Sarau Cultural e Apresentação de Cordel na Coderse

Dia de cultura, tradição nordestina e incentivo à leitura e poesia para os funcionários da Coderse. O Sesi Sergipe selecionou a Coderse como primeira empresa pública no estado a receber a programação do Circuito Cultural Sesi na Indústria. Na segunda-feira, 08, teve o ‘Sarau Cultural e Apresentação de Cordel’ com o cantador, menestrel, professor, forrozeiro e cordelista Chiquinho do Além Mar.

O artista apresentou sua poesia, contou sua história, cantou forró e chamou os servidores para também interpretar a Literatura de Cordel. Encantados com os versos e convidados à continuar a leitura — a partir da distribuição de exemplares da literatura de cordel de Chiquinho do Além Mar — teve servidor que até escreveu poesia de improviso. Prova do sucesso e aprovação do público que compõe a Família Coderse. Parabéns ao Sesi pela iniciativa!

A Divisão de Bem-Estar Social (Dibem), da Diretoria Administrativa e Financeira da Coderse (Diraf), organizou e fez a interlocução com o Sesi para a ação na empresa.

Perímetro irrigado estadual de Canindé conclui obras para melhorar serviço aos agricultores

Ao todo, 1.665 pessoas são beneficiadas diretamente com o fornecimento de água de irrigação
Nesta quarta-feira, 3, reservatório secundário do perímetro Califórnia voltou a operar depois de ser limpo / Foto: Geng Coderse

No final do inverno, Canindé de São Francisco, no Alto Sertão sergipano, está recebendo obras de melhorias e reparos na infraestrutura hídrica do Perímetro Irrigado Califórnia. A Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) prepara o polo agrícola do Governo do Estado para atender melhor os agricultores irrigantes no verão, época mais produtiva do ano, com foco no aumento da eficiência e conservação de equipamentos. A Coderse administra o perímetro irrigado do Governo do Estado e é vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri).

Neste início de semana, o serviço de irrigação fez uma pausa para a conclusão da obra de recuperação do barramento do reservatório da Estação de Bombeamento (EB) 07. Na EB-02, o reservatório também passou por grande limpeza. Concluídos os serviços, a retomada do fornecimento de água para irrigação nos 337 lotes do California está ocorrendo gradativamente nesta quarta-feira, 3.

Na EB-07, após início da obra, uma contenção provisória no reservatório permitiu acumular um volume mínimo de água para fornecer irrigação, em revezamento, aos lotes dos setores 7.1 e 7.2. Enquanto isso, operários e máquinas reconstruíram o talude do reservatório (estrutura inclinada de terra que faz o barramento da água) e eliminar um vazamento que colocava em risco tanto o reservatório quanto às unidades de bombeio.

Uma grande quantidade de material foi movida e compactada para moldar a estrutura da estação 07, e nela foi instalada uma rede de drenagem subterrânea. Nesta última paralisação do abastecimento, saiu a contenção provisória. e o reservatório recebeu os revestimentos para impermeabilização e proteção, como geomembrana, manta geotêxtil, areia e pedras que fazem o enrocamento.

Agricultor no Setor 7.1, Charles Roberto Pimentel Santana reconhece o empenho da Coderse em executar uma obra enquanto mantinha o fornecimento mínimo de água aos irrigantes, e acredita que o serviço será retomado ainda melhor. “O trabalho foi dificultoso. Mas, de agora para frente, com fé em Deus, vai ficar muito bom. Foi feito o conserto do paredão, foi tirada muita lama, de muito tempo. De agora para frente, a gente vai ter mais água e mais tempo de irrigação”, justificou.

Charles Roberto aprovou a iniciativa de realizar a obra para a retirada do vazamento na EB-07 “Foi muito bom, porque se acontecesse da água invadir as bombas, a gente poderia ficar muito tempo sem água. Livrou de um perigo maior na frente”, avaliou o produtor, que há 18 anos que produz acerola, quiabo, abóbora e outros produtos no Califórnia.

“A obra da EB-07 ajuda muito ao produtor e assim também como o trabalho da gente, como funcionário, porque aumenta bastante o nível da barragem, vamos poder trabalhar com capacidade máxima. Logo cedo vamos poder encher e trabalhar com nível máximo, dá para trabalhar o dia todo aí tranquilo, sem ter parada. E no verão então, vai ter uma melhoria muito satisfatória no plantio deste ano”, argumentou o gerente do perímetro Califórnia, Anderson Rodrigues.

Expectativa

Geraldo Francisco Lima, também agricultor do Setor 7.1, já estava arando uma nova área de plantio para iniciar a irrigação assim que a EB-07 voltasse a funcionar com toda sua capacidade: “A expectativa é grande para dar uma melhorada. Voltar à plantar quiabo, milho, feijão. A gente não pode parar, porque aqui tem bastante gente que trabalha comigo. É geração de emprego. Essa obra foi excelente para o perímetro, porque era um vazamento que tinha muito tempo e foi consertada, graças a Deus. E foi tirada bastante lama da barragem. Vai dar uma melhoria, pegar mais água que é para a gente continuar”.

Estação de Bombeamento 02
A EB-02 é secundária, e coleta em seu reservatório a água do Rio São Francisco, que antes é elevada ao nível do perímetro Califórnia pela EB-100. Depois redistribui para as EBs 03, 04, 05, 06 e 07.

“É o segundo maior coração do perímetro, tem o maior reservatório e redistribui a água para todas as outras EBs. Ela vai fazer a melhor distribuição, sem empecilho das algas, que ficam nos crivos das bombas e atrapalham muito o bombeamento. Era preciso fazer limpeza várias vezes no dia e ainda não conseguimos fazer um bom abastecimento para os reservatórios menores,” complementou Anderson Rodrigues.

A parada na irrigação, em paralelo à finalização da obra na EB-7, serviu para a limpeza mecânica do reservatório da EB-02, retirando principalmente a vegetação subaquática que nasce em seu leito.

