Presidente da Cohidro se reúne com equipe de Canindé e conhece novos plantios

Diretores Carlos Melo (presidente), João Fonseca (Irrigação) e a gerente do Califórnia Eliane Moraes – Foto Fernando Augusto (Ascom-Cohidro)

Em uma primeira reunião técnica no maior perímetro irrigado administrado pela Cohidro, o diretor-presidente Carlos Melo ficou a par dos detalhes do funcionamento do Califórnia, em Canindé de São Francisco, na última quinta-feira, 26. Após encontro com a gerência local, corpo de técnicos agrícolas, setor administrativo e operacional do bombeamento, o presidente percorreu os lotes dos agricultores irrigantes atendidos pela empresa, acompanhado do diretor João Fonseca. O gestor já se reuniu com a equipe do Perímetro Irrigado Jabiberi, unidade congênere da empresa em Tobias Barreto e será agendado para ocorrer essa atividade nos demais perímetros.

 

Além de produtos tradicionalmente cultivados no perímetro da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) em Canindé, como o quiabo, a goiaba e o milho, Carlos Melo viu de perto os novos plantios de uva e o projeto piloto do programa Balde Cheio, instalados por meio da transferência de tecnologia. No primeiro caso, fruto do convênio com a Embrapa Semiárido de Petrolina-PE, já no segundo, um intercâmbio interno de saberes com o perímetro Jabiberi, onde o sistema de pastagem irrigada com rotação de piquetes foi implantado em 2010.

 

Na reunião, o presidente conheceu o cronograma de funcionamento do sistema de bombas do Califórnia e as complexidades que permeiam sua operação. “Fiquei sabendo que o bombeamento começa de madrugada, lingando a EB (estação de bombeamento) 100, levando 3 horas para encher o canal principal e o reservatório da EB-02 que, por sua vez, redistribui a água para outras cinco subestações antes de chegar à lavoura do agricultor. Isso já é bom, levando em conta que a tarifação de energia elétrica é menor durante a madrugada, mais queremos que o maior número de bombas possível passe a funcionar justamente nesse horário e então seja implantada a irrigação noturna, mais barata. O sistema estará disponível para irrigação durante o dia, mas quem optar pelo consumo extra de energia nesses horários, deverá arcar também com uma tarifação extra”, justifica Carlos Fernandes de Melo Neto.

 

João Quintiliano da Fonseca Neto, diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, explica que a irrigação durante o dia pode ser substituída pela noturna, com um custo de energia elétrica cerca de 80% mais barata. “É muito mais uma questão cultural e de adequar a infraestrutura existente para atender os lotes irrigados de maneira que supra as necessidades hídricas dos cultivos. Para isso será necessário a mudança do sistema de irrigação de aspersão para microaspersão ou gotejamento, além de introduzir cultivos que se adequem aos novos sistemas de irrigação. Esses sistemas seriam automatizados para poder funcionar a noite, sem precisar da intervenção humana. Estamos implantando nos nossos perímetros irrigados em Itabaiana, onde a irrigação automatizada e noturna já vai ser adotada”, afirmou.

 

Na microaspersão ou no gotejamento, que são sistemas de irrigação localizada e fixa, a economia ocorre em diversos aspectos, pois o troca-troca dos sistemas móveis exige mão de obra extra e são perdidos 15% da água depositada nos tubos a todo o momento desencaixados, sem falar que a água lançada longe pelos grandes aspersores convencionais é perdida com a ação do vento, evaporação ou molhando áreas fora do plantio. Outra economia no sistema localizado está na possibilidade de usar a fertirrigação, em que os nutrientes necessários à planta seguem diluídos na água, diminuindo mão de obra e tempo extra para aplicar o adubo manualmente. Segundo as informações dos técnicos agrícolas da Cohidro alocados no perímetro de Canindé, o quiabo e a goiaba são as culturas mais presentes no perímetro e aceitam bem a técnica de adubação.

 

Balde Cheio 2.0

Grupo da Cohidro visitando o projeto piloto do Balde Cheio implantado por Everaldo Mariano – Foto Fernando Augusto (Ascom-Cohidro)

No Jabiberi – perímetro da Cohidro onde primeiro foi implantado o sistema de produção de leite, na época espelhando no projeto da Embrapa de São Carlos-SP – a irrigação ainda ocorre com aspersores convencionais e fixos, com as tubulações enterradas sob o pasto para o gado poder circular sem danificar a rede. Já o Balde Cheio implantado no perímetro Califórnia é mais moderno e econômico. O produtor Everaldo Mariano de Souza instalou microaspersores em toda área de pastagem dos 24 piquetes. Para evitar que as vacas danifiquem os pequenos dispositivos, ele montou toda uma estrutura de suporte em madeira e tubulações, que passa por sobre os campos e em altura suficiente para a livre circulação e o pastejo dos animais.

