Platô de Neópolis se destaca pela grande produção e impacto socioeconômico na região

Infraestrutura do Estado emprega milhares de pessoas e exporta o nome de Sergipe para o país com sua produção de qualidade e variedade de fruticulturas, que no ano passado chegou a 161 toneladas produzidas

Área administrada pelo Estado emprega milhares de pessoas e exporta o nome de Sergipe para o país – Foto Igor Matias

Conhecida como ‘a capital sergipana do frevo’, a cidade de Neópolis, na região do baixo São Francisco, também tem a agricultura como ponto forte. O Platô de Neópolis, que fica a 9km da sede do município, é dividido em 41 lotes de 40 concessionários, fiscalizados pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri). A área, além de gerar milhares de empregos, exporta o nome de Sergipe para o país com produtos de qualidade.

Fundado em 1993, o Platô engloba, majoritariamente, Neópolis, mas, também, abrange os municípios de Santana do São Francisco, Japoatã e Pacatuba. Inicialmente, a ocupação se dava por seleção e, hoje, acontece via licitação pública. Os concessionários possuem a responsabilidade sobre a infraestrutura do lote e precisam oferecer uma contrapartida ao Governo do Estado, podendo ter o contrato rescindido, caso não cumpram. Além disso, pagam ao Estado, anualmente, uma taxa com base no valor da terra. Com isso, além dos investimentos para lucro, eles também trabalham pelo desenvolvimento da região. 

O engenheiro agrônomo Paulo Feitosa está no Platô desde o início e, atualmente, é gerente de contratos da Coderse. Ele explica como se dá parte do funcionamento estrutural. “É um projeto destinado para fruticulturas diversas, ao longo do tempo, que vão se adaptando. Existe a infraestrutura hidráulica, de fornecimento de água para os produtores, e a parte interna. Cada lote tem, no mínimo, um reservatório compatível com a área a ser irrigada. Aqui, você tem áreas subdivididas de diversos tamanhos, entre 30 e 500 hectares. O concessionário é responsável por implantar toda a infraestrutura e nós acompanhamos o desenvolvimento do lote, além de fiscalizar questões de área de reserva legal, entre outras questões”, pontua.

Exportação e qualidade
A alta variedade de produtos é um destaque do Platô, que exporta culturas de qualidade para todo o país. Apenas em 2024, foram produzidas quase 160 mil toneladas de frutas, mais de 51 milhões de cocos e 1.900.000 m² de grama ornamental e esportiva. Há produções de frutas como manga, banana, limão, tangerina, goiaba e mamão, além de um dos carros chefes: o coco verde. Neste último, a produção está em torno de 80 milhões de frutos por ano – seriam necessários 8.320 caminhões para transportar tal carga.

“Hoje, fornecemos frutas para o mercado interno, toda a região Nordeste, e estados do Sudeste. Não apenas fazemos a venda da fruta e o fornecimento, mas também temos a mão de obra. Na safra, chegamos a triplicar o número de funcionários para atender a demanda”, ressalta o gerente de dois lotes do Platô com diversas culturas, Thawan Ferreira.

Toda a estrutura é pensada para que a produção seja constante, mantendo-se durante todo o ano. A regularidade é fundamental, independentemente da época e do contexto climático. Também por isso, a parceria com o Governo do Estado, por meio da Coderse, é essencial para que esse mercado se desenvolva.

“Enviamos coco para São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, mamão para o Maranhão e Distrito Federal. Onde a gente consegue, de fato, comercializar, temos frutos para atender. Essa parceria entre o governo, na concepção e organização, e os empresários, trazendo investimentos e gerando empregos, vem desenvolvendo bastante a nossa região”, destaca o gerente da Associação dos Concessionários do Distrito de Irrigação do Platô de Neópolis (Ascondir), Ricardo Barroso. 

O projeto
A complexa estrutura dá uma dimensão do tamanho do Platô de Neópolis. E para ajudar a gerir um projeto de tamanha envergadura foi criada a Ascondir. Para se ter uma noção, apenas na distribuição de água, há uma estação de bombeamento com uma adutora de, aproximadamente, 6 km de tubulação, junto a uma rede de canais com cerca de 53 km, que faz a distribuição de água para os reservatórios dentro dos lotes, que possuem entre 30 e 500 hectares.