Outros serviços
A Coderse possui equipes de campo nos perímetros irrigados, atendendo chamados para resoluções rápidas às paradas na distribuição de água aos lotes irrigados. como ocorreu na adutora de 300mm no Setor 5, do Califórnia, no mês de agosto. Segundo o diretor de Irrigação da Coderse, Júlio Leite, os trabalhadores do perímetro e máquinas atuaram para restabelecer a água de irrigação no mesmo dia. 

“Tivemos um vazamento em Canindé que prejudicava o abastecimento do setor 5. Fizemos reparo em tempo recorde, não deixando o setor sequer um dia sem água. As equipes de engenharia, estoque e de transporte, na sede em Aracaju, também estão de plantão para atender os pedidos de peças e equipamentos, feitos pelos perímetros, no menor tempo possível”, pontuou. 

Produtor irrigante do Setor 5, Ozéias Beserra aprovou a agilidade com que o serviço foi executado. Ele produz tomate para entregar à merenda escolar e ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e por isso precisa muito da água do perímetro para honrar os compromissos formandos com a prefeitura e o Governo Federal.

“Uma máquina passou e furou o cano, foi rápido demais. A demora maior foi para esvaziar o reservatório, estava com água e tinha que esvaziar para poder fazer o serviço. Foi em um piscar de olhos”, avaliou o produtor.

Palestra do Sesi trouxe Mitos e Verdades da Alimentação

Diretoria Administrativa e Financeira e Divisão de Bem-Estar Social da Coderse levam atividades para de autocuidado em saúde aos funcionários

Na segunda-feira, 25, a parceria entre a Coderse e o Serviço Social da Indústria (Sesi) Sergipe apresentou a palestra ‘Mitos e Verdades da Alimentação’, aos funcionários da companhia. Foi um momento para aprender mais sobre a alimentação saudável e tirar todas as dúvidas. Além do sorteio de exemplares do livro ‘Cozinha Brasil’, pelo Sesi, todos aprenderam a fazer e degustaram o ‘Suco da Horta’.

A receita leva couve, maracujá e suco de limão. O suco deve ser consumido sem coar, para manter as fibras e agir em benefício do funcionamento digestivo. O Sesi visa a promoção de uma alimentação saudável por meio de Educação Alimentar e Promoção da Saúde nas indústrias sergipanas. Palestrou, a nutricionista do SESI e Especialista em Saúde Integrativa, Daiana Oliveira de Melo. Ensinou o ‘Suco da Horta, a auxiliar do Programa de Alimentação e Nutrição, Edilde Santos Santana.

Irrigação fornecida pelo Governo de Sergipe transforma realidade de produtores de leite do centro-sul

Perímetro Jabiberi garante alimento para o gado, renda estável e expansão da produção leiteira da região, com produção durante todo ano
Foto: Igor Matias

No sítio de oito tarefas (aproximadamente 2,42 hectares), localizado no Perímetro Irrigado Jabiberi, gerido pelo Governo de Sergipe, em Tobias Barreto, centro-sul do estado, o produtor Rogério Fontes dos Santos começa o dia antes do sol nascer. São 15 vacas em lactação, todas alimentadas com capim verde irrigado, que garante uma produção diária de cerca de 140 litros de leite — quantidade que, mesmo na seca, não diminui.  

Segundo ele, se não fosse a água da barragem, não teria produção nenhuma. “Hoje, irrigo o capim quatro vezes por semana e alimento as vacas sem preocupação”, conta Rogério, que vive da pecuária leiteira há 17 anos. Ele explica que utiliza a água do perímetro para também, em alguns períodos, plantar milho para silagem. “Já tenho destino certo para o leite, não preciso me preocupar com a comercialização. Meu plano é chegar a 500 litros por dia”, conta. 

A tranquilidade que Rogério sente para planejar o futuro é fruto de um modelo de produção que transformou a realidade local. Único em Sergipe com estrutura voltada exclusivamente para a pecuária leiteira, o Perímetro Irrigado Jabiberi, administrado por meio da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), empresa vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), conta com 220 hectares de pastagem irrigada e manejo especializado. 

Os lotes irrigados produzem capim o ano inteiro, alimentando um rebanho de, aproximadamente, 1.100 vacas em lactação, sendo que a principal garantia da produção de leite no Perímetro Irrigado Jabiberi é o abastecimento de água proveniente da barragem do próprio Rio Jabiberi, que atende 75 lotes de produtores irrigantes, sendo que 55 deles já atuam na pecuária leiteira. Assim, a água irriga os pastos, que alimentam o gado e garantem a produção estável de leite durante todo o ano.

De janeiro a julho de 2025, o Jabiberi produziu 2.068.768 litros de leite in natura, faturando R$ 4,96 milhões, com preço médio de R$ 2,40 por litro. Parte desse volume foi processada no laticínio local, que produziu 212,4 toneladas de queijo, movimentando R$ 7,01 milhões, com rebanho de 1.100 vacas. Em 2024, no acumulado anual, foram 2,38 milhões de litros e 271,8 toneladas de queijo, com rebanho de 650 vacas. 

Além de Rogério, outros produtores, como Adriano Santana de Almeida, 49 anos, também colhem resultados positivos com a irrigação. Ele possui um lote de dez tarefas (em torno de 4,356 hectares) no perímetro e áreas de sequeiro (sem irrigação artificial), onde mantém 20 animais. “Ter água o ano inteiro traz tranquilidade. Sempre temos alimento para o gado. Agora, produzo pouco porque preciso me organizar mais, mas aqui tem gente que está produzindo muito bem. O leite que tiro vendo direto para o laticínio, já com destino certo”, afirma.

Ele conta que a atividade é tradicional na família. “Meu pai sempre trabalhou com gado, nunca produzimos outra coisa. Essa parceria com o Governo do Estado é muito boa. Sem irrigação, a situação seria difícil. A água ajuda muito”, relata o agricultor que trabalha com o apoio do filho e pretende aumentar a produção. “Quero mudar para melhor e ampliar o rebanho”, revela.  