 

“A vocação do homem do campo sertanejo, desde muito tempo atrás, é a da pecuária de leite. Ele pode até aderir à agricultura modernizada pela irrigação, mas têm preferência por guardar um pedaço do lote para o seu gado de leite e assim complementar a sua renda e a subsistência da família com o leite e derivados. Sabendo que em Tobias Barreto a Cohidro já tinha um programa instalado e bem-sucedido, fomos lá conhecer e fizemos o acordo para trazer o técnico agrícola que participou de todo processo de implantação do Balde Cheio lá, o José Reis Coelho. Com isso, mensalmente ele está vindo a Canindé para fazer cursos com os nossos técnicos daqui e os agricultores, mostrando na prática como se monta e como funciona o sistema. Tudo aqui nesse lote de Everaldo”, contou Eliane de Moura Moraes, gerente do perímetro Califórnia.

 

Na época da implantação dos perímetros em Sergipe, 30 anos atrás, a concessão da irrigação aos lotes sempre foi condicionada à produção direta de alimentos, mas a pecuária extensiva, sempre ocupando grandes parcelas de terra, era proibida. Isso antes de aparecer sistemas intensivos como o Balde Cheio, onde 1 hectare de capim abriga 10 animais e pode atingir produtividade acima de 150 litros de leite diários. O campo é subdividido em 24 piquetes em que as vacas pastam a cada dia em um. Ao final do ciclo, o primeiro capinzal está recuperado pela irrigação diária e adubação, pronto para receber novamente os animais.

 

“A Cohidro autorizou a gente plantar esta área de capim. Eu fiz e graças a Deus melhorou minha renda, melhorou minha dificuldade de trabalhar com os bichinhos, que eu sempre gostei de ter uma vaca, mas não tinha onde botar. E hoje, a produção aumentou 100% e o meu trabalho diminuiu 50%. Vai dar certo, apostei e apostei numa coisa certa. Quem quiser investir numa coisa certa, pode investir no Balde Cheio?, garantiu o agricultor irrigante Everaldo Mariano.

 

Transferência de tecnologia

Os parreirais de uva que o presidente Carlos Melo pôde conhecer na quinta-feira também são novidade, já que foram implantados no Califórnia há um ano e meio. Ao completar 1 ano de plantio das mudas de uva, houve a primeira colheita e no final de abril, a segunda. A Embrapa forneceu todas as mudas de variedades precoces, equipamentos de irrigação, madeiramento, insumos usados na fertirrigação e treinamento, que segue até o final do ano pela assistência técnica garantida no convênio de transferência de tecnologia da empresa de pesquisa com a Cohidro. Em Canindé são três campos experimentais com uva e um quarto e mais recente com pera, onde a colheita deve ocorrer daqui dentre 12 a 18 meses.

 

“Fiquei muito satisfeito com o que vi hoje, da modernização dos sistemas visando a economia de água e de energia, e a busca pela introdução de culturas agrícolas que possam dar maior retorno financeiro ao agricultor e assim poder arcar, coletivamente, com o custeio da irrigação em seu lote. Do mesmo modo, foi interessante ver os irrigantes de Canindé, com auxílio dos nossos técnicos, participando de programas federais de aquisição de alimentos da Conab (doação simultânea) e do FNDE (alimentação escolar), com a garantia de preço e compra durante a vigência das chamadas públicas”, avaliou Carlos Melo.

 

Fertirrigação cresce em perímetro de Lagarto ao atender diversas culturas

Tomate, milho, amendoim, pimenta, repolho, mamão e quiabo aceitam bem a técnica. Orientação dos técnicos agrícolas da Cohidro viabiliza o uso de fertilizante diluído na água de irrigação.

 

Sistema de microaspersão fertirrigada foi aplicado à banana – Foto Fernando Augusto (Ascom Cohidro)

A fertirrigação é uma técnica de adubação aplicável à irrigação contínua e localizada, onde os nutrientes necessários ao crescimento das plantas seguem diluídos na canalização da água e são aplicados, geralmente através dos sistemas de irrigação por microaspersão ou gotejamento, diretamente ao solo para a absorção pelas raízes. Por obter melhor resultado e aproveitamento integral dos fertilizantes, além da diminuição de mão de obra para aplicar esses insumos, o método tem encontrado cada vez mais adeptos no Perímetro Irrigado Piauí, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e irrigação de Sergipe (Cohidro), em Lagarto.

Cresce também a variedade de cultivos agrícolas em que a fertirrigação tem encontrado aceitação. Onde antes era mais aceito pelo tomateiro, principalmente quando associado ao sistema de cultivo protegido por lonas ‘mulching’, passou a ajudar às plantações de milho, do amendoim, das bananeiras, do mamão Havaí e agora até está contribuindo com o crescimento dos tradicionais quiabeiros. Por ter uma apreciação culinária mais restrita ao Norte-Nordeste brasileiro e regiões da África, continente onde teve origem, até hoje o cultivo do quiabo pouco teve relevância no campo de desenvolvimento de tecnologias agrícolas, mas a planta tem se adaptado bem ao novo sistema adotado pelos agricultores irrigantes de Lagarto.

