Governo do Estado investiu em ações de desenvolvimento rural e inclusão produtiva em 2024

Além da ampliação das ações de fomento que fortalecem as principais atividades produtivas, o Governo de Sergipe iniciou, em 2024, projetos estruturantes como a adutora do leite e o Projeto Sertão Vivo

Vista roteiro do Projeto estruturante Adutora do Leite / Foto: Vieira Neto

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), encerra 2024 com um balanço positivo das ações voltadas ao desenvolvimento rural e à inclusão produtiva. Durante o ano, foram realizadas iniciativas estratégicas que impulsionaram a produção rural sergipana, com ações como transferência de tecnologias, certificação de agroindústrias, acesso à terra, segurança hídrica, entrega de insumos e transferência de renda para agricultores afetados por perdas de safra, fortalecendo a agricultura familiar e a qualidade de vida no campo.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, além da ampliação das ações de fomento que fortalecem as atividades produtivas, como, por exemplo, abastecimento de água para a produção, inseminação artificial, distribuição de sementes e regularização fundiária, o Governo de Sergipe iniciou, em 2024, projetos estruturantes que criam condições de uma área rural sergipana cada vez mais desenvolvida e inclusiva.

“Os projetos estruturantes como a Adutora do Leite com investimentos previstos em R$ 250 milhões, em fase de elaboração de projeto, e Sertão Vivo com investimentos de 150 milhões, já com início da aplicação no primeiro semestre de 2025, são iniciativas que criam um círculo virtuoso para o futuro do desenvolvimento rural sergipano. Nos últimos dois anos estamos vivenciando um cenário favorável para a agropecuária em nosso estado. A instalação de empresas de insumos e máquinas; a presença de agentes financeiros oferecendo mais crédito; e a intensificação da motomecanização e demais tecnologias de automação agrícola, são exemplos disso”, avaliou o secretário.

Ainda de acordo com o secretário Zeca da Silva, todos os incentivos viabilizados pela gestão do governador Fábio Mitidieri, por meio do que ele chama de ‘sistema Seagri’, têm contribuído para favorecer a produção agropecuária estadual. São políticas públicas que envolvem a estrutura de fomento ao produtor rural, de assistência técnica e extensão rural da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) e da Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (Pronese).

Agricultura irrigada
São beneficiadas diariamente 14 mil pessoas, com água bruta para irrigação, fornecida pelo Governo de Sergipe, por meio da Coderse, em 1.826 unidades produtivas rurais, em sete municípios sergipanos. São mais de 50 culturas agrícolas exploradas, com destaque para as altas na produção do maracujá, com 184 toneladas e 162% a mais do que o ano anterior; e o feijão-de-corda, que superou a expectativa para o ano e gerou mais de mil toneladas do alimento, com 35% de aumento em relação ao ano anterior. No total, os seis perímetros movimentaram R$ 249 milhões em 2024, um aumento de R$ 37 milhões em relação a 2023.

Participação nas expofeiras
O Governo de Sergipe participou como patrocinador de diversas feiras agropecuárias, de agroecologia e da agricultura familiar. Para a Secretaria de Estado da Agricultura, essas feiras servem para a divulgação de pesquisas, transferências tecnológicas e facilitação de acesso a créditos e aquisição de novidades em máquinas, equipamentos, insumos, sementes, tecnologias, agroquímicos e técnicas de manejo.  

“Um grande sinal de que Sergipe é bom para a agropecuária é o sucesso do Sealba Show, a maior vitrine da agropecuária regional, que na terceira edição, realizada agora em 2024, movimentou mais de R$ 300 milhões, com participação de mais de 175 marcas do agronegócio”, disse o secretário da Agricultura Zeca da Silva. Além da Sealba, ele relatou, entre as feiras apoiadas pelo Estado, a Festa Amigos do Leite, em Poço Redondo, a Expo Glória, no Município de Nossa Senhora da Glória e a Feira Sergipana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, realizada em Aracaju.

Fonte: Agência Sergipe e Notícias

Sergipe sedia encontro nacional do Programa Água Doce

Avaliação positiva feita pelos beneficiários e novos investimentos marcam primeiro dia do evento

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) escolheu Sergipe para realizar nesta quarta-feira, 13, a nona edição do Encontro Nacional de Capacitação e Integração do Programa Água Doce – Novo Ciclo. Ocorrido pela última vez no ano de 2019, o evento teve como objetivo central reunir e capacitar os técnicos envolvidos no projeto, proporcionando um espaço de debate sobre os desafios e avanços da sua implementação. Durante a abertura do encontro, em Aracaju, foram assinados termos de compromisso com os secretários dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Piauí e Sergipe, visando ampliar a cobertura geográfica e fortalecer a execução do Programa Água Doce no país.

São 29 unidades instaladas, em nove municípios sergipanos, onde são produzidos 17.400 litros de água potável por dia, que atendem a um total de oito mil pessoas. O evento irá continuar em um segundo momento nesta quinta-feira, 14, quando os participantes farão uma visita ao sistema de dessalinização da comunidade Cacimba Nova, no município de Poço Verde. No local será realizada uma mesa de diálogo com o tema “Um olhar para os resultados nas comunidades e impacto na vida das pessoas”, permitindo ao público conhecer de perto os resultados do programa e realizar uma troca de experiências.

