouxe bênçãos. Porque nós estávamos com todas essas barragens, com a capacidade hídrica daquela região, completamente comprometida. Só para você ter uma ideia, a barragem da Ribeira tem uma capacidade, um volume de 16.500.000 m³, ela abastece o Perímetro Irrigado da Ribeira e também serve para dessedentação humana, abastecendo a cidade de Itabaiana, que a Deso capta água nessa barragem. E ela já estava em um volume morto, íamos encerrar as atividades dela essa semana e graças a Deus, com essa chuva, a barragem está completamente cheia e falta 1,5 m, praticamente, para ela verter, ou seja, transbordar. E com isso a gente garante o abastecimento tanto para cidade de Itabaiana, a continuidade aliás, e também para os perímetros irrigados, que lá quase 500 produtores rurais vivem daquilo ali, gerando riqueza para o município de Itabaiana. A mesma coisa Lagarto”, disse o Presidente.

Jacarecica I
No Perímetro Jacarecica I, ainda em Itabaiana e há 65 km de Aracaju, a irrigação que tinha sido suspensa desde 17 e janeiro, pelo baixíssimo nível da barragem, hoje retorna sua capacidade operacional. Em um intervalo de dois dias, devido à chuva que caiu na sua bacia hidrográfica e principalmente na região Agreste, a barragem subiu bastante, estando agora há 1,3 m de atingir o ápice do reservatório e verter.

“A barragem do Jacarecica I,que estava praticamente seca, hoje em torno de um 1,30 m, está faltando para ela verter. Nessa condição atual, se houver necessidade de voltar a irrigação, já há condição de se iniciar a irrigação novamente. Mas em função das chuvas, a gente vai segurar o máximo possível até que ela encha totalmente, para que tenhamos condição de operar com tranquilidade e segurança no período do verão, que se inicia num segundo semestre”, acrescentou João Fonseca.

No Jacarecica I são cultivados diversos tipos de hortaliças, com destaque para a batata-doce, o coentro e o amendoim. No momento, a incidência de chuvas dispensa o uso da irrigação para às plantações, mas assim que ela for embora, o polo de irrigação pública estará apto a voltar a funcionar. Apesar de que a paralisação do Perímetro tenha prejudicado às plantações, a baixa no nível do reservatório deu acesso às tomas d’água e, desta vez, possibilitou a instalação das comportas de segurança da captação e da descarga de fundo. Equipamentos que não foram adicionados à época da construção, 30 anos atrás.

 

 

Irrigação é racionada em Itabaiana e Tobias Barreto para garantir abastecimento humano

Para Felizola, ações são para evitar desabastecimento humano nas cidades

Ausência de chuvas volta a preocupar os agricultores lotados em projetos de irrigação pública e, mais uma vez, lavouras do município de Itabaiana passam por racionamento. A exemplo do já ocorrido no Perímetro Jacarecica I, na Ribeira o balanço hídrico da barragem que lhe abastece, aponta ter água suficiente para irrigar até o mês de Março. No Perímetro Jabiberi, em Tobias Barreto, a distribuição de água foi reduzida a dois dias por semana. Ambos polos irrigados são administrados pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), que tomou as medidas como forma de prevenir um propenso desabastecimento para o consumo humano, caso as chuvas não venham recuperar o nível desses reservatórios.

Embora essas barragens tenham sido construídas, há 30 anos, com a função de acumular e fornecer água para irrigação nos lotes agrícolas atendidos pela Empresa – ligada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) – a demanda crescente da população urbana, contrastando com a diminuição de outras fontes para captação de água potabilizável, obrigou a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), lançar mão à reserva hídrica destes dois perímetros irrigados da Cohidro e também na do Piauí, em Lagarto, 75km a da capital.

Por agora, segundo o diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro (Dirir), João Quintiliano da Fonseca Neto, a prioridade do Perímetro de Tobias Barreto, há 105km de Aracaju, é apenas com a dessedentação animal. “No Jabiberi, praticamente todos os 74 irrigantes são pequenos pecuaristas que aderiram à produção de leite, via programa Balde Cheio. Antes que não seja possível nem matar a sede do gado, foi decidido poupar a água antes usada também para irrigar a pastagem rotacionada, mantendo o fornecimento somente duas vezes por semana. Pelo menos até o fim do mês de Fevereiro”, considerou.

Presidente da Cohidro, José Carlos Felizola Filho, explica que as medidas de contenção no uso da água são para prevenir um problema maior, que é o desabastecimento das cidades. “A Companhia está sendo ainda mais restritiva nesses três perímetros (Jabiberi, Ribeira e Piauí), porque compartilhamos a água com a Deso. Não vamos poder fazer como no Jacarecica I, em que disponibilizamos água aos agricultores até o fim, ao ponto da EB (estação de bombeamento) não ter mais condição de bombear. Nesses outros, fomos obrigados a diminuir drasticamente o consumo pela irrigação e até impor uma data limite para dispor a água, caso as chuvas não reponham os níveis das barragens. Isso por causa do consumo humano, que depende também destas reservas e é, por lei, prioridade”, avaliou.

Gerente da Ribeira, situado no município 54km da capital, Augusto Cesar Rocha Barros explicou que o racionamento da irrigação já ocorre há 5 meses e que em reunião no dia 31 de janeiro deste ano, entre a Dirir e representantes dos produtores, foi informado que a barragem do Perímetro, conhecida por Cajaíba, se encontrava só com 45% de sua reserva hídrica e reduzindo mais, a cada dia. “Foi nessa data que informamos que só vamos poder garantir irrigação até o mês de março e que depois disso, caso a chuva não mudasse o quadro, iria parar, sem ainda uma data definida”, alertou. Nesse encontro, os agricultores foram orientados a não investir mais em culturas de ciclo longo, para evitar prejuízos com o alto risco de interrupção no fornecimento de água.

“Das antes 12 horas de fornecimento de água diárias, desde setembro do ano passado, passaram a ser 10. Em novembro, foram outras 4 horas a menos e, desde então, estamos fornecendo 8 horas de irrigação, sete dias por semana”, completou Augusto Cesar, sobre o gradativo racionamento. O alto e ininterrupto consumo de água na Ribeira se deve ao fato de a maioria dos irrigantes produzir hortaliças de forma contínua. Isso confere, ao polo irrigado de Itabaiana, a capacidade de fornecer alimentos frescos diariamente aos mercados de Salvador e Aracaju.