O atual gerente da Ascondir, Ricardo Barroso, também ressalta o tamanho do trabalho. “É uma estrutura muito complexa. Desde a sua criação, ele já teve um valor muito alto para instalação desses canais, estações de bomba, rede elétrica, entre outros. Algumas culturas são implantadas hoje para terem receitas depois de um ano, no mínimo. Atualmente, para implantar um hectare, você tem com sistema de irrigação um custo de R$ 20 a 30 mil. O Governo do Estado, em nome da Coderse, fiscaliza e dá todo o apoio necessário”, relata. 

Valor socioeconômico
Mas a importância do Platô de Neópolis vai além do contexto econômico. Ao todo, são cerca de três mil empregos diretos gerados na região, além dos postos indiretos. Milhares de famílias dos municípios que compõem o Platô são beneficiadas, comprovando o grande impacto social do mesmo.

É o caso de Aloísio Santos, montador de irrigação em um dos lotes. São 26 anos trabalhando nesta área, com um grande impacto gerado pelo Platô. “Desde quando surgiu o Platô, para mim, melhorou 100%. E para todos os envolvidos, melhorou bastante, em todos os sentidos. Moro aqui, sou da região, e a vida da minha família também melhorou. Alguns associados possuem os mesmos funcionários aqui desde o início”, conta.

Após tantos anos estabelecido no local, Aloísio já começou a estabelecer uma nova geração. Um de seus ajudantes na função é o sobrinho, Edson Brandão, que trabalha no lote há um ano. “Trabalho com meu tio e vim por conta dele, trabalhando junto. Estou aprendendo bastante. Isso mudou a nossa vida para melhor”, exalta.

Há, ainda, um claro objetivo em fornecer segurança e oportunidades aos funcionários. Além de 98% deles serem de carteira assinada, a maioria é formada por trabalhadores locais, incentivando o desenvolvimento da região. Como ressalta o engenheiro agrônomo Paulo Feitosa. “Esse é um patrimônio da Coderse e do Estado, um empreendimento de valor socioeconômico muito elevado. Considero um dos melhores projetos de desenvolvimento para a região, pela produção de alimentos e pela mão de obra direta e indireta, gerando emprego dentro dessas cidades, trazendo trabalhadores daqui”, reforça. 

Thawan Ferreira vai ainda além e afirma que “a região basicamente é sustentada, hoje, pelos lotes do platô, contribuindo bastante para o sustento de muitas famílias”.

Em uma região onde a agricultura é tão presente, o Platô de Neópolis transforma a vida de milhares de famílias e eleva o nome de Sergipe a um patamar nacional com segurança, qualidade e um trabalho reconhecido.

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Tecnologia da agricultura regenerativa aumenta produtividade da batata-doce

Método visa a fazer crescer a produção do tubérculo em todo o estado, mas sem que haja a necessidade do aumento de área de produção. Iniciativa será aplicada em perímetro irrigados
Apesar do solo argiloso, o cultivo da batata-doce nos perímetros irrigados de Canindé tem suas vantagens diante do solo rico, insolação prolongada e baixa incidência das doenças típicas de regiões mais úmidas // Foto: Perímetro Irrigado Califórnia

Sergipe é o segundo maior produtor de batata-doce do Nordeste, conforme levantamento das safras de 2023, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram 67.049 toneladas colhidas naquele ano, só perdendo para o estado do Ceará (163.530). A produtividade, de 18 toneladas por hectare, é superior à média nacional (15), mas inferior a do Ceará (20,2). Uma iniciativa para que a produtividade cresça ainda mais e aumente a produção da raiz tuberosa em Sergipe é a implantação de quatro campos demonstrativos de aplicação da tecnologia de agricultura regenerativa em perímetros irrigados estaduais, a partir de Termo de Cooperação com empresa de consultoria sergipana e o Governo do Estado.

 Esses campos demonstrativos serão montados em lotes comercialmente produtivos e que já tenham afinidade com o cultivo da batata-doce irrigada. A Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), fez uma avaliação técnica e escolheu quatro produtores experientes no cultivo do vegetal em três perímetros irrigados de diferentes regiões do estado: Califórnia, em Canindé de São Francisco, alto sertão; Jacarecica I e Poção da Ribeira, em Itabaiana, no agreste, região onde se concentra a maior produção do estado.