O técnico em agropecuária do Perímetro Irrigado Jabiberi, José Reis Coelho, explica que a mudança para a pecuária leiteira começou em 2009, substituindo as hortaliças que eram cultivadas, até então. Ele afirma que o clima e o solo da região favorecem a pastagem, o milho e o sorgo, tornando a pecuária leiteira mais adequada. “Antes, tínhamos muita sazonalidade. Na época da chuva, o solo encharcava e a produção caía; no verão, era difícil manter o cultivo. Com a pecuária leiteira, estabilizamos a produção, pois o capim cresce o ano inteiro com a irrigação. Isso traz segurança financeira e mantém o abastecimento mesmo na seca”, explica.

Destino certo 
A cadeia produtiva se completa na região com o laticínio instalado próximo ao perímetro, que processa parte do leite produzido e garante mercado para os produtores. Por meio do laticínio localizado ao lado da Serra do Canine, fundado em 2020 pelo empresário José Wilson Teixeira, os produtores de leite têm destino certo para a produção. O proprietário relatou que iniciou as atividades quando ainda era produtor de hortaliças no Perímetro Irrigado Jabiberi. Com a liberação da criação de gado, decidiu investir em uma pequena fábrica de queijos para absorver a produção local, que cresceu rapidamente.

Ele começou com 200 litros por dia e, hoje, processa cerca de 11 mil, transformando o leite em muçarela, parmesão, requeijão, queijo coalho, ricota e manteiga. Com o Selo de Inspeção Estadual (SIE) já conquistado, e a obtenção do Selo do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), emitida pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) em andamento, a meta é expandir a comercialização para outros estados.

“O selo estadual foi uma conquista de seis anos de adequações. Ele garante procedência e abre portas para levar nossos produtos a outros estados. Nossa intenção sempre foi ajudar os pequenos produtores, garantindo destino certo e preço justo para o leite deles”, enfatiza José Wilson que, atualmente, compra leite de 165 pequenos produtores, tanto do perímetro quanto de áreas vizinhas.

O impacto do Perímetro Jabiberi vai além da produção, gera empregos diretos e indiretos, movimenta o comércio local, fortalece a agricultura familiar e transforma Tobias Barreto em referência na pecuária leiteira sergipana. O técnico José Coelho reforça que, com o apoio do Governo de Sergipe, por meio da assistência técnica da Coderse e gestão eficiente da água, o projeto mostra que é possível produzir com qualidade, sustentabilidade e segurança, mesmo nos períodos mais secos do ano. “O produtor tem garantia da produção, da comercialização e de um preço justo. Isso melhora a qualidade de vida de todos os envolvidos”, considera.

Governo do Estado investe na segurança hídrica de Poço Redondo e impulsiona agricultura

Manutenção e recuperação de poços, dessalinizadores, aguadas, barragens e a construção da ‘Adutora do Leite’ levam qualidade de vida e geração de renda à população do campo
Produção de leite no alto sertão deve dobrar com ‘Adutora do Leite’ / Foto Geng/Coderse

Município do alto sertão sergipano, Poço Redondo, tem intensa atividade agrícola, despontando como o maior produtor de leite do estado, com quase 110 milhões de litros por ano. O Governo do Estado investe em ações de segurança hídrica para abastecimento humano e consumo animal no interior do município. A gestão estadual já investiu R$ 7,2 milhões nos estudos e projetos da ‘Adutora do Leite’; outros R$ 5 milhões para abertura de barragens de terra para acumular água das chuvas – 103 já estão prontas em Poço Redondo, onde famílias utilizam os sistemas do programa Água Doce (PAD) .

O Água Doce é um programa federal coordenado em Sergipe pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e executado pelas suas empresas vinculadas, como a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse). São sistemas de abastecimento dotados de dessalinizador para fazer o aproveitamento de poços tubulares profundos e salinos oferecendo água potável à população rural. 

Poço Redondo possui unidades no povoado Areias, onde, neste ano, a Coderse executou a troca de membranas de osmose reversa do dessalinizador, e Serra da Guia, que também passou por manutenção em seu poço, através da companhia. Durante o ‘Sergipe é aqui’ em Poço Redondo, nesta sexta-feira, 8, a ação foi exposta e explicada à população, por meio de uma maquete do sistema de dessalinização.

“Em 2023, todas as 29 unidades de dessalinização de Sergipe, incluíndo as de Poço Redondo, passaram por manutenção geral, capacitação de operadores, programa de apoio à gestão, oficinas sustentabilidade ambiental para a população e análise físico química e bacteriológica da água produzida no sistema”, destacou o diretor de Infraestrutura Hídrica da Coderse, Ernan Sena. Ele afirmou ainda que até o fim de 2025, o Governo do Estado vai pôr em operação mais três unidades do PAD, e está em processo avançado de formalização para a construção de outras 11.

‘Adutora do Leite’
Poço Redondo será o município mais beneficiado com a construção da ‘Adutora do Leite’, principalmente o povoado Santa Rosa do Ermírio, e receberá o maior trecho e número de benfeitorias da estrutura. Ao todo, serão mais 100 quilômetros percorridos pelas tubulações, que vão levar água bruta do rio São Francisco até o município de Nossa Senhora da Glória, atendendo no caminho Canindé de São Francisco, Poço Redondo e Monte Alegre de Sergipe, garantindo água para dessedentação animal nestes e outros municípios sertanejos.

Secretário Seagri, Zeca Ramos da Silva destaca que o equipamento de infraestrutura vai ampliar a produção do leite, aumentar investimentos do setor e abrir novos postos de trabalho . “Só esses quatro municípios produzem mais de 300 milhões de litros de leite por ano. A previsão de que a produção de leite, no alto sertão, dobre com a conclusão da obra. Isso se dará, a partir do momento em que o produtor passar a ter o acesso à água facilitado pela adutora, bem próximo da propriedade, e diminuir seus custos de produção. Revertendo isso em investimentos no aumento do rebanho, mais tecnologia e melhor genética do seu plantel”, pontuou o secretário.

A estimativa é que toda população rural de Poço Redondo, por volta de três mil famílias, seja beneficiada. Com investimento de R$ 7.209.917,12, a Coderse está concluindo os estudos e projetos da ‘Adutora do Leite’, para iniciar a construção, e outros R$ 240 milhões serão empregados somente na primeira etapa. 

