Governo investe mais de R$1,8 milhão para modernização dos sistemas de informática da Cohidro e Emdagro

Novo servidor informático da Cohidro (foto Ascom Cohidro)

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), por meio do Programa Águas de Sergipe, assinou um termo que autoriza a compra e a posse de diversos equipamentos de informática para a modernização dos sistemas de tecnologia da informação da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) e da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe de (Emdagro). O valor total do investimento é superior a R$1,8 milhão.

Dentro do Programa Águas de Sergipe, financiado pelo Banco Mundial, existem ações que visam modernizar e dar uma melhor estrutura às empresas e agentes que fazem parte do Programa, como a Cohidro e Emdagro. Uma dessas ações é dotar essas empresas com modernos equipamentos de mobília e, neste caso, de tecnologia da informação para que elas possam melhor desempenhar suas ações.

“Esse investimento vai possibilitar que essas empresas modernizem seus sistemas e tenham mais automação para prestar seus serviços à população. Considero a Emdagro e a Cohidro como duas empresas fundamentais que prestam serviços relevantes ao homem do campo, ao pequeno agricultor familiar. É importante salientar que esses equipamentos vão chegar também aos escritórios desses órgãos no interior do Estado”, destaca o secretário Olivier Chagas, o qual classifica a Cohidro e a Emdagro como parceiras abnegadas.

O diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca, destacou o papel da Semarh e de Olivier para o andamento das ações do programa. “A gente tem que reconhecer que, nos últimos quatro anos, com a gestão de Olivier no comando da Semarh, o Programa avançou bastante. No caso da Cohidro, os avanços foram significativos e estamos executando diversas obras dentro dos perímetros irrigados. Temos um programa de segurança das barragens, também do Programa, que é de extrema importância para o Estado, para que possamos agir no caso de uma emergência. Essa assinatura sobre os equipamentos de informáticas também é fundamental para a Cohidro, porque ela tem uma infraestrutura deficitária nesse segmento, a exemplo de rede de fibra ótica, um servidor. Não é só importante para a Cohidro, é importante para os produtores irrigados. Vamos ter mais condições de cobrar tarifas e elaborar boletos, é condição de trabalho para todos”, elogia.

Opinião semelhante tem o diretor-presidente da Emdagro, Jeferson Feitosa. “Temos de aplaudir o secretário Olivier pela sua gestão como um todo.  O Programa Águas de Sergipe continua e a importância que ele tem para a Emdagro eu reputo como extremamente importante, por levar ações para o homem do campo. Esses equipamentos vão para atividades fim da Emdagro, beneficiando o produtor”, enaltece.

O coordenador da Unidade de Administração do Programa Águas de Sergipe (Uapas), Everton Teixeira, explica que a assinatura contempla várias compras de equipamentos de informática e o mais importante: um novo servidor para cada uma dessas empresas. “Um servidor moderno que vai permitir sobrevida de 15 a 20 anos além dos equipamentos adicionais, como computadores, microcomputadores, notebooks e outros equipamentos que vão permitir uma modernização muito grande, tanto em suas sedes como nos escritórios regionais, o que certamente irá beneficiar os pequenos agricultores”, conclui.

Águas de Sergipe
O governo de Sergipe nutre, por meio da Semarh, uma parceria sólida com o Banco Mundial para a realização de obras estruturantes capitaneadas pelo Águas de Sergipe, o qual visa promover o uso eficiente das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe, aperfeiçoando práticas de manejo do solo e da qualidade do sistema fluvial.

Com o programa, são realizados investimentos especialmente em esgoto, irrigação, drenagem e resíduos sólidos, com cerca de 80 ações em diversos municípios, despontando como um dos mais importantes projetos desenvolvidos pelo Estado. O programa é fruto de acordo de empréstimo concedido pela entidade internacional, avaliado em R$117 milhões, sendo R$ 47 milhões em contrapartida já honrados pelo Estado.

Três componentes
O programa foi desenvolvido em três grandes frentes ou componentes de trabalho. No componente 1, o foco é a estruturação da estratégia de cuidados dos recursos hídricos do Estado.

Já o componente 2 visa executar medidas que venham a melhorar a qualidade e utilização dos recursos hídricos nas áreas de atuação dos perímetros irrigados da agricultura familiar. Além disso, esse componente dá condições para que as parceiras Cohidro e da Emdagro fortaleçam suas atividades institucionais, dotando essas empresas de equipamentos, de veículos, de reformas de estruturas, com atualização de softwares, informática, dando condições a elas de executar melhor o seu papel.

Considerado o mais importante do programa, o Componente 3 tem obras estruturantes de esgotamento sanitário, executada pela Deso. Uma das ações mais pujante acontece no município de Itabaiana, região Agreste do Estado, com a obra, já concluída, da estação elevatória e de tratamento de esgoto, dando um grande passo para a despoluição do rio Jacarecica, que é afluente do rio Sergipe e interligado ao açude da Marcela.

Em Nossa Senhora das Dores ocorre implantação do sistema de esgotamento sanitário. Serão 80% da população urbana atingidos, ou seja, mais de 20 mil pessoas atendidas através de mais de 4.500 ligações.

Outra importantíssima obra é a reconstrução da antiga ponte de Pedra Branca, entre os municípios de Laranjeiras e Maruim, e a recomposição do trecho original da adutora do São Francisco. São mais de R$ 16 milhões sendo investidos para que aproximadamente um milhão de pessoas continuem recebendo água em suas casas. A obra começou em 2016 e tem previsão de término para este ano.

