Sergipe participa do Congresso Latino-Americano de Dessalinização e Reuso de Água em São Paulo

Até o fim de 2025, serão 34 comunidades e cerca de 2.760 famílias sergipanas atendidas por dessalinizadores mantidos ou implantados via Coderse

O Congresso da Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reuso de Água (ALADYR) 2025 teve início na última quarta-feira, 6, e segue até esta sexta-feira, 8, em São Paulo/SP, com mais de 300 participantes de 12 países. Uma das experiências brasileiras em evidência no evento é o Programa Água Doce (PAD), com 21 anos de atuação e que em Sergipe é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), sendo executado pelas suas empresas vinculadas, as Companhias de Desenvolvimento Regional (Coderse) e Agropecuário (Emdagro).

O Governo de Sergipe mantém 29 unidades do PAD, está concluindo mais três e pleiteia outras 11. Até o fim do ano, serão 2,6 mil famílias atendidas pelo programa no estado. O coordenador do Núcleo Estadual do PAD, Vandesson Carvalho, está no Congresso da ALADYR, participando de atividades e levando as demandas da agenda do programa em Sergipe.

“Nesta quinta-feira, já participamos de reunião com o Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas e Planejamento em Segurança Hídrica (DRHB), seguida da apresentação do PAD feita pelo Secretário Nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira, ambos do MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional)”, informou Vandesson. Ele explicou ainda que, por meio da Coderse, é feito o acompanhamento frequente das unidades do PAD, com a manutenção, recuperação ou troca de equipamentos em dessalinizadores e poços tubulares profundos.

Na reunião que Sergipe, Bahia, Rio Grande do Norte e Minas Gerais participaram, o diretor do DRHB, Nelton Miguel Friedrich, abordou o compromisso que a gestão dos
sistemas de abastecimento têm com a destinação correta dos rejeitos da dessalinização. “A pauta tratou do alinhamento do novo termo de compromisso e ampliação dos sistemas, voltado ao reuso e saneamento básico nas áreas rurais, com esses estados”, pontuou.

A partir deste diálogo já feito no Congresso, foi possível agendar a participação de Sergipe em reunião em Brasília, e assim fortalecer a destinação dos recursos do
PAD para o estado. “Estamos nas tratativas finais para que Sergipe receba mais 11 sistemas do Água Doce, somando 43 unidades de dessalinização. Além desses do PAD, a Coderse também implantou, em 2023, outros dois sistemas de dessalinização em comunidades de Poço Verde e Riachão do Dantas. Com isso, ainda neste ano, de três novos sistemas do PAD, serão cerca de 2.760 famílias sergipanas atendidas diariamente com água potável de dessalinizadores”, complementou Vandesson Carvalho.

Ater Pública sergipanas apresentam suas boas práticas na 40ª AGE da Asbraer

Emdagro e Coderse são as protagonistas das boas práticas apresentando regularização fundiária, pesquisa e o sucesso da Ater nos perímetros irrigados

Iniciando o segundo dia (31/07) da 40ª AGE da Asbraer, os anfitriões do evento apresentaram suas boas práticas na Ater, regularização fundiária, pesquisa agropecuária e ater para agricultura irrigada.

O presidente da Emdagro e vice-presidente nacional de Pesquisa, Gilson dos Anjos, informou que a Emdagro atua com assistência técnica e extensão rural, pesquisa, ação fundiária e defesa  animal e vegetal. A instituição possui, também, uma coordenadoria específica para tratar de agroecologia. Só em 2024, atendeu 26.900 agricultores familiares e emitiu mais de 56 mil CAFs. A pesquisa agropecuária da Emdagro, executou 1934 coletas de amostras de solo para orientação sobre a qualidade do solo aos agricultores. Além, disso possui o Programa Sementes do Futuro com doação de:

  • 517 toneladas de sementes de  milho;
  • 453 toneladas de sementes de arroz;
  • e mais de 6.000 toneladas de sementes de palma.

Segundo Gilson dos Anjos, Sergipe ocupa o 1º lugar em produtividade de grãos do Brasil, no ranking de 2024.

Visando o melhoramento genético, a Emdagro inseminou 1.054 bovinos, de leite e de corte, e 177 ovinos/caprinos. Além de promover a vacinação bovina de forma gratuita para quem tem até 30 cabeças.

Para não abandonar os agricultores nas entressafras foi criado o Mão amiga citricultura, cana de açucar e leite, além de mais de 47 mil cadastros no Garantia Safra. 

Para a defesa animal e vegetal, a ater sergipana possui o Programa de Controle de Agrotóxico, além de atuar com Sistema Integrado de Gestão de Agrotóxico, um software para rastreamento e controle do comércio e uso do agrotóxico no estado, além de realizar a fiscalização. A Emdagro faz, também, o monitoramento fitossanitário, além do Plano de Vigilância da Influenza Aviária executando coletas nos criatórios para prevenção. “A gente mantém vigilância total para não deixar propagar a gripe aviária”, afirmou dos Anjos.

O estado criou o Citricultura sustentável um programa criado para atuar com o grande forte do estado que é a produção de laranja. Com isso, buscam atuar em unidades demonstrativas que ajudem na diversificação de variedades de porta-enxertos e plantio direto, além da produção de borbulhas de citros e banco de produção de sementes para porta enxertos. Assim reduzir os custos da aquisição de mudas ao pequeno produtor.

Na região sul de Sergipe o cacau é realidade. A Emdagro instalou unidades demonstrativas e capacitação de técnicos e produtores para ampliar o cultivo. A instituição está levando a cultura para o sertão, em Canindé de São Francisco após pesquisas e análises para cultivar o cacau em diversas regiões e climas.

Regularização Fundiária

Em Sergipe, a Emdagro atua na regularização fundiária por meio da Diretoria de Ações Fundiárias. A diretoria segue processos coesos para efetiva ação fundiária como o georreferenciamento, gestão da terra e atuam com três eixos:

  • terras devolutas do estado: pequenos e médios sem escritura.
  • assentamentos estaduais: áreas compradas com escritura
  • assentamentos do Crédito Fundiário: áreas compradas com créditos do governo.

O crédito fundiário não é de competência da Emdagro, no entanto, a instituição repassa todo acervo documental para a Seagri executar a regularização. O estado possui o Programa Minha Terra que visa a garantia de democratização do acesso às terras devolutas.

A Emdagro informatizou o acervo fundiário com metodologia de arquivamento para que qualquer municipio possa pesquisar os processos. Foram 60.000 mil processos digitalizados a custo zero, utilizando o corpo de equipe da própria instituição capacitando-os e executando força-tarefa. Com isso, todos podem ter acesso aos arquivos, sejam técnicos, governo ou produtores, gerando maior agilidade e transparência. Além disso, a Emdagro criou o Sistema de Emissão de Títulos de Regularização vinculado ao SIGA que puxa as informações preexistentes, criando autonomia para Emdagro. 