Aguadas
A equipe da engenharia da Coderse avalia e fiscaliza as obras de abertura de novas barragens de terra e a limpeza de sedimentos (desassoreamento) em pequenos e médios reservatórios existentes, para a ampliação da capacidade de acumular água da chuva em pequenas propriedades rurais. Os reservatórios de terra têm usos múltiplos, mas servem principalmente à oferta de água para a dessedentação animal. Desde o início de 2025, já são 103 dessas aguadas preparadas, sendo sete de médio porte e comunitárias. Estima-se que a iniciativa alcance em média 760 famílias de Poço Redondo. 

Adriano Damascena é produtor de leite em Poço Redondo. Em sua propriedade rural tem uma aguada recuperada pela ação da Coderse. Segundo ele, sem as barragens, é necessário comprar água para dar de beber ao gado. “Fiquei muito agradecido por essa limpeza da barragem que chegou na hora certa, ficamos agradecidos por tudo. Sem essa água ficaria difícil, porque teríamos que procurar outros recursos”, considerou o criador.

O Governo do Estado vai investir, neste ano, R$ 5 milhões e já atendeu 470 reservatórios, ao incluir os serviços executados em Canindé de São Francisco, Itabi, Gararu, Feira Nova e Aquidabã. Somadas às obras de 2023, são 1.223 barragens. Naquele ano, por meio da Coderse, também foram investidos R$ 794.483,15 na reforma da barragem de concreto PR-13, no povoado Barra da Onça, beneficiando cerca de 1.500 famílias daquela e de outras comunidades de Poço Redondo.

Para o secretário Municipal de Obras de Poço Redondo, Marcelo Araújo Silva, as recuperações de barragens foram muito importantes e agora as expectativas são de boas chuvas para armazenar água. 

“É de suma importância as aguadas dos pequenos agricultores da região, todo mundo saber o sufoco sofrido pela falta de água, principalmente pela grande cadeia produtiva do leite, que é a questão da subsistência das famílias dos agricultores. O Governo do Estado está de parabéns, por meio da Seagri, por meio da Coderse, que vem recuperando pequenas aguadas. Principalmente  as individuais, para o agricultor ter água para o consumo animal e diminuir o custo de produção, que costumam ser caros por precisar comprar água”, frisou.

Sergipe participa do Congresso Latino-Americano de Dessalinização e Reuso de Água em São Paulo

Até o fim de 2025, serão 34 comunidades e cerca de 2.760 famílias sergipanas atendidas por dessalinizadores mantidos ou implantados via Coderse

O Congresso da Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reuso de Água (ALADYR) 2025 teve início na última quarta-feira, 6, e segue até esta sexta-feira, 8, em São Paulo/SP, com mais de 300 participantes de 12 países. Uma das experiências brasileiras em evidência no evento é o Programa Água Doce (PAD), com 21 anos de atuação e que em Sergipe é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), sendo executado pelas suas empresas vinculadas, as Companhias de Desenvolvimento Regional (Coderse) e Agropecuário (Emdagro).

O Governo de Sergipe mantém 29 unidades do PAD, está concluindo mais três e pleiteia outras 11. Até o fim do ano, serão 2,6 mil famílias atendidas pelo programa no estado. O coordenador do Núcleo Estadual do PAD, Vandesson Carvalho, está no Congresso da ALADYR, participando de atividades e levando as demandas da agenda do programa em Sergipe.

“Nesta quinta-feira, já participamos de reunião com o Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas e Planejamento em Segurança Hídrica (DRHB), seguida da apresentação do PAD feita pelo Secretário Nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira, ambos do MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional)”, informou Vandesson. Ele explicou ainda que, por meio da Coderse, é feito o acompanhamento frequente das unidades do PAD, com a manutenção, recuperação ou troca de equipamentos em dessalinizadores e poços tubulares profundos.

Na reunião que Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte e Minas Gerais participaram, o diretor do DRHB, Nelton Miguel Friedrich, abordou o compromisso que a gestão dos
sistemas de abastecimento têm com a destinação correta dos rejeitos da dessalinização. “A pauta tratou do alinhamento do novo termo de compromisso e ampliação dos sistemas, voltado ao reuso e saneamento básico nas áreas rurais, com esses estados”, pontuou.

A partir deste diálogo já feito no Congresso, foi possível agendar a participação de Sergipe em reunião em Brasília, e assim fortalecer a destinação dos recursos do
PAD para o estado. “Estamos nas tratativas finais para que Sergipe receba mais 11 sistemas do Água Doce, somando 43 unidades de dessalinização. Além desses do PAD, a Coderse também implantou, em 2023, outros dois sistemas de dessalinização em comunidades de Poço Verde e Riachão do Dantas. Com isso, ainda neste ano, de três novos sistemas do PAD, serão cerca de 2.760 famílias sergipanas atendidas diariamente com água potável de dessalinizadores”, complementou Vandesson Carvalho.

Ater Pública sergipanas apresentam suas boas práticas na 40ª AGE da Asbraer

Emdagro e Coderse são as protagonistas das boas práticas apresentando regularização fundiária, pesquisa e o sucesso da Ater nos perímetros irrigados

Iniciando o segundo dia (31/07) da 40ª AGE da Asbraer, os anfitriões do evento apresentaram suas boas práticas na Ater, regularização fundiária, pesquisa agropecuária e ater para agricultura irrigada.

O presidente da Emdagro e vice-presidente nacional de Pesquisa, Gilson dos Anjos, informou que a Emdagro atua com assistência técnica e extensão rural, pesquisa, ação fundiária e defesa  animal e vegetal. A instituição possui, também, uma coordenadoria específica para tratar de agroecologia. Só em 2024, atendeu 26.900 agricultores familiares e emitiu mais de 56 mil CAFs. A pesquisa agropecuária da Emdagro, executou 1934 coletas de amostras de solo para orientação sobre a qualidade do solo aos agricultores. Além, disso possui o Programa Sementes do Futuro com doação de:

  • 517 toneladas de sementes de  milho;
  • 453 toneladas de sementes de arroz;
  • e mais de 6.000 toneladas de sementes de palma.

Segundo Gilson dos Anjos, Sergipe ocupa o 1º lugar em produtividade de grãos do Brasil, no ranking de 2024.