Para Carlos Melo, diretor-presidente da Cohidro, a tendência é de que a agricultura praticada nos perímetros de irrigação pública se aprimore por conta própria, a partir das garantias oferecidas pelo Estado ao produtor. “Podendo contar com a água certa e regular em seus lotes, uma garantia de que irão colher aquilo que plantarem em qualquer tempo, só resta ao agricultor investir em tecnologias que melhorem o rendimento produtivo de suas áreas agrícolas, trazendo mais retorno financeiro, revertido em qualidade de vida para as famílias que dali dependem para o sustento. Não podemos deixar de destacar o papel dos nossos técnicos, que incentivam o uso de novos conceitos e colaboram com o agricultor na aplicação dessas tecnologias”, observa.

Segundo o técnico agrícola da Cohidro no perímetro Piauí, José Américo Alves, o segredo da fertirrigação funcionar em várias espécies vegetais está na dosagem, diferente para cada tipo de planta. “Aqui, o tomate recebe adubo foliar todo dia, já o amendoim ali, duas vezes na semana. Da mesma forma é a quantidade de água: no amendoim é uma mangueira de gotejamento que usa, no tomateiro são duas”, explicou ele, mostrando a diferença dos sistemas implantados em duas roças vizinhas no lote de Renilson de Jesus Araújo. O irrigante atendido pelo técnico plantou 0,33 hectares (ha) de tomate e a mesma área de amendoim com irrigação por gotejo.

Renilson de Jesus Araújo plantou duas áreas vizinhas, cada qual com uma tarefa, de amendoim e tomate com fertirrigação, via sistema de gotejo – Foto Fernando Augusto (Ascom Cohidro)

“Na fertirrigação compensa mais, aumenta a produção, dobrou a quantidade. Aspersor convencional judia a planta e não pega em todo setor da lavoura”, considera Renilson. Sua produção é escoada para compradores em atacado e seu lote tem bastante rotatividade de culturas para sempre ter oferta dos produtos mais procurados. “Vendo por terça (um balde de 12 litros), o amendoim já despencado. Deu 200 terças em uma semana só de colheita. Se tiver área irrigada, planto o ano todo. Aonde tem amendoim, depois vou plantar milho e em outra roça de milho, vou pôr o amendoim. No tomate deu ‘broca’ (Neoleucinodes elegantalis), senão dava 600 caixas em uma tarefa”.

O produtor rural Raimundo Carvalho é outro que, em suas roças, dá preferência ao cultivo do amendoim intercalando outras culturas. “Aqui plantamos 4,5 currais (0,24 ha) do amendoim. De vez em quando planto, aqui depois vai ser repolho, mas em outra roça de milho, vai tirar e então pôr o amendoim fertirrigado, que colhe com 75 dias”, informou o proprietário de lote irrigado também assistido pela Cohidro.

Diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola, o engenheiro agrônomo João Quintiliano da Fonseca Neto diz que o plantio do amendoim contribui com a renovação do solo, para aproveitamento em outras culturas. “Ajuda na manutenção do solo, na reposição de nutrientes, como o nitrogênio, muito necessário para o desenvolvimento de todo tipo de cultivo que depois venha ocupar aquela área. Mesmo havendo outras culturas capazes de fazer o mesmo trabalho de reposição, o amendoim sempre foi usado por ter boa produtividade em nosso clima, rusticidade e resistência à pragas e mercado certo em Sergipe, onde o amendoim cozido é patrimônio cultural. Agora percebemos mais esta vantagem, de ter excelentes resultados, com aumento de produtividade, utilizando a mesma fertirrigação que era antes adotada para outras culturas”, argumenta.

Banana

Não é só na horticultura que a fertirrigação encontra terreno. A aposta do agricultor irrigante Rosendo José dos Santos, com o plantio inicial de 2.000 pés de banana prata anã, teve bastante repercussão pelos bons resultados que já pôde obter na primeira safra, mas o sucesso muito se valeu do uso da fertirrigação. “Toda semana põe adubo. Adubou, selecionou os filhos (da bananeira), (a cultura) dura por tempo indeterminado. Deu problema de folha secando rápido, mas Marcos Emílio (Almeida, técnico Agrícola da Cohidro) orientou acrescentar fósforo na fertirrigação, mas põe também adubação de cobertura”, assinalou o produtor que vende os cachos para os feirantes da cidade de Lagarto e do Povoado Colônia do Treze, no mesmo município.