Pesquisa

Na Emdagro, a pesquisa está dentro da Diretoria de Ater e Pesquisa (Diraterp), gerida pela Coordenação de Pesquisa que está sempre em sintonia com a Coordenação de Agroecologia e com a Diretoria de Defesa Vegetal.

A instituição possui laboratórios de pesquisa localizada de forma estratégica próximo à universidade, além de instalações de campo para desenvolvimento de tecnologias na área de agroecologia.

As principais linhas de pesquisa são:

  • Fitossanidade (controle biológico e alternativo)

Na área do microorganismo e entomopatogênicos o foco maior é no citrus, uma das principais cadeias do estado, além da banana e oleiricultura. Foi desenvolvida uma unidade de produção on farm de bioinsumo, fornecendo acesso ao agricultor para que possa criar o seu bioinsumo dentro da fazenda (on farm). Para a capacitação foram feitos dias de campo.

Para esse desenvolvimento foi feito uma prospecção com coleta de solo para analisar o fungo. A intenção foi atuar com microorganismos nativos de Sergipe para criar o bioinsumo ideal.

O bioinsumo tem sido pauta de discussão no Congresso Nacional para sua regulamentação. É de fundamental importância para a produção agroecológica reduzindo o uso de agrotóxicos.

  • microbiologia do solo

Nessa linha de estudo, existe uma pesquisa em andamento para desenvolvimento de estimulantes que promovam fertilização e crescimento com menor uso de agentes químicos.

Nessa linha de pesquisa, o estudo em andamento visa a proteção solar e interagindo com a extensão e agricultores de forma a potencializar as áreas irrigadas.

Irrigação

Em Sergipe, a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação (Coderse) é a instituição estatal de assistência técnica e extensão rural focada em irrigação e abastecimento. 

A Coderse atua promovendo a segurança hídrica rural com ações integradas para o abastecimento humano e produção agropecuária. Além disso, nos lugares onde o abastecimento de água não chega, a Coderse atua com perfuração de poços, tubulares profundos, instalação de sistemas de abastecimento, além de recuperação e manutenção. Além da irrigação, a Coderse atua também com saneamento rural, calçamento, aquisição e distribuição de máquinas de saneamento.

A instituição atua em programas como o Água Doce, fazendo a dessalinização de água para abastecimento em áreas do semiárido gerando água potável.

Existem 7 perímetros irrigados gerenciados pela Coderse, sendo maior parte atendendo a agricultura familiar.

Em 2024, a Coderse produziu mais de 600 mil toneladas de alimentos, gerando renda em torno de R$959,5 milhões. “Hoje o que se produz e o que gera de riqueza no perímetro irrigado é muito superior”, afirmou o presidente da Coderse, Paulo Henrique Sobral.

A Coderse também atua na dessedentação dos rebanhos, criando aguadas para armazenamento da água das chuvas para uso no período de estiagem, fortalecendo a permanência da agricultura familiar no campo. “É importante aumentar o armazenamento de água da chuva para ela não extravasar”, argumentou, Sobral.

O projeto atual do estado é levar a água do São Francisco para reservatórios no alto sertão sergipano para que os produtores do leite tenham mais produtividade e redução de custo.

Fonte: Asbraer

Sergipe sedia 40ª Reunião Extraordinária da Asbraer e se consolida como capital nacional da regularização fundiária e da pesquisa agropecuária

Evento reúne representantes dos 27 estados, Governo Federal, Anater e dirigentes das Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural de todo o país

Sergipe se transformou, entre os dias 30 de julho e 1º de agosto, no principal centro de discussões da assistência técnica, extensão rural, regularização fundiária e pesquisa agropecuária do Brasil. O motivo foi a realização da 40ª Reunião Extraordinária da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), que congrega as 32 instituições públicas estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e pesquisa agropecuária do país.

O evento, sediado pelo Governo de Sergipe por meio da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), reuniu lideranças de todos os estados brasileiros, técnicos, gestores, representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), em um momento estratégico de debate e articulação política.

A abertura oficial ocorreu na manhã de quarta-feira, 30, com a presença do presidente da Asbraer, Otávio Martins Maia, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Minas Gerais; do vice-presidente de Ater da entidade, Rafael Gouveia, da Emater de Goiás; do presidente da Emdagro e vice-presidente nacional de Pesquisa Agropecuária da Asbraer, Gilson dos Anjos; e do presidente da Coderse, Paulo Henrique Sobral. Representantes de todas as regiões do país participaram do encontro, fortalecendo a unidade e a integração do sistema público de Ater e pesquisa agropecuária.

Em sua fala de abertura, o presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos, deu as boas-vindas aos participantes e destacou os avanços da agropecuária sergipana por meio de políticas públicas implementadas com foco no pequeno produtor.

“É com grande alegria que recebemos esta 40ª Assembleia da Asbraer em Sergipe. É uma honra sediar um evento tão importante, com representantes de todo o país e parceiros estratégicos. Não tenho dúvida de que este é um espaço essencial para discutirmos políticas públicas urgentes para o fortalecimento da agricultura familiar”, afirmou Gilson.

Ele reforçou que o Governo de Sergipe tem feito sua parte para transformar a realidade do campo, com ações como a distribuição gratuita de sementes de arroz e milho por meio do programa Sementes do Futuro; a entrega de mais de 648 mil raquetes de palma forrageira para reservas alimentares do rebanho; a inseminação artificial gratuita em propriedades com até 50 vacas, com mais de mil matrizes já inseminadas; a vacinação contra brucelose, com mais de 5.900 bezerras imunizadas.

“Com políticas públicas eficazes, inovação e compromisso, estamos garantindo dignidade a quem vive da terra”, concluiu Gilson.

O recém-eleito presidente da Asbraer, Otávio Martins Maia, agradeceu a recepção e ressaltou a importância da assembleia como espaço de troca e mobilização. “Cada edição promove um intercâmbio de experiências e fortalece a articulação política em defesa da assistência técnica e da agricultura familiar. É urgente que o Governo Federal assuma maior protagonismo no financiamento dessas ações”, declarou Maia.

Ele alertou para a carência de pessoal nas instituições estaduais e a necessidade de garantir recursos para contratação, valorização e estruturação das equipes técnicas, que são responsáveis por transformar realidades no campo brasileiro.

A presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Alcineide Nascimento, também destacou a relevância do evento para o fortalecimento das entidades públicas de Ater. “A assembleia tem papel fundamental ao colocar em pauta a necessidade de ampliação dos investimentos. Sem uma extensão rural forte, não há como garantir o sucesso das políticas públicas no campo”, frisou.