O Governo do Estado apoia a realização do encontro, por meio da Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e de suas vinculadas – Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) e Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), empresas executoras do Programa Água Doce em Sergipe. Para o secretário da Seagri, Zeca Ramos da Silva, foi muito gratificante sediar esse importante evento, o primeiro após o período da pandemia, e fortalecer ainda mais essa parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional.

“Para nós dos estados nordestinos, que vivemos constantemente essa problemática da escassez de água, o Programa Água Doce é de suma importância por promover a dessalinização da água, dando dignidade às comunidades mais longínquas, com água potável e de qualidade tão necessária para a subsistência das pessoas e de seus animais. Hoje comemoramos aqui o retorno dessa atividade e a assinatura de R$ 100 milhões em recursos, para atender todas as regiões assistidas no país, sendo R$ 9 milhões para Sergipe, onde serão implantados 11 novos sistemas”, ressaltou.

De acordo com o secretário Nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Serra, a escolha do ministério para que Sergipe fosse sede da nona edição do encontro se deu pelo estado ser um grande parceiro. “O programa Água Doce está contemplado no novo PAC, lançado no ano passado pelo presidente Lula, e precisávamos retomar as tratativas com os estados. Escolhemos Sergipe principalmente pelo interesse demonstrado pelo secretário Zeca, que tem buscado junto ao Ministério recursos para garantir a continuidade do programa, onde já estamos com três novos sistemas prestes a serem concluídos”, destacou se referindo aos sistemas de Poço Verde, no povoado Saco do Camisa, que vai atender 200 famílias; em Porto da Folha, no povoado Bela Aurora, para 40 famílias; e no município de Carira, no assentamento Carlos Prestes, para beneficiar 50 famílias.

O subsecretário de saneamento da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (SEMAD/MG), Anderson Diniz, também destacou a importância do “Água Doce” para as comunidades assistidas. “O Água Doce leva dignidade e ainda movimenta a economia local, à medida que algumas pessoas fazem o transporte de água para outras localidades, cobrando um valor mínimo por isso, gerando sustentabilidade e economia”, pontuou.

Comunidades assistidas

O operador de dessalinizador da comunidade de Amparo/PB, Everaldo Maciel, veio a Sergipe para contar um pouco de sua experiência. “Na zona rural coletávamos água de cacimba, nos poços, e nem sempre ela era favorável ao consumo humano e dos animais. Graças ao equipamento, hoje temos um líquido de qualidade, foi uma mudança muito grande. Quando começou o programa, em 2016, tínhamos 120 famílias cadastradas e produzíamos 800 litros de água por hora. De lá para cá a demanda aumentou muito, e hoje aumentamos para 1.400 litros/hora”, comemorou.

Ana Maria Oliveira Souza, representante do povoado Cacimba Nova, no município de Poço Verde, comemorou a assinatura dos novos sistemas de dessalinização, ao destacar a importância para as comunidades rurais. “Esse programa precisa seguir adiante pelo povo que sofre com a seca e com dificuldade de conseguir água de qualidade, como é a do programa Água Doce. Nós mesmos administramos os poços, com ajuda de voluntários que operam a máquina, que veio para melhorar a nossa qualidade de vida”, afirmou.  

Sobre o programa

O Programa Água Doce leva água potável às comunidades rurais sergipanas que não contam com sistemas de abastecimentos convencionais. Ele chegou em Sergipe no ano de 2011, sob a gestão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, que após ser transformada em superintendência em 2019, passou o programa para ser administrado pela Sedurbi, e mais tarde em 2021 pela Seagri.

Em Sergipe, são 29 unidades instaladas em nove municípios: Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Monte Alegre de Sergipe, Porto da Folha, Nossa Senhora da Glória, Carira, Simão Dias, Poço Verde e Tobias Barreto.

Bacia Leiteira de Sergipe terá abastecimento de água que contribuirá com produção da região

Projeto da Adutora do Leite foi autorizado neste sábado, 21, pelo governador Fábio Mitidieri, durante visita à ExpoGlória 2024

Com agenda neste sábado, 21, no médio e alto sertão, o governador Fábio Mitidieri entregou obras e deu ordem de serviço para novos projetos de infraestrutura, como a construção de uma adutora que abastecerá com águas do Rio São Francisco a região que concentra maior produtividade de leite do estado. O projeto foi intitulado ‘Adutora do Leite’.


Ainda em Glória, em visita à ExpoGlória 2024, o governador Mitidieri autorizou os estudos do projeto de engenharia para a execução da Adutora do Leite e assinou termo de cooperação técnica para cursos voltados ao setor leiteiro. A obra tem a previsão de investimento total de aproximadamente R$ 250 milhões, e o objetivo é trazer uma solução definitiva para a dessedentação (tirar a sede) animal no trecho entre Canindé de São Francisco e Nossa Senhora da Glória, usando a água captada no Rio São Francisco.

A obra abastecerá diversos tipos de criatórios comerciais e rebanhos, que somam aproximadamente 265 mil animais, sendo 180 mil somente bovinos, dos cinco municípios no trajeto de 108,60 quilômetros de extensão. A região, que compreende os municípios de Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre e Nossa Senhora da Glória, é uma das maiores bacias leiteiras do Nordeste, e a dessedentação animal é uma reivindicação antiga dos produtores. A expectativa é de que a produção leiteira dos cinco municípios, que hoje é de 296.062.000 litros por ano (dados referentes a 2022), dobre com a implantação da Adutora do Leite.

