Barragens recuperadas pela Cohidro têm recarga com as chuvas de trovoada

Totalmente cheia, barragem no povoado Queimadas atingiu seu ápice nas chuvas de trovoadas de 2018 (foto Ascom Cohidro – Fernando Augusto)
Edição 2017 do programa devolveu a capacidade e acumular água da chuva para 13 barragens de médio porte, atendendo 12.438 pessoas. Em 2019 serão 300 famílias beneficiadas com a barragem da Barra da Onça.

Iniciada em fevereiro de 2017 e as obras durando até o inverno daquele ano, a edição do Programa de Recuperação de Barragens do Governo do Estado executada pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) naquele ano, resultou na grande maioria das 13 barragens tendo acumulado alguma água da chuva no mesmo ano, quase metade chegando ao seu ápice e resistindo para além do período chuvoso, fornecendo água às populações e seus rebanhos. Noutros casos, a irregularidade da precipitação interferiu para que só agora, nas trovoadas de dezembro de 2018, fosse possível que parte dos reservatórios fizessem a sua recarga e até ficassem totalmente cheios.

Maior exemplo deste último caso foi a barragem comunitária recuperada no povoado Queimadas, em Poço Redondo, de população que se utiliza do reservatório para a dessedentação animal estimada em 750 habitantes. No inverno de 2017 o reservatório de terra obteve algum êxito ao acumular em torno de 30% de sua capacidade, isso se for comparado ao seu status hoje, totalmente cheia depois das chuvas ocorridas a partir do dia 1 de dezembro. Resultado oposto ao apresentado na barragem também recuperada na mesma edição do programa na comunidade tradicional da Serra da Guia, no mesmo município e distante 16,8 km em linha reta uma da outra, em que as primeiras precipitações do ano passado foram capazes de acumular água no total da sua capacidade, beneficiando os 700 moradores.

Algo parecido como que se deu em Poço Verde, na barragem do assentamento Francisco José dos Santos. Lá, mesmo depois da retirada de todo sedimento do reservatório de terra, ampliando profundidade e capacidade de reservamento, não houve incidência de chuvas na localidade suficientes para fazer a sua recarga no mesmo ano. Mas o êxito do projeto dos engenheiros da Cohidro foi demonstrado mais de um ano depois. Foram também as chuvas de trovoadas de 2018 às responsáveis por ela chegar ao total de sua capacidade de acúmulo de água, garantindo a reservas para as cerca de 100 famílias de colonos.

Diretor-presidente da Cohidro, Carlos Fernandes de Melo Neto comenta que está cada vez mais difícil prever os resultados das próximas chuvas e que a empresa procura se valer do histórico dos reservatórios e estudo de sua capacidade de recarga. “Muito por causa das alterações climáticas provocadas pela interferência humana no meio ambiente de todo planeta, não se sabe ao certo qual localidade vai chover bem ou se vai repetir o mesmo índice pluviométrico dos anos anteriores. O que temos são boas surpresas, como o resultado positivo das chuvas nas cabeceiras do rio São Francisco, aliviando a situação crítica dos reservatórios nordestinos. Ao mesmo tempo em que nos preocupa muito a situação da nossa barragem do Perímetro Irrigado Jabiberi, em Tobias Barreto, em que essas últimas chuvas em pouco ou nada influíram no nível da água captada pela Cohidro e Deso, hoje em situação crítica”, lamenta.

Valdi Aragão Porto é engenheiro civil na Cohidro e foi quem coordenou a equipe do último programa de recuperação de barragens. Ele salienta a capacidade que as reformas tiveram de prolongar a vida útil das barragens recuperadas. “Para escolhermos uma barragem para ser recuperada, levamos em conta se ela tem os meios para que possa receber recarga pelas chuvas, que ela tem às ‘chamas’, os cursos por onde a chuva possa ser coletada e conduzida até o reservatório. Muitas vezes a obra incide em melhorar essa captação, mas no geral fazemos a escavação dos leitos, retirando os sedimentos depositados ali pela erosão dos solos, aumentados os taludes e construindo os estravasores, componentes importantes e que evitam que a força da água rompa as barreiras das barragens”, ensinou.

Alagadiço
A barragem pública Prefeito Manoel Soares no povoado Alagadiço, em Frei Paulo, foi a primeira a ser recuperada, entregue à comunidade em 10 de março daquele ano, na edição 2017 do Programa e beneficiou 374 famílias que vivem da atividade pecuária e passaram a dispor do reservatório de médio porte para dar de beber aos rebanhos.

