Cresce a produção do amendoim em perímetros irrigados em Sergipe

Tendência é de que neste ano a produção aumente ainda mais, já que a maioria das restrições sanitárias por conta da Covid-19 terminaram e os festejos juninos voltarão a todo vapor

Ainda em outubro do ano passado, animados com os resultados positivos do combate à pandemia do coronavírus, os plantadores de amendoim, que recebem água e assistência técnica agrícola nos perímetros irrigados do Governo de Sergipe, retomaram os plantios. Esses agricultores irrigantes apostavam em um 2022 promissor para o turismo e lazer, setores que em Sergipe absorvem boa parte da produção de amendoim cozido, escoando praticamente todas as safras dos produtores.

No Perímetro Irrigado Piauí, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) em Lagarto, nos meses de março e abril deste ano, mais de 20 produtores colheram o amendoim, aproveitando o bom preço do período de entressafra nas lavouras de sequeiro.

O ano de 2021 terminou com a colheita de 905 toneladas nos cinco perímetros de aptidão agrícola da Cohidro. Mas a tendência é de que neste ano a produção aumente ainda mais, já que a maioria das restrições sanitárias por conta da Covid-19 terminaram e os festejos juninos voltarão a todo vapor.

“Neste período ele [o amendoim] está favorável. As colheitas aqui estão dando sempre de boa qualidade ultimamente e o preço agora está de R$ 30 a medida [balde de 12 litros], saindo da roça e já abatido o custo com a mão de obra da colheita. Toda semana está acontecendo a colheita do produto”, destacou o gerente do perímetro Piauí, Gildo Almeida.

No perímetro de Lagarto, de janeiro a dezembro de 2021, foram colhidas 144 toneladas, montante que deve ser superado, fazendo referência a produção dos três primeiros meses de 2022 que somam 47,5 ton.

Renilson de Jesus é irrigante no perímetro Piauí e há mais de um mês vem fazendo a colheita do amendoim plantado. As colheitas das suas lavouras geram mão de obra para dez pessoas por vez, além do irrigante.

O agricultor explica que, para ele, o período bom para produzir é fora do inverno, quando na região Nordeste tem chuvas escassas e só colhe quem possuir irrigação. Há dez anos produzindo amendoim, Renilson colhe até quando a produção da agricultura de sequeiro começa a chegar ao mercado.

“Eu pretendo plantar de novo só no final do inverno. Esse período é bom de produzir, mas, o preço fica mais barato. A partir de agora muitas pessoas plantam fora de irrigação, aproveitando as chuvas do inverno. A escolha do amendoim, no caso do período irrigado aqui, é por dar mais um dinheirinho. Porque o pessoal só planta irrigando mesmo”, salienta Renilson.

Produção do amendoim irrigado deve ser impulsionada por flexibilização do isolamento social em Lagarto

Grãos sem comprador serviram de semente na safra a ser colhida a partir de novembro
Seu Antônio cozinha o amendoim que planta e a colheita dos irrigantes vizinhos [Foto: Fernando Augusto]

Patrimônio Imaterial Sergipano, o amendoim cozido é um método de beneficiamento que absorve praticamente toda safra do produto no estado. Seu consumo é associado às festividades juninas e é um petisco dos mais apreciados nas atividades recreativas. Com a reabertura das praias, bares e eventos, depois de mais de um ano e meio de pandemia de Covid-19, o consumo do amendoim tem grande expectativa de voltar à normalidade neste fim de ano. Produtores irrigantes do Perímetro Irrigado Piauí, em Lagarto, após diminuírem a produção no primeiro semestre deste ano em cerca de 7%, agora estão animados em retomar os plantios. Queda que nem aconteceu em alguns desses lotes atendidos pelo Governo do Estado, através da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), com irrigação e assistência técnica.

O casal Josefa Araújo e Alcides Meneses planta o amendoim no perímetro irrigado da Cohidro há cerca de uns três anos e sentiu dificuldade em escoar a produção no período da pandemia, mas isso não significou em perda da produção. “Mudou muito. Ficamos sem vender o amendoim. Daí, secamos o produto, guardamos para semente e agora estamos usando esta semente para plantar. Isso compensou, porque agora a gente não está precisando comprar a semente. Foi ruim, porque para comprar os adubos nós nos apertamos, não tinha o amendoim para vender. Mas agora [o mercado] está melhor, graças a Deus e até o comprador veio aqui esta semana olhar [a lavoura]. E já tem uma área ali limpa, que vamos plantar com esta semente que guardamos”, adianta.