Ela reforçou que a extensão rural é, em muitos casos, o único elo entre o agricultor e o Estado, sendo a responsável por garantir cidadania e desenvolvimento às comunidades rurais.

Representante do Governo Federal, o presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Jefferson Coriteac, destacou o compromisso da agência em apoiar as entidades públicas de assistência técnica em todo o país. “É uma honra participar desta assembleia. Nosso papel é facilitar a transferência de recursos para as Emateres e empresas públicas estaduais, ampliando a capilaridade das ações no campo”, afirmou Coriteac.

O presidente da Anater também elogiou o trabalho da Emdagro e fez um chamado à mobilização. “Quero parabenizar o presidente Gilson pelo exemplo que é Sergipe. Reforço aqui um convite: façam essa força-tarefa junto ao MDA. Quanto mais articulação, mais recursos virão. A Anater está pronta para apoiar.”

Ele ainda destacou o papel do Instrumento Específico de Parceria (IEP) como ferramenta de formalização das demandas dos estados junto ao MDA, e conclamou as entidades a articularem continuamente com o ministério para garantir avanços concretos.

Agenda nacional

A 40ª Reunião Extraordinária da Asbraer está sendo marcada por intensos debates para a formação de uma agenda estratégica em prol da agricultura familiar com temas sobre: financiamento dos serviços públicos de Ater; Regularização fundiária e acesso à terra; Fortalecimento das OEPAs (Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária); Inovação tecnológica no campo; Capacitação e valorização dos extensionistas rurais; Ampliação dos contratos com a Anater; Articulação com o MDA para liberação de recursos federais.

Gestão e inovação

Ao sediar o encontro, Sergipe reforça sua posição de destaque no cenário da agricultura familiar brasileira. Com políticas inovadoras e uma gestão comprometida com o campo, o Estado se apresenta como modelo de atuação integrada entre pesquisa, extensão, sanidade animal e produção sustentável.

A realização da 40ª Assembleia da Asbraer em Aracaju não apenas evidenciou a força das instituições públicas de Ater, como também colocou Sergipe no centro das decisões que moldarão o futuro do campo brasileiro. “Seguiremos firmes, fortalecendo a agricultura familiar e garantindo dignidade a quem vive da terra”, finalizou Gilson dos Anjos.

Programação

A programação foi iniciada com a reunião extraordinária da Asbraer que elegeu a nova diretora para o exercício 2025/207, sendo eleito Presidente Nacional Otávio Martins Maia, presidente da Emater do Estado de Minas Gerais, e o vice-presidente  Nacional de Ater da Asbraer, Rafael Gouveia, que é presidente da Emater de Goiás, seguido da abertura oficial da Conferência.

À tarde, o foco foi uma ampla discussão sobre Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e, encerrando o dia, o presidente da Anater, Jefferson Coriteac, conduziu um diálogo sobre os instrumentos específicos da agência com as entidades associadas da Asbraer.

Nesta quinta-feira (31), o Estado de Sergipe, por meio da Emdagro, apresenta suas experiências e ações estratégicas, a exemplo do panorama do Setor Agropecuário, a ser apresentado pelo presidente Gilson dos Anjos; das Ações Fundiárias, com Marcelo dos Santos, diretor de Ação Fundiária da Emdagro; das ações de Ater , com Jean Carlos Nascimento Ferreira, diretor de Ater e Pesquisa; da pesquisa agropecuária, por Marcelo da Costa Mendonça, coordenador de Pesquisa e Inovação Tecnológica. 

Temas estratégicos nacionais, como Alteração da Lei de Proteção de Cultivares (Lei 9.456/97), com Dra. Vânia Mota Cirino, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, e Isaac Sassi (Asbraer), segurança hídrica rural, com Paulo Henrique Sobral, presidente da Coderse; Congresso Nacional da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Assistência Técnica, Extensão Rural e da Pesquisa, do setor Público Agrícola do Brasil, com José Cláudio Fidélis; Projeto de Lei do Sistema Unificado de Assistência Técnica e Extensão Rural (a definir); COP 30 e mudanças climáticas, com Joniel Abreu, Emater do Pará; apresentação do acordo de cooperação entre o INSS e a Emater de Rondônia, com Gilberto Waller Júnior (Instituto Nacional do Seguro Social) e Iracema da Costa Coelho e; um Panorama da plataforma Agronegociar, com Gustavo Reis, Basílio Rodrigues Júnior e Caio Rocha encerraram o dia.

Já nesta sexta-feira, 1º de agosto, a discussão girou em torno da Inovação, integração e campo, apresentação do sistema Solus para execução de crédito rural e um diálogo estratégico interno, voltado à integração das ações entre os estados.

Durante a tarde, está prevista uma visita técnica à propriedade do agricultor José Adelson Fonseca, no povoado Garangau, em Campo do Brito, no agreste sergipano, e à Cooperativa dos Produtores de Farinha de Mandioca do município.

Encerrando a Conferência, neste sábado, 2, a programação será um encontro técnico no município de Canindé de São Francisco, alto sertão de Sergipe, reunindo a equipe da Emdagro e todos os participantes da assembleia.

Governo fortalece agricultura familiar de Sergipe por meio do fomento e assistência técnica

Gestão estadual tem priorizado a atividade, que colhe bons resultados em diversas culturas, que contribuem para a economia sergipana

Cerca de 77% dos 93 mil estabelecimentos rurais em Sergipe são de agricultores familiares, segundo o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Aqui no estado, como em todo Brasil, a atividade é a principal responsável pela produção de alimentos que vão diretamente para o consumo diário da população e tem importância significativa na economia sergipana. A força que hoje tem a agricultura familiar em Sergipe reflete, também, o incentivo oferecido pelas ações e políticas públicas implementadas pelo Governo do Estado, que tem fortalecido as principais atividades produtivas.

Nesta sexta-feira, 25 de julho, quando se celebra o Dia Internacional da Agricultura Familiar, os bons resultados obtidos pelos pequenos produtores são destacados pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri). A produção de arroz no baixo São Francisco, a laranja produzida no sul sergipano, a pecuária leiteira do alto sertão, a ovinocaprinocultura no agreste e sertão, e a produção de mandioca na região centro-sul são bons exemplos de atividades agropecuárias significativas para a economia do estado, com participação importante do agricultor familiar. Regulamentada no âmbito federal pela Lei 11.326, de 24 de julho de 2006, a atividade é constituída de pequenos produtores rurais, povos e comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária, aquicultores, extrativistas e pescadores.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, o Governo de Sergipe tem priorizado as atividades da agricultura familiar, por meio da Seagri e suas empresas vinculadas (Emdagro, Cohidro e Pronese). “Por meio destas empresas, o governo presta assistência técnica rural, pesquisa agrícola, fomento à produção irrigada e áreas de sequeiro, assim também como defesa sanitária e ação fundiária”, explica o gestor.