A primeira área de bananeira de Rosendo tem 1,3 ano desde que foi introduzida e já terminou sua primeira safra. Uma segunda área, perto de completar um ano de plantio, tem cachos carregados para colher a primeira produção. Nessa outra plantação o agricultor quis melhorar a fertirrigação usada na primeira, optando desta vez pelo sistema de gotejo, para ampliar a área coberta pela água. Somados, são quase 1 ha da variedade prata anã e o produtor ainda vai investir em um terceiro lote, com mais 0,33 ha da variedade pacovam. “Rendeu bem a primeira colheita. Mas teve que aumentar o número de microaspersores. Se cuidar certinho, dura muito tempo. Tiro a primeira, depois de 4 meses dá o outro cacho em outro pé, o filho (broto) substitui o pé mãe”, informou ele, que antes plantava batata-doce e macaxeira, mas agora não volta atrás na opção pela banana.

Embora obtenha resultados que surpreendam, utilizando a fertirrigação, o principal insumo para a planta ainda é a água. A bananeira requer, segundo Marcos Emílio Almeida, uma média pluviométrica anual de 1.600mm, índice de precipitação que a maioria dos municípios sergipanos não possui. “São basicamente 5mm ao dia e então a irrigação vai suprir este déficit hídrico que a planta requer. Dessa forma, a produção plena da banana no estado requer o uso de irrigação”, destacou. O técnico agrícola da Cohidro acompanhou, no ano passado, a introdução deste campo piloto de Rosendo José e agora presta toda a orientação ao agricultor, que quer aumentar o bananal em 30%, plantando a variedade pacovan.

Quiabo

Conforme informa o gerente do perímetro Piauí, Gildo Almeida Lima, o cultivo do quiabo no perímetro irrigado tem aumentado de tamanho a cada ano e agora encontra na fertirrigação mais um fator positivo para continuar o crescimento. “De 2016 para 2017 a área de cultivo cresceu em torno de 20%. Por levar entre 60 e 80 dias para começar a colher e permanecer produzindo colheitas semanais por até 3 meses, os produtores têm optado bastante pelo quiabo, que também tem boa procura nos mercados de Aracaju e Salvador. Por diminuir o número de pessoas contratadas para realizar os tratos culturais, a fertirrigação tem sido uma opção bastante adotada para estas e outras plantações no perímetro”, avalia.

Gildeon Dias dos Reis tem perto de 12 mil pés de quiabo plantados há 90 dias e em plena produção, com a expectativa de chegar às 60.000 unidades colhidas semanalmente. O produtor segue um elaborado cronograma de aplicação de fertirrigação, adubação sólida e ainda plantou em uma área onde antes havia 2 mil pés de pimenta que foram incorporados ao solo. “Com 11.000 pés, tirava 55.000 em toda lavoura. Se não adoecer, espera-se 3 meses de produção. Uso a fertirrigação da fórmula 18x18x18 (nitrogênio, fósforo e potássio) duas vezes em 15 dias e 10x20x20, após 40 dias. Com 60 dias, uma mão de esterco por pé e com 75 dias o 18x18x18 de novo, essas foram as adubações. O terreno está muito adubado e cresce muito. Vai dar 50.000 quiabos selecionados, com a colheita de três meses”, visualiza.

 

Cohidro participa de seminário de gestão hídrica organizado pelo Banco Mundial

Seminário de gestão hídrica foi organizado pelo Banco Mundial – Foto divulgação

A Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) participou, na última semana, do seminário “Rumo à sustentabilidade dos serviços de água rural – modelos de gestão e ferramentas para planejamento”. O evento foi organizado pelo Banco Mundial, em Brasília, na quinta-feira, 17, e representaram a empresa sergipana e o Estado, os diretores de Infraestrutura Hídrica e Mecanização Agrícola (Dinfra), Paulo Henrique Machado Sobral, e o de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola (Dirir), João Quintiliano da Fonseca Neto.

O Banco Mundial e entidades que gerenciam a exploração de recursos hídricos nos estados do Nordeste, mais o Paraná e Minas Gerais, durante o evento discutiram modelos sustentáveis de gestão da água, sistema de abastecimento comunitários e saneamento rural, tomando como exemplo experiências bem-sucedidas, tanto de estados do Brasil, quanto de outros países como Panamá e Nicarágua.

Na oportunidade, o destaque foi para o Ceará, que conta com o melhor avanço sistemático a partir do trabalho da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH). Conforme informa o presidente da Cohidro, José Carlos Felizola Filho, a Empresa Sergipana está articulando convênios com o a sua congênere cearense. “Como lá quase todo território é caatinga, eles tiveram que desenvolver as melhores tecnologias de aproveitamento da água do Nordeste. Em maio passado estivemos visitando a COGERH e agora estamos com futuros projetos de parceria que possam viabilizar a assistência nos eixos de água e esgoto nas comunidades rurais, beneficiando diretamente a população mais carente

”, revela.

Segundo o diretor da Dinfra, a Cohidro já vem trabalhando com a parte perfuração de poços, instalação, distribuição e a participação no evento foi fundamental para articular planos de ampliação desses projetos. “A ideia é envolver também o município e principalmente a comunidade na gestão. Nós já estamos discutindo isso com o Banco Mundial e a Cohidro também vem discutindo com o programa “Água para Todos” (do Ministério da Integração Mundial) para se criar um modelo de gestão a fim de ter uma longevidade maior dos sistemas”, afirma Paulo Sobral.