Gerente do Perímetro Piauí, Gildo Almeida explica que além da queda o período é de entressafra, por conta do inverno chuvoso, condição climática que diminui a produtividade do amendoim e dificulta o trabalho de colheita. “O amendoim agora está em falta no mercado, a produção de amendoim caiu um pouco, mas a tendência dos próximos meses é de normalizar. O pessoal está começando novamente a plantar e outros estão se preparando para fazer plantação. Houve uma queda de 2021 com relação à 2020, porque em 2020 com a pandemia fechou tudo, as praias, as festas. Em 2021, muitos não plantaram com medo de não achar a quem vender o produto. Mas nos próximos meses vai normalizar. Tem gente que já fez a plantação e outros estão se preparando para fazer a plantação novamente”, esclarece.

Diretor de irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Fonseca justifica que além do mercado promissor para o amendoim, a cultura é muito empregada na rotatividade de cultivos. É incentivada pela assistência técnica dada pelos técnicos agrícolas da empresa, para melhorar a fertilidade natural do solo e, em consequência, a produtividade de outras espécies plantadas na mesma área depois, ou até mesmo consorciado ao amendoim, a exemplo do maracujá. “É uma cultura pouco exigente. Atua na fixação biológica do nitrogênio ao solo e fornece uma grande quantidade de matéria orgânica ao solo, através dos restos culturais, ajudando o agricultor a economizar em adubação. Por essas vantagens, em nossos perímetros, ele acaba por ocupar as áreas na sequência de outros cultivos mais duradouros ou exigentes durante as entressafras, como a batata-doce e o coentro”, revelou o diretor.

Antônio de Souza, mais conhecido como Toinho do Amendoim, tem muita experiência plantando e cozinhando a sua produção e a dos seus vizinhos no perímetro irrigado de Lagarto. Para ele, a pandemia pouco interferiu no seu negócio. “São mais de 15 anos que eu trabalho com o amendoim, plantando e colhendo. [No período de pandemia] a vendagem foi boa, a diferença é que o pessoal não plantou com medo de não vender, já que não ia ter festa. Mas não caiu muito não, na verdade foi bom demais, tanto que o São João do ano passado faltou amendoim e nesse São João também foi bom demais, bom mesmo. Não pude reclamar não. Esse ano faltou também, para comprar. Se eu tivesse mais, teria ganhado dinheiro”, analisou o irrigante que plantou amendoim no dia 13 de outubro, em 0,5 hectares do seu lote.

 

Funcionários da Cohidro realizam exame sorológico para Covid-19 em levantamento nacional

Testagem faz parte de estudo epidemiológico do Ministério da Saúde em cidades brasileiras para levantar número de pessoas infectadas e com anticorpos

Biomédica Rafaela Tourinho [Foto Fernando Augusto]
Os servidores da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) participaram como voluntários do estudo “EPICOVID-19 BR 2: Inquérito Nacional de Soroprevalência de Acesso Expandido”, realizado em 133 municípios brasileiros. Após a coleta de amostra de sangue e preenchimento de um questionário sócio-sanitário, os funcionários aguardarão o resultado em até 10 dias, que indicará se tiveram Covid-19 e se possuem anticorpos contra o vírus. Financiada pelo Ministério da Saúde, a pesquisa é coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e executada, em Aracaju, pelo Laboratório ANACLIN, do Grupo Hermes Pardini. Para atender também aos servidores que realizam atividades no interior do estado, será realizada outra etapa de coleta na próxima segunda-feira, dia 1º, na sede da Cohidro, em Aracaju, a partir das 14h.