Fortalecimento da agricultura
Uma das ações de fortalecimento da agricultura executadas pela Seagri é o de distribuição de sementes de milho e arroz. Por meio do programa Sementes do Futuro, o Governo de Sergipe já investiu R$ 12,7 milhões com a entrega de 980 toneladas de sementes (milho e arroz) distribuídas para agricultores de 60 municípios.  De acordo com a secretaria, a ação visa fortalecer a agricultura familiar no estado, garantindo acesso a sementes de qualidade e incentivando a produção agrícola.

Por meio deste trabalho da Emdagro, o agricultor Adalgido Correia da Silva, 42 anos, foi contemplado no Sementes do Futuro. Natural de Nossa Senhora da Glória, ele possui uma pequena propriedade na Colônia Paulo Freire 2, sendo beneficiado com sementes de milho de qualidade, gerando uma produção eficiente. “Esse programa nos auxilia bastante, a quantidade de sementes já me ajuda muito. A semente boa e selecionada normalmente é cara, de custo alto, e isso já nos dá uma economia. Aqui no assentamento, são 30 famílias e todas elas recebem. As famílias gostam muito do programa, tanto que querem mais, porque, às vezes, as sementes acabam rápido”, conta.

O governo também tem investido na agricultura irrigada. São 14.415 pessoas beneficiadas nos 1.674 lotes dos seis perímetros públicos irrigados, administrados pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse). Mais de 122 mil toneladas de produtos agrícolas, com o valor total da produção de R$ 249.055.276,00, foram comercializadas nos seis perímetros irrigados, apenas no ano de 2024.

Nesses perímetros, o governo faz investimentos em obras, como serviços de limpeza e reforma de canais, conserto de adutoras, recuperação de equipamentos, drenagem e limpeza em estações de bombeamento, recuperação de hidrantes, estradas e manutenção nos lotes. “Com estas ações, o Governo do Estado melhora a oferta de água para irrigação e a segurança operacional dos perímetros públicos”, destaca o presidente da Coderse, Paulo Sobral.

Uma das irrigantes, a agricultora Nivalda Santos Silva, que há 13 anos cultiva hortaliças no povoado Mangabeira, no município de Itabaiana, abastecido pelo perímetro irrigado Poção da Ribeira, administrado pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe, ressalta os benefícios das iniciativas governamentais. Ela vende sua produção em diversas localidades, incluindo Aracaju, Feira de Santana e outros municípios da Bahia.

Participante do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) há oito meses, Nivalda explica que o programa tem sido importante para sua estabilidade financeira. “O PAA facilita muito nosso trabalho, pois já sabemos para onde nossa colheita será destinada. Isso dá segurança para continuar investindo na produção”, relata.

Já naquelas áreas de sequeiro, que o plantio depende das chuvas, o governo implementa o Programa Garantia Safra, em parceria com Governo Federal e municípios. Agora em 2025, o seguro atendeu aos 14.689 agricultores cadastrados que tiveram perdas referentes à safra de 2023/2024. Foram injetados. R$ 17.626.800,00 na economia dos municípios. Para a próxima safra 2024/2025, serão 18.512 agricultores inscritos em 24 municípios sergipanos.

Regularização fundiária

O programa de regularização fundiária, coordenado pela Emdagro, é uma política de Estado que visa democratizar e otimizar o uso da terra em Sergipe, por meio da execução de cadastramento de imóveis rurais, com produção de base cartográfica digital, georreferenciamento e titulação de imóveis. São 4.285 títulos de terra emitidos no período de 2023 a 2025. A ação garante a segurança jurídica para o beneficiário e para os seus herdeiros, além da valorização da propriedade. O título de terra contribui, ainda, para o acesso a crédito agrícola, para os direitos sociais da Previdência, como a aposentadoria rural, auxílio maternidade, vários benefícios e programas do Governo Federal.

Nos últimos dois anos e meio, o programa beneficiou famílias dos municípios de Aquidabã, Arauá, Brejo Grande, Campo do Brito, Canindé de São Francisco, Cristinápolis, Frei Paulo, Monte Alegre, Nossa Senhora da Glória, Poço Redondo, Poço Verde, Porto da Folha, Simão Dias e Umbaúba. “A atual gestão foi a que mais entregou títulos de terra na história de Sergipe. E o Governo do Estado já determinou, por meio da Seagri e Emdagro, a titulação de todas as colônias agrícolas do sertão. Já começamos por Canindé de São Francisco e, até o fim do primeiro semestre do próximo ano, 100% das colônias agrícolas do sertão estarão tituladas, beneficiando cerca de 1.500 famílias”, informa o presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos.

Para a agricultora Mailde Mesquita da Silva, de 45 anos, a garantia de posse do terreno no qual ela e o marido, José do Santos, plantam amendoim, feijão, mandioca, milho, coco e laranja, traz mais tranquilidade para o presente e para o futuro. “A equipe da Emdagro veio aqui e nos deu todo o apoio. Nós não pagamos nada e é muito bom, porque serve para que nós dois possamos nos aposentar. Também vai ser bom para minha menina, que é filha única”, pontua.

A identidade do agricultor familiar

Com o trabalho da equipe técnica do Governo do Estado, por meio da Emdagro, mais que dobrou a meta de Cadastros de Agricultor Familiar (CAF), chegando ao expressivo resultado de 56.460 CAFs emitidos. O documento tem um papel fundamental na identificação e qualificação das Unidades Familiares de Produção Agrária (UFPA) e suas formas associativas, como associações e cooperativas. Com ele, os agricultores têm acesso a uma gama de políticas públicas, incluindo Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), Garantia-Safra, linhas de crédito, entre outros programas essenciais para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar. 

O agricultor Gilmar da Cruz Alves, 46 anos, morador da Serra Comprida, localizado entre as cidades de Itabaiana e Areia Branca, reforça a importância desse documento. “Com o CAF, conseguimos participar de programas como o PAA, o que nos dá mais segurança porque já sabemos para onde nossa produção vai”, pontua.

Incentivos para pequenos pecuaristas

A Secretaria de Estado da Agricultura destaca várias ações desenvolvidas para apoiar o pequeno criador. Entre as ações estão a inseminação artificial de gado, caprinos e ovinos, a vacinação gratuita contra brucelose e clostridiose, a execução de programa que ajuda no escoamento da produção e consumo de leite (PAA-Leite), regularização dos laticínios (SIE, SIB), incentivo fiscal para venda do gado, liberação de crédito para a pecuária –por meio do Banese –, além da inspeção, fiscalização agropecuária e insumos agropecuários e o programa Mão Amiga Bacia Leiteira.