 “São perímetros que fazem uma boa amostragem de como são os principais climas e tipos de solo explorados para a produção da batata-doce irrigada. A Seagri e suas vinculadas, Coderse e Emdagro, abraçaram a ideia de um parceiro da iniciativa privada de testar a tecnologia da agricultura regenerativa com foco na produtividade. Pensando em fazer crescer a produção da batata-doce em todo estado de  Sergipe, mas sem que seja necessário o aumento de área, substituindo as outras produções agropecuárias”, pontuou o presidente da Coderse, o engenheiro agrônomo Paulo Sobral.

Termo de Cooperação
A área experimental do cultivo é viabilizado pelo Termo de Cooperação  entre a Seagri, Coderse, Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e a GTerra Consultoria Agropecuária. O diretor da empresa privada sergipana, Gilberto Bruto Oliveira, esclarece que o projeto é baseado na demonstração das potencialidades da tecnologia da agricultura regenerativa no cultivo da batata-doce em Sergipe. Um conceito norte-americano, em que o equilíbrio da nutrição do solo consegue equilibrar a saúde da planta.

“O projeto tem como objetivo trazer para os perímetros irrigados, assistidos pela Coderse, técnicas agrícolas baseadas na reabilitação do solo e conservação dos sistemas produtivos e alimentares, como foco principal na regeneração, conservação do solo e segurança alimentar. É a utilização de práticas agrícolas sustentáveis com uma visão holística que, ao tempo em que promove a recuperação e a regeneração dos sistemas produtivos, estabelece novos patamares produtivos, trazendo renda para o irrigante”, detalhou Gilberto Bruto.

 O engenheiro agrônomo Gilberto Bruto informa que o agricultor que abrigar os campos demonstrativos não terá custos com os insumos necessários à introdução da agricultura regenerativa. Ele somente vai contribuir com a área e sua mão de obra. “São usados condicionadores de solo líquidos antes e durante o plantio. Depois há a utilização de produtos biológicos e químicos na plantação. O agricultor vai receber 100% dos produtos”, completa.

 Comparando técnica
Cada campo demonstrativo será implantado em uma área de cultivo do dobro do tamanho, onde metade terá a aplicação da agricultura regenerativa e a outra vai receber os tratos culturais que o agricultor, propositalmente escolhido por sua experiência no cultivo de batata-doce, está acostumado a fazer. Diante disso, será possível que bataticultores de todo o estado e profissionais do meio agrícola possam fazer um comparativo entre as duas técnicas. Irrigante do perímetro Califórnia, José Bernardino Neto hoje já dedica todo seu lote à plantação do tubérculo, de olho no mercado cada vez mais atrativo para quem produz.

“Estou pensando em expandir para outros mercados, além de Canindé. Tendo uma produção maior, é tocar o barco para frente, investir para ter resultado”, planjeou Bernardino Neto. O produtor está animado com a assistência que vai receber das empresas públicas e da consultoria privada para produzir mais em sua nova área já lavrada, comprometido em seguir as recomendações técnicas. “Vou fazer tudo. Com a ajuda, a gente faz tudo”. Sobre o tipo de batata-doce que vai usar para plantar no campo demonstrativo, Bernardino disse que será a mesma variedade que já produz: a ‘roxinha comprida’

Assistência técnica
Engenheiro agrônomo da Coderse, Paulo Feitosa considera que a aplicação da agricultura regenerativa é o desenvolvimento da cultura para obter melhor qualidade do produto. “Essa é a essência para aumentar a produtividade, promover uma nutrição vegetal com base na adubação da folha, na melhoria do solo. E, por consequência, você tem uma melhor qualidade do produto e produtividade da cultura”, avaliou. Para o especialista em irrigação, ao aumentar a produção, promove a melhoria para o produtor, que dificilmente conseguiria implantar a tecnologia sem essa assistência técnica e os insumos.

 “Quando você tem uma cultura bem colhida, bem produzida, ela tem mais resistência para algumas pragas ou doenças. Bem nutrida, ela fica mais imune. Mesmo que ela tenha alguma praga ou doença, ela tolera um pouco melhor e sem prejuízo para a produção. Estamos regenerando o solo para futuras produções e desenvolvimento de novas espécies de produção”, concluiu Paulo Feitosa.