Este é o estudo epidemiológico mais abrangente realizado no Brasil sobre a pandemia do novo coronavírus e estimará o percentual de brasileiros infectados pelo Sars-CoV-2. O estudo levantará particularidades como: escolaridade, idade, região, gênero, além de sintomas, percentual de assintomáticos e letalidade do vírus. Até agora, foram testadas quase 100.000 pessoas em todo o país. Um dos funcionários que fizeram o exame sorológico na Cohidro foi José Américo, da Gerência de Finanças. Para ele, os resultados podem mostrar também a situação do grupo de trabalho da empresa no enfrentamento ao coronavírus. “Essa ação é muito importante para que possamos ver a situação da empresa e do nosso estado. Anteriormente, já tive um resultado positivo, cumpri o isolamento social, mas não apresentei sintomas, fui assintomático”, relatou José Américo.

O diretor-presidente da Cohidro, Paulo Sobral, considerou ser de suma importância a realização da pesquisa na empresa, para avaliação da situação de cada funcionário quanto ao contágio pela Covid-19 e para que cada um possa tomar os cuidados necessários com a saúde. “Quando conheci o projeto, não hesitei em trazer também para os funcionários da Cohidro. É muito importante que cada um saiba o nível de exposição que teve ao vírus e se seus cuidados pessoais de prevenção estão surtindo efeito. O vírus já se mostrou bastante disforme quanto aos seus sintomas em cada indivíduo, apresentando-se mais grave para uns e menos para outros. Muitos até podem nem ter conhecimento que pegaram a Covid-19 e mantêm a vida normal”, avalia Paulo Sobral. Ele reforça que a equipe do laboratório informou que os resultados saem em até 10 dias após a coleta.

Rafaela Tourinho é biomédica dos laboratórios Hermes Pardini e relata que a avaliação feita com os funcionários da Cohidro faz parte de um mapeamento executado em cidades de todo o país. “Nosso objetivo é fazer um estudo epidemiológico, descobrir quem já foi infectado com o vírus e repassar esses dados ao Ministério da Saúde. Aqui em Sergipe, as cidades de Aracaju e Itabaiana foram as escolhidas para participar do mapeamento”, detalha a biomédica. O exame de sorologia, que custa em torno de R$ 200 cada, é processado pelo laboratório mineiro. Rafaela ressalta ainda que “é importante as pessoas saberem se já tiveram contato com o vírus e se já têm imunidade desenvolvida”, aponta a profissional. Na ação feita na Cohidro, Rafaela teve a assistência da farmacêutica Carla Cruz, do laboratório Anaclin de Aracaju.

A funcionária da Assessoria Jurídica da Cohidro, Emanuelle Dória, aprovou a iniciativa da diretoria executiva do órgão onde trabalha. “Ótima iniciativa da Cohidro em parceria com a Unifesp, porque precisamos saber como está a saúde e a situação de todos”, considerou. Para ela, o resultado do exame passará informações importantes para que os funcionários tenham noção de como está sua saúde e, caso tenham sido infectados, saibam os cuidados que devem tomar para a sua proteção e da própria família. “Acredito que ainda não tive. Se sim, foi assintomático. É muito importante saber, porque tenho um pai diabético e precisamos tomar todos os cuidados possíveis”, considera Emanuelle.

 

Programa Água Doce tornou-se um grande aliado no enfrentamento ao Coronavírus 

Política pública desenvolvida pelo Programa Água Doce (PAD) ameniza a carência de água potável e ajuda 29 comunidades durante pandemia da Covid-19 

A maior medida de prevenção contra o Coronavírus, recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é a higiene: lavar as mãos constantemente com água e sabão. O acesso à água potável ganha ainda mais protagonismo diante da necessidade mundial de evitar o avanço da Covid-19 e o Programa Água Doce, do Governo de Sergipe é um grande aliado de 29 comunidades as famílias do interior do estado.

Antes mesmo da pandemia chegar em Sergipe, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs) e pela Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Serhma), executa o Programa Água Doce (PAD), que já implantou 29 sistemas de dessalinização, beneficiando cerca de cinco mil pessoas, distribuindo com mais de 17.500 mil litros de água potável em nove municípios.

Já foram beneficiados pelo PAD, até o momento em Sergipe, 29 comunidades nos municípios de Canindé de São Francisco, Monte Alegre, Poço Redondo, Carira, Nossa Senhora da Gloria, Tobias Barreto, Porto da Folha, Simão Dias e Poço Verde.

