Cohidro tem estande e dá palestras na Exposição Agropecuária de Lagarto

Ornamentais

A exposição agropecuária anual, realizada em Lagarto pela Federação de Agricultura e Pecuária de Sergipe (Faese) de 3 a 7 de setembro, conta mais uma vez com a participação da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), que no Parque de Exposições Nicolau de Almeida tem estande fixo para demonstrar o trabalho realizado no Perímetro Irrigado Piauí, situado no mesmo município. Nesta edição da Feira, a Empresa também deu palestras temáticas nos dias 4 e 5, tratando dos temas: “Receituário Agronômico para Agrotóxicos” e “Agroecologia”.

No estande, painéis temáticos, vídeos e impressos expõem o trabalho realizado pelos técnicos e servidores da Cohidro, dando assistência aos agricultores irrigantes pelo Perímetro Piauí, mas também os visitantes podem conhecer uma amostra de tudo aquilo que é produzido no campo, com a exposição de hortaliças orgânicas e plantas ornamentais, onde os técnicos da Companhia explicam aos visitantes de que forma são produzidas. Neste ano, também estão sendo mostradas variedades de ervas medicinais cultivadas a partir do projeto da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que aplica um curso sobre o tema aos produtores de Lagarto, alunos que também estarão mostrando ao público o que estão aprendendo.

Gerente do Perímetro Piauí, Gilvanete Teixeira, conta que a expectativa é de que a maior ocorrência de público se dará no fim de semana e que o estande da Cohidro, por sua gama de atrações, é sempre o mais visitado, contando com mais novidades para esta edição da Feira. “É muito movimentado, chegamos a receber a visita de turmas de alunos das escolas públicas de Lagarto para conhecer e receber uma explicação de nossos técnicos e dos produtores que iniciam o trabalho com as plantas medicinais. Construímos um canteiro em forma de ‘mandala’, separando nossos principais cultivos e ao lado nosso lago, simbolizando a represa do Perímetro, que recebeu seis exemplares de tambaqui doados pelo Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus São Cristóvão”, revelou.

Serão cinco dias de Exposição, que também abriga a “51ª Exposição de Animais da Região Centro Sul”. Taynã Matos faz parte da coordenação do evento e expõe a Feira em números. “São aproximadamente 150 bovinos, 250 cabeças – entre caprinos e ovinos – além de mais 45 equinos, expostos para competições e comercialização. A expectativa é que sejam negociados, durante a Exposição, um volume de R$ 600 mil em negócios, entre a venda de animais, máquinas, implementos e insumos”, relata ela sobre o Evento, que tem expectativa de um público superior aos 50 mil visitantes do ano passado.

Para o presidente da Cohidro Mardoqueu Bodano, a Exposição é uma ótima oportunidade para a Companhia mostrar à sociedade suas realizações, além de espaço onde é possível conhecem as novidades do mercado agrícola. “Serve como uma prestação de contas ao público que visita a Feira, que pode ver pessoalmente uma pequena amostra daquilo que é possível produzir graças à irrigação e assistência técnica agrícola fornecida – pelo Governo do Estado – aos 421 lotes de produtores e que gera anualmente, em média, 7 mil toneladas de produção agrícola. Além das oportunidades de fazer negócios, os agricultores recebem instrução em palestras realizadas pela nossa Empresa e outros parceiros do Evento”.

Receituário Agronômico

Arício Resende Silva, engenheiro agrônomo da Cohidro, proferiu palestra sobre a obrigatoriedade do “Receituário Agronômico” para uso e compra de agrotóxicos. “Venho expor o ponto de vista legal, sobre a necessidade de receita que é um trabalho que vem sendo feito pelo Governo do Estado também através da Cohidro. O produtor quer ir comprar sem receita e acha quem venda, sem se preocupar com as restrições que não são só quanto as leis infringidas. O uso irregular, sem proteção, em excesso e descartando as embalagens usadas de forma errada, pode causar prejuízos a saúde do agricultor e da família, além dos danos ao meio ambiente”, explicou, alegando que só com o documento emitido por um profissional técnico autorizado, o agricultor estará amparado e instruído dos cuidados que deve tomar no uso do agroquímico.

Haroldo Araújo Fontes é produtor irrigante no Perímetro da Cohidro em Lagarto e participou da palestra sobre o receituário agronômico, nesta quinta-feira, 4. Ele conta que faz o possível para não usar, mas quer estar ciente da legislação quando for necessário a aplicação em suas plantações. “Usei recentemente para a lagarta no milho, mas produzo macaxeira e comecei também a cultivar pimenta-do-reino sem usar nenhum agrotóxico nelas. Vim pegar conhecimento sobre o uso do agrotóxico, sobre a legislação e normas. Só quando não tem jeito, mesmo assim evito usar”, comenta ele que também cultiva batata-doce.

Agroecologia

Na sexta-feira, 5, o cultivo agrícola de produtos orgânicos será tratado em palestra proferida pelo técnico agrícola da Cohidro José Raimundo Pereira de Matos. Ele é responsável, no Perímetro Piauí, pelo acompanhamento e assistência técnica aos irrigantes agroecológicos, principalmente aqueles que fazem parte da Organização de Controle Social (OCS) e tem autorização do Ministério da Agricultura para produzir e comercializar – diretamente ao consumidor e aos programas governamentais – produtos de origem orgânica. Em sua explanação, quer apresentar aos agricultores que visitam a Feira, tudo aquilo que usa como orientação para com os produtores que assiste.

“Vou falar da agroecologia, mas para os produtores agrícolas em geral que venham à Exposição, buscando orienta-los para que tenham mais preocupação com a saúde e com a natureza na hora de produzir alimentos. Aproveitarei para ensinar a fazer fungicida e inseticida natural, adubação líquida, composto orgânico, substrato e explicar a utilidade da construção de barreiras naturais para proteção do cultivo agroecológico. São ações que os agricultores assistidos por mim estão familiarizados, mas quem não faz parte do Perímetro Irrigado, talvez nem saiba que existam estas formas de produzir, sem apelar aos insumos comerciais e quimicamente tóxicos”, complementou José Raimundo.

Última atualização: 12 de dezembro de 2017 09:55.