Apenas por meio do programa de melhoramento genético, nos últimos dois anos e meio foram inseminados 1.054 bovinos e 177 ovinos e caprinos. A propriedade de Genildo Alves é classificada como bom exemplo de melhoramento genético, que também inclui os melhoramentos alimentar e nutricional. A Emdagro levou todo equipamento, material e, inclusive, enviou o profissional para fazer a inseminação. Desde a introdução, já nasceram oito animais por meio desta técnica na propriedade.

Embora seja uma área de apenas nove hectares, as terras de Genildo são consideradas um grande sucesso de produtividade. “Tenho 25 cabeças de gado. Eu, minha esposa e minha filha vivemos dessa produção, que basicamente é vendida para Glória. A Emdagro sempre acompanha o rebanho, a reprodução e a inseminação”, detalhou o criador.

Novos investimentos

O secretário Zeca da Silva pontua novos investimentos. “O Governo de Sergipe não para por aqui. Reconhecendo a importância do setor, o governo está investindo R$ 400 milhões em três grandes ações: a construção da Adutora do Leite; implementação da Citricultura Sustentável; e a implantação do Projeto Sertão Vivo, esse último com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) para a região do semiárido. Além dessas, dezenas de ações permanentes são realizadas por meio da Coderse, Pronese e da Emdagro voltadas à segurança hídrica, defesa animal e vegetal, regularização fundiária, pesquisa e assistência técnica aos produtores.

“Nós temos um governo que acredita e fomenta a agropecuária, temos agentes financeiros investindo bastante para fortalecer o setor e um mercado consumidor bastante favorável e crescente. Somado a todo esse leque de oportunidades, não podemos deixar de acreditar que o setor agropecuário – mesmo o pequeno, o da subsistência – seja parte importantíssima nas vidas brasileiras e sergipanas, garantindo a segurança alimentar”, complementa o secretário da Agricultura.

Trabalhadores rurais contam com investimentos do Governo e auxiliam o estado a ter a avanços na produção de leite

O Governo do Estado apresentou a produtores sergipanos o projeto da Adutora do Leite, que abastecerá com águas do Rio São Francisco os municípios de Canindé, Poço Redondo, Glória e Monte Alegre, um investimento da ordem de R$ 250 milhões.

Nos últimos anos, o Governo do Estado tem investido no fortalecimento da cadeia produtiva do leite, o que contribuiu para Sergipe figurar como o estado com o maior crescimento da produção na região Nordeste. Políticas públicas foram planejadas e programas disponibilizados para o produtor, como o Mão Amiga, Sementes do Futuro, Mais Genética no Sertão, Melhoramento Genético por Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF), campanha permanente de vacinação e o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), a fim de apoiar o produtor. Ações que têm resultado nesse avanço na produção do estado, refletindo em uma posição de destaque na região.

Para o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, essa notícia representa a importância tanto dos investimentos dos produtores como das políticas públicas consistentes empreendidas pelo Governo. “Sergipe vive um momento histórico no setor leiteiro, graças a um trabalho abnegado dos produtores integrado com os municípios e os incentivos do Governo de Sergipe, que reúne apoio técnico, ações de inseminação artificial, sanidade animal, incentivo à produção e beneficiamento do leite e ao escoamento, com a melhoria das estradas e compra de alimentos da agricultura familiar, além de crédito rural”, ressalta. 

Para o gestor, hoje se observa a concretização de um trabalho de fortalecimento do setor por um governo que acredita no potencial do campo e investe no produtor. “Com isso, conseguimos gerar mais renda, garantir alimento de qualidade e fortalecer a economia do nosso estado”, ressalta.

O produtor Alisson da Costa, mais conhecido como Courinho, do povoado Pau do Cedro, em Monte Alegre, tem sete vacas e faz a ordenha manual. Ele é um dos beneficiários das políticas públicas estaduais. “Produzo 50 litros de leite por dia, com vacas da raça Girolando. Com essa produção sustento minha esposa e minha filha”, revela o produtor, que atua na cadeia produtora há 25 anos. “Esses programas me ajudam. Ganhei dez raquetes de palma, pelo programa Sementes do Futuro e, durante um ano, você pode fazer 100 raquetes, dá para variar”, disse Courinho, que produz queijo e vende em Monte Alegre. 

Já a família Martins, do Povoado Baixa Verde, também em Monte Alegre, possui 20 vacas e é com essa produção que tira o sustento. Márcio, conhecido como Buru, é um dos quatro irmãos que vivem da produção do leite. “Fazemos, em média, 18 litros de leite por dia, por vaca. Já participamos do programa de Inseminação Artificial e o Sementes do Futuro. Os técnicos da Emdagro vieram aqui na época da inseminação e aproveitaram e vacinaram todos os animais”, recorda o agricultor, que é pai de três filhos. “Retiramos o leite e vendemos para as fabriquetas de queijo daqui de Monte Alegre. Todos os irmãos trabalham há mais de 20 anos nessa área”, acrescenta. 

Marcelo Martins, que é o irmão mais velho da família, ressalta que o negócio foi herdado do pai. “Sobrevivemos do que produzimos. Tenho esposa e três filhos. O Governo do Estado traz benefícios, como orientações técnicas, o beneficiamento de inseminação artificial, que já recorremos uma vez e tivemos sete crias por meio dele, e conseguimos ampliar nossa produção”, declara Marcelo. 

De acordo com o técnico agrícola da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) Wagner Sousa Lapa, a vantagem da cadeia leiteira em relação às demais, como a do grão, por exemplo, é a possibilidade de empregar na própria região o dinheiro que foi investido. “O produtor paga o ajudante, a castração, compra os insumos, tudo dentro do município”, exemplifica o técnico. 

Investimento

Segundo estudo do Banco do Nordeste, feito com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sergipe teve o maior aumento da produção de leite do Nordeste, se comparado os três primeiros meses de 2024 e 2023. De acordo com o levantamento, o aumento foi de 22,6%, ou seja, o estado subiu de 107,8 mil para 132,2 mil litros de leite produzidos neste período. O segundo lugar ficou com a Bahia, que registrou crescimento de 10,7%. 

De acordo com o agrônomo Nertom da Penha, lotado na regional de Nossa Senhora da Glória, produtores de Monte Alegre, por exemplo, são beneficiados por quatro programas executados pelo Governo do Estado. O ‘Sementes do Futuro’ distribuiu 20 sacas de sementes da palma Ipa Sertânia, que é livre de espinhos e facilita o manejo do produtor. Ela é multiplicada ano após ano para que o produtor aumente sua produção. “É uma palma para o futuro, como o programa diz”, declara Nertom.  

O Programa Mais Genética no Sertão e o Programa Estadual de Melhoramento Genético por Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) são outras maneiras de melhorar o rebanho do produtor. “O sêmen dos melhores touros do país, até de fora, é inseminado nas vacas. Esse produtor terá bezerros mais produtivos, que aumentará a produção e com genética melhor”, explica.