Barragens cheias animam produção irrigada em perímetros estaduais

Perspectiva é de não faltar água para produção agrícola nos períodos de estiagem.

José Valdeir [Foto: Fernando Augusto]
As barragens que fornecem água aos perímetros irrigados de Poção da Ribeira e Jacarecica I, em Itabaiana; Jacarecica II, em Malhador; Piauí, em Lagarto; e Jabiberi, em Tobias Barreto, estão cheias graças ao período de chuvas contínuas no estado de Sergipe. Esta notícia afasta o risco de desabastecimento hídrico nos períodos de escassez de chuvas, regularizando a situação da irrigação pública ofertada pelo Governo do Estado nestes polos de produção agrícola. Já entramos na segunda quinzena do mês de agosto, quando em anos anteriores esses reservatórios já tinham começado a ser usados para a irrigação, e a chuva ainda cai, mantendo o nível máximo das barragens e dispensando a rega das plantas na maioria dos dias.

Segundo a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), é sempre neste mês que as chuvas se tornam menos frequentes e as lavouras voltam a ter necessidade de serem irrigadas, quando se retoma o serviço de irrigação nos seus perímetros irrigados. Para o engenheiro agrônomo desta empresa pública, Paulo Feitosa, este serviço tem uma grande importância socioeconômica para o Estado.

“Em repetição, anualmente, são áreas plantadas de em torno de 6.000 hectares irrigados. Nessas áreas, a exemplo de 2021, colhem mais de 90 mil toneladas de produtos agrícolas dos campos irrigados, isso praticamente está beneficiando por volta de 1.500 pequenas famílias, já que aqui a nossa base é a produção familiar”, destacou Paulo Feitosa. No ano passado, o valor da produção dos agricultores atendidos pelos seis perímetros estaduais foi de mais de R$ 137 milhões. “Isso é de extrema importância não só para as pessoas que vivem disso, o pequeno produtor, mas toda a movimentação da economia local, porque dentro da produção agrícola você envolve maquinários, assistência, insumos, adubos, sementes etc. Então, nisso tudo há uma movimentação dinâmica muito grande no local e no regional”, concluiu o agrônomo da Cohidro.

Agricultor irrigante que produz com a água fornecida pelo perímetro Jacarecica I, José Valdeir dos Santos está satisfeito com a chuva caindo ainda em agosto, esperançoso para um verão de grande produção, com a água que a barragem cheia acumulou. “Melhor assim, porque nós aqui plantamos no período de verão, então o período de inverno estamos quase parando. Só algumas lavouras que aguentam chuva, como o pepino e a alface, que precisa da terra bem molhada. [A barragem cheia] a gente vê assim com muita alegria. Sofremos tanto com a seca que tivemos, e agora ver ela assim transbordando, é só saúde agora, para começar um verão com força total. Quando tirar aqui agora [o pepino] vai ser a batata-doce, que é a mais plantada durante o verão. Ela e o amendoim”, adiantou.

Segurança Hídrica
O engenheiro agrônomo Paulo Feitosa, com base no acompanhamento feito pela própria Cohidro e pela Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, reforça que todas as barragens administradas pela empresa estão com 100% do volume útil reservado. “Neste ano, graças a Deus, todos os reservatórios verteram durante um bom tempo e alguns ainda continuam. Isso praticamente está assegurado [água] para, talvez, até o próximo inverno. Nós estamos com uma perspectiva muito boa e não visualizamos carência hídrica para a atividade advinda desses reservatórios. São cinco barragens do Estado que têm a finalidade de fornecer água para a irrigação, no caso da exploração agrícola, principalmente de culturas olerícolas. Sendo que quatro delas destinam-se também para o consumo humano”, destacou.

[vídeo] Sergipe Rural mostra produção de limão para exportação no Platô de Neópolis

Assista o vídeo apontando a câmera do seu celular para o QR Code

No último dia 06, a  Aperipê TV  veiculou o programa Sergipe Rural  com reportagem mostrando a produção de limão Taiti tipo exportação no Platô de Neópolis. Até 70% da produção do lote empresarial é exportada para a Europa, com certificação internacional. São 425 hectares de limoeiros, em que trabalham mais de 300 pessoas, entre colheita, seleção e embalagem dos frutos para exportação. A expectativa é que esses números cresçam mais 15% nos próximos dois anos. No Distrito de Irrigação do Platô de Neópolis, São 53 km de canais, quatro estações de bombeamento e 54 reservatórios abastecidos pelas águas do Rio São Francisco.