Lagarto
João Fonseca também adianta que no Perímetro Irrigado Piauí, “embora o balanço hídrico feito na barragem não forneça risco de falta de água imediata, para a irrigação e consumo da Deso, este quadro pode mudar, caso a incidência de chuvas não ocorra satisfatoriamente”, avisa.

PAA: irrigação pública estadual produzirá alimentos para doar a 24 mil pessoas carentes em 2016

Na APPIP os agricultores entregam os produtos que são pesados, registrados e no mesmo dia são recolhidos pelas entidades beneficentes – Foto Ascom-Cohidro

A Superintendência da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) em Sergipe visitou associações de agricultores em Lagarto e Malhador. Eles tanto são irrigantes atendidos pela Cohidro (Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe), quanto vendem sua produção para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade “doação simultânea”. Em reuniões e entrevistas, o Órgão Federal visou orientar fornecedores e receptores nesses dois projetos que permitem a doação de alimentos para mais de três mil famílias carentes.

Dentro dos perímetros irrigados da Cohidro atualmente estão em andamento, na etapa de entrega de alimentos, quatro projetos do PAA e existem outros dois analisados e em fase de homologação e pagamento pela Conab, na Superintendência Regional de Sergipe. Nestes já aprovados, são 18.260 pessoas em situação de insegurança alimentar recebendo, até o final do ano, um total de 648 toneladas (ton) de alimentos fornecidos por 171 produtores, remunerados com recursos federais em R$ 1.367.445,00 de forma parcelada, uma parte a cada entrega. Para tanto, 13 órgãos públicos ou entidades sem fins lucrativos intermediarão as doações nas comunidades que atendem em Lagarto, Areia Branca, Barra dos Coqueiros, Pedra Mole e Itabaiana.

Em Lagarto, o superintendente Estadual da Conab, Emanuel Carneiro, explicou que é função da Companhia fazer visitas aos projetos em andamento ou que ainda serão implantados. “Nós solicitamos essa reunião para que fosse discutido o PAA, na sua essência. Se funciona, quais são as atribuições dos produtores, quais são as obrigações do recebedor, toda a normativa para que o projeto possa transcorrer da melhor forma possível e atender os objetivos, que é justamente atender a comunidade carente que necessita de uma complementação da alimentação”, considerou.

Emanuel tem avaliado como muito boa a atuação dos agricultores dos perímetros irrigados no PAA. “O presidente (da Associação dos Produtores do Perímetro Irrigado Piauí – APPIP) é um parceiro nosso já há alguns anos, mas também a Cohidro é fundamental nesses projetos dos perímetros irrigados. Em Canindé do São Francisco, inclusive, nós já estamos analisando o projeto e vamos visitá-los ainda neste ano”, disse o superintendente, se referindo a proposta ao Programa feita por 24 irrigantes do Perímetro Califórnia, para fornecer 77 ton de alimentos. ”Eu acredito que nos próximos 30 dias esse projeto esteja já funcionando”.

O gerente de Agronegócios da Cohidro, Sandro Luiz Prata, expõe que nos dois projetos, propostos pelas associações dos Agricultores de Canindé de São Francisco (ASSAI) e dos Produtores Rurais da Comunidade Lagoa Do Forno, eles assumem fornecer quase 160 ton de alimentos para 5,8 mil pessoas em insegurança alimentar, assistidas pelos centros de referência de Assistência Social (CRAS) de Canindé, de Nossa Senhora das Dores e no Hospital e Maternidade São José, em Itabaiana. Neste último caso, as doações serão para o preparo de refeições aos pacientes.

“São 59 produtores irrigantes dos perímetros Califórnia e Ribeira inscritos em dois projetos aguardando homologação e o pagamento de R$ 472 mil (R$ 8 mil para cada), pela venda garantida de produção durante um ano. Dos aprovados, além da APPIP, temos outras duas associações de Itabaiana, no perímetro da Ribeira e mais a Astrapicica (Associação dos Trabalhares Rurais do Perímetro Irrigado Jacarecica II), em Malhador. Todos fazendo entrega para o PAA”, assinalou Sandro Prata.

Lagarto
“Esse projeto da APPIP, se comparado aos que nós temos em funcionamento, é o maior que a Conab tem hoje no Estado de Sergipe. Atendendo 69 produtores e várias entidades. A Cohidro é um parceiro importantíssimo nesse contexto, se não fosse a Cohidro aqui, não teríamos este êxito. Nós sabemos das dificuldades que o produtor tem, o agricultor não é comerciante, ele é agricultor, então ele necessita de apoio técnico e a Cohidro tem feito isso de uma forma excelente em todos os perímetros que ela atua”, relatou o superintendente Emanuel Carneiro. A Conab investe nesses agricultores do Perímetro Piauí R$ 551.450,00, para que produzam 296 ton de alimentos, doados para 6.860 pessoas assistidas por seis instituições socioassistenciais de Lagarto.

Participou da reunião, realizada na sede recreativa da APPIP no dia 12, a coordenadora do CRAS 1 de Lagarto, Marta Catarina Dantas de Almeida. Ela foi convidada pela Associação para divulgar aos produtores o trabalho que a entidade faz, falando “sobre o que é o papel do CRAS, de estar distribuindo os alimentos para as famílias. Vim passar para os agricultores mais uma força, um incentivo”, relata, confirmando a função social no PAA, ao justificar que as doações chegam sim até as pessoas. ”Falei da importância dos alimentos para essas famílias, do quanto está sendo bom para elas”.

O diretor de Irrigação de Desenvolvimento Agrário da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto, estabelece que além das pessoas que recebem o alimento, o produtor também se beneficia no PAA. “É um preço fixo por cada produto e que não varia com o mercado. Se um preço cair, o que é bastante recorrente, o produtor não leva prejuízo como acontece quando ele vende para os atravessadores. Isso facilita muito o planejamento das suas plantações, ele pode programar sua produção durante toda vigência do contrato com a Conab sabendo que receberá seu repasse, toda vez que fizer uma entrega à doação simultânea”, argumentou.