Um programa permanente é o de vacinação do rebanho. A Emdagro trabalha com a vacinação para brucelose e clostridiose. Já o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) é o documento que garante ao produtor o direito de acessar as políticas públicas do governo. “Principalmente com relação ao crédito, que é uma forma do produtor investir e melhorar a sua produção”, disse Nortom. 

Adutora

Com o objetivo de fomentar o potencial no agronegócio, o Governo do Estado apresentou a produtores sergipanos, no último dia 5 de abril, o projeto da Adutora do Leite, que abastecerá com águas do Rio São Francisco os municípios de Canindé do São Francisco, Poço Redondo, Nossa Senhora da Glória e Monte Alegre, um investimento da ordem de R$ 250 milhões. Por enquanto, o plano está em fase de estudo, que definirá a viabilidade da estrutura passando pelo alto sertão sergipano. Enquanto as obras da Adutora do Leite não entram em fase de execução, as obras de outra adutora importante, a do Curralinho, em Porto da Folha, já foram iniciadas em fevereiro.  

A Adutora do Leite será uma solução para a dessedentação animal no trajeto entre Canindé de São Francisco e Nossa Senhora da Glória, com uso da água captada pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), no Rio São Francisco. A obra, reivindicação antiga na região que mais produz leite em Sergipe, levará água aos diversos tipos de criatórios comerciais, rebanhos que somam aproximadamente 265 mil animais, sendo 180 mil somente bovinos, dos cinco municípios no trajeto de 108,60 km de extensão, que são: Canindé de São Francisco, Poço Redondo, passando pelo polo leiteiro de Santa Rosa do Ermírio, Porto da Folha, Monte Alegre de Sergipe e Nossa Senhora da Glória. 

Somente na bovinocultura de leite, principal atividade econômica do alto sertão sergipano, a perspectiva é de que a produção leiteira dos cinco municípios ultrapasse os 296.062.000 litros por ano, registrado em 2022.  

Outra expectativa é que, com a água da Adutora do Leite diminuindo as distâncias de acesso e aumentando a oferta de abastecimento hídrico, os custos para os pecuaristas diminuam e cresça o potencial na região para investimentos em aumento e melhoria genética dos rebanhos. Mais produção, animais, tecnologia e infraestrutura empregada geram mais renda e novos postos de trabalho para o povo sertanejo. 

Programa Sementes do Futuro impulsiona a agricultura familiar nos perímetros irrigados

Nas áreas com irrigação pública estadual, o programa ganha versatilidade, pois o milho pode ser cultivado fora do período de chuvas

Diretor de Irrigação da Coderse, Júlio Leite, participou da distribuição de sementes no Jacarecica II // Foto: Coordenação Operacional de Irrigação da Coderse

O Programa Sementes do Futuro, do Governo de Sergipe, atende agricultores familiares dos perímetros irrigados da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse). São 2,6 toneladas de sementes para 264 produtores irrigantes que, com a irrigação, podem plantar em qualquer época do ano. A empresa é vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), que está beneficiando mais de 20 mil produtores rurais com 206 toneladas de sementes de milho selecionadas em todo estado, investindo R$ 3 milhões.

Agricultores como Maria Isabel dos Santos, irrigante do Perímetro Irrigado Jacarecica II no assentamento Santa Maria, ressalta a importância da entrega pontual das sementes, que permite um plantio eficiente e aproveita melhor as condições climáticas.Ela agradece e destaca a relevância da parceria com o Governo do Estado para a produção de milho. “Estou agradecendo a semente que chegou em dia, no tempo certo, precisamos plantar para colher. As pessoas comem o que a gente planta. Vamos fazer com que esse milho chegue na mesa de vocês, povo da cidade. Favoreça e mantenha com que o agricultor viva no campo, comprando nosso milho quando chegar aí”, recomenda Maria Isabel.

A entrega das sementes — que começou em 19 de março, Dia de São José —  segue a tradição rural religiosa que se alinha às chuvas da época, favorecendo o cultivo. Diretor de Irrigação da Coderse, Júlio Leite explica que, nos perímetros irrigados, os agricultores têm maior liberdade para escolher o momento ideal para plantar. “O agricultor pode plantar no período que mais lhe favoreça colher e comercializar as suas espigas, aproveitando até períodos em que o mercado está desabastecido”, avalia.

A Coderse, já está em seu terceiro ano atuando no ‘Sementes do Futuro’, e sempre fica encarregada de distribuir a sementes nos perímetros irrigados. Neste ano, está distribuindo sementes nos perímetros Jacarecica I e II, nos municípios de Areia Branca, Itabaiana, Malhador e Riachuelo; e também no perímetro Jabiberi, em Tobias Barreto. Nos perímetros Califórnia, em Canindé de São Francisco; e no perímetro Piauí, em Lagarto, a distribuição das sementes do programa está sendo feita pelas prefeituras municipais.

A iniciativa é bem recebida por outros agricultores. Iranildo Conceição da Silva, irrigante do Jacarecica II, enfatiza a praticidade do programa. “Acho isso muito importante, porque além de facilitar o transporte, nós ganhamos as sementes e já fica mais propício para a gente plantar mais cedo, na época boa e a nossa agricultura vai ser maravilhosamente boa, graças a isso”, expressa Iranildo, sublinhando os benefícios de receber as sementes no tempo certo.

Adriana Regina Souza, agricultora do Jacarecica II, também demonstra sua gratidão. “A semente está chegando no período correto do plantio e iniciaremos a plantação. Só a agradecer, porque será de grande utilidade”, afirma. Essa ação não só apoia a produção agrícola, mas também fomenta a valorização do trabalho rural e a manutenção das comunidades no campo, refletindo um compromisso com o desenvolvimento sustentável da região.

Início da distribuição

Desde 19 de março, mais de 20 mil agricultores familiares de 60 municípios sergipanos passaram a ter acesso às 206 toneladas de sementes de milho selecionadas, via Programa Sementes do Futuro, do Governo do Estado. Por meio da Seagri e da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro), foi realizada a escolha, fiscalização e aquisição das sementes, um investimento de R$ 3 milhões.

Governos e comunidade elaboram acordo de gestão para entrega de novo dessalinizador em Porto da Folha

Sergipe terá 32 sistemas abastecendo de água dessalinizada em nove municípios, beneficiando 6.400 famílias

No povoado Bela Aurora, em Porto da Folha, alto sertão sergipano, 52 famílias em breve vão passar a contar com o fornecimento de água potabilizada, por uma unidade de dessalinização do Programa Água Doce (PAD). O Governo do Estado está realizando reuniões com os moradores e a prefeitura municipal para, além de explicar o funcionamento do novo sistema de abastecimento, dar início ao Acordo de Gestão Compartilhada e Participativa. Ao ser elaborado, em comum acordo, o termo determina o papel dos usuários, gestores e operadores; além da atuação dos governos municipal, estadual e federal. 

