Cohidro aumenta rigor na prevenção ao contágio do coronavírus

Empresa mantem quadros ativos exercendo atividades essenciais de irrigação pública e fornecimento de água por poços

Após estabelecer sistema de rodízio das equipes presenciais e home office para funcionários inseridos nos grupos de risco, a partir desta quarta-feira (06), a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe – Cohidro aplicará testagem de temperatura corporal a todos que comparecerem à sede da empresa, em Aracaju. Os servidores identificados com febre alta, e outros sintomas da covid-19, serão temporariamente dispensados do trabalho, e acompanhados pela equipe médica da empresa. As barreiras sanitárias também servirão para controlar o acesso e somente permitir a entrada com o uso de máscara de proteção. Para tanto, a Cohidro tem distribuído máscaras para seus funcionários e realizado capacitações sobre o uso seguro de equipamentos de proteção individual [EPIs] e ferramentas, durante a pandemia.

A Cohidro adquiriu termômetros digitais que medem a temperatura corporal sem toque e 1.000 máscaras em tecido para essas duas novas ações, segundo conta o diretor presidente da Cohidro, Paulo Sobral. “A distribuição de máscaras descartáveis já vinha sendo feita como forma de prevenção, orientando o funcionário ao seu uso desde o começo da situação de emergência. Mas como agora existe um Decreto Estadual [40.588/2020] que determina o seu uso obrigatório e a estimativa é de que a pandemia ainda continue por meses, optamos pelas de tecido – um modelo que não depende somente da manutenção dos nossos estoques, em um período em que esse item está em falta no mercado e que o uso em atividades médicas tem sempre a preferência”, explicou.

A empresa já adotou a redução de carga horária com a função de diminuir o período de exposição dos funcionários ao contágio do coronavírus, com turnos únicos de 7h às 13h, e as segundas-feiras são ponto facultativo, seguindo o Decreto Estadual 40.567/2020, que também suspende todas as viagens de caráter não essencial. “Suspendemos o atendimento presencial ao público. O trabalho remoto foi dado como opção aos maiores de 60 anos, portadores de doenças cônicas, gestantes, jovens aprendizes e estagiários, e que não exercem atividades essenciais. A nossa Sala de Saúde já vinha fazendo aferição de pressão, temperatura corporal e nível de glicemia para identificar as pessoas com sintomas de covid-19, dar a orientação sobre como proceder e encaminhar ao afastamento temporário do trabalho”, complementa Paulo Sobral.

Luara Thayze, enfermeira da Sala da Saúde do Trabalhador da Cohidro, esclarece que o procedimento que já vinha sendo adotado junto aos funcionários com sintomas, agora foi estendido a todos, com testagem na portaria de pedestres [Rua Marinheiro Antônio Brandão, nº 103] e na de veículos exclusiva para funcionários [Rua Rio Grande do Sul]. “Quem apresentar febre alta e outros sintomas da covid-19 não terá a entrada permitida e, sendo funcionário, vai ser orientado a permanecer em quarentena, sem prejuízo na sua frequência de trabalho, sendo acompanhado por nossa equipe, via telefone. Se não passarem os sintomas, ele será orientado a procurar uma unidade de saúde para uma avaliação médica e emissão de atestado de ausência de trabalho para a síndrome gripal, seguido dos procedimentos de testagem da covid-19”.

Nesta mesma semana, a Cohidro realiza capacitações para os funcionários sobre o correto uso dos EPIs, incluindo a máscara facial. Nos treinamentos, além de abordar a obrigatoriedade desses equipamentos, Roberto Barros e Jéssica Morgana, engenheiro e técnica em Segurança do Trabalho da Cohidro, explicam os cuidados que devem ser tomados também com ferramentas e utensílios de uso individual, como copos, talheres e vestimentas. “Em todos os casos, o compartilhamento de ferramentas só é permitido após – e se for possível – uma completa esterilização no ato da troca mãos, após a lavagem [que orientamos ser feita em uma solução de 1L de água com 25ml de água sanitária]. Já as luvas, peças de vestuário e, principalmente, as máscaras faciais, são de uso individual”, alerta Roberto Barros.

Capacitação para uso de agrotóxicos é iniciada em perímetro da Cohidro de Itabaiana

Quase R$ 1 mi do PAS é destinado ao treinamento de agricultores e de replicadores, que são agentes de saúde e educadores que atuam nas comunidades rurais.

Com as duas aulas e o dia de campo, a capacitação será de 12h-aulas para cada agricultor (Foto: Ascom/Cohidro)

Desde segunda-feira (3), no Perímetro Irrigado da Ribeira em Itabaiana (SE), ocorrem aulas pela manhã e pela tarde para as quatro primeiras turmas do ‘treinamento e capacitação para o uso adequado dos agrotóxicos’, na modalidade voltada aos agricultores irrigantes inseridos nos perímetros da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) que fazem parte da bacia do rio Sergipe. É uma das ações do Programa Águas de Sergipe (PAS), realizado pelo Governo de Sergipe e em parte financiado do Banco Mundial.