Águas de Sergipe
A Cohidro desenvolve convênio com o Banco Mundial no programa ‘Águas de Sergipe’, gerido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). Conforme expõe João Quintiliano, a Companhia contará com recursos na ordem de R$ 43 milhões para investir nos seus polos irrigados. ?São R$ 33 milhões para modernização da irrigação nos perímetros da Ribeira e do Jacarecica I (Itabaiana e Areia Branca), onde o sistema vai ser todo automatizado e de funcionamento noturno, economizando tanto água quanto energia elétrica. Nesses, e também no Perímetro Jacarecica II (Riachuelo, Malhador e Areia Branca), haverá ainda investimentos na segurança e adequações ambientais nas barragens. Os outros R$ 10 milhões compreendem investimentos em conjunto com outros órgãos e secretarias de Estado”, adianta o titular da Dirir.

 

Secretário Ouve Demandas do Sertão e Visita Perímetro California

João Quintiliano, Mardoqueu e Esperando Leal – FOTO: Luiz Carlos Loes Moreira Ascom/Seagri

Esmeraldo Leal dos Santos, Secretário de Estado da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), esteve em encontro com pequenos agricultores do território do Sertão, em 29 de dezembro, na Sede do Sindicato dos trabalhadores rurais, em Monte Alegre. Posteriormente esteve com produtores do Perímetro Califórnia, em Canindé do São Francisco, oportunidade que forma apresentadas reivindicações e dadas as explicações, por Diretores da Cohidro, Mardoqueu Bodano e João Quintiliano da Fonseca Neto.

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Irrigação da Cohidro tem colheita recorde de 115 mil toneladas

Irrigação na Cohidro

O balanço anual da produção gerada nos seis perímetros irrigados da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), mais uma vez superou os números registrados no ano anterior: 115,2 mil toneladas de produtos agrícolas foram produzidas em 2014, aumento de 6,45%. Isso repercute também em um acréscimo de R$ 9,6 milhões na renda gerada pelos irrigantes, totalizando neste ano R$ 105,6 milhões, que beneficiaram 10,5 mil pessoas. O Perímetro Califórnia teve o maior aumento no volume, três mil toneladas colhidas a mais, porém foi no Perímetro Piauí que houve o maior percentual de crescimento, 10,5%.

Sônia Loureiro, gerente de Desenvolvimento Agropecuário da Cohidro, departamento responsável pelo levantamento anual da produção nos perímetros, revela que foram cultivados, ao todo, quase 500 hectares a mais do que em 2013, totalizando 6.191,3 hectares neste ano. “Só no Perímetro Califórnia, em Canindé de São Francisco, a área plantada aumentou em 10%. Sendo o maior da Cohidro, com área cultivada de mais de 2,5 mil hectares em 2014, o pólo de irrigação situado no Alto Sertão causou o maior impacto nos resultados”, informou, alertando também que a fertilidade do solo sofreu forte influência com o aumento da incidência de chuvas nos dois últimos anos, se comparado a 2012.

“No Califórnia, as principais culturas tiveram suas áreas de cultivo ampliadas, a exemplo do quiabo – que ocupa o maior espaço plantado nos lotes – de 710 hectares, passou para 780 neste ano, o que fez produzir 1.400 toneladas a mais. O mesmo aconteceu com a macaxeira, de 295 para 324,5 hectares, aumentando 13,6% a produção, seguido pelo feijão-de-corda 10%, milho e goiaba: 9%”, acrescentou a engenheira agrônoma Sônia Loureiro, informando que, no perímetro de Canindé, em 2014 ocorreu um crescimento total de 7,8% no que foi produzido.

Perímetros de Itabaiana
No Perímetro Irrigado da Ribeira, em Itabaiana, as hortaliças folhosas apresentaram a melhor alta de produção, sendo que de alface foram colhidas 11.280 toneladas, 480 a mais que em 2013, diferença que corresponde a R$ 2,6 milhões a mais na renda dos produtores quando comercializam o produto, que é vendido em Sergipe e na capital baiana, Salvador. Resultado parecido ocorre com o coentro, que em 2014 teve produção de 3.960 toneladas e rendeu R$ 11,9 milhões aos irrigantes. Ao todo o pólo de irrigação da Cohidro produziu neste ano 22 mil toneladas de alimentos.

Jacarecica I é o outro perímetro da Companhia em Itabaiana. Esta unidade de irrigação da Cohidro se destaca pela produção de batata-doce, que teve 3.900 toneladas colhidas em 2014, 500 a mais que no ano anterior e gerou R$ 3,5 milhões de renda aos produtores irrigantes. O Perímetro também produziu 6,5 mil toneladas de alimentos, quase 9% a mais que no ano passado, rendendo em torno de R$ 10 milhões de receita, contando com os ganhos de todas as culturas e que beneficiaram 630 pessoas.