A Cohidro é a permissionária dos 41 lotes empresariais do Platô e fiscaliza os contratos de concessão dos lotes, desde sua funcionalidade de gerar emprego e renda na região, até o resguardo das Áreas de Proteção Permanente (APPs), sob a gerência do engenheiro agrônomo da companhia estadual, Paulo Feitosa, entrevistado pela reportagem.

Platô de Neópolis exporta limão Taiti irrigado para o mercado europeu

Lotes empresariais geram mais de 3.500 empregos diretos no empreendimento mantido pelo Governo do Estado

[Foto: Fernando Augusto]
Em Japoatã, um lote irrigado do Platô de Neópolis colhe, diariamente, três mil caixas de limão Taiti com alto padrão de qualidade, respeitando normas sanitárias e com o uso de defensivos restritos aos aceitos no mercado europeu, que absorve 70% desta produção há cerca de dez anos. São 425 hectares de limoeiros, em que trabalham mais de 300 pessoas, entre colheita, seleção e embalagem dos frutos para exportação. A expectativa é que esses números cresçam mais 15% nos próximos dois anos. A Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) é a permissionária dos 41 lotes empresariais do Platô e realiza sua fiscalização, além de ceder a infraestrutura de irrigação, que é administrada pela Associação dos Concessionários do Distrito de Irrigação do Platô de Neópolis (Ascondir).

São 53 km de canais, quatro estações de bombeamento e 54 reservatórios abastecidos pelas águas do Rio São Francisco. A Cohidro fiscaliza os contratos de concessão dos lotes, desde sua funcionalidade de gerar emprego e renda na região, até o resguardo das Áreas de Proteção Permanente (APPs), sob a gerência do engenheiro agrônomo da companhia, Paulo Feitosa. Ele conta que o Platô de Neópolis, hoje, é destaque na produção de limão. “É um comércio bastante relevante e de suma importância, por sua escala de produção e de comercialização, praticamente toda exportada e muito consumida na Europa. Aqui, a Cohidro age por meio de operação e assistência técnica; nós gerenciamos os contratos, acompanhamos o desenvolvimento dos lotes e um dos objetivos maiores que nós conseguimos é o desenvolvimento socioeconômico do empreendimento”, explica.

O limão Taiti do Platô chega ao seu destino, na Europa, em containeres refrigerados levados por navios que embarcam nos portos de Salvador/BA e Natal/RN. Antes, existe todo um trabalho de plantio das mudas, manejo dos pés de limão e colheita. Reginaldo de Almeida atua nessas etapas há quase sete anos. “É importante demais esse serviço para todos os funcionários e os trabalhadores aqui da região, para levarmos o pão de cada dia para casa”, disse o trabalhador rural, se dizendo feliz com o trabalho. Pela tecnologia utilizada nos tratos culturais, as plantas produzem o ano inteiro, empregando a maior parte da mão-de-obra do empreendimento. Mas o produto ainda passa por um processo de higienização e descanso de 48h, para que só os frutos sadios sejam encerados, selecionados por tamanho e formato, seguindo para embalagem em caixas e palets – etapa que emprega outra leva de funcionários.

Osmário Gomes é gerente na empresa concessionária do Lote 20 do Distrito de Irrigação Platô de Neópolis. Ele explica que a produção de limão tem a certificação fitossanitária internacional GlobalG.A.P. “Todos os nossos tratos culturais feitos hoje são no regime europeu. O uso de pesticidas na empresa acontece através dessa certificação. Desde o início, toda produção é feita mensalmente na intenção de colher 100% para a Europa. Sendo que, devido a esta seleção, nós conseguimos 65%, 70% de aproveitamento da produção. Aqui mesmo plantamos, colhemos e fazemos a seleção e mandamos direto para o porto. Garantimos emprego e renda, para muitas famílias da região. Eu sou filho dessa terra e hoje estou aqui, com 312 funcionários, e nós estamos ainda entrando em fase de início produção. Então a tendência é que contratemos mais gente, devido à demanda de produção futura”, afirma o gerente.