O coordenador do programa em Sergipe, Marcos Cezar, explica que o PAD conta ainda com a parceria da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação (Cohidro) para realizar a manutenção dos equipamentos. “A água é oriunda de poços artesianos. A ideia é que, no final deste ano, quando o convênio do PAD cessar, já tenhamos um novo convênio para que, além da perfuração dos poços, a Cohidro continue a realizar a manutenção e acompanhamento dos sistemas dentro do programa. Enfim o programa vem contribuindo nesse momento com práticas sustentáveis com consumo de água e higiene”, aponta.

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Fonte: Agência Sergipe de Notícias

CORONAVÍRUS | Cohidro suspende atendimento presencial em unidades e adota medidas preventivas

Canais de atendimento e Ouvidoria são disponibilizados para cada unidade; Confira os contatos

Para evitar aglomerações e diminuir os riscos de contágio ao novo Coronavírus (Covid-19), a partir desta quinta-feira (19), está suspenso o atendimento presencial ao público externo nas sete unidades da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe – Cohidro, localizadas em: Aracaju, Canindé de São Francisco, Itabaiana, Lagarto, Malhador e Tobias Barreto. A suspensão se estenderá até o dia 31 de março, quando a situação da pandemia em Sergipe será reavaliada, assim como o retorno do atendimento presencial ou não. Também foram adotadas outras medidas para restringir a quantidade de pessoas nas unidades da empresa, como o trabalho remoto de funcionários que se enquadram nos grupos de risco para a Covid-19.

A suspensão do atendimento ao público externo será, portanto, na sede da Cohidro e nos perímetros irrigados Poção da Ribeira, Jacarecica I, Jacarecica II, Piaui, Jabiberi e California. As medidas seguem as determinações do Governo do Estado, através do Decreto nº 40.560/2020, para reduzir riscos de transmissão do coronavírus. As modificações foram publicadas pela Cohidro na Portaria nº 22/2020, em que adota também o sistema de trabalho remoto ‘home office’: preferencial aos funcionários maiores de 70 anos e portadores de doenças crônicas, como diabetes e câncer; aos maiores de 60; gestantes; menores na condição de ‘Jovem Aprendiz’; funcionários que apresentem sintomas como febre alta, tosse seca e dificuldades para respirar; e funções que permitam o trabalho remoto. Todas as viagens que não sejam de caráter urgente ao funcionamento dos serviços públicos oferecidos pela Cohidro foram suspensas por 60 dias.

Os canais de atendimento com setores da sede, em Aracaju, são: o telefone (79) 3253-6300, o e-mail cohidro@coderse.se.gov.br ou ainda por correspondência destinada à Rua Marinheiro Antônio Brandão, nº 103, Bairro Novo Paraíso, Aracaju-SE, CEP: 49.082-320. Em Canindé, o contato com o escritório local da Cohidro pode ser feito diretamente através do telefone (79) 99191-2866. Já em Lagarto, o contato é pelo número (79) 99191-2872. Em Itabaiana: o perímetro Jacarecica I atende pelo telefone (79) 99191-2886; e o Poção da Ribeira pelo (79) 99191-2864. Por fim, em Tobias Barreto, o telefone é (79) 99191-2870.

Para o contingente que ficará em funcionamento na empresa, os funcionários contam com a Sala da Saúde do Trabalhador, que oferece atendimentos como aferição de pressão, temperatura corporal, nível de glicemia. Além disso, são reforçadas as orientações para prevenção e adoção em caso de suspeita do Covid-19, através da.disponibilização de material informativo para os funcionários nos murais da empresa. A companhia também irá disponibilizar álcool em gel para os funcionários como meio preventivo ao contágio do Coronavírus, através da esterilização das mãos após contato com objetos de uso comum.

O atendimento à imprensa é realizado através dos telefones (79) 99191-5726, e e-mails ascom@coderse.se.gov.br e nucleosocial.governo@gmail.com. Para dúvidas, solicitações, reclamações e sugestões, a companhia também possui uma Ouvidoria, que pode ser acessada: no site da empresa www.coderse.se.gov.br [Transparência/Ouvidoria]; através do sistema virtual de atendimento [SE-Ouv]; através dos e-mails ouvidoria.cohidro@coderse.se.gov.br ou cohidro.ouvidoria@gmail.com; ou via ligação gratuita pelo telefone 0800 079 8150, das 7h às 13.

Última atualização: 6 de maio de 2020 18:54.

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