Para Esmerindo Rosendo dos Santos, que vive e trabalha no Bela Aurora há 40 anos, o sistema vem para melhorar a qualidade de vida da comunidade. “É uma água potável, boa, mineral que aqui não tem. Aqui só temos a água que a prefeitura bota e a que nós compramos, de particular”, explica o funcionário público e pequeno pecuarista, presente à primeira das reuniões feitas pelo Governo do Estado na comunidade, no dia 1º de abril.

Moradora no Bela Aurora, Daniele de Jesus Oliveira conta que também tem dificuldade para ter acesso a água potável na comunidade e está na expectativa do sistema do Água Doce começar a funcionar. “Hoje tem que comprar, de graça não vem. É difícil. Para encher nossa cisterna, tem que comprar. E isso [a unidade de dessalinização] melhora muita coisa. Tenho uma criança, aí que precisa mesmo de água”, avaliou.

“Todos os envolvidos assumem um compromisso, em coletivo, para garantir o funcionamento e a manutenção do dessalinizador, do poço tubular profundo que fornece a água, dos reservatórios para que todo o sistema continue atendendo a comunidade. Da mesma forma que foi feito nas outras 29 unidades do programa em Sergipe, todas com mais de 10 anos de implantação. A nossa empresa participa agora da construção, está ajudando as comunidades a se organizarem e vai acompanhar no que for possível para manter ativa essa importante infraestrutura nas comunidades”, destacou o diretor de Infraestrutura Hídrica da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), Ernan Sena.

Programa federal, hoje gerido pelo Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), o PAD é coordenado em Sergipe pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e por meio das suas empresas vinculadas, Coderse e Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), que executam o programa. O estado terá 32 sistemas, como os três novos que estão sendo implantados em Porto da Folha, Poço Verde e Carira, quando vai atender um total aproximado de 6.400 famílias.

O Secretário Municipal de Agricultura, Pecuária, Meio Ambiente e Paisagismo de Porto da Folha, João Alves de Campos Neto, afirmou que o novo sistema vai contribuir com o trabalho da administração municipal. “É muito importante esse poço com sistema de abastecimento, porque já desafoga um pouco das demandas do nosso município. Porto da Folha é uma cidade bastante extensa e a gente tem dificuldade de abastecimento. Então, isso traz um grande benefício para nós. Estamos aqui, em parceria com a Coderse, e vamos prosseguir para dar assistência a essa comunidade”, afirmou. 

O coordenador estadual do PAD, Vandesson Carvalho, apresentou o programa, explicando como funciona o sistema de dessalinização e a proposta do Acordo de Gestão Compartilhada e Participativa. “Nesse acordo, a comunidade vai eleger o grupo gestor, o operador e a forma de distribuição; com os horários, dias e quantidade de água para cada usuário. Vai ser formalizado um documento, com essas decisões e as responsabilidades do Estado, do município, do Governo Federal e da comunidade. A gente vem, reúne, mas eles têm que ficar sabendo utilizar esse sistema, para ele ter uma vida útil maior e, consequentemente, água de qualidade para toda a comunidade”, concluiu, informando que no sistema do Bela Aurora só faltam alguns acabamentos e testes para iniciar as operações.

Agricultura Regenerativa quer dobrar produção irrigada de batata-doce sergipana

Lotes dos perímetros públicos que trabalham com agricultura irrigada vão implementar campos demonstrativos de ‘Agricultura Regenerativa’ na cultura da batata-doce. A iniciativa é resultado de cooperação técnica assinada esta semana pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, e a Gterra Consultoria Agropecuária e Ambiental,  com coparticipação da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) e Empresa de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro). A empresa de consultoria cooperada fornecerá os insumos necessários para aplicação da técnica e todo assessoramento ao produtor. A previsão é que a produtividade da raiz dobre, a partir do método que equilibra a nutrição do solo para proteger a saúde da planta.

Utilizando insumos biológicos, a Agricultura Regenerativa também tem como benefício a diminuição do uso de defensivos químicos, o que diminui os riscos à saúde do agricultor que lida com a plantação e de todas as pessoas que consomem os alimentos. Além de reduzir os danos ao Meio Ambiente a partir da contaminação do solo e água. 

A Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) também é coparticipante, com sua expertise em assistência técnica. A Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) é o órgão ao qual as empresas públicas são vinculadas e coordena a parceria com a empresa privada.  “Não temos dúvidas de que essa integração entre nossas empresas públicas de assistência técnica com a Gterra consultora trará resultados importantes para ampliar a produção e produtividade da batata doce em Sergipe e consequentemente melhorar a renda para os produtores”, destaca o secretário da Agricultura, Zeca Ramos da Silva.

Para o diretor-presidente da Coderse, Paulo Sobral, a parceria vem em momento oportuno para os perímetros irrigados. “Nos lotes e propriedades em que nós entregamos água para irrigação e assistência técnica, a batata-doce é o alimento mais produzido, está presente nos cinco perímetros de vocação agrícola e em todo 2024, foram colhidas quase 19 mil toneladas da raiz. O importante desse projeto é  querer mostrar que é possível aumentar a produção, sem que seja necessário aumentar a área irrigada dedicada à batata. Algo que iria carecer de mais disponibilidade hídrica, sempre limitada em nosso estado”, frisa. 

Sergipe é o segundo maior produtor de batata-doce do Nordeste, conforme levantamento das safras de 2023, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram 67.049 toneladas colhidas naquele ano, só perdendo para o estado do Ceará (163.530). A produtividade, de 18 toneladas por hectare, é superior à média nacional (15), mas inferior a do Ceará (20,2). O engenheiro agrônomo Gilberto Bruno, gestor da Gterra, considera que, apesar de ser um produtor de batata-doce importante no Brasil, Sergipe tem baixa produtividade média por hectare. A ideia é aumentar, ao menos, dobrar a média produtiva no estado. 

“A partir de agora, vamos implantar quatro campos experimentais nos ferimentos irrigados da Coderse, para que possamos demonstrar aos produtores a Agricultura Regenerativa. Trazendo ganhos na segurança alimentar e no ganho de produtividade, refletindo no bem-estar dos irrigantes. O que se espera é que possamos demonstrar ao produtor, em dias de campo, em eventos demonstrativos, que é possível produzir utilizando uma menor quantidade de produtos químicos, defensivos químicos, aumentando a produtividade e trazendo qualidade ao produto”, conclui Gilberto Bruno.