Jacarecica II
Abrangendo os municípios de Malhador, Riachuelo e também Areia Branca, o Perímetro Irrigado Jacarecica II tem sua maior produção localizada no cultivo de cana-de-açúcar, que neste ano alcançou 34.650 toneladas colhidas, rendendo aos produtores, que abastecem as usinas da região, R$ 2,4 milhões. Tal atividade – que ocupa 495, dos 723 hectares de área plantada em 2014 – faz com que todos irrigantes assistidos pela Cohidro nesta unidade alcancem um total de 38,7 mil toneladas produzidas no período. Destaque também para o inhame cultivado no pólo de irrigação, que produziu 1,2 mil toneladas.

Jabiberi
Perímetro irrigado situado em Tobias Barreto, o Jabiberi tem na pecuária leiteira a sua atividade principal, a qual é beneficiada pela água que irriga as pastagens. Lá, em 2010, foi implantando o Projeto “Balde Cheio”, uma parceria com a Embrapa que no primeiro ano de atividade dobrou de mil para 2000 litros a produção de leite dos irrigantes. Ano a ano a produção só vem aumentando e durante 2014 estes produtores comercializaram, ao todo, 1.224.655 litros de leite, uma média recorde de 3,3 mil por dia. Toda produção abastece um laticínio local e resultou na confecção de mais de 122 toneladas de queijo.

Para o Diretor de Irrigação da Cohidro, o engenheiro agrônomo João Quintiliano da Fonseca Neto, este resultado que vem sendo alcançado no Jabiberi se deve à assistência técnica, o clima propício e o aumento no entusiasmo dos produtores com o Projeto. “Com a oferta de água regular, quer seja por irrigação ou chuvas, foi se propiciado uma melhor pastagem e consequente aumento na produção leiteira. As melhorias anunciadas para o Perímetro também estão animando os produtores que estão investindo mais em alimentação de qualidade, aumento e melhoria genética de seus rebanhos. Graças ao Proinveste, o Governo Estadual vai investir mais de R$ 1,2 milhão em reformas estruturais no Perímetro e na automação do sistema de irrigação”, relatou.

Perímetro Piauí
As áreas de plantio das principais culturas, no Perímetro Irrigado Piauí, aumentaram de dois a três hectares em média, resultando em crescimento de 9,5% de terras cultivadas. Foram produzidas 7.846 toneladas de alimentos no pólo de irrigação da Cohidro em Lagarto neste ano, um incremento de 10,5%, maior percentual dentre os perímetros da Cohidro, o que também gerou quase R$ 1 milhão a mais na renda dos produtores irrigantes, totalizando os R$ 13 milhões que beneficiaram 358 agricultores familiares.

Perspectivas de aumento
Mardoqueu Bodano, presidente da Cohidro, acredita que os investimentos a serem feitos tendem a aumentar ainda mais a produção nos próximos anos. “O Proinveste vai recuperar estruturalmente quatro dos nossos pólos de irrigação: Piauí, Jabiberi, Ribeira e Califórnia. Serão quase R$ 6,5 milhões para reformas que vão desde o conserto dos canais de concreto até a substituição dos sistemas de irrigação pelos automatizados, modernização que também é prevista para os perímetros da Ribeira e Jacarecica I, mas por meio de outro projeto: O “Águas de Sergipe”, que vai injetar R$8 milhões nestas unidades e no Jacarecica II, através de empréstimo junto ao Banco Mundial, para minimizar o impacto ambiental provocado pela agricultura na bacia do Rio Sergipe” revelou.

Governo dá início à obra do Proinveste em Canindé

Canindé de São Francisco testemunhou, nesta terça-feira, 23, solenidade que ocorreu no escritório regional da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), onde a Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri) anunciou e assinou contrato para dar início – no dia seguinte, 24 – da para a recuperação e cobertura dos 1,8 quilômetros de canal de irrigação que cortam a cidade. A obra faz parte dos investimentos do Governo do Estado realizados na reestruturação da Empresa Estatal, via recursos do Proinveste, que somam R$ 11 milhões, R$ 4 milhões só para o Perímetro Irrigado Califórnia.

Abastecido pelas águas do Rio São Francisco, o Perímetro Califórnia fornece irrigação para 252 unidades da agricultura familiar em Canindé, possibilitando a produção de uma grande variedade de alimentos em pleno Semiárido Nordestino, desde goiaba, acerola, milho e quiabo – as principais culturas – até a horticultura orgânica. Fundado 1987, a crescente urbanização cidade povoou a área onde passa o seu canal principal (C-01) que abastece o sistema de irrigação, sendo necessário implantar a cobertura em concreto armado da estrutura, para a segurança da população e o evitar desperdício, além de priorizar a qualidade da água, ameaçada pela poluição urbana.