Segundo o secretário de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo do município, Wladimir Dantas Souza, a reforma da barragem cumpriu seu papel e foi decisiva para toda microrregião, resistindo sempre com algum nível de água até chegar às chuvas de trovoadas para haver uma nova recarga. Segundo ele, o reservatório abastecia de 40 a 50 carros-pipa nos piores dias de estiagem durante este período.

Barragem do Algodão
Na antiga Barragem do Algodão, povoado Poço dos Bois em Cedro de São João, a castigante seca de 2016 esgotou totalmente as reservas de água. No ano seguinte, após passar pelas obras do Programa do Governo de Sergipe, foi limpa dos seus sedimentos e teve a capacidade ampliada, para que nas chuvas seguintes, ainda em 2017, juntasse água em sua capacidade completa. Manoel Vieira Alves, 74 anos, aposentado e morador da localidade, na época lamentou o açude ter secado, mas tinha esperança de que a obra e as próximas chuvas poderiam reverter esse quadro.

“Aqui era o lazer da gente, para dar água ao animal, para tomar banho, pescar, pegar um peixinho. Tudo aqui servia para gente, servia e serve, quando tiver de novo, né? Aqui nasci e me criei, nunca vi uma seca dessa não. Nasci e já tinha a barragem e nunca vi secar. Tem que fazer uma benfeitoria dessa, né? Mas aí agora com essa benfeitoria que tão fazendo, os nossos netos é que vão morrer e ela ainda não vai secar, com o poder de Deus”, confiou seu Manoel.

E o morador estava bem certo. Em 2018, ano em que muitos consideraram a estiagem ainda pior que a de 2016, o reservatório em terra e de múltiplo uso resistiu. E mesmo aquela região não tendo sido contemplada com as últimas chuvas de trovoada de dezembro, se comparada a outros municípios até do Alto Sertão, a sua ampliação de capacidade ainda conservou reservas para abastecer o gado e oferecer alento aos pescadores artesanais durante todo ano.

Outras barragens
Em Carira, no povoado Mansinha, a barragem comunitária serve de reforço aos criadores de gado da redondeza, para quando as suas reservas particulares secarem, chegando há uma população de 2.100 habitantes assistidos. Reformada em 2017, voltou a ter recarga na última chuva de trovoada, acumulando até mais água agora do que no primeiro ano, estando em cerca de 80% de sua capacidade máxima.

Novamente a irregularidade das chuvas em 2018 marcou presença, desta vez na barragem recuperada no povoado Aningas, em Nossa Senhora da Glória. A obra foi entregue debaixo de chuva, pelo então governador Jackson Barreto, em 22 de maio de 2017, e com o reservatório praticamente cheio, para atender os 525 moradores. Mas o mesmo êxito não se repetiu no ano seguinte, quando as chuvas de inverno pouco influenciaram no nível d’água do reservatório de médio porte, restando para novamente as trovoadas do começo de dezembro resguardarem o acúmulo de cerca de 30% de sua capacidade.

Grandes, médias e pequenas barragens em Tobias Barreto sofrem com a falta de incidência de chuvas para recuperarem os níveis de reservas, forçando o Governo do Estado a procurar alternativas até no Estado da Bahia para garantir o abastecimento da população urbana e a Cohidro, a perfurar poços para também permitir a subsidência do rebanho leiteiro dos irrigantes atendidos pelo seu perímetro Jabiberi. No povoado Montes Coelho, embora não tenha secado durante as estiagens de 2017 até 2018, as reservas acumuladas nas chuvas nesse período, incluindo depois das trovoadas, mantêm o estoque de água em cerca de 40% da capacidade do reservatório também reformado pela empresa pública.

Novos projetos
Segundo o diretor de Infraestrutura Hídrica e Mecanização Agrícola da Cohidro, Paulo Henrique Machado Sobral, foram R$ 1470341,64 do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), empregados no programa de recuperação em 2017, incluindo ainda barragens reformadas em Canindé de São Francisco, Porto da Folha, Gararu, Ribeirópolis e Nossa Senhora de Lourdes.

“Estamos executando o programa desde 2012, com mais de R$ 5 milhões empregados na reforma de quase 2 mil pequenas e médias barragens, atendendo uma população rural de mais de 70 mil pessoas. Não por outro motivo, senão o resultado satisfatório das ações de nossas equipes de engenharia, garantimos mais R$ 780 mil do Funcep para em 2019 licitarmos empresa para reformar, sobre nosso projeto e planejamento, a grande barragem Chapéu de Couro, no assentamento Barra da Onça, em Poço Redondo”, informou Paulo Sobral.