Visando o melhoramento genético, a Emdagro inseminou 1.054 bovinos, de leite e de corte, e 177 ovinos/caprinos. Além de promover a vacinação bovina de forma gratuita para quem tem até 30 cabeças.

Para não abandonar os agricultores nas entressafras foi criado o Mão amiga citricultura, cana de açucar e leite, além de mais de 47 mil cadastros no Garantia Safra. 

Para a defesa animal e vegetal, a ater sergipana possui o Programa de Controle de Agrotóxico, além de atuar com Sistema Integrado de Gestão de Agrotóxico, um software para rastreamento e controle do comércio e uso do agrotóxico no estado, além de realizar a fiscalização. A Emdagro faz, também, o monitoramento fitossanitário, além do Plano de Vigilância da Influenza Aviária executando coletas nos criatórios para prevenção. “A gente mantém vigilância total para não deixar propagar a gripe aviária”, afirmou dos Anjos.

O estado criou o Citricultura sustentável um programa criado para atuar com o grande forte do estado que é a produção de laranja. Com isso, buscam atuar em unidades demonstrativas que ajudem na diversificação de variedades de porta-enxertos e plantio direto, além da produção de borbulhas de citros e banco de produção de sementes para porta enxertos. Assim reduzir os custos da aquisição de mudas ao pequeno produtor.

Na região sul de Sergipe o cacau é realidade. A Emdagro instalou unidades demonstrativas e capacitação de técnicos e produtores para ampliar o cultivo. A instituição está levando a cultura para o sertão, em Canindé de São Francisco após pesquisas e análises para cultivar o cacau em diversas regiões e climas.

Regularização Fundiária

Em Sergipe, a Emdagro atua na regularização fundiária por meio da Diretoria de Ações Fundiárias. A diretoria segue processos coesos para efetiva ação fundiária como o georreferenciamento, gestão da terra e atuam com três eixos:

  • terras devolutas do estado: pequenos e médios sem escritura.
  • assentamentos estaduais: áreas compradas com escritura
  • assentamentos do Crédito Fundiário: áreas compradas com créditos do governo.

O crédito fundiário não é de competência da Emdagro, no entanto, a instituição repassa todo acervo documental para a Seagri executar a regularização. O estado possui o Programa Minha Terra que visa a garantia de democratização do acesso às terras devolutas.

A Emdagro informatizou o acervo fundiário com metodologia de arquivamento para que qualquer municipio possa pesquisar os processos. Foram 60.000 mil processos digitalizados a custo zero, utilizando o corpo de equipe da própria instituição capacitando-os e executando força-tarefa. Com isso, todos podem ter acesso aos arquivos, sejam técnicos, governo ou produtores, gerando maior agilidade e transparência. Além disso, a Emdagro criou o Sistema de Emissão de Títulos de Regularização vinculado ao SIGA que puxa as informações preexistentes, criando autonomia para Emdagro. 

Pesquisa

Na Emdagro, a pesquisa está dentro da Diretoria de Ater e Pesquisa (Diraterp), gerida pela Coordenação de Pesquisa que está sempre em sintonia com a Coordenação de Agroecologia e com a Diretoria de Defesa Vegetal.

A instituição possui laboratórios de pesquisa localizada de forma estratégica próximo à universidade, além de instalações de campo para desenvolvimento de tecnologias na área de agroecologia.

As principais linhas de pesquisa são:

  • Fitossanidade (controle biológico e alternativo)

Na área do microorganismo e entomopatogênicos o foco maior é no citrus, uma das principais cadeias do estado, além da banana e oleiricultura. Foi desenvolvida uma unidade de produção on farm de bioinsumo, fornecendo acesso ao agricultor para que possa criar o seu bioinsumo dentro da fazenda (on farm). Para a capacitação foram feitos dias de campo.

Para esse desenvolvimento foi feito uma prospecção com coleta de solo para analisar o fungo. A intenção foi atuar com microorganismos nativos de Sergipe para criar o bioinsumo ideal.

O bioinsumo tem sido pauta de discussão no Congresso Nacional para sua regulamentação. É de fundamental importância para a produção agroecológica reduzindo o uso de agrotóxicos.

  • microbiologia do solo

Nessa linha de estudo, existe uma pesquisa em andamento para desenvolvimento de estimulantes que promovam fertilização e crescimento com menor uso de agentes químicos.

Nessa linha de pesquisa, o estudo em andamento visa a proteção solar e interagindo com a extensão e agricultores de forma a potencializar as áreas irrigadas.

Irrigação

Em Sergipe, a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação (Coderse) é a instituição estatal de assistência técnica e extensão rural focada em irrigação e abastecimento. 

A Coderse atua promovendo a segurança hídrica rural com ações integradas para o abastecimento humano e produção agropecuária. Além disso, nos lugares onde o abastecimento de água não chega, a Coderse atua com perfuração de poços, tubulares profundos, instalação de sistemas de abastecimento, além de recuperação e manutenção. Além da irrigação, a Coderse atua também com saneamento rural, calçamento, aquisição e distribuição de máquinas de saneamento.

A instituição atua em programas como o Água Doce, fazendo a dessalinização de água para abastecimento em áreas do semiárido gerando água potável.

Existem 7 perímetros irrigados gerenciados pela Coderse, sendo maior parte atendendo a agricultura familiar.

Em 2024, a Coderse produziu mais de 600 mil toneladas de alimentos, gerando renda em torno de R$959,5 milhões. “Hoje o que se produz e o que gera de riqueza no perímetro irrigado é muito superior”, afirmou o presidente da Coderse, Paulo Henrique Sobral.

A Coderse também atua na dessedentação dos rebanhos, criando aguadas para armazenamento da água das chuvas para uso no período de estiagem, fortalecendo a permanência da agricultura familiar no campo. “É importante aumentar o armazenamento de água da chuva para ela não extravasar”, argumentou, Sobral.

O projeto atual do estado é levar a água do São Francisco para reservatórios no alto sertão sergipano para que os produtores do leite tenham mais produtividade e redução de custo.