Josileide Martins de Carvalho Nascimento (Dona Dicuri) reconhece essa vantagem no PAA. Ela é agricultora irrigante no Perímetro Piauí e entrega coentro, couve e alface e diz que já contabilizou mais de 300 quilos de alimentos à doação, cerca de 40 por semana. “Essa é a primeira vez que participo e digo que compensa, vale apena”, contou. Na reunião com a Conab, considerou importante ter esse tipo de encontro. “É bom porque a gente fica sabendo mais ainda, ficou por dentro do assunto. Eu sei que está tudo certo, guardo os documentos numa pastinha, é bom ter o controle. O pagamento está indo bem, entrego numa semana e recebo na outra”, completou.

Para o presidente da APPIP, Antônio Cirilo Amorim (Toinho), a reunião serviu para melhorar o conhecimento que tinham do PAA e reforçar a importância do Programa. “A partir de agora todo mundo vai se organizar mais, vai procurar colocar mais produtos, produzir mais. É uma alegria muito grande receber o superintendente da Conab do Estado aqui na nossa Associação, pela primeira vez. Ele veio esclarecer nossas duvidas e nós ficamos agora tranquilos, todo mundo está consciente do seu papel”, avaliou, reforçando estarem recebendo os pagamentos corretamente, após cada entrega.

José Carlos Felizola Filho, diretor-presidente da Cohidro, considera que a cooperação dada pela Empresa, ao PAA, vá além do auxílio técnico para a elaboração dos projetos. “Para produzir com a variedade e quantidade de alimentos que esses agricultores se propõe à Conab e durante um ano, em Sergipe não há como plantar sem irrigação. A irrigação pública, oferecida pelo Governo do Estado, propicia essa garantia para esses pequenos produtores, de que eles podem assumir o compromisso com o Conab e com as entidades beneficentes que, por sua vez, poderão se comprometer com as pessoas que atendem, de que esse alimento vai chegar nas suas mesas”, relevou.

De Malhador para Areia Branca
Cerca de 750 famílias em situação de insegurança alimentar em Areia Branca estão recebendo alimentos doados pelo PAA. Doações que são produzidas por agricultores da Astrapicica, de Malhador. Eles são todos irrigantes do Perímetro Irrigado Jacarecica II e repassam os produtos para coleta realizada pelo CRAS do município vizinho. Raine Costa é coordenadora da entidade beneficente e acompanhou a Conab na visita feita à a Associação, no dia 15.

“O projeto é bastante organizado e vem beneficiando famílias carentes. Ele contribui bastante para essas pessoas que estão numa situação nutricional delicada. A gente que trabalha na Secretaria de Assistência Social conhece de perto a realidade dos habitantes de Areia Branca”, destacou, acrescentando que a doação é feita priorizando os mais necessitados. “Nós procuramos primeiro ir aos povoados, que tem uma maior necessidade. A gente entrega praticamente na porta de cada um e como a Associação nos repassa produtos de ótima qualidade, a população dá um bom retorno, eles estão bastante satisfeitos com o projeto”, reforçou Raine Costa.

Alunos da UFS expõem resultado de pesquisa no Perímetro da Ribeira

Estudantes palestraram para os agricultores

Manejo e proteção do solo, uso racional e protegido dos agrotóxicos, associativismo e sustentabilidade, foram os temas abordados pelos alunos do Curso de Engenharia Florestal, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em um ciclo de palestras. Um evento promovido como complemento à apresentação de um trabalho de conclusão de mestrado, avaliando esses aspectos no Perímetro Irrigado da Ribeira, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) em Itabaiana. A atividade ocorreu neste local, na manhã desta terça-feira, 24, tendo como público os agricultores irrigantes do polo agrícola.

Orientado pela Professora Doutora Laura Jane Gomes, da UFS, Paulo Silas Oliveira da Silva fez sua dissertação de mestrado avaliando a sustentabilidade da agricultura no Perímetro da Ribeira. Na sua pesquisa, 40 produtores irrigantes foram ouvidos sobre o tipo de agricultura que estava sendo praticada e foram feitas análises de solo no lote de cada um desses produtores. O evento também serviu para a entrega dos resultados desses exames laboratoriais, custeados pelo projeto do mestrando. Neste retorno dado aos consultados, o pesquisador se dispôs a explicar cada item avaliado no teste de solo.

“O Poção da Ribeira foi escolhido devido a sua real importância para a produção de gêneros hortícolas que abastecem tanto a grande Aracaju quanto outras regiões de Sergipe, Bahia e Alagoas. No entanto, mesmo diante da proximidade com a capital o acesso às tecnologias para produção agrícola de modo sustentável é escasso”, relata Paulo Oliveira em relação ao adequado e racional uso do solo, água e defensivos agrícolas. “De maneira que esse estudo também teve por objetivo dar voz aos agricultores irrigantes e visibilidade social aos problemas enfrentados por estas populações que, de forma generalizada, alimentam o Estado de Sergipe, sobretudo a grande Aracaju”, complementou.

Gerente da Ribeira, Augusto Cesar Rocha Barros convidou os agricultores do polo irrigado ao evento, onde auxiliou na explicação do significado dos termos usados pela análise de solo emitida aos agricultores, assim como as medidas cabíveis. “Para olerícolas, o pH (acidez) do solo tem que estar entre 5,5 e 7. Se estiver muito abaixo, tem que corrigir com calcário. Acima, tem que tirar o calcário e fornecer muita matéria orgânica”, advertiu. Na primeira palestra, tratando do estudo do solo, o servidor da Cohidro também complementou a fala dos estudantes. “A sorte aqui do Perímetro é do solo ser profundo, e com isso o efeito com o desgaste, causado pelo excesso de irrigação e plantio, é mais lento”.

Fabiana da Silva dos Santos é aluna do 4º período em Engenharia Florestal da UFS e cursa a disciplina “Extensão e Fomento Florestal”, lecionada pela Doutora Laura Jane. Sua turma foi direcionada pela Professora a fazer trabalhos acadêmicos, dividindo em três tópicos a extensa dissertação do mestrando João Oliveira. O grupo dela visitou o perímetro, anteriormente, coletando mais dados e durante o evento apresentou o resultado disso, ao falar dos cuidados que o agricultor tem que ter com a conservação do solo que usa para plantar. “Foi produtivo, contribui muito com nossa formação acadêmica, já que a proposta da disciplina é esta: transpor os muros da Universidade”, revelou.