“É um projeto ousado, em se tratar de uma barragem de alvenaria e que deixou de atender centenas de famílias depois que a força das enxurradas foi capaz de romper o paredão de concreto, vulnerabilidade a ser corrigida no novo projeto. Um acaso infeliz, mas prova que, mesmo no Alto Sertão seco de Sergipe, existe água das chuvas suficientes para justificar a manutenção dessa e de outras barragens, dando esperança e motivos ao sertanejo ali ficar resistindo bravamente eu sua terra de origem”, acrescentou o presidente da Cohidro Carlos Melo, reforçando que, como nas outras edições do programa, o critério principal para a escolha das localidades atendidas é o município ter decretado emergência devido à seca.

Com 13 barragens recuperadas, Estado ampliou área de atuação do programa

Com mais de 75 anos de existência, barragem do Algodão em Cedro, nunca tinha secado antes de 2016 – Foto Fernando Augusto (Ascom-Cohidro)

O último período de estiagem em Sergipe alcançou regiões anteriormente menos prejudicadas pela seca. Tal agravante levou à exaustão, mais reservatórios de água do que nos anos anteriores. O Programa de Recuperação de Barragens do Governo do Estado, que desde 2012 executou ações em quase 2 mil dessas aguadas rurais em regiões sertanejas, desta vez teve que agir em novos municípios, a exemplo de Cedro de São João e Ribeirópolis. Ao todo, a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), investiu R$ 1.470.341,64 na reforma de 13 barragens rurais de médio porte e que fomentam a vida no campo e sustento de 12.438 pessoas.

São barragens de terra, construídas há bastante tempo e que, por ação das enxurradas e da erosão, foram sofrendo assoreamento. Com o passar dos anos, a capacidade de acúmulo de água diminui e, com a seca que se abateu em Sergipe em 2016, os reservatórios secaram totalmente. Segundo o diretor de Infraestrutura e Mecanização Agrícola da Cohidro, Paulo Henrique Machado Sobral, foi ocasião propícia para evitar novas crises de desabastecimento. “Os serviços de recuperação e ampliação das barragens só são possíveis quando estas estão secas, possibilitando assim o aumento da capacidade de acumulação”, estabeleceu.

Para as ações foram destinados R$ 1.240.341,64, dos R$ 2 milhões em recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), que a Cohidro recebeu via convênio com a Secretaria de Estado da Mulher, da Inclusão e Assistência Social, do trabalho, dos Direitos Humanos e Juventude (SEIDH), desempenhando também ações de perfuração de poços e instalação de sistemas de abastecimento de água. O investimento em recuperação de barragens foi aplicado em municípios sergipanos que, em 2016, tiveram decretado pela União o estado de emergência devido à seca.

E o resultado foi positivo antes mesmo de uma nova seca começar, comemora o diretor-presidente da Cohidro, José Carlos Felizola. “Uma seca das mais severas da história foi, graças a Deus, suprida por um inverno bastante generoso em quantidade de chuva. Isso garantiu que a maioria das barragens que nós recuperamos no período de estiagem, enchesse em sua totalidade. Garantindo assim, uma maior autonomia e chance de persistência do sertanejo no campo, tendo um tempo maior de uso daquela água. Como sempre digo, a água existe no sertão, em forma de chuva. O que é preciso fazer é investir em meios de guardá-la para usar durante a seca. Isso se faz, principalmente com as barragens e as cisternas, outra atuação que a nossa empresa, em breve, vai voltar a ter também no Estado”, argumentou.

Um dos municípios que só passaram a ser atendidos a partir da última seca pelo programa foi Cedro de São João. No Povoado Poço dos Bois, com cerca de 1.100 habitantes, a Barragem do Algodão secou pela primeira vez desde que foi construída, há mais de 75 anos. Mas, depois de recuperada, nas primeiras chuvas de 2017 recuperou sua carga total, ampliada pelas obras que retiraram muita lama de seu leito. Um reservatório de múltiplos usos, atendendo a dessedentação dos rebanhos criados em seu entorno, à pesca artesanal e ao laser, atraindo banhistas das cidades vizinhas e também gerando renda ao comércio local.

Manoel Vieira Alves, 74 anos, aposentado, morador do Poço dos Bois, na época lamentou o açude ter secado, mas tinha esperança de que a obra e as próximas chuvas poderiam reverter esse quadro. “Aqui era o lazer da gente, para dar água ao animal, para tomar banho, pescar, pegar um peixinho. Tudo aqui servia para gente, servia e serve, quando tiver de novo, né? Aqui nasci e me criei, nunca vi uma seca dessa não. Nasci e já tinha a barragem e nunca vi secar. Tem que fazer uma benfeitoria dessa, né? Mas aí agora com essa benfeitoria que tão fazendo, os nossos netos é que vão morrer e ela ainda não vai secar, com o poder de Deus”, suplicou.