Manuel Goês, conhecido como “Seu Manuca”, é agricultor irrigante e está no Perímetro Califórnia desde sua fundação. Na cerimônia ele foi escolhido para dar seu depoimento representando os produtores rurais e falar da importância obra. “Jogam lixo, carcaça de animais mortos e as pessoas usam o canal para tomar banho e isso preocupava muito a gente que usa dessa água nas nossas propriedades. Realmente esta obra vai ser a mais importante e a que a mais reclamávamos para ser feita aqui”, comemora ele que produz goiaba, acerola, maracujá, feijão-de-corda e outros alimentos em sua área irrigada.

O gerente do Perímetro Califórnia, Edmilson Cordeiro Bezerra, confirma a prioridade do empenho que o evento deu a partida para a construção. “A discussão sobre a necessidade da obra já vem de algum tempo e só foi neste Governo que se deu a devida importância para o problema que afeta o produtor rural, que fica em dúvida quanto a qualidade da água que vai por em suas plantações e, por sua vez, ter contato direto no manuseio. Na verdade são dois problemas resolvidos com a cobertura do canal, pois a população da cidade também reivindicava uma solução à prefeitura de Canindé”, comenta.

Solenidade

A assinatura do contrato com a Empresa Líder Engenharia, a qual garantiu o início imediato das obras de cobertura do canal, foi prestigiada com a presença de autoridades da esfera estadual, municipal e federal. Além do secretário de Estado da Agricultura, Francisco Dantas e do presidente da Cohidro, Mardoqueu Bodano, compuseram a mesa de representantes os diretores da Companhia; o prefeito de Canindé, Heleno Silva; o secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano, Carlos Fernandes de Melo Neto; presidente da Câmara de Vereadores de Canindé, Francisco de Assis Oliveira Machado; presidente da Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (Pronese), João Hora e o ouvidor Geral do Estado de Sergipe, Luiz Eduardo Costa.

Mardoqueu Bodano reiterou a importância da obra, lembrando que a cobertura do canal é só uma parte dos benefícios que o Proinveste trouxe para o Perímetro de Canindé. “Esta é a realização de um sonho, não só de nós da Cohidro, mas dos produtores também, que confiaram quando Governo do Estado deu a ordem de serviço, ocasião em que também foi dada a garantia para a recuperação dos outros canais secundários de irrigação, reformas nas sete estações de bombeamento da Companhia – incluindo a troca de bombas e reposição de peças – além da reforma do escritório do Perímetro Califórnia”, listou o presidente da Empresa Estatal.

O prefeito Heleno Silva também falou sobre o Proinveste, relembrando a dificuldade enfrentada para ser aprovado o financiamento. “Esta obra já era para ter acontecido se não fosse a dificuldade política, da má política, imposta ao Governo do Estado, para fazer o empréstimo com a União. É uma data histórica para gente, pois o Governo teve uma visão estratégica, ao destinar cerca de R$ 4 milhões do Proinveste para salvar o Califórnia, com a cobertura do canal, recuperação de canais e troca de bombas. Quero ainda fazer uma adendo, já que a empresa que ganhou a licitação de duas destas obras é de Canindé, o que significa que são as pessoas daqui que irão trabalhar e o dinheiro vai circular por aqui,” considerou.

Francisco Dantas informa que incluindo as obras realizadas no Perímetro Irrigado, o município tem recebido bastante atenção do Governo do Estado através da Seagri. “Nossa Secretaria participa muito da vida de Canindé. Hoje aqui também terá início o Programa de Recuperação de Barragens, igualmente gerido pela Cohidro, que no Assentamento Santa Rita vai reformar a barragem pública que atende a povoação. Estão previstas outras nove barragens desse tipo a serem recuperadas, sete só aqui no Alto Sertão. Serão ao todo 700 barragens voltando a acumular água, atendendo povoados e pequenos pecuaristas em todo Estado, combatendo os efeitos da seca e a dessedentação animal. Convênio nosso com a Seides e custeado pelo Funcep, em um investimento do Governo de quase R$ 1,9 milhões”, relatou o secretário.

O diretor de Irrigação da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto, confirma que serão gastos – com os recursos do Proinveste – R$ 1.545.040,11 na cobertura do canal, atendendo a reivindicação dos irrigantes e população de Canindé. “Há estudos que indicam que com a obra de cobertura do C-01 e com as demais reformas, reposição de equipamentos e outras obras de infra-estrutura, vai aumentar a disponibilidade de água para a irrigação no Califórnia, regularizando o fornecimento àqueles irrigantes que sofriam com alguma deficiência no sistema e até possibilitando que eles aumentem suas áreas cultivadas, gerando assim um produção ainda maior no Califórnia, que já é recordista dentre os perímetros assistidos pela Companhia”, concluiu.