[vídeo] Agrônomo da Cohidro fala do Canal de Xingó no Jornal da Alese

Assista o vídeo apontando a câmera do seu celular para o QR Code

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, veio a Sergipe no dia 23 para assinatura da ordem de serviço para elaboração do projeto executivo do Canal de Xingó. Por conta disso, o engenheiro agrônomo da Cohidro, Paulo Feitosa, foi convidado para uma entrevista durante o programa Jornal da Alese, na TV Alese, na manhã de segunda-feira (26).

Paulo Feitosa – que atua no planejamento dos perímetros irrigados da Cohidro, Platô de Neópolis e no projeto do futuro Perímetro Irrigado Manoel Dionísio, do Governo de Sergipe – explicou que a obra viria para otimizar o abastecimento de água nos dois perímetros estaduais no Alto Sertão [Califórnia e Manoel Dionísio], beneficiaria também o Perímetro irrigado Jacaré-Curituba, da Codevasf e teria oferta de água para a criação de outros projetos de irrigação nos demais municípios a serem banhados pelo novo canal.

Sergipe Rural mostra o Platô de Neópolis

A equipe do Programa da TV Aperipê que foi ao ar neste sábado esteve no distrito de irrigação, mostrando a realidade do empreendimento público sob concessão ao agronegócio. Lá, gera-se emprego e renda, ao mesmo tempo em que se produz itens para o mercado interno e exportação – principalmente no ramo da fruticultura. Toda a infraestrutura do Platô de Neópolis pertence ao Governo de Sergipe, patrimônio da Cohidro, que exerce o papel fiscalizador do uso do bem público e das APPs.

Lote do Platô de Neópolis se prepara para exportar manga à Europa

O Programa Sergipe Rural, da TV Aperipê, fez reportagem sobre a iniciativa agro-empresarial que está adaptando a produção de mangas instalada no distrito de irrigação Platô de Neópolis, para a exportar para o mercado europeu. Segundo o agrônomo Paulo Feitosa da Cohidro, acompanha e fiscaliza a produção agrícola-comercial do Platô, a produção segue os passos de outra produção, em que a exportação de limão Taiti para a Europa está consolidada.

No Platô de Neópolis a Cohidro é a empresa estatal a quem pertence o patrimônio utilizado pelos 40 concessionários e desempenha a função fiscalizatória. As empresas concessionadas entre si administram o funcionamento da infraestrutura de 50 km de canais, quatro estações de bombeamento e 54 reservatórios abastecidos pela água do Rio São Francisco. Juntos produzem 570 mil toneladas anuais de produtos agrícolas e geram 5;600 empregos e permanentes. Antes do surgimento do platô, a área de 10.312 hectares só era explorada com a a monocultura da cana e de sequeiro, oferecendo menos de 1.000 postos de trabalho.

 

Do Platô de Neópolis vem quase todo coco verde do estado 3º maior produtor

Procura pelo coco verde é cada vez maior, seja para refrescar os turistas, seja para os adeptos da alimentação saudável – Foto Fernando Augusto (Ascom Cohidro)

Extensão de terra que ocupa um total de 10.312 hectares (ha), sendo 7 mil irrigável por sistemas de bombeamento e distribuição de água via canais, o Platô de Neópolis, que também se estende até o município vizinho de Japoatã, é uma área de exploração agrícola e infraestrutura que pertence ao Governo do Estado. É subdividido em 40 lotes empresariais em regime de concessão, que entre si administram o funcionamento do polo irrigado. Lá, prevalece a atividade da Fruticultura, com a produção de coco em destaque, alcançando 1795 ha e produção que se aproxima de 3,3 milhões de unidades por mês.

Quase 88% da área destinada ao plantio do fruto, no Platô, é ocupada pelo coco verde, que fornece a água de coco. O produto, vendido in natura ou envasado, conquista cada vez mais consumidores, impulsionados pelo turismo das praias nordestinas e pela população cada vez mais adepta à alimentação natural. Saudável, não engorda e é recomendado até na recuperação de pacientes hospitalares. A produção irrigada de Neópolis contribui com quase todo coco produzido em Sergipe, terceiro produtor no ranking nacional, com mais de 230 mil toneladas do fruto em 2016, segundo dados da pesquisa Produção Agrícola Municipal do IBGE.