 

Fonte: Ascom/Semarh

Governo promove seminário para discutir uso indiscriminado de agrotóxicos

Equipe da Dirir Cohidro no evento Terezinha Albuquerque (Gedea), João Fonseca (diretor), Mariane e Karla Betyna (estagiárias) – foto Stefânia Leal (Ascom/Cohidro)

O secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, representou o governador Belivaldo Chagas na manhã desta terça-feira, 18, no auditório do Hotel Radisson, em Aracaju, durante a realização do Seminário sobre “Procedimentos de Segurança no Controle de Vetores e Agrotóxicos”, que tem por finalidade alertar e sensibilizar a sociedade e gestores municipais para os cuidados com o uso indiscriminado dos defensivos químicos, além de incentivar políticas públicas de educação ambiental.

O evento representa mais uma ação do Programa Águas de Sergipe – coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) – no tocante aos cuidados com os agrotóxicos, cujo investimento é de quase R$1 milhão, via operação de crédito com o Banco Mundial, e tem como principais parceiras as secretarias de Estado de Saúde, de Educação, da Agricultura, além de outros intervenientes como a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) e Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro).

Nesse sentido, foi contratada a empresa STCP Engenharia e Projetos para mobilizar e capacitar os agricultores familiares que estão no entorno da Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe em 26 municípios, além dos gestores municipais com o intuito de minimizar o uso desses agrotóxicos ou utilizá-los de forma responsável e consciente, sem agredir o meio ambiente, já que um ambiente natural contaminado gera riscos não somente à natureza, mas à saúde pública, como explica o gestor da Semarh.

“A Semarh tem uma ação voltada para a questão dos agrotóxicos dentro do Programa Águas de Sergipe, que é uma ação que buscamos fazer da melhor forma possível. Por isso, envolvemos, além da Semarh, as secretarias de Saúde, Educação e Agricultura. Estamos com essa ação voltada para trabalhar de forma centrada na Bacia do Rio Sergipe, que abrange 26 municípios e buscamos trabalhar com os agricultores, seus familiares, agentes de saúde e professores da zona rural para que possamos envolver ainda mais pessoas nesse longo processo de consciência da problemática dos agrotóxicos”, destacou o gestor.

Ainda segundo Olivier, existe uma cultura nociva dos usos dos agrotóxicos de forma aleatória, sem observar a legislação e o controle técnico. “Nós queremos passar para a sociedade, seja o agricultor familiar ou o que tem um maior negócio na agricultura, uma consciência de que o manejo desse produto precisa ser comedido. A ação de campo tem acontecido já há algum tempo e o governo contratou essa empresa especializada, a STCP, que tem o trabalho de fazer essa mobilização no campo, conversando com os agricultores, fazendo reuniões com as associações e cooperativas. Esse seminário serve para o estado inteiro”, reforça.

A secretária de Estado da Agricultura, Rose Rodrigues, também comunga da opinião de Olivier. Para ela, é muito importante disseminar informação dos malefícios que ocorrem com a aplicação dos defensivos químicos. “Eventos como esses, que alertam sobre os riscos desse produto, da importância de se usar equipamentos para o manejo, são importantes para mitigar os efeitos nocivos, desde a questão ambiental e de saúde pública. O papel do Estado é sensibilizar e construir informações seguras, tanto para o produtor, quanto para o consumidor”, avalia.

Quem também esteve presente foi João Quintiliano, diretor da Cohidro, o qual classificou o evento como “fundamental”. “É muito importante preparar e capacitar as pessoas que estão envolvidas no uso diário dos agroquímicos e agrotóxicos nas áreas dos perímetros irrigados administrados pela Cohidro e que a gente sabe que existe uso contínuo em função das exigências das próprias culturas e da questão econômica. Entendemos que o produtor precisa utilizar esses produtos quando aparecem pragas, mas eles precisam compreender a melhor forma de utilizar e, principalmente, qual produto utilizar”, disse, ao enfatizar a questão do descarte das embalagens que precisam ser feitas de forma adequadas.

Identificação
O vice-presidente da STCP Engenharia e Projetos, Joésio Siqueira, lembrou que o Governo identificou alguns problemas relacionados ao inadequado uso de material químico para a produção agrícola, em especial para a agricultura familiar.

“E isso estava trazendo problemas para a qualidade das águas da bacia do rio Sergipe. Visando conter essa situação, o governo procurou recursos do Banco Mundial para minimizar o uso desse material químico. É esse o trabalho que estamos fazendo. É um processo de gestão integrada, nós não estamos capacitando apenas os agricultores familiares para o adequado uso desses produtos químicos, mas sim aos gestores e grupos de técnicos do governo que lidam diretamente com a agricultura familiar”, afirmou.

O representante de uma cooperativa de agricultores familiares em Moita Bonita, José Joelito Costa Santos, disse que conscientizar as pessoas faz parte do processo de controle, mas ele pede cautela com relação à demonização dos agrotóxicos. “Entendemos que os agrotóxicos causam um impacto muito negativo no meio ambiente e precisa ser muito bem debatido, porque da mesma forma que algumas pessoas acham que ele é prejudicial, ele também pode ser um aliado do agricultor. O importante é a forma como a gente trata o tema. Não vejo o agrotóxico como inimigo, vejo como algo que deve ser melhor trabalhado para que ele possa, sim, ter a função a qual foi criado”.

Palestra
Durante o seminário, ocorreu a palestra da doutora em Saúde Pública Bárbara Geraldino. “O homem, há milhões de anos, se via na natureza como parte constituinte dela. E a agricultura era praticada de forma a não lesionar o meio ambiente, mas hoje esse meio em que vivemos é afetado diretamente pela ação do homem. Quando se fala em sobrevivência é, de fato, aquilo que precisamos apenas para sobreviver com todas as outras espécies”, expôs.