A técnica de enfermagem Shirley Aparecida, moradora de Nossa Senhora da Glória, destacou que as obras no município devem levar benefícios para toda a população, em especial a Adutora do Leite, que vai facilitar o abastecimento de água para a localidade. “É sempre importante ter mudanças para melhorar, valorizar a cidade, ajudar o pedestre, o trânsito. E o que a população sempre reclama é sobre a falta de água nas comunidades”, opinou.

O diretor-presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária (DER), Anderson das Neves, pontuou que as intervenções devem transformar o dia a dia da população em diferentes aspectos. “É mais uma obra e mais benefícios para a população do alto sertão, principalmente no município de Nossa Senhora da Glória, com essa nova entrada, com postes, iluminação, passeio. É uma obra que foi bastante solicitada, e o governo está pensando na qualidade de vida para toda a população do alto sertão. Com esses avanços, vamos trazer mais fábricas, mais empresários, estimular o agronegócio, melhorar o fluxo de transporte de veículos, evitando um transtorno para a população, evitando engarrafamento, evitando carros pesados na porta da população que vive aqui no município”, justificou.

ExpoGlória 2024
A  Feira do Agronegócio de Nossa Senhora da Glória teve início na última quinta-feira, 19, e vai até este domingo, 22, no Parque de Exposições Cidade do Leite. A feira multieventos do agronegócio, com foco na pecuária leiteira, conta com exposição e leilão de animais, torneio leiteiro, palestras, estandes para venda de máquinas e equipamentos, de insumos e prestação de serviços. O Governo de Sergipe é patrocinador do evento e está com estande permanente durante todos os dias.

“É um evento muito grandioso, onde há diversos expositores gerando emprego e renda. Glória vem crescendo muito ao longo dos últimos dez anos, e a gente vê a força do povo sertanejo e do povo gloriense em produzir, em criar seu gado. Temos a indústria de laticínios, a grande maioria instalada aqui no município de Glória. Então essa feira vem consolidar toda essa gama de investimentos, mostrar não só para os sergipanos, mas para os produtores nordestinos, também, a qualidade do nosso rebanho e a resiliência do povo sertanejo. Sergipe, mesmo pequeno geograficamente, é o segundo produtor de leite aqui do Nordeste, e isso mostra a força da bacia leiteira sergipana”, sintetizou o secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca da Silva.

Produção de leite em SE
Sergipe aparece como destaque nacional quanto à aquisição e industrialização de leite. No primeiro trimestre de 2024, o estado chegou a 118.399 milhões de litros, uma alta de 6% em relação ao primeiro trimestre de 2023. No ano passado, Sergipe chegou a produzir 435.577 milhões de litros, um crescimento de 50 milhões de litros em relação a 2022. De acordo com a Diretoria de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emdagro, a tendência é que o resultado do ano de 2024 continue em alta, chegando a percentuais entre 9% a 10% maior que o ano passado.

Com esse resultado, Sergipe continua como o segundo estado do Nordeste em relação à aquisição e industrialização de leite cru, atrás apenas da Bahia, com 149.145 milhões de litros, e o 10º lugar no ranking nacional. Os dados levam em consideração a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos, sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal).

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Governo do Estado dá mais um passo para a construção da Adutora do Leite

Com mais de 100 quilômetros de extensão, a obra vai desenvolver a pecuária leiteira a partir do abastecimento de água para a dessedentação animal

Em mais um passo para a construção da Adutora do Leite, o Governo de Sergipe anunciou que a empresa Encibra S/A foi vencedora da licitação e deu ordem de serviço para a realização de estudos e projetos para a execução da obra. O ato fez parte das políticas públicas anunciadas durante a Expo Glória, no sábado, 21, pelo governador Fábio Mitidieri. Na ocasião, também foi assinado Termo de Cooperação Técnica entre a Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Sergipe (Sescoop-SE) para atividades de formação em cooperativismo.

A Adutora do Leite é um projeto do governo conduzido pela Seagri que trará a solução definitiva para a dessedentação animal em um longo trajeto. Com mais de 100 quilômetros de extensão, abrangendo os municípios de Canindé de São Francisco a Nossa Senhora da Glória, a obra vai desenvolver a pecuária leiteira a partir do abastecimento de água, que será captada pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) no rio São Francisco.

A adutora vai levar água aos diversos tipos de criatórios comerciais. Os rebanhos somam aproximadamente 265 mil animais, sendo 180 mil somente bovinos, nos cinco municípios situados no trajeto de 108,60 quilômetros de extensão – Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre de Sergipe e Nossa Senhora da Glória.

Como a produção de leite é a principal atividade econômica da região do alto sertão sergipano, a expectativa do Governo do Estado é de que a Adutora do Leite melhore a qualidade de vida das 23 mil famílias dos municípios assistidos, com o aumento da geração de renda e abertura de novos postos de trabalho. “Estamos começando a cumprir esse compromisso que assumi no início da minha administração e que é tão importante para o povo sertanejo. O sertão é uma região que merece e precisa muito dessa obra, que vai mudar a vida das pessoas de Nossa Senhora da Glória, essa importante bacia leiteira”, enfatizou o governador Fábio Mitidieri durante a assinatura da ordem de serviço para contratação da empresa Encibra S/A.

O secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, chamou a atenção os futuros impactos que virão a partir da construção da Adutora do Leite. “Acredito que esse seja o maior projeto da história da Secretaria da Agricultura. Uma ação que há muito vem sendo aguardada pelo povo sertanejo, especialmente aqui de Glória. Agora o governo cumpre mais um de seus compromissos com o povo sergipano. A previsão é de que, daqui a cinco anos, a produção de leite dobre na região”, destacou o gestor.