Os alunos, formando outros grupos, trataram sobre o uso de agrotóxicos, focando na precaução que deve ser tomada ao aplicar esses defensivos: usando o traje completo de EPI (equipamento de proteção individual); respeitando os cuidados obrigatórios ao descarte das embalagens, sempre às devolvendo ao fornecedor e a atenção ao grau de toxidade que cada produto tem, dando preferência aos de menor intensidade. Já outra parcela dos estudantes fez trabalho e apresentou, aos agricultores, noções fundamentais sobre o associativismo como meio de sustentabilidade no meio rural.

Produtor rural e presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Povoado São José (AMAPSJ), Paulo de Souza Melo foi um dos agricultores que participaram da pesquisa. Ele conta que no perímetro o histórico do associativismo é negativo, com muitas tentativas de organização popular que fracassaram, embora sua entidade exista desde 2009. “Deu um novo patamar quando aqui três associações fizeram parte do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e estão fornecendo para outras e entidades beneficentes”, afirmou, se referindo ao programa em que a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) compra alimentos, durante um ano, para fornecer à população em insegurança alimentar.

A Cohidro assessora e incentiva à participação no PAA em todas as entidades instaladas em perímetros irrigados. A associação de Paulo de Souza tem 34 produtores que vão fornecer 6,4 toneladas de alimentos ao Centro Sócio Cultural de Barra dos Coqueiros e a Associação de Moradores e Amigos de Pedra Mole. “Nós temos produzido para o PAA e colaborado na promoção social dos associados no encaminhamento de aposentaria, na procura do sindicato e inscrição nos programas de casa própria”, informou. Sobre o trabalho dos acadêmicos, complementou que “a importância econômica de uma análise de solo é muito grande. Diante do preço dolarizado dos adubos, é preciso saber corretamente o que o solo precisa”.

José Carlos Felizola Filho, presidente da Cohidro, diz contar com a mobilização dos produtores rurais nos perímetros irrigados, para que dessa forma possam progredir mais. “A situação de quem é atendido em um projeto como o Poção Ribeira, é bastante propícia, pela infraestrutura de água para agricultura fornecida pelo Governo de Sergipe. Cabe aos agricultores aproveitarem da melhor maneira possível essa oportunidade de crescer e progredir. Um dos meios é a união, para produzir dividindo os custos e vendendo em grupo, de modo mais competitivo e apto para participar dos programas públicos de compra de alimentos”, analisou.

O agricultor Josivan Freire Santos, também participou da pesquisa dos estudantes da UFS. “Eles perguntaram o que eu usava de agrotóxico, se criava gado. Fizeram muitas perguntas e colheram a amostra de solo. Achei interessante, se for do meu alcance, vou fazer o que sugere a análise”. Ele faz parte da Associação do Povoado Mangueira, inscrita e fornecendo em outro projeto do PAA com 35 produtores, mas entrega também para o Penae (Programa Nacional de Alimentação Escolar) os alimentos que produz com a família, em quatro tarefas de área irrigada. “Trabalho mais com couve e batata-doce, mas planto também coentro, cebolinha e alface” informou o produtor na Ribeira há quase 30 anos. “Desde o início, quando a Cohidro chegou aqui, meu pai já tinha esse lote”.

Jackson Barreto visita obras de novo frigorífico em Itabaiana

Fotos: Marcos Rodrigues/ASN

O município de Itabaiana recebeu nesta sexta-feira, 20, a visita do governador Jackson Barreto, que verificou o andamento das obras do sistema de drenagem e esgotamento sanitário da cidade, sendo construído por meio do programa Águas de Sergipe e ainda foi ao canteiro de construção do frigorífico Serrano, situado no povoado da Ribeira.

Por estar sendo erguido em área de influência do Perímetro Irrigado da Ribeira, administrado pela Cohidro, a instalação contará com quatro pontos de água, equivalente ao número de lotes que ocupa e obedecerá ao mesmo regime de fornecimento que os demais agricultores irrigantes, também atendidos pelo sistema de distribuição de água bruto.

Após visitar as obras de Acompanhando do presidente da Assembleia Legislativa, Luciano Bispo, Jackson Barreto se dirigiu ao povoado da Ribeira, onde está sendo construído o frigorífico Serrano. A obra, de iniciativa privada, recebe apoio do Governo do Estado e vai proporcionar que desde pequenos criadores a prefeituras sejam beneficiados. Com investimento de R$ 22 milhões, o empreendimento do grupo Souza irá atender a todas as exigências sanitárias, de modo a acabar com funcionamento de abatedouros clandestinos. Serão gerados 150 empregos diretos e 600 indiretos.

“Aqui se trata do que existe de mais moderno em termos de frigorífico, e que vai atender a demanda de 34 municípios que não têm local adequado para abater o boi, livrando a população de qualquer problema de saúde. É evidente que o Governo do Estado, graças a Secretaria de Agricultura e seus órgãos, tem dado contribuição, mas temos que louvar essa iniciativa pioneira do grupo Souza. Você abater 600 bois por dia, significa dizer que vai trazer qualidade de vida para quase metade da população de Sergipe”, afirmou Jackson Barreto.

O governador também disse que essa obra se classifica como de inclusão social, pois oportuniza que marchantes [negociantes de gado] e outros pequenos profissionais da área possam vender seu produto limpo e preparado em um local moderno. “Esse é o casamento do empreendedorismo com a capacidade de trabalho. É uma experiência pioneira. Estou entusiasmado com isso, e tenho certeza que a saúde do povo agradece”.

O novo complexo frigorífico tem capacidade para abater 600 bois por dia, e ocupa uma área de 82 mil m². O projeto, segundo Mairton Souza, um dos sócios, prevê tratamento ambiental, que garante preservar a área com utilização de apenas produtos biológicos.

“Vamos ajudar às prefeituras e ao pequeno magarefe, que abate o boi no mato, corre o risco de perder a carne e sofrer com as fiscalizações do Ministério Público e da Emdagro. Então esse é um empreendimento de cunho social muito forte, pois o magarefe pode continuar comprando o boi, trazer para o frigorífico, onde o veterinário vai inspecionar e se estiver apto para ser abatido, vamos cuidar para poder comercializar a carne sem risco. Seremos uma ferramenta para que o estado tenha segurança alimentar”, relatou Mairton.