Um só grupo empresarial concessionário do Platô ocupa 600 ha com os coqueirais e produz 1.000.000 de frutos por mês. Gerente desta área, Cláudio Dinisio Nascimento diz que o coco irrigado é um produto superior ao adquirido em plantações de sequeiro, com bem mais água por unidade. “A irrigação é o essencial, porque sem irrigação a gente não consegue ter essa produção, nem o volume de água por coco que hoje é uma média de 400 a 500 ml e tem coco até com 600 ml. Se não tiver água, o coco fica muito pequeno, um volume de 200 a 300 ml então não vale a pena produzir, não tem viabilidade. Um coco de péssima qualidade de 200, 300 ml não entra no mercado. Não tem viabilidade comercial. Então tem que ter água para irrigar a plantação de coco, água é essencial”, expõe o administrador.

Engenheiro agrônomo da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), Antônio Paulo Feitosa acompanha e fiscaliza a produção agrícola-comercial do Platô de Neópolis. Ele concorda que a alta produtividade se deve à irrigação fornecida pela infraestrutura estadual. “Irrigado, um coqueiro leva só três anos para crescer e começar a produzir. Nessa fase adulta, são de 250 a 300 litros de água/dia por pé, o que equivale de 2 a 3 horas de irrigação. Com este manejo de irrigação, o coqueiro dura mais. São 20 anos produzindo, em média. Como o Platô tem 22 anos desde que entrou em operação, atualmente temos os primeiros coqueiros plantados no início do projeto sendo substituídos por novos pés, que já iniciaram produção, a segunda geração”.

Cohidro
A Cohidro é a empresa estatal a quem pertence o patrimônio utilizado pelos concessionários do Platô. Ela desempenha a função fiscalizatória, quanto à execução dos contratos que os empresários têm com o Estado, a consumação da atividade produtiva e a geração de empregos, e ainda a garantia da preservação das áreas de proteção permanente (APP), em cada lote. Presidente da Companhia, Jorge Kleber Soares Lima, estabelece que em Neópolis a infraestrutura pública é explorada de modo diferente do aplicado aos perímetros irrigados.

“Primeiramente, o foco do Platô de Neópolis é a excelência em produtividade a partir da exploração da água do Rio São Francisco e isso exige alto grau de investimento técnico e de custeio mensal no bombeamento para irrigação. Um custo que seria oneroso para o Estado manter, como ocorre nos nossos outros perímetros. Essa elevada produção, de aproximadamente 570 mil toneladas anuais, gera divisas à Sergipe e ao Brasil, sendo parte exportada para outros países. Há certamente um reflexo imediato na economia local, pois nesses dois municípios abrangidos, são gerados 3.500 empregos diretos”, expôs Jorge Kleber.

Geovane dos Santos é um dos 120 funcionários que trabalham sob a gerência de Cláudio Dinisio no processo de colheita dos cocos verdes no pé, atividade que ocorre todos os dias nas plantações. A alta produtividade dos coqueirais quando somada ao mercado promissor, como grande procura pela água de coco, cria também terreno para melhores rendimentos aos trabalhadores. Nessa empresa, por exemplo, tem sido possível de até prover um décimo quarto salário anual aos operários. “Significa muito, porque é o sustento de minha família. O que eu ganho aqui é para manter a minha família”, considerou Geovane.

Diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto, considera o modelo adotado no Platô de Neópolis o mais apropriado para a gestão dos perímetros públicos de irrigação. “O Estado delega aos produtores o papel de administrar e de autogerir o Projeto de Irrigação. Isso é possível no Platô em função das áreas de produção serem maiores, culturas comercialmente mais rentáveis, a exemplo da fruticultura, e serem organizados em uma associação, a Ascondir (Associação dos Concessionários do Distrito de Irrigação do Platô de Neópolis). Os produtores arcam com todos os custos de operação e manutenção do projeto, bem como pagam anualmente a ‘taxa de concessão de uso’ à Cohidro, conforme o estabelecido nos contratos”, esclarece.  