Produtor rural no município, Fábio Henrique Batista de Souza comemorou a notícia anunciada na ocasião. “A construção dessa adutora vai nos ajudar muito, porque a deficiência de água é muito grande aqui na região de Glória. Assim, vamos ter água em abundância para nossos animais e conseguiremos investir mais, com a garantia que teremos água para nosso rebanho”, colocou. 

Para o produtor de leite Marcelo Barreto, cooperado na Cooperativa Sertaneja de Agronegócio (Coopesea), o momento também foi de celebração. “A nossa principal necessidade era água para matar a sede dos animais, e hoje se concretiza aqui um sonho, que é a assinatura da licitação do projeto. Com essa adutora sendo concretizada, o alto sertão será o maior produtor de leite do Nordeste”, prospectou.

Cooperação técnica
Também durante a Expo Glória, o secretário Zeca da Silva assinou, por meio das empresas vinculadas à Seagri – Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) e Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) -, Termo de Cooperação Técnica com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Sergipe (Sescoop/Se). O objetivo é a realização de cursos, palestras, seminários, workshops e atividades de formação em cooperativismo para colaboradores, produtores rurais e profissionais que atuam ou queiram constituir cooperativas, com os propósitos de capacitar, difundir e ampliar o conhecimento sobre o modelo de negócio cooperativo.

A Seagri, a Coderse e a Emdagro se comprometem a ofertar a estrutura física para a realização de palestras, cursos e treinamentos; a participar de eventos promovidos pelo Sescoop/SE em temas de interesse do ramo agropecuário e incluir informações sobre essa parceria, bem como divulgar os eventos, cursos e ações em todas as mídias sociais e redes de relacionamento da pasta, visando atingir os objetivos do presente acordo. Já o Sescoop/SE fica responsável por disponibilizar profissionais para a realização de palestras, cursos e treinamentos gratuitos que visem à capacitação em cooperativismo de profissionais e grupos interessados em constituir cooperativas em Sergipe.

O presidente do grupo, João Teles de Melo Filho, destacou a importância da parceria com a Seagri. “A Sescoop/SE tem tudo que é necessário para tornar um grupo de pessoas bem intencionadas, que representa o cooperativismo, para fazer com que essa cooperativa progrida, tenha perenidade, com capacitações exclusivas para conselheiros, diretores, cooperados, ou seja, tudo que o grupo necessite, sem custo para seus integrantes, e por meio dessa parceria com o Governo do Estado e a Seagri, nós vamos fazer acontecer”, pontuou.

Ceasa Aracaju divulgará semanalmente pesquisa de preços no atacado e varejo

Levantamento apresentará valores de frutas, hortaliças, laticínios, carnes e principais produtos naturais beneficiados

Cláudio dos Santos vende hortaliças e frutas no varejo / Foto: Ascom Coderse

A Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), empresa do Governo do Estado que administra a Central de Abastecimento de Sergipe (Ceasa Aracaju), iniciou neste mês de agosto a divulgação da pesquisa de preços no atacado e varejo. Os resultados serão divulgados periodicamente ao público no site da Coderse, na aba Ceasa. 

A coleta dos valores praticados pelos comerciantes ocorre duas vezes por semana e são publicados em boletins semanais e mensais. São planilhas que comparam os valores mínimos, máximos, a média e a moda (quando tem um valor praticado com mais frequência) de preços. 

O diretor de Infraestrutura Hídrica da Coderse, Ernan Sena, explica que a necessidade de realizar a pesquisa surgiu como mais uma das demandas que a empresa assumiu ao passar a administrar a Ceasa.

“Buscamos em parceria com a Emdagro, nossa coirmã, verificar de que maneira eles já atuam, fazendo essa pesquisa nos mercados municipais daqui, e trouxemos essa forma de pesquisa para aplicarmos na Ceasa, com o objetivo de dar informações para que o consumidor possa fazer a sua consulta da variação de preços dos produtos, que ele vai buscar na Ceasa. Espero que isso seja um facilitador e faça com que as pessoas venham mais à central de abastecimento para adquirir seus produtos”, destacou Ernan.

Valdir Lima de Souza, há 37 anos na Ceasa, comercializa laticínios, castanhas e uma infinidade de outros produtos alimentícios de tradição regional. Para ele, a pesquisa é importante, pois divulga o que o consumidor pode encontrar na central de abastecimento. “O pessoal gosta mais do produto natural. Isso ajuda, porque o povo tem que vir sabendo já como está a situação dos produtos. Vem direto, se souber como está o preço”, pontuou.

A pesquisa feita pela Coderse, empresa vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), atende à demanda do consumidor, que está cada vez mais atento aos meios digitais, a fim de economizar, na busca dos locais onde os preços estão mais atrativos.

“Vale a pena vir de São Cristóvão para comprar aqui, venho sempre. Normalmente compro frutas de vários tipos e tem fruta que eu só consigo aqui. Acho interessante e válido ver os preços com antecedência. É bom ter alguém preocupado em passar essa informação. Tem gente que não vem aqui porque não tem conhecimento, não sabe o que tem para poder comprar. E aqui tem de tudo”, salientou a comerciante Edijane Maria da Silva, que compra na Ceasa tanto no varejo, como no atacado.