O secretário de Estado de Agricultura, Esmeraldo Leal, comemorou abertura do empreendimento do grupo Souza, que, apesar de sergipano, começou atuando no estado da Bahia, onde também possui frigoríficos. “Felizmente tivemos a satisfação em recebê-los com essa força que o grupo já tem no estado vizinho. Agradeço pelo que estão fazendo, pois tínhamos preocupação com o fim do trabalho do marchante e as pessoas que trabalham com isso, e percebemos, ao dialogar com os empreendedores, que existe esse serviço de prestação de serviço que não vai excluir esses personagens importantes, inclusive, culturalmente”.

O frigorífico Serrano apresenta em seu projeto a realização de abate dentro dos padrões de higiene exigidos pelos órgãos da vigilância sanitária e inspeção animal, embalagem e transporte em caminhões frigoríficos até o ponto de venda.

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Fonte: Agência Sergipe de Notícias

 

Semarh e Cohidro visitam Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará

Foto: Ascom/Semarh

O secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, esteve nesta terça-feira, 17, no estado do Ceará, onde visitou a Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh) e a Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra). A visita, de caráter técnico, teve como objetivo adquirir conhecimento de como é feita a gestão, a governança das águas no estado do Ceará.

Acompanhou o Secretário, o superintendente estadual de Recursos Hídricos de Sergipe, Ailton Rocha e consultor Emerson Emiliano. Da mesma comitiva participavam, representando a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), o seu diretor-presidente José Carlos Felizola Filho, o diretor de irrigação João Quintiliano da Fonseca Neto e o diretor de Infraestrutura Paulo Henrique Machado Sobral.

Para a Cohidro, a parte mais importante da missão foi conhecer o trabalho desenvolvido, na gestão dos recursos, pela Cogerh. “No Ceará, o território do estado quase todo é caatinga, por isso eles tem lá as melhores tecnologias de aproveitamento da água Nordeste. É uma empresa pública, de economia mista e que faz a exploração dos escassos recursos hídricos do Estado. Por isso fomos lá, visitar e tentar trazer alguma experiência para Sergipe”, assinalou o presidente Felizola.

“O projeto do programa ‘Água de Sergipe’, tem um item que trata da busca um novo modelo de gestão da água bruta para a Bacia do Rio Sergipe. E o Banco Mundial sugeriu usar, como parâmetro, a experiência da Cogerh. Lá a Empresa faz a gestão desses recursos, fazendo a venda da água para as SAAEs do estado, para a indústria, a piscicultura e para a Irrigação. Além desenvolver projetos de novas formas de aproveitamento dos recursos hídricos”, acrescentou o diretor João Fonseca.

O Banco Mundial está investindo U$ 70 milhões, o equivalente a quase R$ 200 milhões, em obras estruturantes na Bacia do Rio Sergipe. O programa prevê a construção do sistema de esgotamento sanitário de Itabaiana e Nossa Senhora das Dores; macrodrenagem de Itabaiana; revitalização dos perímetros irrigados de Jacarecica I e II e Ribeira, da Cohidro; e reflorestamento de matas ciliares dos afluentes do Rio Sergipe.

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Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Cohidro completa 33 anos de serviços a Sergipe em meio à reestruturação

Estrutura dos perímetros está sendo recuperada – Perímetro Piauí

Responsável pela tarefa de perfurar poços em todo Estado e gerenciar seis perímetros irrigados, a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), neste dia 13 de abril, completa 33 anos atravessando uma fase de reestruturação. Graças ao Proinveste e do “Programa Águas de Sergipe”, está reformando e reequipando suas instalações que pouco sofreram melhorias desde sua fundação, na década de 1980. O financiamento federal ainda está possibilitando a compra de peças e suprimentos para aparelhar suas perfuratrizes.

Nesses seus 33 anos, a Empresa se estabeleceu como um órgão do Governo de Sergipe que, acima de tudo, promove a geração de renda em mais de duas mil propriedades rurais, garantindo sustento para mais de 14 mil pessoas. São seis perímetros irrigados em que a Cohidro fornece irrigação e promove a produção de alimentos com eficiência, tanto que estas unidades produtivas servem de modelo para o desenvolvimento agrícola do Estado, recebendo visitação de produtores rurais e acadêmicos do ramo, querendo conhecer os métodos e práticas lá aplicados.

Mardoqueu Bodano, presidente que comemora também em abril cinco anos à frente da Cohidro, contabiliza o que viu acontecer neste período, como amostra da funcionalidade da Empresa para o desenvolvimento do Estado. “Até 2015, acompanhei cerca de 500 mil toneladas de alimentos sendo produzidas nestes perímetros. Em valores atualizados, são mais de meio bilhão de reais em renda aos produtores rurais. Dinheiro que se transforma em qualidade de vida para a agricultura familiar, salários aos trabalhadores temporários e vendas, que aquecem o comércio no interior”, enumerou.

Segundo o Presidente, essa garantia de produção propiciada pela irrigação pública, além de abastecer o mercado alimentício com itens mais baratos ao consumidor, dá também aporte para que esses agricultores participarem de programas federais, como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos). “Desde que aqui cheguei, em 2011, vi 2,3 mil toneladas de comida sendo diretamente doadas para alimentarem, por um ano, 2,5 milhões de pessoas em insegurança nutricional. A doação é simultânea via projeto à Conab (Companha Nacional de Abastecimento) que remunerou, neste mesmo período, 1,1 mil produtores irrigantes”, acrescentou Mardoqueu.

Infraestrutura hídrica
Mas a Companhia também fortalece a permanência do agricultor no campo, provendo a água para consumo humano nas localidades mais longínquas do Estado, contribuindo com a saúde destas populações que passam a ter acesso à água limpa. “Até final de 2015, a Cohidro perfurou 3.650 poços tubulares, quase que a totalidade deles na zona rural e de uso coletivo. São localidades onde a Empresa, até hoje, faz o trabalho de manutenção e recuperação em parceria com as prefeituras e as associações de moradores, responsáveis por estes poços comunitários”, afirmou o Presidente da Cohidro.