Além da Barragem do Algodão, nesta edição do programa e com os recursos do convênio com a SEIDH, foi possível a realização de obras nas barragens públicas nos povoados Alagadiço, em Frei Paulo; Serra da Guia e Queimadas, em Poço Redondo; Mancinha, em Carira; Montes Coelho, em Tobias Barreto; Aningas, em Nossa Senhora da Glória; Lagoa de Dentro, em Gararu. E também nos assentamentos Paulo Freire, em Porto da Folha; Francisco José dos Santos, em Poço Verde; João Pedro Teixeira, em Canindé do São Francisco e na sede do município de Nossa Senhora de Lourdes.

Ribeirópolis
Município do Agreste Central Sergipano, Ribeirópolis resistiu à seca o quanto pode, entretanto sucumbiu à crise hídrica e decretou estado de emergência em fevereiro deste ano. Nessa época, o Programa de Recuperação de Barragens já estava em operação e, para tal, já tinha verbas destinadas às 12 barragens selecionadas. “Dessa forma, para atender a demanda da barragem do Povoado João Pereira, que secou, tivemos que arcar, com recursos próprios, as obras de limpeza da barragem, ampliando em mais R$ 230.000 os recursos investidos pelo Governo do Estado, nesse ano, em barragens”, completou o presidente Felizola.

Agricultor às margens da barragem, Gidelmo Barreto Menezes disse que não é comum a barragem secar, mas acredita que vá ser mais difícil disso se repetir, com a obra que melhorou sua capacidade de acúmulo. “Vai sim, com a água que rendeu, deve durar mais. Chegou a secar, porque o verão veio puxado”, considera. Ele planta, dentre outras cultivares, a batata-doce e é no período do verão que a maior utilidade da barragem se faz presente, quando todas as roças ao seu redor bombeiam da água para irrigação. Mas a orla, lá construída pela Prefeitura Municipal, sugere que se trata de um frequentado espaço de lazer. “A limpeza foi uma maravilha, rendeu mais água, tirou a lama e rendeu água”, completa o morador do Povoado João Pereira, onde vive uma média de 1.400 habitantes.

 

Jackson Barreto solicita liberação de R$ 7 mi para municípios afetados pela seca

FOTO: Agência Sergipe de Notícias.

Em mais um desdobramento da reunião com o presidente Michel Temer, o governador Jackson Barreto, acompanhado do coordenador da Defesa Civil de Sergipe, coronel Mendes, solicitou ao ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nesta quinta-feira, 12, agilidade na análise do Plano de Resposta para liberação de recursos para ajudar os sergipanos dos 23 municípios que enfrentam uma das mais graves secas da história do estado e já se encontram em situação de emergência.

“A estiagem afeta a economia do estado e a vida dos moradores desses municípios que estão sem conseguir se manter sem a água, principalmente, os pequenos produtores que sobrevivem da agricultura ou pecuária. Se não vier ajuda, e rápido, teremos grandes perdas. Foi isso que eu disse ao presidente Temer e ele prontamente ligou para o ministro Helder Barbalho e pediu uma atenção especial para Sergipe”, disse o governador.

 

FOTO: ASN.

O Plano, apresentado ao Ministério da Integração pelo Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil (Depec) do Estado de Sergipe, no valor de R$ 7 milhões, está sob análise do Centro Nacional de Gerenciamento de Desastres da Secretaria Nacional de Defesa Civil. O principal pleito é o aumento do número de caminhões-pipas nos dez municípios que já estão recebendo o programa, mas com água insuficiente para atender às suas necessidades e a imediata inclusão dos treze municípios que já estão reconhecidos em estado de emergência. A Operação Caminhão-Pipa Federal é realizada pelo Exército Brasileiro.

O governador afirmou que as medidas de abastecimento do Exército não estão atendendo as demandas da população, pois, de acordo com a Defesa Civil Estadual, determinados municípios têm um número de habitantes superior ao indicado pelos levantamentos da ação federal. Jackson usou como exemplo o município de Porto da Folha, um dos maiores em termos territoriais do estado, afirmando que o abastecimento, que antes era feito com 30 caminhões-pipa, hoje está sendo feito com apenas seis.

“O Exército alega que está atendendo a demanda, mas o povo diz que não, e tem reclamado bastante do sofrimento pelo qual tem passado nesse período de seca”.

FOTO: ASN.