Alimentação saudável
Outro objetivo primordial é o incentivo ao consumo dos hortifrutigranjeiros oferecidos na Ceasa. Por um lado, colabora com a geração de renda do comerciante usuário e seus colaboradores. Do outro, tem a vantagem em saúde, que é consumir produtos in natura e frescos, vindos direto do produtor. 

Para Cláudio dos Santos, que vende hortaliças e frutas no varejo, a pesquisa vem contribuir com seu trabalho. “Ajuda muito na questão informativa, porque vai tabelar coisas que muita gente não sabe. Isso atrai comprador e melhora as vendas, faz uma divulgação melhor. Nossa tabela de preço é baixa porque, como trabalhamos direto com o atacadista, a gente tem margens baixas justamente para atrair os clientes”, observou.

Agricultores de Japaratuba aproveitam serviços da 31ª edição do ‘Sergipe é aqui’

Ação beneficiou os agricultores do município, que são responsáveis pela geração de renda e emprego no campo

Foto: Ascom Coderse

O município de Japaratuba recebeu a 31ª edição do ‘Sergipe é aqui’, nesta quinta-feira, 25 de julho, data em que é comemorado o Dia Internacional do Agricultor Familiar, e no estande da Agricultura, muitos exemplos de sucesso tiveram seu destaque reconhecido. Como em todas as cidades onde já aconteceu o programa de governo itinerante,  a Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) se fez presente, juntamente com suas empresas vinculadas — Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (Pronese). 

Na ocasião, foram disponibilizadas ações especialmente para os agricultores, que são responsáveis pela geração de renda e emprego no campo, com a garantia do sustento de milhares de famílias. Do povoado Caraíbas, no município, veio o exemplo da panificação ‘Nascendo para crescer’, que fabrica pães, bolos e biscoitos, gerando renda para a comunidade do projeto de assentamento de reforma agrária. A Associação Comunitária do Projeto de Assentamento Caraíbas recebeu recursos do Governo do Estado, por meio de um convênio firmado com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que garantiu a compra do maquinário e a estruturação da agroindústria. 

“Atualmente, produzimos entre 500 e 600 pães por dia, do tipo francês, doce, carrapicho, de macaxeira e de batata, além de bolos e alguns biscoitos caseiros. Hoje aproveitamos a oportunidade de vir demonstrar nossos produtos neste evento promovido pelo Governo do Estado”, declarou Erisvando Chagas, presidente da associação, que é formada por 115 famílias de agricultores familiares.

Representando o trabalho realizado pela Cooperativa Jardim, de Japaratuba, com peças artesanais feitas da palha do Ouricuri, a artesã Cristiane Santos de Jesus levou para o estande bolsas, esteiras, cestos e chapéus, entre outros produtos que foram comercializados no local. “Foi muito importante essa oportunidade de divulgar as artes que a gente faz com tanto carinho e poder ganhar um dinheiro extra”, afirmou a moradora do povoado Alagamar.

Ações da Coderse
Em Japaratuba, a Coderse ofereceu orientações sobre os serviços de perfuração, bombeamento, instalação e manutenção de poços tubulares e seus sistemas de abastecimento, ao mesmo tempo em que demonstrou, por meio de uma maquete de sistema de dessalinização, como funciona o Programa Água Doce em Sergipe. O programa está presente em 29 comunidades rurais da região semiárida e neste ano está sendo ampliado para mais três.

O diretor de Infraestrutura Hídrica da Coderse, Ernan Sena, explica que o órgão tem forte presença no município do leste sergipano, tendo executado, ao todo, 53 poços. “Aqui em Japaratuba, desde 2023, nós perfuramos quatro poços tubulares profundos, nos povoados de Sapucaia, Porteiras, Várzea Verde e Alto das Mangabeiras. É a Coderse trazendo água para o interior do estado”, pontuou.

Fonte: Seagri

Mais de 5 mil sergipanos têm acesso à água potável por meio do programa Água Doce

São 29 comunidades, em nove municípios, atendidas pelo Governo de Sergipe, que garante água de qualidade

Garantir o acesso à água potável é um compromisso que o Governo de Sergipe tem ampliado à população sergipana com a implantação do Programa Água Doce (PAD). A iniciativa tem transformado a vida de milhares de sergipanos, especialmente nas áreas rurais do semiárido, onde o abastecimento convencional nem sempre consegue chegar.

O Programa Água Doce é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIRD), e, em Sergipe, é gerido pela Secretaria de Estado da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri). A execução do programa conta com a colaboração da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), que presta assistência técnica, e da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), que capacita as comunidades para o uso sustentável da água. Outras parcerias incluem a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), a Defesa Civil estadual e municipal, além dos próprios moradores das regiões beneficiadas.

Somente neste ano o Governo de Sergipe investiu mais de R$ 380 mil no Programa Água Doce, abrangendo manutenção, monitoramento, apoio à gestão, capacitação de operadores e sustentabilidade ambiental. São mais de cinco mil sergipanos em 29 comunidades, distribuídas por nove municípios, que têm acesso a água potável de qualidade. Segundo o coordenador estadual do Programa Água Doce em Sergipe, Vanderson Carvalho, com um fornecimento diário de 17 mil litros de água potável, o programa é uma política pública permanente que visa a recuperação, implantação e gestão de sistemas de dessalinização, integrando cuidados técnicos, ambientais e sociais.