Laticínio que processa leite da irrigação pública recebe registro estadual no último dia de Sealba Show

Perímetro Jabiberi produziu 2.389.493 litros de leite em 2024, 7% a mais que no ano anterior

Foto: Fernando Augusto / Ascom Coderse

Para incentivar a produção de leite a partir da irrigação pública, o Governo do Estado fez a entrega oficial de mais um registro do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), neste sábado, 8, último dia da Sealba Show 2025, feira do agronegócio que acontece, desde o dia 5, em Itabaiana, no agreste sergipano. 

O governador Fábio Mitidieri e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, entregaram o documento que autoriza a operação do laticínio que absorve o leite produzido pelos 76 produtores irrigantes do Perímetro Irrigado Jabiberi, mantido pelo Governo do Sergipe, em Tobias Barreto, no centro-sul do estado.

“A certificação pelo SIE é uma conquista significativa para as empresas do setor de produtos de origem animal em Sergipe. Com isso as empresas não apenas garantem a segurança alimentar dos consumidores, mas também fortalecem a credibilidade do setor como um todo”, destacou o secretário de de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), Zeca da Silva.

No Jabiberi, a vocação é pela pecuária. Os irrigantes usam a irrigação fornecida pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), vinculada à Seagri, para cultivar pastagens e outros materiais forrageiros que servem de ração às vacas leiteiras. O perímetro público de irrigação, em 2024,  produziu 2.389.493 litros de leite, o que corresponde a 7% a mais do que no ano anterior. No total, esses produtores geraram R$ 249 milhões em renda a partir da comercialização desta produção junto aos laticínios. 

Diretor-presidente da Coderse, Paulo Sobral confia que com o maior comprador desse leite registrado, a produção do perímetro ganhe um maior valor agregado, prevendo também um aumento de demanda.

“Não é só a irrigação para produzir o alimento das vacas de leite, mas no Jabiberi a gente fornece água para o gado beber, tão importante quanto. Basta dizer que a dessedentação animal é o principal motivador para o Governo do Estado estar construindo a ‘Adutora do Leite’, no alto sertão, onde está a maior bacia leiteira de Sergipe. A Coderse também fornece assistência técnica agrícola e isso se torna essencial para a produção da ração animal em Tobias Barreto, que faz parte da parte semiárida do estado”, considerou Paulo Sobral.

Indústria de laticínios
O Laticínio Serra do Canine tem capacidade operacional para processar seis mil litros de leite por dia, para produzir os queijos parmesão, meia cura, mussarela, coalho, coalho pré-cozido e a manteiga. Com o registro do SIE, esses produtos terão autorização do poder público para a venda em estabelecimentos comerciais. Para o proprietário, José Wilson Teixeira, os produtores irrigantes são também beneficiados por ter seu leite certificado por este serviço de inspeção.

“Alem disso, já há algum tempo os produtores vêm sendo acompanhados pelo veterinário, da própria indústria. Melhorou em muita coisa, antes a gente não tinha acesso ao supermercado para vender nosso produto e agora não, graças a Deus, com o SIE, em todo o estado de Sergipe a gente pode vender o produto, tranquilo”, comemora José Wilson.

O proprietário do Serra do Canine também relata a vantagem do laticínio operar dentro do Jabiberi. “A produção do perímetro irrigado é constante. Mesmo no tempo da época da seca, ela ajuda muito. Se você depender só da área de sequeiro, vai ter tempo que a fábrica pode parar. E no perímetro tem leite durante 365 dias ao ano. Maior garantia de tudo”, comemorou.

Serviço de Inspeção Estadual
O Serviço de Inspeção Estadual (SIE) é um setor da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) que executa serviços de inspeção de produtos de origem animal, com a finalidade de oferecer ao consumidor final um alimento com garantia de qualidade, além de permitir a comercialização destes produtos entre os diversos municípios Sergipanos. 

A empresa fiscaliza a atividade de inspeção em estabelecimentos de carnes, pescados, ovos, leite, produtos de abelhas e seus derivados, de armazenagem e de produtos não comestíveis. Realiza vistorias técnicas e emite laudos. Analisa projetos para construção de estabelecimentos e, em conjunto com outras instituições, realiza fiscalizações ao comércio varejista e atacadista de produtos de origem animal.

Primeiro ‘Sergipe é aqui’ de 2025 destaca potencial agrícola de Neópolis

Na tenda da Seagri, empresas vinculadas levaram informações e realizaram atendimentos aos agricultores familiares
Governador Fábio Mitidieri recebeu frutas produzidas pelos concessionários do Platô de Neópolis . Foto: Fernando Augusto (Ascom/Coderse)

O programa de governo itinerante ‘Sergipe é aqui’ chegou nesta quinta-feira, 23, a Neópolis, na região do baixo São Francisco, para realizar sua 38ª edição. Conhecida como a “Capital Sergipana do Frevo”, a cidade também se destaca pelo grande potencial agrícola e por abrigar o Distrito de Irrigação Platô, uma estrutura física pública que compõe o patrimônio do Governo do Estado. Neste dia de atendimentos e serviços administrativos e sociais voltados à população local, a Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) mais uma vez esteve presente, com suas empresas vinculadas (Coderse, Emdagro e Pronese) levando informações e realizando atendimentos público aos agricultores familiares.

Coderse em Neópolis
Durante o ‘Sergipe é aqui’, a Coderse fez uma exposição de itens produzidos no Platô de Neópolis. A área, que fica a 9 quilômetros da sede do município, é dividida em 41 lotes e ocupada por 40 empresários agrícolas (concessionários). A estrutura é administrada pela Associação dos Concessionários do Distrito de Irrigação do Platô de Neópolis (Ascondir), que possui concessão pública para cultivar a terra e operar o sistema.

Patrimônio da Coderse e administrado pelos seus concessionários, o Platô de Neópolis produziu quase 160 mil toneladas de frutas, mais de 51 milhões de cocos e 1.900.000 m² de grama ornamental e esportiva durante o ano de 2024. Os 41 lotes, sob cessão gerida pela companhia do Governo do Estado, geram 3.500 empregos diretos.

A Coderse expôs ainda a maquete de uma Unidade de Produção de Água Dessalinizada do Programa Água Doce. Técnicos da companhia estiveram no local prestando informações sobre a locação, perfuração, limpeza e teste de vazão em poços comunitários, além de informar sobre a instalação, manutenção e recuperação de sistemas simplificados de abastecimento de água.

Em 2024, a Coderse perfurou e fez limpeza com teste de vazão em novo poço para atender às cerca de 130 pessoas que vivem no Assentamento 1º de Maio, com a produção de 1.127 litros de água por hora e investimentos de R$ 67.023,75, com recursos dos governos Federal e Estadual.

Última atualização: 10 de março de 2025 16:28.

Acessar o conteúdo