Participação
Participaram do seminário cerca de 400 pessoas, dentre as quais Márcia Feitosa, representante da SES; Pedro Santana, representante da Seed; Aparecida Andrade, representante da Emdagro; além de secretários municipais de Saúde, Educação e Meio Ambiente; coordenadores de Vigilância Epidemiológica; coordenadores de Educação Ambiental das Diretorias Regionais da Educação; e demais autoridades.

Fonte: Ascom/Semarh

Capacitação para uso de agrotóxicos é iniciada em perímetro da Cohidro de Itabaiana

Quase R$ 1 mi do PAS é destinado ao treinamento de agricultores e de replicadores, que são agentes de saúde e educadores que atuam nas comunidades rurais.

Com as duas aulas e o dia de campo, a capacitação será de 12h-aulas para cada agricultor (Foto: Ascom/Cohidro)

Desde segunda-feira (3), no Perímetro Irrigado da Ribeira em Itabaiana (SE), ocorrem aulas pela manhã e pela tarde para as quatro primeiras turmas do ‘treinamento e capacitação para o uso adequado dos agrotóxicos’, na modalidade voltada aos agricultores irrigantes inseridos nos perímetros da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) que fazem parte da bacia do rio Sergipe. É uma das ações do Programa Águas de Sergipe (PAS), realizado pelo Governo de Sergipe e em parte financiado do Banco Mundial.

Com as quatro turmas findando nesta sexta-feira (7) com um dia de campo, nesta semana vão ser habilitados em torno de 150 produtores irrigantes. Ao repetir esse cronograma semanalmente, a as capacitações ao todo atenderão 980 destes agricultores assistidos pela Cohidro, ao serem incluídos os inseridos nos perímetros Jacarecica I e II, que abrangem áreas de irrigação pública também de Itabaiana, Malhador (SE), Riachuelo (SE) e Areia Branca (SE). Com as duas aulas e o dia de campo, capacitação será de 12h/aula para cada agricultor.

Nos 26 municípios sergipanos que compõem a bacia hidrográfica do rio Sergipe, ocorrerão treinamentos de outros agricultores, por intermédio da Empresa de Desenvolvimento Agrário (Emdagro). Professores e agentes de saúde que atuam na zona rural em todo estado receberão treinamento para conscientizar as populações assistidas. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) coordena o PAS e licitou a empresa que está fazendo todo este treinamento, um investimento total de R$ 985.548,88.

Presidente da Cohidro, Carlos Fernandes de Melo Neto considera primordial essa preocupação do PAS com a preparação dos moradores e trabalhadores do campo com o manuseio e precauções com os defensivos tóxicos. “O agrotóxico, se for exposto à nossa pele ou se for ingerido em alimentos ou água contaminados, prejudica muito a saúde. Os animais de criação e toda fauna e flora estão sujeitos aos riscos de contaminação, se não nos preocuparmos com a aplicação correta e, principalmente, com o descarte adequado das embalagens”, observa. Para ele, é um tema que nunca vai ser esgotado no meio rural. “Não é a primeira vez que reunimos agricultores dos perímetros para falar disso e certamente, não será a última. A indústria de agrotóxicos está sempre pondo produto novo no mercado e isso confunde bastante o agricultor na hora de usar. A conscientização tem que ser constante”.

Adenilson Xavier de Almeida é um dos irrigantes da Ribeira presente na primeira das quatro turmas da semana inicial de curso. Embora já tenha buscado se informar sobre manuseio correto dos agrotóxicos em outras atividades, não dispensa a oportunidade dada pelo PAS e Cohidro. “Claro, sempre aprendendo alguma coisa a mais, né? Sempre eu participo, toda reunião, todo curso que eu sou convidado, eu marco presença. Aprender sempre é bom, qualquer coisa que a gente aprende é bom para a vida, para o dia a dia. Faço (uso de agrotóxicos), eu geralmente já sigo essas regras, infelizmente são poucas pessoas, mas uso o mínimo possível”, relevou.

O instrutor dos cursos é o engenheiro agrônomo Pedro Acioli de Souza, que além de prestar serviço para empresas e entidades como o Senar e o Sebrae, é agricultor e apicultor, com trabalhos científicos publicados nas áreas. “Eu quero passar uma bagagem que faça com que além de receber uma gama de informações, procure fazer com que ele questione a situação que ele vive, pois só através do questionamento pode-se tomar algumas atitudes. Não é aquela capacitação de levar a informação e isso tá certo, não! Então este treinamento, eu acredito que ele dá muito resultado devido a essa metodologia um pouco inovadora”, considera.

Cláudia Silva Sampaio é coordenadora das capacitações pela STCP – Consultoria, Engenharia e Gerenciamento. “O curso de capacitação para o uso adequado de agrotóxicos tem três módulos e sempre no primeiro se discute a questão da legislação, de uma forma bem geral. Depois se discute a questão do uso de EPIs, que está vinculada a segurança e saúde dos trabalhadores e finalmente a manipulação do uso de agrotóxicos, que é todo o processo de aplicação. Dentro disso nós precisamos, antes de realizar essas ações, realizar um questionário para identificar quais são as atividades e a forma como elas estão sendo desenvolvidas por esses agricultores. A partir deles a gente vai ter uma ideia do todo”, completa ela, informando que irá ocorrer um seminário com todos os secretários municipais de educação, saúde, meio ambiente e agricultura, os agentes de epidemiologia, além dos delegados e coordenadores de educação ambiental.

Águas de Sergipe
O programa resulta de contrato firmado entre o Governo de Sergipe e o Banco Mundial no valor de US$ 117.125.000,00, sendo US$ 46.850.000,00 a contrapartida do Estado. O PAS tem como finalidade a melhoria da qualidade da água na bacia hidrográfica do rio Sergipe. Desse montante, US$ 8 milhões serão destinados à Cohidro para ações de modernização da infraestrutura dos perímetros irrigados e segurança de barragens, atendendo as demandas inseridas no PAS, que se destinam à recuperação ambiental da bacia do rio Sergipe.