O gestor falou sobre a importância do programa devido à formação geológica do semiárido, onde a água é predominantemente salina. “Fazemos uma análise prévia para dimensionar o dessalinizador, tratamos a água e realizamos todos os testes necessários”, explicou Vanderson, ao garantir que a água dessalinizada atende a todos os parâmetros de qualidade.

Impacto

Em Nossa Senhora da Glória, alto sertão sergipano, o Programa Água Doce beneficia diretamente as comunidades dos povoados Aningas (122 famílias), Assentamento Fortaleza (90 famílias) e Periquito (30 famílias).

Iranilda Vieira de Andrade Freitas, moradora do Assentamento Fortaleza, destacou a melhoria na qualidade de vida após a instalação do sistema de dessalinização. “A água é muito boa e saudável”, afirmou, ao acrescentar que o problema de dores de barriga causado pela água da cisterna foi resolvido. Iranilda mencionou que a família usa a água dessalinizada para beber e cozinhar, e que a quantidade fornecida é suficiente para suas necessidades diárias.

Residente na mesma comunidade, Estrina Souza Neto compartilhou sua satisfação com a água dessalinizada. “A água tem uma qualidade muito boa e não queremos que falte de jeito nenhum”, disse. Ela explicou que, antes do sistema, as pessoas da localidade dependiam da água da chuva e do Estado, mas agora a nova água é usada para todas as necessidades domésticas, melhorando significativamente a qualidade de vida.

Qualidade da água

Em relação à tecnologia utilizada, o sistema de dessalinização funciona por osmose reversa, tratando a água salina do semiárido e tornando-a potável. A ação consiste num sistema mecânico-hidráulico e elétrico, com bombas e membranas que realizam a osmose. A água dessalinizada é coletada e enviada para o Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) para análise, garantindo que todos os parâmetros de qualidade sejam atendidos.

Vanderson ressaltou a importância da qualidade da água fornecida pelo programa. “Sabemos que a água bruta tem toxinas, alta salinidade e é salobra. Por isso, fazemos uma análise prévia para dimensionar o dessalinizador. Depois, tratamos a água e realizamos todos os testes necessários”, explicou o coordenador. 

O agricultor Ariolando Feitosa de Souza destacou a transformação que o Programa Água Doce trouxe para sua comunidade. “Receber o sistema de abastecimento de água de qualidade foi uma verdadeira bênção”, comentou, ao lembrar dos tempos difíceis, quando dependiam dos caminhões-pipa. Ele disse que a nova água é boa, de qualidade e segura para consumo, eliminando os problemas de saúde que enfrentavam anteriormente.

A comunidade coleta 30 mil litros de água por mês. A ação conta com operadores que são responsáveis por tratar e distribuir a água. O sistema de abastecimento na localidade conta com a gestão compartilhada, envolvendo o Estado, o município, a comunidade e o Governo Federal.

Ampliação

A expectativa é que sejam instalados mais 23 sistemas dessalinizadores neste e no próximo ano. Três deles já foram licitados pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe, com os demais em processo final de licitação. “Temos um sistema que é em Carira, no Assentamento Luiz Carlos Prestes, que está a 85% de sua fase de conclusão, e os outros em Porto da Folha e em Poço Verde, que vão abastecer mais de 500 famílias também nessas comunidades”, informou.

A expansão do Programa Água Doce vai trazer esperança e melhorias para as comunidades do semiárido sergipano. Vanderson Carvalho frisou que o programa traz uma nova perspectiva, diminui custos e oferece autonomia às pessoas. “É um compromisso do Governo de Sergipe fornecer recursos hídricos seguros e acessíveis para todos”.

Governo do Estado investe R$ 12 mil na manutenção de dois sistemas do ‘Água Doce’ no alto sertão

Com a implantação de mais três novas unidades de dessalinização, serão 32 sistemas funcionando em Sergipe

Somente no mês de junho, quase 140 famílias da zona rural do alto sertão sergipano já foram beneficiadas com a manutenção no fornecimento de água dessalinizada. A equipe do Núcleo Estadual do Programa Água Doce (PAD) trocou seis membranas do sistema de abastecimento no povoado Areias, em Poço Redondo, e no Assentamento Mandacaru I, em Canindé de São Francisco, consertou a bomba auxiliar e ajustou o dessalinizador. Só em peças, o investimento com recursos próprios do Governo do Estado foi de aproximadamente R$ 12 mil.

De acordo com a equipe técnica da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), devido ao desgaste em seu funcionamento, as membranas de osmose reversa são itens do grupo de máquinas e equipamentos do dessalinizador que têm que ser trocados quando deixam de fazer a filtragem. O sistema de abastecimento do povoado Areias beneficia 93 famílias. Participaram do serviço o coordenador estadual do programa, Vanderson Carvalho, e o componente de serviço em dessalinizador, Claudinier Rodrigues.

“Fizemos a troca utilizando as membranas fornecidas pela Coderse. As peças são o coração do sistema, fazem a filtragem da água salina, coletada dos poços tubulares profundos, separam o concentrado e fornecem água potável para o consumo humano. Mas a unidade de produção de água dessalinizada é formada de muitos itens, como reservatórios, tanques de contenção, tubulação, e o poço. Todos são componentes que carecem de manutenção e reparo feitos pelas comunidades, Coderse, prefeituras ou em parceria entre eles”, pontuou Vanderson Carvalho.