“Além de evitar que o cidadão abandone o campo por falta de água de beber, perfurando poços, a Cohidro executa o Programa de Recuperação de Pequenas Barragens do Governo do Estado, focado na dessedentação animal. Mais de duas mil aguadas foram reformadas e ampliadas desde 2008, quando começou a ação conjunta entre a Seidh e Seagri (secretarias de estado da Mulher, Inclusão, Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos e da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Pesca), via recursos do Funcep (Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza)”, completou Mardoqueu Bodano.

A Empresa ainda se tornou, em Sergipe, a responsável pela viabilização do “Programa Água para Todos”, levando água para o abastecimento de 1,6 mil famílias e emprega R$ 5.016.000 do Ministério da Integração Nacional, com a contrapartida do Governo Estadual de R$ 264 mil, para perfurar e equipar 40 novos poços. “Esta é só a primeira etapa do Programa, que ao todo construirá 107 destes sistemas de abastecimento em 28 municípios. Estamos na fase em que começa a construção da estrutura para prover o abastecimento nos povoados, com bombas, reservatórios e tubulações”, informou ainda o Presidente da Companhia.

Servidores
Titular da Seagri, pasta estadual à qual a Cohidro é subsidiada, o secretário Esmeraldo Leal acredita que, em maior parte, a importância e reconhecimento que tem a Companhia hoje, se deve ao empenho dos seus colaboradores. “Nenhuma empresa existe se não tiver pessoas e o que a gente já sentia, antes de estar oficialmente na Secretaria, é a força que a Cohidro tem, o papel que a Cohidro desenvolve nas regiões, no Estado de Sergipe como um todo. Secretário, pude conhecer e ter contato ainda mais próximo com os funcionários e fico impressionado com o esforço desses homens e mulheres para manter essa Empresa, que é tão estratégica”, avaliou.

Esmeraldo também relaciona a importância da Empresa ao abastecimento de água da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), que compartilha com a Cohidro a barragem ou a estrutura de alguns dos perímetros irrigados. “Por exemplo o Jabiberi, lá em Tobias Barreto que, além de ajudar a produzir em uma região árida, ajuda também na manutenção da água da cidade. O projeto de irrigação acaba tendo uma dupla função estratégica para o Estado. Em Itabaiana, em Canindé e em Lagarto, acontece a mesma coisa, a força da Cohidro acaba ajudando não só a gerar alimentos, ajuda a trazer água potável para os sergipanos dessas regiões”, colocou o secretário.

Proinveste
O Proinveste é uma linha de financiamento que a União ofereceu ao Governo Sergipe, no qual foi destinado para Cohidro R$ 11 milhões, verba que a Empresa vem utilizando para se reestruturar. Quatro dos perímetros irrigados estão recebendo reformas, depois de passarem quase 30 anos sem tais investimentos. Mas esses recursos também estão servindo para compra de equipamentos, tanto para suprir os polos de irrigação, como também para a área de perfuração poços. Mardoqueu Bodano relaciona os investimentos que a Empresa está fazendo.

“Em equipamentos já comprados, são R$ 385 mil em brocas tricônicas que agora equipam nossas seis perfuratrizes, hoje todas em funcionamento. Na aquisição de uma retroescavadeira e um compressor de ar, novos, foram empenhados mais R$ 200 mil. Licitados, são outros R$ 119 mil em bombas submersas, para atender os novos poços. Para novos equipamentos de bombeamento, irrigação, energia solar e veículos de transporte, serão injetados mais de R$ 2 milhões nos perímetros irrigados Califórnia, Piauí, Ribeira e Jabiberi e outros R$ 5,3 milhões, na recuperação estrutural destas mesmas instalações”, informou o Presidente da Cohidro.

Águas de Sergipe
A Cohidro participa de um movimento que pretende tanto recuperar como garantir, às próximas gerações, o acesso aos recursos hídricos na Bacia do Rio Sergipe: o Programa Águas de Sergipe (PAS). Coordenado no Estado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e contado com recursos oriundos de financiamento do Banco Mundial, a Empresa Pública terá R$ 12 milhões para a adequação dos seus três perímetros irrigados inseridos neste ecossistema, mantendo o potencial produtivo sem que sejam afetados pela gradativa redução da água disponível para a agricultura, evitando ainda que esta exploração degrade o meio ambiente.

Em Itabaiana, os perímetros da Ribeira e Jacarecica I terão todo sistema de irrigação trocados para um modelo mais eficiente e econômico: a Microaspersão e serão instaladas válvulas 100% automatizadas, que restringem o uso abusivo de água, reduzindo o atual consumo dos 3.200 metros cúbicos por hectare, para 1.200. “É inevitável que as cidades cresçam, assim como suas populações e isso aumente o consumo de água potável oriunda das reservas hídricas compartilhadas conosco. Por isso são urgentes essas ações em prol da economia, desde já”, concluiu Mardoqueu Bodano, enfatizando que “antes da eficiente, a Cohidro precisa trabalhar de forma responsável”.

Em reunião com o Banco Mundial, Jackson garante investimentos para Águas de Sergipe

Foto: Ascom-Cohidro

O programa ‘Águas de Sergipe’ foi tema de audiência entre o governador Jackson Barreto e o diretor do Banco Mundial no Brasil, Martin Raiser, na manhã desta terça-feira, dia 1°, na sede da Instituição em Brasília. Na ocasião, foi discutida também a viabilidade de uma nova operação de crédito para investimentos (DPL II). O governador demonstrou o cumprimento das metas relacionadas aos projetos de saneamento básico e pediu a prorrogação de alguns prazos.

Foto: Ascom-Cohidro

Somente em ações que visam restringir o uso abusivo de água na irrigação, com a adoção de equipamentos de ponta e automação, serão investidos R$ 12 milhões nos três perímetros irrigados da Cohidro inseridos na ba

cia hidrográfica do Rio Sergipe (Ribeira, Jacarecica I e II). Assim, o percentual dos recursos hídricos utilizado pela agricultura será reduzido, fazendo sobrar água para os momentos de maior precisão, tanto no campo quanto na cidade.

