Governo verifica situação dos feirantes da Ceasa de Aracaju

Atendendo a determinação do vice-governador Belivaldo Chagas, os diretores foram verificar as reivindicações dos comerciantes do Ceasa e viabilizar melhorias no local
Foto: Fernando Augusto (Ascom/Cohidro)

Atendendo uma determinação do vice-governador Belivaldo Chagas, os diretores da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) visitaram, na manhã desta quarta-feira (28), a Central de Abastecimento do Estado de Sergipe (Ceasa), a fim de verificar as reivindicações dos comerciantes da Ceasa e viabilizar melhorias no local.

O presidente da Cohidro, Jorge Kleber Soares, informou que, no primeiro momento, foram resolvidas 70 % das reclamações dos comerciantes. “Visitando e conhecendo a situação in loco dos comerciantes, carregadores, de todo o conjunto que faz a Ceasa, entendemos que a administração não é ruim. A grande maioria está satisfeita, só que a grande maioria é de Associados. Já a minoria, que são as pessoas que estão na sexta, quinta e sábado, estão se sentindo prejudicadas por conta da mudança de local. Eles estavam na frente da Ceasa, e isso atrapalhava a circulação. A mudança para o fundo trouxe um prejuízo para o feirante por conta do distanciamento.  Nessa mudança, os feirantes foram tirados  do sol e da chuva. A questão  é só uma situação de realocação de caminhões que está atrapalhando”, disse.

O presidente da Cohidro disse que serão feitos ajustes para atender às reclamações dos feirantes. “Além disso, nós vamos buscar junto à SMTT, uma parceria para que se faça um estudo de organização do trânsito. Com entrada, saída e estacionamento. Principalmente, com relação aos caminhões para que não atrapalhem a visibilidade dos feirantes. Para que melhorem a venda deles. Em paralelo isso, vamos realizar um estudo para realizar a licitação do gerenciamento do Ceasa”, declarou.

Segundo o representante da Associação dos Usuários da Ceasa de Aracaju (Assiaju), Heupler Lima, ficou definido a realocação dos caminhões que atrapalhavam a visibilidade dos pontos comerciais de alguns feirantes nas segundas, quartas e sexta- feiras. “Tentando minimizar o impacto das mudanças, ficou acertado que vamos realocar os caminhões na segunda quarta e sexta, para outra área que são os dias com menor fluxo.  Na terça e na quinta-feira, são os dias com maior fluxo, vamos ter que manter esses caminhões no local, para poder dar vazão à produção. Vamos também em contato com a Cohidro, solicitar um estudo sobre a questão de veículos e de pessoas dentro do espaço para uma melhor sinalização. E ainda, solicitaremos a viabilidade financeira e operacional para um isolamento asfáltico de uma parte da feira”, comentou.

Mudança
Valniana Carla dos Santos que comercializa frutas no Ceasa sentiu-se prejudicada com a mudança, principalmente por causa dos caminhões. “Com a mudança, os caminhões ficaram na nossa frente prejudicando a visibilidade dos nossos pontos. Com isso, já tivermos uma queda de cerca de 70% nas nossas vendas”. A comerciante reclama também que paga por mês a Associação  para ter direito de comercializar no espaço, mas que não é associada. Portanto não tem direito a voto.
Da mesma maneira reclamou o feirante de frutas, Júlio Fábio dos Santos, que comercializa há dois anos no local. “Pagamos todos os meses certinho e, mesmo assim, não somos associados e nem temos direito a voto junto à Associação. Queremos uma melhor organização do espaço por parte da administração e também a oportunidade de opinar”, criticou o feirante.

Entenda 
De acordo o presidente da Cohidro, nos anos 90, a Ceasa foi passada da Cohidro para a Emdagro que, por sua vez, fez um contrato com a Associação que perdurou até 2012. Na época, não existia a Lei de Licitações e o contrato com a Associação foi feito por tempo indeterminado. “Chegamos numa situação complicada, com muitas reclamações por parte dos feirantes. Tanto o Ministério Público como a PGE entendem que tem que ser feito uma licitação. A ideia é que a Cohidro supervisione o local, mas que realize uma parceria público-privada ou um processo licitatório para o gerenciamento do espaço. Inicialmente, vamos trabalhar para que seja realizado um contrato emergencial e, paralelo a isso, um procedimento licitatório definitivo”, esclareceu.

Atualmente, a Central de Abastecimento do Estado de Sergipe conta um fluxo de 700 feirantes e recebe, em média, 5.500 pessoas por dia.

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Última atualização: 27 de abril de 2018 16:34.