Paulo Feitosa é a personalidade agronômica em destaque

Engenheiro Agrônomo Paulo Feitosa da Cohidro (Foto: Ascom/Cohidro)

Antônio Paulo Feitosa, natural de Palmeira dos Índios – AL, casado com Elenilda Oliveira Feitosa, tem três filhos: André, Rodrigues e Henrique. Engenheiro Agrônomo, formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco no período de 1971 a 1974, pós-graduado em diversas áreas, entre elas destaca-se a especialização em Engenharia de Irrigação e Drenagem ministrado pela Universidade Federal da Paraíba, Campina Grande-PB, no período de fevereiro a dezembro de 1983.

Chegando à Sergipe, iniciou suas atividades profissionais em 01/04/1975, na Associação Nordestina de Crédito e Extensão Rural de Sergipe – ANCAR-SE, atuando como extensionista local na  COOPERGLORIA, em Nossa Senhora da Glória, até dezembro do mesmo ano. Promovido à Coordenador Regional, passou a exercer a nova função na cidade de Propriá, com as atividades voltadas para assessoramento aos técnicos locais, abrangendo oito escritórios e cinco cooperativas de pequenos agricultores, quais sejam: CAMURUPIM, COOBASF, ESPERANÇA, JARDINS E COOPERGLORIA, como analista de projetos agropecuários, entre outras ações inerentes à extensão rural.

Como segunda promoção, passou a exercer a função de Coordenador da Região Administrativa Norte, com sede em Propriá, com as atividades focadas no gerenciamento de programas e projetos, abrangendo os segmentos agropecuários, áreas irrigadas no Baixo São Francisco (CODEVASF), programas de desenvolvimento social rural e saúde animal, com atuação em 20 municípios.

Em 1980, promovido mais uma vez, passou a exercer funções de Assessor Técnico Estadual de Agricultura Irrigada, com sede em Aracaju; Assessor Técnico Estadual de Conservação de Solo; Assessor Técnico Estadual de Irrigação e Drenagem, tendo participado da implantação dos Programas PROVARZEAS e PROINE estadual na então Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Sergipe – EMATER-SE.

Matéria publicada na edição nº05, da Revista Aease (Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe)

Em janeiro de 1991, designado pelo governo do estado de Sergipe, integrou o Grupo de Estudo e Projeto – GEP, na condição de analista de estudos e projetos de irrigação pública, nas fases de análise de pré-viabilidade, viabilidade e projeto básico, com a consequente elaboração de pareceres técnicos, num total de 10 projetos, anteriormente sob a responsabilidade da CODEVASF. Posteriormente os referidos projetos foram assumidos pelo governo do Estado, a partir de fevereiro de 1991. Dentre os projetos, destacam-se: Jacarecica II, com 820 ha irrigáveis; Jacaré-Curituba, com 3.250 ha irrigáveis e o Distrito de Irrigação Platô de Neópolis, para empresários agrícolas na exploração de fruticultura irrigada, com 7.063 ha, entre outros.

A partir de 1995 iniciou suas atividades na Companhia de Irrigação e Recursos Hídricos de Sergipe – COHIDRO, desenvolvendo trabalhos de assessoramento técnico aos sistemas hidráulicos dos perímetros irrigados do Estado, ações de monitoramento das barragens concernentes aos seus balanços hídricos. Posteriormente, representando a COHIDRO, assumiu o gerenciamento dos contratos dos concessionários no Distrito de Irrigação Platô de Neópolis, com atribuições voltadas para fiscalização, acompanhamento do desenvolvimento hidroagrícola dos lotes, num total de 40 contratos, além de prestar assessoramento técnico junto à Diretoria de Irrigação, desde 2010.

Ainda como atividades extra COHIDRO, destacam-se: membro efetivo do Comitê das Bacias Hidrográficas dos rios Sergipe, Japaratuba e Piauí; Membro suplente da Comissão Estadual de Recursos Hídricos do Estado de Sergipe e Conselheiro do CREA por duas gestões, onde ocupou o cargo de vice-presidente por dois anos.

Atualmente vem desenvolvendo atividades junto a Secretaria de Estado de Infraestrutura, onde exerce a função de Coordenador Técnico dos trabalhos inerentes a elaboração do projeto básico e executivo de engenharia do Perímetro Irrigável Manoel Dionísio, no município de Canindé do São Francisco, realizado pela empresa PROJETEC e atuando também como analista dos segmentos agronômico e irrigação e como fiscal no desenvolvimento das ações de campo.

 

Última atualização: 2 de fevereiro de 2018 13:15.

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