Presente nos nove estados do Nordeste e em Minas Gerais, o PAD é uma ação do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional e, em Sergipe, é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri). As suas vinculadas, Coderse e Empresa de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro), são as executoras do programa. São 29 unidades em operação no estado, e também por meio da Coderse, outros três sistemas atualmente estão sendo implantados em Carira, Poço Verde e Porto da Folha.

Morador do povoado Areias, Cleiton Rodrigo Vieira dos Santos ficou feliz com o conserto no dessalinizador da comunidade, que agora voltou a filtrar a água salina corretamente. “Estou tão satisfeito que o programa vem atendendo a gente, a água está super maravilhosa. Eu só tenho que agradecer. Nunca deixam a gente sem ser acolhido. Água é muito importante para a gente. A água agora está 83% mineral. É uma benção de Deus e só temos a agradecer”, destaca o usuário, com base na leitura do grau de salinidade feita pela equipe do PAD ao concluir a troca das membranas.

Mandacaru I
Outra beneficiária, Maria Auxiliadora, moradora do Assentamento Mandacaru fala o quanto o sistema de dessalinização é importante. “São cerca de 40 famílias, e a gente depende muito dessa água. É uma água saudável, sadia, tratada, muito boa”, elogiou Maria Auxiliadora.

O serviço, também realizado pela equipe da Coderse inserida no ‘Água Doce’, consertou a bomba auxiliar, que potencializa a capacidade de processamento, da água salgada para a doce. “Essa bomba é para dar um reforço na bomba principal do dessalinizador. Também regulamos o dessalinizador, para melhor fazer a produção de água potável”, concluiu Vanderson Carvalho.

Sementes do Futuro incentiva produção de milho em todos perímetros irrigados estaduais

Irrigante tem que ser da agricultura familiar e usa a semente até sem a chuva, contando com a irrigação pública.
Distribuição de sementes beneficiou irrigantes do Perímetro Irrigado Jacarecica II – Foto Fernando Augusto (Ascom Coderse)

Nos perímetros irrigados do Governo do Estado, as sementes de milho do Programa Sementes do Futuro estão chegando no momento de atender à grande demanda da colheita no período de festas juninas. A Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) está distribuindo 206 toneladas de sementes. Sua vinculada, a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), está encarregada de entregar 7,2 toneladas de sementes para beneficiar os agricultores e pequenos criadores em sua área de atuação na irrigação pública.

As sementes distribuídas nos seis perímetros irrigados administrados pela Coderse, nessas últimas duas semanas, estão chegando para quem vai fazer o plantio do milho verde comercializando nas festas de Santo Antônio, São João e São Pedro. Segundo o diretor de Irrigação da empresa pública, Júlio Leite, o benefício ajuda o produtor por um tempo mais prolongado.

“Com a água de irrigação que fornecemos, o produtor pode usar essa semente tratada e selecionada a qualquer tempo. Para além da demanda do milho verde, com o comércio das espigas durante todo ano, tem muito uso do milho, espigas e palhadas na ração animal. O irrigante pode comercializar esse milho com os criadores de gado de leite e de corte. Atividades presentes em todo o estado e que demandam material forrageiro aos perímetros irrigados”, confirma Júlio Leite.

Os pequenos pecuaristas do município de Tobias Barreto, no centro-sul sergipano, que fazem parte do Perímetro Irrigado Jabiberi, vão usar sementes de milho do programa Sementes do Futuro para compor suas reservas em grãos, silagem e rolão para alimentação do gado de leite no período de estiagem. Um reforço à alimentação dos animais, que têm o pasto e outras plantas forrageiras cultivados a partir da irrigação e assistência técnica agrícola do Governo do Estado. Em 2023, esses irrigantes do Jabiberi produziram 2.295.500 de litros de leite, que é a vocação do perímetro estadual.

Sementes do Futuro
As sementes das variedades de milho Cruzeta e Potiguar foram adquiridas pelo Governo do Estado por meio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), vinculada à Seagri, que também se encarrega da maior parte da distribuição. O investimento público estadual  é de R$ 3 milhões para beneficiar 20.600 famílias de 50 municípios sergipanos. O enquadramento do produtor na condição de agricultor familiar é condição para receber as sementes. A Coderse se encarregou de entregar as sementes nos seus perímetros irrigados.

Jacarecica II
No Perímetro Irrigado Jacarecica II, que compreende comunidades agrícolas de três municípios, também está ocorrendo a distribuição das sementes de milho do programa para a agricultura familiar. Marinete de Santos é agricultora em lote irrigado no Assentamento Santa Maria, em Riachuelo, na região da Grande Aracaju. Ela conta que o milho verde que vai plantar, junto da couve, macaxeira, batata-doce e feijão, é para o consumo da família e comercialização. Ao mesmo tempo, deixa claro que, com irrigação, pode plantar em qualquer época do ano.

“Esse milho ajuda muito, porque a gente planta, leva para a feira, vende para outras pessoas. É para vender e para comer. Já pensando no São João e São Pedro. Pode plantar agora ou mais para frente, pois mesmo não tendo chuva, tem a irrigação para ajudar”, garantiu a irrigante do Jacarecica II. O perímetro também compreende povoados de Areia Branca e Malhador, no agreste sergipano.

O irrigante José dos Santos, também do Assentamento Santa Maria, estava preparado para plantar o milho do Sementes do Futuro, já pensando até no mercado em que vai oferecer o seu produto na colheita. Ele parabenizou a Coderse e o Governo do Estado por estenderem o programa ao Jacarecica II.