Irrigante da Cohidro cultiva repolho de alta produtividade em Lagarto

Vegetal que exige água constante, o repolho do tipo “Midori” tem chamado a atenção pelo fato do tamanho, podendo desenvolver “cabeças” de até 4 kg. Isso acontece no Perímetro Irrigado Piauí, assistido pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) no município de Lagarto. O irrigante Nemilson Araújo Santos é o único a apostar nessa variedade, ele que é um dos quatro produtores que cultivam a hortaliça no pólo de irrigação.

Plantado há 75 dias, o repolho que Nemilson cultiva em parceria com o irmão, já dá sinais de boa produtividade. Faltando ainda 15 dias para chegar ao ponto propício à colheita, já desenvolveu cabeças com média de 2 kg. “batendo nesta cabeça se observa que ela ainda é fofa, isso dá o sinal de que ainda vai crescer mais. Só quando estiver dura é que chega ao tamanho máximo que pode crescer”, comentou o agricultor ao examinar os pés plantados ainda em desenvolvimento.

Localizado no Povoado Limoeiro, uma das localidades atendidas pela irrigação do Perímetro Piauí em Lagarto, a propriedade de Nemilson tem cerca de 2 hectares, destes, 0,6 hectares (2 tarefas) são destinados ao cultivo da variedade “Midori”. “A escolha da variedade deve-se pelo tamanho da cabeça, que tem boa aceitação, embora o preço seja baixo,R$ 1,00 pela cabeça, independente do tamanho. Como se trata de uma nova variedade, plantada no terreno pela primeira vez, observou-se que o espaçamento que demos entre as plantas poderia ser maior, o que prejudicou o crescimento, ficando evidente que os repolhos nas pontas das linhas são maiores.Mesmo assim, no geral, a planta está se desenvolvendo bem”, considerou,lembrando ainda que o repolho exige a incidência do sol em toda planta.

Irrigação

O repolho exige a oferta de muita água para seu desenvolvimento, fato que torna indispensável o uso da irrigação fornecida pela Cohidro. “Tenho que ligar a irrigação todo dia que não chover, a planta pede muita água. Sem ter a irrigação nem teria como plantar”, complementa o irrigante Nemilson Araújo, que primeiro planta a semente – comprada em lojas agropecuárias – em viveiros e depois transplanta as mudas para a lavoura quando atingem os cerca de 15 centímetros de altura.

Técnico agrícola da Cohidro responsável pela área do Povoado Limoeiro, José Américo relata que além de Nemilson, outros três irrigantes do Perímetro Piauí apostam na produção de repolho, mas da variedade “Suki”. Ele explica que na plantação convencional, a planta é bastante vulnerável ao ataque de pragas, o que exige a aplicação controlada de defensivos.

“É recomendada a aplicação quinzenal – sendo que a última seja feita 15 dias antes da colheita – de inseticida que combata a borboleta da ‘lagarta de rosca’. O repolho tem a vantagem de ter as folhas externas – que não são aproveitadas na colheita, mas servem de adubo para a próxima cultura a ser plantada na área – que de certa forma protegem o ‘miolo’ da ação do agrotóxico aplicado, não havendo contato direto do agrotóxico com a parte que comemos”, explicou o técnico, reconhecendo que somente fazendo toda adequação da propriedade, para os métodos agroecológicos, seja possível produzir repolho sem o uso de defensivos químicos.

Versatilidade

O produtor Nemilson Araújo, depois de colher o repolho, vai introduzir na mesma área a cultura da pimenta jalapeño, a qual já planta em lavoura vizinha ao mesmo tempo.Essa versatilidade, conquistada pelo agricultor,só veio depois de chegar a irrigação ao seu sítio, ressalta a gerente do Perímetro Piauí, Gilvanete Teixeira. “Se num mesmo pólo agrícola, como o que a Cohidro administra aqui em Lagarto, for possível produzir repolho, tomate, quiabo, pimenta de variados tipos, inhame, milho, etc., em períodos distribuídos do ano, maior será a oferta que teremos de produtos para abastecer o mercado e mais ganho terá o produtor”, completa.

Da mesma forma pensa Mardoqueu Bodano, presidente da Cohidro, que ficou satisfeito com o resultado conquistado pelo produtor, considerando que a variabilidade de processos e culturas, torna o setor agrícola mais dinâmico e preparado ao mercado.“Em nossos perímetros, o agricultor é irrigante e não fica parado esperando cair à chuva.Ele tem acesso à irrigação para produzir alimentos variados e tirar o sustento da família o ano inteiro, seja aquele que pratica a agricultura convencional ou orgânica”, avalia.

A planta, segundo o diretor de Irrigação da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto,se favorece das questões climáticas encontradas no Nordeste quando é cultivada tendo acesso constante à água, como acontece no Perímetro Piauí. “Nosso clima onde temos luminosidade e altas temperaturas quase o ano inteiro,favorece na introdução de diferentes cultivos. O repolho é uma delas,que com a água fornecida pela irrigação, cria-se as condições ideais para seu cultivo”,finalizou.

Última atualização: 6 de maio de 2021 18:10.

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