 

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Fonte: AGÊNCIA SERGIPE DE NOTÍCIAS

Governo investiu mais de R$ 47 milhões em ações para o Meio Ambiente em 2015

Obras de implantação de sistema de esgotamento sanitário estão sendo executas nos municípios de Nossa Senhora das Dores e Itabaiana/Foto: Paulo Tim Tim

O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), investiu R$47 milhões na primeira etapa de obras que aliam qualidade de vida e preservação ambiental ao longo do ano de 2015. Este investimento é fruto do convênio com o Banco Mundial, firmado com o intuito de reduzir o impacto ambiental, recuperar os leitos do rio e assegurar a saúde da população a partir da execução de obras.

Além de promover meios de geração de renda no campo, incentivando a agricultura pelo fornecimento de água para irrigação aliado à assistência técnica. O Governo do Estado está indo buscar recursos no Banco Mundial para investir em projetos que que vão gerar uma impactante redução de danos ao Meio Ambiente na Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe, aqueles efeitos nocivos causados pelo crescimento autônomo dos meios urbano e rural. Esse conjunto de ações ficou assim denominado de Programa Águas de Sergipe.

Somente em ações que visam restringir o uso abusivo de água na irrigação, com a adoção de equipamentos de ponta e automação, serão investidos R$ 12 milhões nos perímetros irrigados da Cohidro inseridos na bacia hidrográfica do Rio Sergipe (Poção da Ribeira, Jacarecica I e II). Assim, o percentual dos recursos hídricos utilizado pela agricultura será reduzido, fazendo sobrar água para os momentos de maior precisão, tanto no campo quanto na cidade.

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Fonte: Agência Sergipe de Notícias

 

Novo recorde: Irrigação Pública Estadual colheu 119 mil ton/ano em Sergipe

Aumento na produção de tomate foi destaque nos perímetros da Cohidro em 2015. Foto: Bruno Noz

Levantamento feito nos seis perímetros irrigados mantidos pelo Governo do Estado e administrados pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), mostrou uma produção anual na ordem de 119.049 toneladas de alimentos em 2015, novo recorde que supera em quase 4 mil toneladas a do ano passado, uma alta de 3,28%. O Perímetro Califórnia, em Canindé de São Francisco, continua sendo o que mais produz: 40.419 toneladas, mas o maior aumento percentual foi registrado no Perímetro Piauí, de Lagarto, 11,5% a mais de alimentos gerados. Neste último, a alta que mais se destacou foi na produção de quiabo: 1.116 toneladas, 216 a mais em um ano.

Embora 2015 tenha sido um ano de crise econômica, a produção dos seis perímetros irrigados foi avaliada como positiva, com um valor aproximado de R$ 112 milhões, R$ 7 milhões acima do registrado em 2014. Se este valor fosse igualmente dividido entre os 14.355 trabalhadores rurais, empregados e familiares, ou seja, toda população diretamente envolvida, seria extraída a rentabilidade de R$ 7.810 per capita/ano, sem considerar os custos de produção. Mas analisando que o maior dos custos, para estes produtores, é a contratação de mão de obra complementar à familiar, é possível prever que quase a totalidade desta riqueza gerada se converta em renda direta.

O sistema de irrigação pública possibilita uma produção agrícola que tanto é continuada, onde se planta durante todo ano, quanto de baixo custo para o agricultor irrigante. Isso reduz o preço final dos alimentos e reflete diretamente no bolso da população sergipana, conforme o último estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), publicado em dezembro. Segundo o informe, em Aracaju se adquire a cesta básica mais barata (R$ 291,80) dentre as 18 capitais pesquisadas pela instituição no Brasil, posição que a cidade ocupa desde 2009.

Diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto explica que, para o agricultor irrigante, o risco para plantar nos perímetros irrigados é mínimo, diante de toda estrutura disponibilizada para tal. “Mesmo que ele passe a custear os 50% dos gastos de energia elétrica para o bombeamento de água para irrigação, o que estamos propondo aos produtores para 2016. Ainda assim existe toda uma estrutura física e de pessoal para atendê-lo, seja na parte da engenharia hídrica, seja na assistência técnica rural. E isso quem mantêm é o Governo do Estado, como forma de incentivo à agricultura irrigada”.

Assistência técnica

Além do acompanhamento técnico de todos os irrigantes, a Empresa beneficia produtores por meio de convênios, com campos experimentais para introduzir frutas exóticas ao nosso clima como a Pera, o Caqui e a Maçã em Lagarto, ou ainda Banana-Prata Anão, no Alto Sertão. Mas no Centro-Sul a Cohidro também tem incentivado a rentável atividade da produção Pimenta-do-Reino, a Hidroponia, métodos de cultivos protegidos e cedeu espaço físico, irrigação e assistência técnica para projeto de Farmácia Viva de plantas medicinais, junto da Universidade Federal de Sergipe (UFS), no Perímetro Irrigado Piauí.

Estima-se ainda que das 119 mil toneladas geradas em 2015, ao menos mil sejam certificadas como alimentos produzidos sem o uso de agrotóxicos por 24 agricultores orgânicos organizados e regularizados pela Cohidro. Segundo a Gerente de Desenvolvimento Agrário da Companhia, Sonia Maria Souza Loureiro, são metas e prioridades estabelecidas, pelo Governo do Estado, fundamentar a atividade humana coletiva através de associação, cooperativas e parcerias dentro destes perímetros.

“Nesse sentido, é necessário orientar e executar ações solidárias destinadas a promover o desenvolvimento das comunidades rurais, envolvendo todos os segmentos do poder público e irrigantes. Tal medida oferecerá às populações rurais melhores condições de atuarem no processo de produção, objetivando aumentar a renda dos agricultores familiares e dar reais condições de inclusão e competição no mercado sergipano”, estabeleceu Sônia Loureiro, também Engenheira Agrônoma da Cohidro. Ela informa ainda que nas quase 1,2 mil visitas técnicas realizadas aos lotes irrigados no ano, foram emitidos 553 Receituários Agronômicos e 48 Boletins Agrometeorológicos, via às estações de medição nos perímetros.

Para o presidente da Cohidro, Mardoqueu Bodano, os resultados alcançados na produção dos perímetros irrigados são mais do que números positivos. “É a prova de que é possível gerar riqueza apesar da economia em crise para todos os setores e ainda, no caso do agricultor Sergipano, da estiagem que já interfere na produção em todo Nordeste. Isso nos faz perceber que estamos no rumo correto e a partir destas informações, fica mais fácil irmos atrás da captação recursos para a agricultura familiar, parcerias e convênios para beneficiar o homem do campo. Muito obrigado, aos nossos técnicos e colaboradores, diretamente responsáveis por este atendimento a estas pessoas, estão fazendo um ótimo trabalho”.