“Nesse sentido, com os recursos destinados à empresa já foram implantadas ações de monitoramento, segurança e reflorestamento das margens das barragens públicas que atendem nossos perímetros e a aquisição de veículos novos para atuar dentro dos perímetros. E atualmente ocorre a reforma predial das nossas diretorias técnicas; a completa substituição do sistema de irrigação em cada lote dos perímetros da Ribeira e Jacarecica I, adotando o modelo de irrigação localizada e automatizada, economizando 60% no consumo de água e reduzindo 50% na conta da energia elétrica. Nesta semana, simultaneamente aos treinamentos, demos início a elaboração de um audacioso projeto de automação de nossas estações de bombeamento, repercutindo em menos consumo de eletricidade”, listou o diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto.

 

Governo reúne órgãos e traça estratégias para combater uso irregular de água em perímetros irrigados

Foto: Ascom/Semarh

A agricultura irrigada tem forte impacto na melhoria da qualidade de vida das pessoas. E a busca pelo uso eficiente da água nos seis perímetros irrigados sergipanos é um dos principais objetivos do governo do Estado, que entende que a problemática da escassez da água, no Brasil e no mundo, é agravada em virtude da desigualdade social e da falta de manejo adequado, além dos usos irregulares, principalmente nos segmentos agrícola e industrial.

Nesse sentido, o Estado, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) e da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), em parceria com o Pelotão da Polícia Militar Ambiental e demais órgãos correlatos, tem se reunido periodicamente para traçar diretrizes que objetivam fiscalizar o uso irregular da água, principalmente nos perímetros irrigados.

“O Estado está reunindo seus órgãos para apertar o cinto e intensificar a fiscalização nessas áreas e identificar possíveis abusos com o uso da água. O problema da água não é só de Sergipe, atinge, como todos nós sabemos, o Brasil e mundo, e fazer reuniões como essas, traçando uma medida mais enérgica, significa que o governo, com base em diálogos, está trabalhando para que o acesso à água seja igualitário”, afirmou o gestor da Semarh, Olivier Chagas.

Opinião semelhante tem o diretor de Irrigação da Cohidro, João Quintiliano Fonseca. “A reunião foi proveitosa. A Semarh e Cohidro trabalham em parceria para economizar água e energia dentro dos projetos de irrigação. Essa reunião tem objetivo de traçar parcerias no sentido de atuar nessas áreas irrigadas e nas bacias hidráulicas, ajudando a educar e convencer as pessoas de que a água é um bem vital e que a situação hídrica é complicada. Os irrigantes precisam entender que a fiscalização é para o bem de todos, principalmente para a população que usa essa água para consumo”.

O superintendente de Recursos Hídricos da Semarh, Aílton Rocha, disse que combater o uso irregular de água é sinal de compromisso não somente com os usuários de hoje, mas de gerações futuras. “Eu acredito muito no diálogo, mas o Estado não pode perder a firmeza. O que está em jogo é o futuro dos perímetros e, principalmente, dos usuários”.

Perímetros irrigados

Sergipe gerencia seis perímetros irrigados de produtores de agricultura familiar: em Canindé de São Francisco, com o perímetro Califórnia; Jacarecica 1 e Ribeira, em Itabaiana; Jacarecica 2, em Riachuelo e Malhador; Jabiberi, em Tobias Barreto; e Piauí, em Lagarto.

Fonte e Fotos: Ascom/Semarh

Mutirão no Califórnia faz reparo em canais

Foto: arquivo pessoal

Mais uma vez os produtores irrigantes do Perímetro Irrigado Califórnia utilizam do Dia do Rio (quartas-feiras em que a água de irrigação e racionada), para fazer mutirão em benefício da infraestrutura que os servem, levando água até seus lotes agrícolas.

Foto: arquivo pessoal

Dessa vez eles fizeram pequenos reparos em fissuras do revestimento em concreto dos canais trapezoidais de irrigação. Ao todo, o polo irrigado da Cohidro em Canindé de São Francisco possui cerca de 10 km de canais, aonde corre água seis dias por semana e por isso, a necessidade de manutenção é constante, para evitar perdas ocorridas na infiltração.

Recentemente 1.579 metros dos pontos mais críticos foram reformados com recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Funerh) e em outros 1.800 metros, da parte urbana e mais larga dos canais, atualmente ocorre obra de recuperação da estrutura de revestimento e a cobertura em concreto, para evitar a contaminação da água e a perda, pela evaporação e captação irregular.

Em Licitação Pública lançada em outubro, via recursos do Proinveste, a Cohidro pretende recuperar outros 6km de canais e a construção de um novo pontilhão sobre o canal no setor 3 do Califórnia.

Governo investe quase R$ 1 milhão em capacitação no uso do agrotóxico

Em assinatura de ordem de serviço, Governo, através da Semarh, confirma o investimento do Programa Águas de Sergipe (Foto: Lucas Noronha/ Semarh)

O secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, assinou, na manhã desta sexta-feira, 10, a ordem de serviço que visa o treinamento e capacitação para o uso adequado dos agrotóxicos. Ao todo, serão aplicados R$ 985.548,88, através do Programa Águas de Sergipe.

“É necessário ter a consciência que o uso indevido dos agrotóxicos pode fazer mal à saúde, faz mal para a sociedade. Essa é a maneira que o Governo do Estado está trabalhando, com o objetivo de ser o mais parceiro possível do homem do campo. Essa é uma maneira especial de cuidar das pessoas”, explicou o secretário.