Fonte: Asbraer

Atuação da Coderse em General Maynard vai de poços à doação de alimentos

Município se tornou a capital de Sergipe por um dia durante o ‘Sergipe é aqui’

Na edição 53 do “Sergipe é aqui’, nesta sexta-feira, 25, em General Maynard, leste sergipano, a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), compareceu oferecendo e mostrando seus serviços em todo estado, em demandas de infraestrutura de recursos hídricos. A irrigação da empresa pública gerou 83 toneladas de alimentos doados a 4 mil pessoas em insegurança alimentar daquele município, em 2024. Neste ano, os agricultores só aguardam liberação dos recursos federais para repetir estas entregas.

Deste modo, atuação da Coderse, vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), vai além dos cinco poços de excelente vazão perfurados em General Maynard — o principal deles produz 15.840 litros de água por hora no povoado Pedro Gonçalves. A perfuração, limpeza, instalação, recuperação e manutenção de poços são serviços ofertados pela empresa durante as edições do evento itinerante, realizado pelo Governo do Estado em 53 municípios, até agora.

Em Lagarto, centro-sul sergipano, a empresa administra o Perímetro Irrigado Piauí. Neste, no último ano, 23 produtores irrigantes, juntos, receberam quase R$ 345 mil do PAA, na modalidade ‘compra com doação simultânea’, mantido pela Companhia de Nacional de Abastecimento (Conab), para a entregar abóbora, acerola, alface, batata-doce, cebolinha, coentro, couve, laranja, mamão, maracujá, milho verde, pimentão, quiabo e macaxeira às famílias atendidas pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de General Maynard.

“A empresa atuou no fornecimento de irrigação e assistência técnica para a produção de mais de 60t de alimentos, em Lagarto; fornecidos à 4 mil pessoas em insegurança alimentar da General Maynard, através do PAA, em 2024. Em nova proposta, já aceita pela Conab, esses mesmos irrigantes vão produzir para entregar esses alimentos novamente, em 2025”, informou o diretor de Irrigação da Coderse, Júlio Leite.

Ainda segundo o diretor, desde 2008 os produtores irrigantes atendidos na irrigação pública do Governo do Estado já entregaram ao PAA mais de 4 mil toneladas de produtos. “Foram mais de 150 mil benefícios, remunerando o produtor para produzir alimentos de qualidade ou beneficiando pessoas atendidas por essas instituições socioassistenciais. Os agricultores irrigantes foram remunerados em cerca de R$ 13 milhões para cultivar esses produtos”, explicou Júlio Leite.

Coordenadora do Cras de General Maynard, Márcia Nascimento disse que as pessoas beneficiadas pelo PAA, no último ano, sempre perguntam a ela quando vai começar a próxima edição de entregas. “As famílias adoraram, realmente são produtos de qualidade, que atendem às necessidades. Programas como esse são de extrema significância e realmente ajudam na situação de insegurança alimentar. Dando alimentos de qualidade, que realmente vão direto para a mesa. Serve aos filhos e à toda a família. Produtos que a gente sabe a origem, sabe que realmente têm uma certificação porque a Coderse sempre trabalha com produtores que realmente se preocupam com a sua produção”, reforçou a coordenadora.

Água Doce

Outra ação da Coderse no ‘Sergipe é aqui’ de General Maynard, foi levar ao conhecimento da população o trabalho que o Governo do Estado realiza mantendo e ampliando o Programa Água Doce (PAD). Isso é feito com a exposição da maquete de uma unidade de produção de água dessalinizada. Sergipe tem 29 sistemas de abastecimento, como este, em operação em nove municípios. Três novos sistemas foram construídos e serão entregues à população do semiárido ainda em 2025.

Governo fortalece agricultura familiar de Sergipe por meio do fomento e assistência técnica

Gestão estadual tem priorizado a atividade, que colhe bons resultados em diversas culturas, que contribuem para a economia sergipana

Cerca de 77% dos 93 mil estabelecimentos rurais em Sergipe são de agricultores familiares, segundo o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Aqui no estado, como em todo Brasil, a atividade é a principal responsável pela produção de alimentos que vão diretamente para o consumo diário da população e tem importância significativa na economia sergipana. A força que hoje tem a agricultura familiar em Sergipe reflete, também, o incentivo oferecido pelas ações e políticas públicas implementadas pelo Governo do Estado, que tem fortalecido as principais atividades produtivas.

Nesta sexta-feira, 25 de julho, quando se celebra o Dia Internacional da Agricultura Familiar, os bons resultados obtidos pelos pequenos produtores são destacados pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri). A produção de arroz no baixo São Francisco, a laranja produzida no sul sergipano, a pecuária leiteira do alto sertão, a ovinocaprinocultura no agreste e sertão, e a produção de mandioca na região centro-sul são bons exemplos de atividades agropecuárias significativas para a economia do estado, com participação importante do agricultor familiar. Regulamentada no âmbito federal pela Lei 11.326, de 24 de julho de 2006, a atividade é constituída de pequenos produtores rurais, povos e comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária, aquicultores, extrativistas e pescadores.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, o Governo de Sergipe tem priorizado as atividades da agricultura familiar, por meio da Seagri e suas empresas vinculadas (Emdagro, Cohidro e Pronese). “Por meio destas empresas, o governo presta assistência técnica rural, pesquisa agrícola, fomento à produção irrigada e áreas de sequeiro, assim também como defesa sanitária e ação fundiária”, explica o gestor.

Fortalecimento da agricultura
Uma das ações de fortalecimento da agricultura executadas pela Seagri é o de distribuição de sementes de milho e arroz. Por meio do programa Sementes do Futuro, o Governo de Sergipe já investiu R$ 12,7 milhões com a entrega de 980 toneladas de sementes (milho e arroz) distribuídas para agricultores de 60 municípios.  De acordo com a secretaria, a ação visa fortalecer a agricultura familiar no estado, garantindo acesso a sementes de qualidade e incentivando a produção agrícola.

Por meio deste trabalho da Emdagro, o agricultor Adalgido Correia da Silva, 42 anos, foi contemplado no Sementes do Futuro. Natural de Nossa Senhora da Glória, ele possui uma pequena propriedade na Colônia Paulo Freire 2, sendo beneficiado com sementes de milho de qualidade, gerando uma produção eficiente. “Esse programa nos auxilia bastante, a quantidade de sementes já me ajuda muito. A semente boa e selecionada normalmente é cara, de custo alto, e isso já nos dá uma economia. Aqui no assentamento, são 30 famílias e todas elas recebem. As famílias gostam muito do programa, tanto que querem mais, porque, às vezes, as sementes acabam rápido”, conta.