Lagarto

A posição de sétimo produtor nacional de Mandioca, auferido ao município de Lagarto pelo IBGE, também repercute na produtividade do Perímetro Piauí. Em 70 hectares foram colhidos 1,4 mil toneladas da raiz e a produção é praticamente toda beneficiada nas mais de 20 casas de farinha instaladas na área do pólo agrícola irrigado. Embora a produtividade do Quiabo tenha crescido quase 20% em um ano, foi o Tomate o responsável pelo maior volume produzido no Perímetro: 1.595 toneladas em 29 hectares de plantio, 18% das 8,8 mil toneladas de alimentos geradas com a irrigação da Cohidro nesta das suas unidades.

Para a Gerente Perímetro Piauí, Gilvanete Teixeira, é o investimento em tecnologia que está contribuindo com o alto rendimento de culturas como o Tomate. “São alimentos de difícil manejo de produção, por não resistir ao ataque de diversas doenças, pragas e frágil para muita chuva ou sol. Mas o que é dificuldade para alguns, acaba sendo um diferencial para outros, que aproveitam a demanda do mercado para investir em métodos que vão desde lavouras forradas de lonas plásticas que impedem o contato do fruto com o solo, até plantações inteiras cercadas de telas de proteção que barram os insetos, raios UV e diminuem o impacto da chuva nas plantas”.

Alto Sertão

No Perímetro Irrigado da Cohidro em Canindé a produção anual, que superou as 40 mil toneladas em 2015, ainda tem como maiores responsáveis o Quiabo e a Goiaba, juntos os vegetais correspondem a 61,7% do total, ocupando 1.154 hectares de plantio irrigado. Porém, ganhou destaque no mesmo período o cultivo de Feijão de Corda, com uma área 165 hectares maior teve colheita de 2.140 toneladas, 30% acima do registrado em 2014. Outros produtos bastante cultivados no Califórnia, como o Aipim e o Milho em espiga, continuam tendo aumento na produtividade, chegando as 7.100 e 2.930 toneladas respectivamente, 5,4% a mais em um ano.

Itabaiana

Jacarecica I e Poção da Ribeira são os dois perímetros irrigados administrados pela Cohidro no município. Em ambos, existe grande atividade na produção de hortaliças que abastecem boa parte do mercado interno e diariamente chega à capital baiana Salvador. Principalmente a Alface e o Coentro, que tiveram 10.812 e 4.644 toneladas colhidas respectivamente durante o ano em ambos. A Batata-doce é outro alimento produzido em larga escala nos dois pólos de irrigação, somando 7.740 toneladas produzidas, 3,5% a mais que em 2015. No somatório de todas as culturas, a irrigação pública propiciou uma colheita superior a 29 mil toneladas de alimentos em Itabaiana.

Na busca de manter o potencial produtivo destas unidades sem que elas sejam afetadas pela gradativa redução da água disponível para a agricultura, uma completa reestruturação dos dois perímetros irrigados está sendo possibilitada pelo Programa Águas de Sergipe (PAS). Todo sistema de irrigação será trocado para um modelo mais eficiente e econômico: a Microaspersão e serão instaladas válvulas 100% automatizadas, que restringem o uso abusivo de água na irrigação. Sem esse controle o problema ocorre com frequência, segundo o Engenheiro Agrônomo e mestre em Irrigação e Drenagem da Cohidro, Luiz Gonzaga Luna Reis.

“Hoje, com o uso da Aspersão Convencional, o consumo mensal de água no Perímetro da Ribeira, por exemplo, é de 3.200 metros cúbicos por hectare. Com a implantação da Irrigação Localizada (Sistema de Microaspersão), esse consumo diminui para 1.200. Todo processo vai promover uma folga de vazão nos sistemas de bombeamento, da ordem de 44,35% na Ribeira, e de 27,71% em Jacarecica I”, conta Luiz Gonzaga sobre o PAS, que investirá R$ 12 milhões, financiados pelo Banco Mundial, nas ações que envolvem a Cohidro.

Leite

Em Tobias Barreto o Perímetro Jabibieri focou sua aptidão à criação de gado leiteiro, quando, em 2010, a assistência técnica e irrigação pública da Cohidro, consultoria do Sebrae e financiamento do Bando do Brasil, inseriram no Pólo De Irrigação o modelo de produção de leite do “Programa Balde Cheio”, criado pela Embrapa. Após os dois anos introdutórios do programa, o resultado do Balde Cheio foi de 40 produtores que aderiram ao sistema, segundo o Gerente do Perímetro, Jose Reis Coelho.

“Hoje eles produzem juntos uma média diária de 3,7 mil litros de leite, 73% a mais do que era gerado no início do programa”, contabilizou Coelho. A produtividade, ano a ano, só tem crescido e em 2015 foram gerados 1.342.795 litros de leite, 8,7% a mais que no ano anterior. Ainda segundo o Técnico da Cohidro, o investimento em melhoramento genético do rebanho e a qualificação das práticas adotadas pelos criadores têm influenciado nessa melhoria.

Diferente do Poção da Ribeira, Jacarecica I, Piauí e Califórnia, no Perímetro de Tobias Barreto a irrigação pública vai da Barragem no Rio Jabiberi até os lotes por meio da gravidade, sem consumir eletricidade. De canais de concreto os produtores, por contra própria, bobeiam a água que irriga o capim do gado leiteiro.

Jacarecica II
Outro perímetro irrigado da Cohidro em que não há custos com o bombeamento da água para o Estado é o Jacarecica II, onde seus 25 quilômetros adutoras atendem produtores dos municípios de Riachuelo e Malhador. É a segunda unidade mais produtiva da Companhia, alcançando as 39.238 toneladas colhidas em 2015. Destas, 34.720 foram provenientes do cultivo de cana-de-açúcar, em seus 12 lotes empresariais. No restante das áreas atendidas, 609 famílias assentadas em projetos de reforma agrária produziram principalmente o Inhame, o Aipim e a Batata-doce, 1.240, 660 e 450 toneladas no ano, respectivamente.

Última atualização: 6 de maio de 2021 19:06.

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