Para que o projeto se concretize, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) trabalhará em parceria com diversas instituições, como a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro); a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro); além das secretarias estaduais e municipais de educação e saúde.

“Nós fomos contratados pelo Programa Águas de Sergipe para realizar a capacitação dos produtores rurais e das instituições públicas que atuam na bacia do rio Sergipe. Essa capacitação visa trabalhar o uso adequado dos agrotóxicos. Todo esse treinamento está associado a um objetivo maior do governo de Sergipe que é melhorar a disponibilidade de água no estado, não só em quantidade, mas em qualidade”, explicou Aguimar Ferreira, diretor de operações da STCP – Consultoria, Engenharia e Gerenciamento, empresa contratada para a execução da ação.

As ações devem ser executadas por no máximo nove meses. Estarão diretamente atendidos os 26 municípios que compõem a bacia hidrográfica do rio Sergipe. A Cohidro terá como foco treinar os irrigantes por ela assistidos. Do mesmo modo, a Emdagro treinará os pequenos agricultores para a maneira correta de utilizar e descartar as embalagens.

“A Cohidro é coexecutora das ações de capacitação do uso de agrotóxicos dentro da nossa área de ação, que são os perímetros irrigados. Uma área que sabemos que tem problemas, afinal trata-se de região de agricultura intensiva, e sabemos que existem alguns abusos, algumas correções a serem feitas no uso de agrotóxicos”, elucidou João Quintiliano, diretor de Irrigação de Desenvolvimento Agrícola da Cohidro.

Jefferson Feitoza, presidente da Emdagro, alertou para os altos índices do uso de agrotóxicos no Brasil. “Esse é um projeto de suma importância, principalmente no momento em que nós estamos, no qual o Brasil é o maior usuário de agrotóxicos do mundo e de forma indiscriminada. Nós da Emdagro já estamos trabalhando nisso há algum tempo e esse projeto veio para nos apoiar”, comemorou.

Os secretários municipais de educação também serão capacitados. Além disso, professores das redes estadual e municipal também serão treinados, haja visto que terão a função de repassar as informações aos seus alunos. Também faz parte do treinamento, o incentivo para que não se compre nenhum tipo agrotóxico de maneira ilegal ou que seja utilizado de maneira incorreta.

“A Secretaria de Educação é o órgão responsável pela educação ambiental formal. Por esse motivo, estamos presentes nesse projeto. Temos uma grande capilaridade de diretorias regionais em todo o estado e nossos alunos estão em grande parte no campo. Então levaremos a questão dos agrotóxicos para as escolas, a fim de conscientizá-los”, esclareceu Miguel Nascimento, técnico em Educação Ambiental da Secretaria de Estado da Educação.

A secretária de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), Rose Rodrigues, afirmou que o ato tem uma importância mundial. “Lançar um programa como esse significa impactar em várias áreas: saúde, meio ambiente, educação e agricultura, por exemplo. O mundo clama por isso e o Brasil, em especial, não pode continuar com o título de ser o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Hoje, Sergipe manda um recado para o mundo”, enfatizou.

Outra preocupação da ação é sobre a forma correta de utilizar o veneno aplicado no fumacê para o combate ao mosquito Aedes aegypti. Serão treinados, neste caso, agentes de endemias dos 75 municípios sergipanos, que terão o suporte de suas secretarias municipais e da Secretaria de Estado da Saúde.

O deputado federal João Daniel é membro da Frente Parlamentar em Defesa do Meio Ambiente e reforçou a importância do trabalho realizado pela Semarh. “É fundamental que haja esse trabalho da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e que a população possa ter compreensão e conhecimento sobre isso”, comentou.

Águas de Sergipe

O programa resulta de contrato firmado entre o governo de Sergipe e o Banco Mundial no valor de US$ 117.125.000, sendo US$ 46.850.000 a contrapartida do Estado. A ideia principal é melhorar a qualidade da água da Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe. Somente na primeira etapa do projeto de esgotamento sanitário em Itabaiana, que compõe o programa, já foram investidos R$ 23,5 milhões.

“O Programa Águas de Sergipe abrange mais de 80 ações, boa parte delas já encerradas. Essa ação, especificamente, tem uma importância fundamental pela possibilidade que ela oferece de orientar as pessoas sobre a melhor forma de se utilizar de um produto tão contestado como é o agrotóxico. Será uma capacitação maciça de agentes que poderão multiplicar isso para o futuro. A previsão é que essa ação permita que em alguns anos tenhamos menores riscos na utilização desses produtos”, explicou o coordenador da Unidade de Administração do programa Águas de Sergipe (Uapas), Everton Teixeira.

 

Fonte: Semarh

Diretores da Cohidro visitam poços e localidades em Carira

Foto: Arquivo Pessoal

Toda diretoria executiva da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) estiveram ontem (2) percorrendo o município de Carira. Carlos Melo (Presidente), Diogo Machado (Administrativo e Financeiro), Paulo Sobral (Infraestrutura Hídrica) e João Fonseca (Irrigação), visitaram localidades em que estão sendo solicitados novos poços, ou então onde eles já existem, mas necessitam de instalação de sistemas de abastecimento.

E a primeira parada foi no Povoado Três Tanques, onde o problema que limita a viabilidade da maioria dos poços perfurados na região, a salinidade, foi superada com a instalação de um dessalinizador. Sobre um poço perfurado pela Cohidro, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semarh) implantou ali um sistema de abastecimento de água que hoje atende os mais de 500 habitantes da localidade. A obra entregue à população em 2016 faz parte do Programa Água Doce, em que o Governo do Estado está implantado em Sergipe 33 destas unidades, com intuito de fornecer água doce para 2.757 pessoas.