Com as quatro turmas findando nesta sexta-feira (7) com um dia de campo, nesta semana vão ser habilitados em torno de 150 produtores irrigantes. Ao repetir esse cronograma semanalmente, a as capacitações ao todo atenderão 980 destes agricultores assistidos pela Cohidro, ao serem incluídos os inseridos nos perímetros Jacarecica I e II, que abrangem áreas de irrigação pública também de Itabaiana, Malhador (SE), Riachuelo (SE) e Areia Branca (SE). Com as duas aulas e o dia de campo, capacitação será de 12h/aula para cada agricultor.

Nos 26 municípios sergipanos que compõem a bacia hidrográfica do rio Sergipe, ocorrerão treinamentos de outros agricultores, por intermédio da Empresa de Desenvolvimento Agrário (Emdagro). Professores e agentes de saúde que atuam na zona rural em todo estado receberão treinamento para conscientizar as populações assistidas. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) coordena o PAS e licitou a empresa que está fazendo todo este treinamento, um investimento total de R$ 985.548,88.

Presidente da Cohidro, Carlos Fernandes de Melo Neto considera primordial essa preocupação do PAS com a preparação dos moradores e trabalhadores do campo com o manuseio e precauções com os defensivos tóxicos. “O agrotóxico, se for exposto à nossa pele ou se for ingerido em alimentos ou água contaminados, prejudica muito a saúde. Os animais de criação e toda fauna e flora estão sujeitos aos riscos de contaminação, se não nos preocuparmos com a aplicação correta e, principalmente, com o descarte adequado das embalagens”, observa. Para ele, é um tema que nunca vai ser esgotado no meio rural. “Não é a primeira vez que reunimos agricultores dos perímetros para falar disso e certamente, não será a última. A indústria de agrotóxicos está sempre pondo produto novo no mercado e isso confunde bastante o agricultor na hora de usar. A conscientização tem que ser constante”.

Adenilson Xavier de Almeida é um dos irrigantes da Ribeira presente na primeira das quatro turmas da semana inicial de curso. Embora já tenha buscado se informar sobre manuseio correto dos agrotóxicos em outras atividades, não dispensa a oportunidade dada pelo PAS e Cohidro. “Claro, sempre aprendendo alguma coisa a mais, né? Sempre eu participo, toda reunião, todo curso que eu sou convidado, eu marco presença. Aprender sempre é bom, qualquer coisa que a gente aprende é bom para a vida, para o dia a dia. Faço (uso de agrotóxicos), eu geralmente já sigo essas regras, infelizmente são poucas pessoas, mas uso o mínimo possível”, relevou.

O instrutor dos cursos é o engenheiro agrônomo Pedro Acioli de Souza, que além de prestar serviço para empresas e entidades como o Senar e o Sebrae, é agricultor e apicultor, com trabalhos científicos publicados nas áreas. “Eu quero passar uma bagagem que faça com que além de receber uma gama de informações, procure fazer com que ele questione a situação que ele vive, pois só através do questionamento pode-se tomar algumas atitudes. Não é aquela capacitação de levar a informação e isso tá certo, não! Então este treinamento, eu acredito que ele dá muito resultado devido a essa metodologia um pouco inovadora”, considera.

Cláudia Silva Sampaio é coordenadora das capacitações pela STCP – Consultoria, Engenharia e Gerenciamento. “O curso de capacitação para o uso adequado de agrotóxicos tem três módulos e sempre no primeiro se discute a questão da legislação, de uma forma bem geral. Depois se discute a questão do uso de EPIs, que está vinculada a segurança e saúde dos trabalhadores e finalmente a manipulação do uso de agrotóxicos, que é todo o processo de aplicação. Dentro disso nós precisamos, antes de realizar essas ações, realizar um questionário para identificar quais são as atividades e a forma como elas estão sendo desenvolvidas por esses agricultores. A partir deles a gente vai ter uma ideia do todo”, completa ela, informando que irá ocorrer um seminário com todos os secretários municipais de educação, saúde, meio ambiente e agricultura, os agentes de epidemiologia, além dos delegados e coordenadores de educação ambiental.

Águas de Sergipe
O programa resulta de contrato firmado entre o Governo de Sergipe e o Banco Mundial no valor de US$ 117.125.000,00, sendo US$ 46.850.000,00 a contrapartida do Estado. O PAS tem como finalidade a melhoria da qualidade da água na bacia hidrográfica do rio Sergipe. Desse montante, US$ 8 milhões serão destinados à Cohidro para ações de modernização da infraestrutura dos perímetros irrigados e segurança de barragens, atendendo as demandas inseridas no PAS, que se destinam à recuperação ambiental da bacia do rio Sergipe.

“Nesse sentido, com os recursos destinados à empresa já foram implantadas ações de monitoramento, segurança e reflorestamento das margens das barragens públicas que atendem nossos perímetros e a aquisição de veículos novos para atuar dentro dos perímetros. E atualmente ocorre a reforma predial das nossas diretorias técnicas; a completa substituição do sistema de irrigação em cada lote dos perímetros da Ribeira e Jacarecica I, adotando o modelo de irrigação localizada e automatizada, economizando 60% no consumo de água e reduzindo 50% na conta da energia elétrica. Nesta semana, simultaneamente aos treinamentos, demos início a elaboração de um audacioso projeto de automação de nossas estações de bombeamento, repercutindo em menos consumo de eletricidade”, listou o diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto.

 

Última atualização: 6 de maio de 2021 19:06.

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