“Chegou na hora certa. Esse milho eu vou plantar e adubar para vender em Riachuelo. Mas se precisar, eu vendo para Itabaiana”, finalizou José dos Santos, destacando que o milho é as espigas vão para o consumo humano, mas as palhas têm destino certo para a ração animal.

Novo sistema do Programa Água Doce é destaque na 26ª edição do ‘Sergipe é aqui’ em Carira

Equipamento público está 80% construído e será a 5ª unidade do programa no município e a 30ª do estado

Quando a mais nova obra do Programa Água Doce (PAD) for entregue à população do Assentamento Luís Carlos Prestes, em Carira, no agreste sergipano, 340 famílias terão acesso a água potável, a partir de cinco sistemas de dessalinização do Programa Água Doce (PAD) no município que se tornou, de maneira simbólica, a capital do estado nesta sexta-feira, 19, na 26ª edição do ‘Sergipe é aqui’. Na ocasião, o novo PAD foi destaque da participação da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) no governo itinerante, por meio de uma maquete ilustrativa que apresentou a unidade de abastecimento à população.

Em Sergipe, o PAD é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), por intermédio da Coderse e da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), executoras do programa. Nas 29 unidades de dessalinização em operação em Sergipe, são produzidos 17.400 litros de água potável por dia, atendendo uma população total de cinco mil sergipanos.  

Pela condição de dificuldade para obtenção de água doce, superficial ou subterrânea, Carira já possui quatro unidades do PAD nos povoados Bezerras, atendendo 50 famílias; Lagoa dos Porcos, com 80 famílias; Macacos, 100 famílias;  e Três Tanques, 60 famílias. Segundo o presidente da Associação dos Agricultores do Assento Luis Carlos Prestes, Jadiel Santos Bispo, por ser uma comunidade carente de abastecimento e longe das redes de distribuição de água da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), a unidade do PAD se mostra necessária.

“Quero agradecer ao Governo do Estado, que está implantando esse sistema lá junto com o pessoal do ‘Água Doce’. Vai beneficiar muitas famílias que não têm água potável. A comunidade é carente e precisava muito desse sistema. Hoje, o  abastecimento que tem lá é o carro-pipa, e agora teremos uma água de qualidade, na hora que a gente quiser”, comemorou Jadiel Santos Bispo, em visita ao estande da Agricultura, no ‘Sergipe é aqui’.

Execução do programa 

A Emdagro capacita, mobiliza e faz a extensão rural nas comunidades atendidas pelo PAD. A Coderse, além de fazer a capacitação técnica dos operadores, faz a manutenção e reposição dos equipamentos de dessalinização, dos poços tubulares que abastecem os sistemas e está à frente da licitação de construção das três novas unidades do ‘Água Doce’ no estado, totalizando 32 em Sergipe. No Assentamento Carlos Prestes, a companhia também perfurou um novo poço para suprir a demanda por água que o dessalinizador exige. Um investimento total – estadual e federal – de R$ 315.901,35.

“Estamos em Carira, trazendo as ações da Secretaria de Estado da Agricultura, em mais um ‘Sergipe é aqui’, no município em que temos quatro unidades do PAD, atendendo 290 famílias, e agora estamos trazendo o quinto, no Assentamento Carlos Prestes, com mais 50 famílias sendo abastecidas com água de qualidade. A obra está em cerca de 80% de sua execução completa e, em breve, estaremos entregando o novo sistema à comunidade”, afirmou o coordenador estadual do Núcleo do PAD em Sergipe, Vandesson Carvalho.

Maquete do Água Doce 

A unidade de produção de água dessalinizada do PAD possui vários módulos de processamento da água, reuso, contenção de resíduos e pode ser bem ilustrada por meio da maquete que a Coderse tem exibido em todas as suas participações no ‘Sergipe é aqui’. O módulo do dessalinizador tem três reservatórios, um de água bruta e salina, da forma como vem do poço tubular; outro com a água potabilizada e que abastece um chafariz público; e um terceiro, que contém a água resultante do processo de filtragem e com teor de salinidade superior à água bruta captada no subsolo. 

Cerca de 50% da água que passa pela filtragem no dessalinizador, feito por  membranas de osmose reversa, não pode ser aproveitada no processo de dessalinização. Anexo ao módulo de dessalinização, existe outro com o tanque de contenção onde este concentrado salino é depositado para evaporação e descarte apropriado do sal resultante. Há experiências exitosas de usuários dos sistemas, no uso do mesmo tanque para criação de espécies de peixes resistentes à água salgada, uma atividade que serve de complemento na renda das comunidades assistidas. 

Outro incentivo produtivo do sistema do PAD é a existência de chafarizes e cochos para uso da dessedentação animal, a partir da água bruta do poço tubular. Há pesquisas da Empresa Brasileira De Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para uso da forrageira Atriplex no PAD. A planta resistente à água salinizada, também conhecida como erva sal, encabeça o projeto futuro para construção de um terceiro módulo nestas unidades do PAD, que vão abrigar um campo irrigado com água salgada e produção de material forrageiro. Anexo, no mesmo módulo e ainda aproveitando a água bruta do poço, também se pretende implantar tanques em concreto com a tecnologia necessária para piscicultura ou carcinicultura, modelo detalhado que também consta na maquete do programa exibida pela Coderse.

Última atualização: 4 de junho de 2024 13:03.

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