“Essas unidades de abastecimento e dessalinização de água aparentemente são um investimento de valor não muito elevado, à época orçados em torno de R$ 130 mil cada, e podem ser um padrão à ser replicado nos demais poços que a Cohidro perfurou na região e que estão impedidos de funcionar justamente pelo excesso de salinidade, impróprio para o consumo humano. Principalmente pela tecnologia utilizada para o descarte dos rejeitos, dentro dos padrões ambientais adotados pela Semarh. Nossas equipes são aptas para este serviço e até colaboraram bastante na instalação desses sistemas do Água Doce, pela expertise que têm para pôr para funcionar bombas e tubulações”, considerou o diretor-presidente Carlos Melo.

 

 

 

Governo inicia plantio de 600 mil mudas para recuperação de matas ciliares da Bacia do Rio Sergipe

Perímetros irrigados da Ribeira, Jacarecica I e Jacarecica II da Cohidro também serão abrangidos pelo projeto de reflorestamento.

Fotos: Lucas Noronha e Adelvan Nascimento / Semarh

O governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), realizou um ato histórico na manhã desta quinta-feira, 7, ao dar o pontapé inicial para as ações de reflorestamento de matas ciliares que contornam os perímetros irrigados da Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe. E o manancial escolhido para começar esse trabalho de recuperação de áreas degradadas foi o Açude da Marcela, situado no município de Itabaiana.

Lá, o gestor da Semarh, Olivier Chagas, acompanhado por diversas autoridades, a exemplo da procuradora da República, Lívia Tinôco, e por alunos de escolas estaduais, moradores, agricultores e empresários da região, explicou que a ação de reflorestamento dessas matas ciliares está sendo possível graças ao Programa Águas de Sergipe, e contempla, além do Açude da Marcela, outros quatros sistemas de irrigação: Poção da Ribeira, Jacarecica I e II e Poxim.

O investimento total, segundo Olivier Chagas, é de R$ 14,8 milhões, via operação de crédito com o Banco Mundial, e serão plantadas 600 mil mudas no entorno desses mananciais.

A ação também objetiva atender a demanda crescente por água, garantindo o aumento da quantidade e da qualidade das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe, contribuindo, inclusive, com o abastecimento hídrico nos municípios de Areia Branca, Itabaiana, Malhador, Campo do Brito, São Cristóvão, Itaporanga D’Ajuda e Riachuelo.

No entorno do Açude da Marcela, por exemplo, serão plantadas 17 mil mudas de árvores nativas do bioma Mata Atlântica. Na solenidade de hoje, foram cultivadas, simbolicamente, 50 mudas.

“Esse ato é de uma importância histórica. Nós estamos hoje trazendo para a região mais de 600 mil mudas de Mata Atlântica. As nossas matas e águas estão acabando. Se a gente continuar com esse processo de degradação, teremos uma crise hídrica em breve. Precisamos de água para tudo. Estamos fazendo uma ação hoje para proteger o futuro. Isso tem uma simbologia muito grande e é importante que os alunos aqui presentes, com seus professores, se conscientizem. Esse exemplo precisa ser seguido pelas futuras gerações”, destacou Olivier Chagas.

O secretário, que também é itabaianense, disse ainda que a Bacia do Rio Sergipe está bastante degradada e, por meio do Programa Águas de Sergipe, a Semarh executa cerca de 80 ações voltadas para proteger esse corpo d’água. “São obras estruturantes as quais visam promover o uso eficiente das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe, aperfeiçoando práticas de manejo do solo e da qualidade do sistema fluvial. Com o Programa, são realizados investimentos especialmente em esgoto, irrigação, drenagem e resíduos sólidos em diversos municípios, despontando como um dos mais importantes projetos desenvolvidos pelo Estado. O programa é fruto de acordo de empréstimo concedido pelo Banco Mundial, avaliado em R$ 117 milhões, sendo R$ 47 milhões em contrapartida já honrados pelo Estado”, frisou o gestor da Semarh.

A procuradora Lívia Tinôco fez questão de participar da solenidade, a qual classificou de “essencial”. “A bacia do rio Sergipe vem sofrendo um processo de degradação e o Programa Águas de Sergipe busca revitalizar e combater esses efeitos. É muito importante que todos os órgãos estejam envolvidos. A bacia do rio Sergipe é federal e o Açude da Marcela é federal também, o qual é gerido pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Ao mesmo tempo, com o apoio do governo do Estado, os ministérios públicos Federal e Estadual vêm acompanhando o desenrolar disso, devido à importância de se fazer a recuperação dessas áreas degradadas. Então, vejo esse tipo de ato como essencial”.

Opinião semelhante tem o prefeito Valmir de Francisquinho. “Eu vejo de fundamental importância fazer esse tipo de ação. Tive a oportunidade de viver a minha infância, ali vizinho, porque meu pai tinha um terreno e nós tomávamos banho lá. Hoje, por conta dos esgotos, que eu sei que está havendo tratamento, está sendo feito o reflorestamento de suas margens. Quero parabenizar o governo do Estado e a Semarh. Isso é importante para a qualidade de vida não apenas daqueles que vivem em Itabaiana, mas daqueles que visitam nossa cidade. É um dever nosso, enquanto seres humanos, recuperar os nossos mananciais. É uma atitude não somente da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, mas também da procuradora da República, Lívia Tinôco, que está aqui acompanhando esse trabalho”.