O governo também tem investido na agricultura irrigada. São 14.415 pessoas beneficiadas nos 1.674 lotes dos seis perímetros públicos irrigados, administrados pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse). Mais de 122 mil toneladas de produtos agrícolas, com o valor total da produção de R$ 249.055.276,00, foram comercializadas nos seis perímetros irrigados, apenas no ano de 2024.

Nesses perímetros, o governo faz investimentos em obras, como serviços de limpeza e reforma de canais, conserto de adutoras, recuperação de equipamentos, drenagem e limpeza em estações de bombeamento, recuperação de hidrantes, estradas e manutenção nos lotes. “Com estas ações, o Governo do Estado melhora a oferta de água para irrigação e a segurança operacional dos perímetros públicos”, destaca o presidente da Coderse, Paulo Sobral.

Uma das irrigantes, a agricultora Nivalda Santos Silva, que há 13 anos cultiva hortaliças no povoado Mangabeira, no município de Itabaiana, abastecido pelo perímetro irrigado Poção da Ribeira, administrado pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe, ressalta os benefícios das iniciativas governamentais. Ela vende sua produção em diversas localidades, incluindo Aracaju, Feira de Santana e outros municípios da Bahia.

Participante do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) há oito meses, Nivalda explica que o programa tem sido importante para sua estabilidade financeira. “O PAA facilita muito nosso trabalho, pois já sabemos para onde nossa colheita será destinada. Isso dá segurança para continuar investindo na produção”, relata.

Já naquelas áreas de sequeiro, que o plantio depende das chuvas, o governo implementa o Programa Garantia Safra, em parceria com Governo Federal e municípios. Agora em 2025, o seguro atendeu aos 14.689 agricultores cadastrados que tiveram perdas referentes à safra de 2023/2024. Foram injetados. R$ 17.626.800,00 na economia dos municípios. Para a próxima safra 2024/2025, serão 18.512 agricultores inscritos em 24 municípios sergipanos.

Regularização fundiária

O programa de regularização fundiária, coordenado pela Emdagro, é uma política de Estado que visa democratizar e otimizar o uso da terra em Sergipe, por meio da execução de cadastramento de imóveis rurais, com produção de base cartográfica digital, georreferenciamento e titulação de imóveis. São 4.285 títulos de terra emitidos no período de 2023 a 2025. A ação garante a segurança jurídica para o beneficiário e para os seus herdeiros, além da valorização da propriedade. O título de terra contribui, ainda, para o acesso a crédito agrícola, para os direitos sociais da Previdência, como a aposentadoria rural, auxílio maternidade, vários benefícios e programas do Governo Federal.

Nos últimos dois anos e meio, o programa beneficiou famílias dos municípios de Aquidabã, Arauá, Brejo Grande, Campo do Brito, Canindé de São Francisco, Cristinápolis, Frei Paulo, Monte Alegre, Nossa Senhora da Glória, Poço Redondo, Poço Verde, Porto da Folha, Simão Dias e Umbaúba. “A atual gestão foi a que mais entregou títulos de terra na história de Sergipe. E o Governo do Estado já determinou, por meio da Seagri e Emdagro, a titulação de todas as colônias agrícolas do sertão. Já começamos por Canindé de São Francisco e, até o fim do primeiro semestre do próximo ano, 100% das colônias agrícolas do sertão estarão tituladas, beneficiando cerca de 1.500 famílias”, informa o presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos.

Para a agricultora Mailde Mesquita da Silva, de 45 anos, a garantia de posse do terreno no qual ela e o marido, José do Santos, plantam amendoim, feijão, mandioca, milho, coco e laranja, traz mais tranquilidade para o presente e para o futuro. “A equipe da Emdagro veio aqui e nos deu todo o apoio. Nós não pagamos nada e é muito bom, porque serve para que nós dois possamos nos aposentar. Também vai ser bom para minha menina, que é filha única”, pontua.

A identidade do agricultor familiar

Com o trabalho da equipe técnica do Governo do Estado, por meio da Emdagro, mais que dobrou a meta de Cadastros de Agricultor Familiar (CAF), chegando ao expressivo resultado de 56.460 CAFs emitidos. O documento tem um papel fundamental na identificação e qualificação das Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPA) e suas formas associativas, como associações e cooperativas. Com ele, os agricultores têm acesso a uma gama de políticas públicas, incluindo Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), Garantia-Safra, linhas de crédito, entre outros programas essenciais para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar. 

O agricultor Gilmar da Cruz Alves, 46 anos, morador da Serra Comprida, localizado entre as cidades de Itabaiana e Areia Branca, reforça a importância desse documento. “Com o CAF, conseguimos participar de programas como o PAA, o que nos dá mais segurança porque já sabemos para onde nossa produção vai”, pontua.

Incentivos para pequenos pecuaristas

A Secretaria de Estado da Agricultura destaca várias ações desenvolvidas para apoiar o pequeno criador. Entre as ações estão a inseminação artificial de gado, caprinos e ovinos, a vacinação gratuita contra brucelose e clostridiose, a execução de programa que ajuda no escoamento da produção e consumo de leite (PAA-Leite), regularização dos laticínios (SIE, SIB), incentivo fiscal para venda do gado, liberação de crédito para a pecuária –por meio do Banese –, além da inspeção, fiscalização agropecuária e insumos agropecuários e o programa Mão Amiga Bacia Leiteira.

Apenas por meio do programa de melhoramento genético, nos últimos dois anos e meio foram inseminados 1.054 bovinos e 177 ovinos e caprinos. A propriedade de Genildo Alves é classificada como bom exemplo de melhoramento genético, que também inclui os melhoramentos alimentar e nutricional. A Emdagro levou todo equipamento, material e, inclusive, enviou o profissional para fazer a inseminação. Desde a introdução, já nasceram oito animais por meio desta técnica na propriedade.