O governador pediu que os municípios, que já estão na lista da operação, tenham uma ampliação no número de caminhões-pipa, e os municípios que não fazem parte dessa lista, sejam incluídos. “Se já há portarias do Governo Federal reconhecendo o estado de emergência desses municípios, não há justificativa para que todos não sejam atendidos. Nós já estávamos com 11 municípios em estado de emergência e hoje chegamos a 24. Todos enquadrados nas normas ministeriais. Acontece que há três meses, nós lutamos para que esses outros 13 municípios recebam o benefício, mas até hoje não tivemos uma atenção do Exército. Esses municípios não estão sendo abastecidos. Pedi que houvesse uma ampliação dos que já estão sendo beneficiados, e a inclusão desses novos no serviço do carro pipa. Hoje eu preciso sair daqui com uma decisão concreta”, cobrou Jackson.

O ministro Helder Barbalho ligou para o coronel responsável pela operação e cobrou explicações, além de pedir celeridade para resolver esse problema de Sergipe. O Departamento Nacional da Defesa Civil reconheceu o equívoco que está sendo cometido com o estado e se comprometeu em saná-lo.

Também foras tratadas outras ações emergenciais de combate aos efeitos da seca, cujos recursos já tinham sido liberados pelo presidente Temer. Os objetivos são destinar R$ 4 milhões para aquisição de material forrageiro e R$ 3 milhões para perfuração de sistemas simplificados de abastecimento, a fim de minimizar os impactos da seca e melhorar a qualidade de vida de 332.243 pessoas afetadas pelos efeitos da estiagem.

FOTO: ASN.

Em relação ao material forrageiro, por duas vezes o Ministério da Integração tinha negado o pleito, mas, após o apelo do governador Jackson Barreto, decidiu atender. Na próxima semana, o presidente da Emdagro, Jefferson Feitosa, vai estar em Brasília com o secretário de desenvolvimento regional do ministério, Marlo Carvalho, para agilizar o processo. Os recursos para perfuração de poços também serão liberados. A Defesa Civil de Sergipe irá contratar as perfurações com a supervisão da Cohidro.

Os municípios que estão em estado de emergência são: Nossa Senhora da Glória, Pinhão, Carira, Graccho Cardoso, Itabi, Macambira, Frei Paulo, Nossa Senhora Aparecida, Ribeirópolis, Cedro, Propriá, Telha, Porto da Folha, Simão Dias, Poço Verde, Moita Bonita, São Miguel do Aleixo, Nossa Senhora de Lourdes, Poço Redondo, Gararu, Feira Nova, Monte Alegre de Sergipe, Cumbe e Canindé de São Francisco.

Na última quarta, 11, o governador Jackson Barreto já havia feito as solicitações ao presidente Michel Temer.

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Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Governador solicita R$ 20 milhões para abastecimento no semiárido

Fotos: Roque Sá

Nesta terça-feira, 10, o governador Jackson Barreto discutiu com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Osmar Terra, a liberação de recursos para beneficiar municípios sergipanos atingidos pela seca. O governador solicitou que o programa Água para Todos fosse ampliado no estado, com a implantação de sistemas simplificados de água no semiárido, um investimento de R$ 20 milhões.

Jackson lembrou que os recursos integram as ações de combate a seca anunciadas pelo presidente Michel Temer em dezembro, no qual o governo federal investirá R$ 756 milhões em 15 estados na construção de 133,5 mil cisternas. Desse total, 7 mil ficarão em escolas, 50 mil serão destinadas à área produtiva e 76,5 mil para consumo. Além de Sergipe, os demais estados que serão beneficiados são Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

“Nós fomos pedir recursos para o programa Água para Todos, para implantar sistemas simplificados de abastecimento. Esse programa foi lançado em Maceió, pelo presidente Temer. Com esses sistemas, podemos atender pequenas irrigações, pequenas barragens e cisternas, por meio da Cohidro. Solicitamos R$ 20 milhões para atender os municípios do semiárido porque é a região sergipana que mais sofre com a estiagem”, informou o governador.

Fotos: Roque Sá

Em Sergipe, 23 municípios, com cerca de 330 mil habitantes, encontram-se em situação de emergência, com decreto publicado pelo governo municipal, homologado pelo Governo do Estado e reconhecido pelo Governo Federal.

São eles: Nossa Senhora da Glória, Pinhão, Carira, Graccho Cardoso, Itabi, Macambira, Frei Paulo, Nossa Senhora Aparecida, Ribeirópolis, Cedro, Propriá, Telha, Porto da Folha, Simão Dias, Poço Verde, Moita Bonita, São Miguel do Aleixo, Nossa Senhora de Lourdes, Poço Redondo, Gararu, Feira Nova e Monte Alegre.

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Última atualização: 16 de junho de 2018 18:55.