Entusiastas
O superintendente de Recursos Hídricos da Semarh, Aílton Rocha, entusiasta do Águas de Sergipe, também esteve presente durante a solenidade. Para ele, é mais uma ação profícua do Governo, que investe no tratamento e coleta do esgoto de Itabaiana, na drenagem, na modernização dos sistemas dos perímetros irrigados e, agora, com essa ação de reflorestamento da mata ciliar. “Tenho dito que, em regiões tropicais como a nossa, não podemos ter corpos hídricos sem cobertura vegetal. Precisamos dessa cobertura para preservar esses corpos hídricos. Esse ato simbólico e educativo tem uma importância muito grande para a manutenção dos espelhos d’água urbanos. O itabaianense deve se orgulhar desse açude. Parabenizo a Semarh pela iniciativa”, elogiou.

Já o superintendente de Biodiversidade e Florestas da Semarh, Elísio Marinho, lembrou que, no entorno do Açude, serão plantadas mais de 40 espécies de árvores. “Estamos fazendo a retomada da revitalização desse açude. Foram plantadas simbolicamente, 50 mudas hoje, mas a meta é plantar mais de 17 mil mudas nativas da Mata Atlântica, a exemplo de aroeira, cajueiro, pitanga, craibeira, jenipapo. O plantio dessas mudas é o primeiro passo para deixar esse ambiente mais equilibrado”.

Aval técnico
O plantio das mudas está sedo feito pela empresa STPC, que também realiza medidas de mobilização, sensibilização e cercamento das áreas, como explica o diretor da empresa, Aguimar Ferreira.

“No nosso entendimento, é uma ação muito concreta e de grande importância para a população de Sergipe. Estamos trabalhando efetivamente na proteção dos recursos hídricos, recursos esses que são cabais para a qualidade de vida das pessoas. Sinto-me orgulhoso de fazer parte desse projeto e contribuir com o estado para esse avanço na questão da preservação ambiental. Quero ressaltar que contamos muito com a colaboração de todos os produtores dessa área, para que a gente possa, efetivamente, construir um processo positivo, onde, plantar árvores não é reduzir área de produção, plantar árvores é garantir qualidade de água para o futuro. A Semarh está conduzindo isso muito bem, sem prejudicar os agricultores”.

Na torcida
A professora Verena Conceição, da escola estadual Padre Mendonça, levou uma turma de 30 alunos para o plantio das árvores. Segundo ela, o Açude não pode ser desprezado. “Tem muita importância para a gente, porque muitos agricultores acabam plantando aqui perto. Hoje, esse açude está poluído e essa ação vai ajudar na sua revitalização. É importante que os alunos participem desses eventos”.

E o alunado parece que aprendeu a lição. “É muito importante fazer o reflorestamento. Tenho apenas 14 anos e já tenho essa consciência. Vou levar para a vida toda”, afirma Yasmim Varjão, estudante da escola estadual Padre Mendonça e que realizou, ao lado de Olivier e Lívia Tinôco, o primeiro plantio, no caso, de uma aroeira.

Maria José Rezende, 62 anos, professora aposentada, nasceu aos pés do Açude, construído na década de 50. “Nos 60 e 70 era um açude limpo, as pessoas iam pescar sem medo. Confio no Governo para salvar esse nosso patrimônio. Vou ajudar a fiscalizar, pelo menos a parte de sítio que pertence a meu pai, estarei de olho”.

Presenças
Além de alunos e professores das Escolas César Leite, Murilo Braga, Airton Teles, Nestor Carvalho, Rotary, Eduardo Silveira, Padre Mendonça, também prestigiaram o evento o vice-prefeito de Areia Branca, Francisco Chagas; o prefeito de Macambira, Luciano Machado; o secretário de Cultura de Macambira, José Fernando; o professor Marcelo Mendes, diretor do campus da UFS de Itabaiana, Alberto Carvalho; o presidente da Associação Atlética de Itabaiana, Nando; o representante da Acese de Itabaiana, Luiz Bispo; o presidente do Rotary, Carlos Bolero; o representante das Casas Maçônicas, Edivaldo Oliveira; os superintendentes dos Consórcios Públicos de Resíduos Sólidos do Agreste e Centro-Sul, Caio Marcelo e Edivaldo Ribeiro; entre outros.

Fonte: Ascom/Semarh

 

 

O Dia Mundial do Meio Ambiente e o papel da Cohidro

No Dia Mundial do Meio Ambiente a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), atuando diretamente no fornecimento de água para irrigação, assistência técnica agrícola e gerência das áreas territoriais abrangidas por estes serviços, os perímetros irrigados e distrito de irrigação, externa seu trabalho e preocupação com o tema. A empresa e seus funcionários incentivam a Agricultura Orgânica como método alternativo ao modelo convencional de agricultura, que é mais nocivo à natureza, ao mesmo tempo em que combatem o uso indiscriminado e irregular de agrotóxicos. E ainda orientam, fiscalizam e tomam as medidas legais se ocorrerem algum desrespeito às áreas de preservação permanente (APP), obrigatoriamente instituídas nesses polos de produção.

A preocupação que a empresa tem em mostrar e incentivar a Agricultura Orgânica, como alternativa para os agricultores que assiste em seus perímetros irrigados, já ocorre há mais de 18 anos. Isso é desempenhado no acompanhamento diário dos técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos, na promoção de atividades educativas, capacitações e prestando auxílio para que esses produtores tenham acesso aos mecanismos de regularização na comercialização destes alimentos livres de agrotóxicos. Exemplo disso as chamadas organizações de controle social (OCS), regidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e que permitem ao produtor ‘associado’, vender os alimentos que produz, diretamente ao consumidor, sob a designação de orgânicos.

Ponto de partida
A Agricultura Orgânica é um sistema que evita os riscos com a contaminação do ser humano, dos animais, do solo e da água por agrotóxicos, pois elimina o seu uso. Tem um manejo em que se permite a convivência das plantações com espécies de plantas e bichos que surgem naturalmente e que aumentam a diversidade genética nessas lavouras, agregando nutrientes ao solo e defendendo a produção de interferências externas. Esta linha de trabalho agroecológica acaba sendo um meio regulador de todos os outros pontos sensíveis, se tratando da relação agricultura e meio ambiente, e por este motivo serve de ponto de partida na lista de medidas ambientais da empresa.