Embora seja uma área de apenas nove hectares, as terras de Genildo são consideradas um grande sucesso de produtividade. “Tenho 25 cabeças de gado. Eu, minha esposa e minha filha vivemos dessa produção, que basicamente é vendida para Glória. A Emdagro sempre acompanha o rebanho, a reprodução e a inseminação”, detalhou o criador.

Novos investimentos

O secretário Zeca da Silva pontua novos investimentos. “O Governo de Sergipe não para por aqui. Reconhecendo a importância do setor, o governo está investindo R$ 400 milhões em três grandes ações: a construção da Adutora do Leite; implementação da Citricultura Sustentável; e a implantação do Projeto Sertão Vivo, esse último com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) para a região do semiárido. Além dessas, dezenas de ações permanentes são realizadas por meio da Coderse, Pronese e da Emdagro voltadas à segurança hídrica, defesa animal e vegetal, regularização fundiária, pesquisa e assistência técnica aos produtores.

“Nós temos um governo que acredita e fomenta a agropecuária, temos agentes financeiros investindo bastante para fortalecer o setor e um mercado consumidor bastante favorável e crescente. Somado a todo esse leque de oportunidades, não podemos deixar de acreditar que o setor agropecuário – mesmo o pequeno, o da subsistência – seja parte importantíssima nas vidas brasileiras e sergipanas, garantindo a segurança alimentar”, complementa o secretário da Agricultura.

Técnicos do governo estadual levam experiência de uso da calda sulfocálcica para agricultores do Jacaré-Curituba

Fungicida, acaricida, inseticida e fertilizante, receita caseira é barata e bem aceita entre irrigantes atendidos pela Coderse e Codevasf no alto sertão

Laudelino Ferreira é o irrigante do Jacaré-Curituba em que primeiro experimentou a aplicação de calda sulfocálcica // Foto: Fernando Augusto (Ascom Coderse)

Já conhecida há mais tempo pelos agricultores irrigantes do Perímetro Irrigado Califórnia — mantido pelo Governo de Sergipe, em Canindé de São Francisco, alto sertão sergipano — a calda sulfocálcica é um defensivo agrícola de preparo caseiro eficiente em plantações de goiaba, manga, coco, limão, pinha, acerola, dentre outras. Há cerca de um ano teve início uma cooperação técnica com o vizinho Projeto Público de Irrigação Jacaré-Curituba, federal, que está preparando os técnicos agrícolas e produtores rurais para também usarem a solução de baixo custo.

A calda sulfocálcica é feita da mistura de enxofre e cal virgem em água fervente, que age como fungicida, acaricida, inseticida e também fornece os nutrientes cálcio e enxofre às plantas. Na receita do perímetro Califórnia, o custo da solução chega aos R$ 0,40 por litro. Quem ensina a fórmula e suas aplicações é o técnico agrícola Luiz Roberto Vieira, da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), empresa vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri).

“Fica um custo lá embaixo. Em um tambor de 200 litros de água vai pegar 10 de enxofre, que custa R$10,00 e 10 de cal, que custa R$ 70,00. Um excelente custo-benefício. Tem tripla ação com uma vantagem de ter 19% enxofre, que é adubo foliar e 6% de cálcio”, ensinou o técnico agrícola da Coderse. Em Canindé a companhia estadual administra o perímetro Califórnia, fornecendo água de irrigação e assistência técnica para 337 produtores rurais.

Cooperação técnica

O Jacaré-Curituba é administrado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Segundo o seu técnico em agropecuária e extensionista, Avelange Santos, uma cooperação técnica com o perímetro Califórnia foi criada a partir da iniciativa dos agricultores irrigantes assistidos no projeto público de irrigação federal. Eles procuraram a equipe técnica do Jacaré-Curituba para também usar a calda sulfocálcica em suas lavouras, em Canindé e Poço Redondo. 

“Os produtores já tinham conhecimento, através da televisão, que ela seria útil no controle de algumas doenças nas culturas. E aí, como a gente não tinha na época a prática, com a parceria dos técnicos da Coderse podemos replicar essa atividade aqui, no Jacaré-Curituba. O mais interessante é que alguns produtores tiveram a habilidade de aprender e eles mesmos passaram a confeccionar e fazer a aplicação. Então, não se limitou apenas aos técnicos”, reforçou Avelange Santos. 

O extensionista Avelange conta que sempre ocorreram parcerias frutíferas com o perímetro irrigado estadual e antes de fabricarem a calda sulfocálcica, os agricultores puderam ver de perto a sua eficiência. “Inclusive, a gente também fez intercâmbio com outros produtores do Califórnia. Levamos nossos produtores para conhecer algumas experiências que estão dando certo, para controle de pragas e doenças. E isso está sendo muito gratificante”, concluiu.

Manga

“Eles não conheciam o procedimento e o pessoal da Codevasf falou com a gerência do nosso perímetro, que autorizou que eu viesse para cá junto com eles para que eu pudesse demonstrar na prática como era o processo do uso da calda. A minha dúvida na época era se daria certo na cultura da manga, porque eu nunca tinha usado. Fizemos 400 litros e depois foi mais 800. Tudo foi aplicado em 971 pés de manga”, recordou o técnico do perímetro Califórnia, Luiz Roberto.

Laudelino Ferreira é o irrigante do Jacaré-Curituba em que primeiro experimentou a aplicação de calda sulfocálcica em suas 971 mangueiras, há cerca de um ano, e conta que já viu o resultado. “A calda é muito boa. A produção estava sendo baixa, quando passei pela primeira vez, tive renda com a produção. Para mim este ano foi bom e no próximo vai estar melhor. O custo é acessível e o benefício é incalculável”. 

Um dos diferenciais para Laudelino Ferreira usar a calda sulfocálcica é a baixa toxicidade. Ele adota o não uso de agrotóxicos. “Eu não gosto de passar veneno. Prejudica a gente que passa, a natureza e também quem vai se alimentar com o fruto”, finalizou o agricultor, que a partir da ajuda dos técnicos da Codevasf e Coderse já produz o seu próprio defensivo.

Última atualização: 11 de agosto de 2025 13:09.

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