Agrotóxico
Para o controle do uso de agrotóxicos em seus perímetros, a Cohidro executa ações de conscientização, treinamento e controle de emissão do Receituário Agronômico, com o apoio e fiscalização da parceira Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). E nisso ainda se acresce a preocupação com o indivíduo que manuseia estes produtos, onde a atuação também abrange a obrigatoriedade do uso do EPI (equipamento de proteção individual) e da realização de exames de sangue para detectar possíveis contaminações, nesses trabalhadores rurais.

Do ponto de vista do meio ambiente, o agrotóxico oferece riscos de contaminação quando aplicado nas lavouras de maneira diferente do que é especificado nas normas regulamentares e recomendações do fabricante. O mesmo risco de contaminação também ocorre quando não se faz o descarte correto das embalagens desses produtos, sendo que hoje é obrigação e lei que todo comerciante receba de volta as embalagens vaziadas do produto que vendeu, para que então a empresa as encaminhe para o descarte correto.

Cartilhas educativas
A Cohidro publicou simultaneamente duas cartilhas educativas. A de ‘Racionalização do Uso de Agrotóxicos’ explica o método correto de aplicação e destaca os produtos comerciais com menor grau de toxidade para combater um determinado tipo de doença ou praga. Já a cartilha ‘Produtos Alternativos para o Controle de Pragas e doenças na Agricultura’ oferece receitas utilizando ingredientes não-tóxicos, com aceitação na Agricultura Orgânica, para também combater as enfermidades das plantas e até dos animais. Ambas publicações têm versões online para baixar no site da Cohidro, sendo que a última também passou recentemente por uma reedição, digital e impressa.

APPs
Nos perímetros irrigados a Cohidro preserva, fiscaliza, e até busca as sanções legais para aqueles que desrespeitarem as APPs, reservadas nestes polos de irrigação. São espaços de preservação natural para se desenvolver a biodiversidade, onde é terminantemente proibido caçar, desmatar, plantar ou construir. Dessa forma, a empresa possibilita que exista a exploração responsável da terra e água, podendo conviver homem e natureza no mesmo ambiente.

Atualmente, através do Programa Águas de Sergipe, os perímetros irrigados da Ribeira, Jacarecica I e Jacarecica II estão recebendo investimentos geridos pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), que visam a adequação e recuperação ambiental da bacia do Rio Sergipe, onde estão inseridos estes polos produtivos. Além de ações que vão racionalizar o uso dos recursos hídricos, tornando a irrigação fornecida pela Cohidro mais eficiente, existe o trabalho paralelo de reflorestamento das matas ciliares dos cursos d’água e reservatórios. Na última quinta-feira (7), no Açude da Marcela em Itabaiana, o Governo do Estado fez o plantio inaugural das 600 mil mudas que reflorestarão as áreas degradas, nestas barragens e também na do Rio Poxim, em São Cristóvão.

Preocupação mundial
No dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, pois nesta data, em 1972, iniciou a Conferências das Nações Unidas sobre o ambiente humano, em Estocolmo. O que ficou marcando como a primeira vez em que todas as nações do planeta demonstraram a preocupação com o tema.

Semarh e Cohidro discutem ações do programa Águas de Sergipe

Presidente da Cohidro Carlos Melo, Foto: Bárbara Amarante/Semarh

O secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Olivier Chagas, recebeu em seu gabinete na manhã desta sexta-feira, 11, o novo diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Recursos Hídricos e de Irrigação de Sergipe (Cohidro), Carlos Melo.

O novo gestor solicitou ao secretário informações sobre as 27 ações que a Semarh desenvolve comumente com a Cohidro, dentro do programa “Águas de Sergipe”, coordenado pela Semarh, em parceria com o Banco Mundial.

Durante a reunião, Olivier Chagas explicou, de forma pormenorizada, que as principais ações são os investimentos em painéis de segurança de barragens, que inclui, por exemplo, a barragem do Poxim; a troca dos modelos dos sistemas de irrigação, denominados de irrigação localizada; e a recuperação das áreas degradadas dessas barragens, dentre outras pequenas áreas que estavam em processo de desertificação.

“Existem várias outras ações, como a recuperação física da sede dos escritórios dos perímetros irrigados e da própria sede da Cohidro. Também foi realizada a compra de equipamentos de informática para que a Cohidro possa ter uma melhor condição de trabalho; compra de veículos, equipamentos de perfurações de poços, dentre outros”, elencou Olivier.

De acordo com Carlos Melo, essa primeira reunião foi esclarecedora e o diálogo continuará. “Nós acabamos de assumir a Cohidro e, de imediato, solicitamos uma reunião com o secretário Olivier para discutirmos e alinharmos os importantes projetos do programa Águas de Sergipe, principalmente no que tange a Cohidro, com os perímetros irrigados. Nas secas dos anos anteriores, detectamos a necessidade de investimentos para administramos melhor a distribuição de água na irrigação”, destacou Carlos Melo.

Presenças

Acompanharam a reunião, o coordenador da Unidade de Administração do programa Águas de Sergipe (Uapas), Everton Teixeira; o diretor de Irrigação da Cohidro, João Quintiliano; o diretor do Departamento de Finanças da Semarh, Marcelo Barberino; e a coordenadora do Águas de Sergipe na Cohidro, Maria Lúcia.

Fonte: Ascom/Semarh

Última atualização: 6 de maio de 2021 19:06.

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