[vídeo] Curso prepara técnicos da Cohidro para novo sistema de irrigação do PAS

Após instalado o novo kit de irrigação que regula e amplia a capacidade de irrigação nos 592 lotes dos perímetros irrigados da Ribeira e do Jacarecica I, em Itabaiana, os técnicos agrícolas da Cohidro que atuam nestes e demais perímetros do Governo do Estado passaram por uma capacitação de dois dias, para que esses profissionais acompanhem e orientem os agricultores irrigantes ao manuseio, manutenção e conserto dos equipamentos do novo sistema de irrigação.

O programa Sergipe Rural, da Aperipê TV esteve no dia do curso no CDT da Emdagro em Itabaina, para mostrar o que seria ensinado e a expectativa dos técnicos e do especialista responsável pelo projeto do novo sistema, o mestre em irrigação Gonzaga Reis. Os equipamentos foram financiados pelo Programa Águas de Sergipe – PAS, cofinanciado pelo Governo do Estado e o Banco Mundial.

Galeria de fotos: Dias de campo preparam para o uso adequado de agrotóxicos na Ribeira e Jacarecica II

Na quarta (03), quinta e sexta-feira, os dias de campo sobre o Uso Adequado de Agrotóxicos se foram aplicados nos dois primeiros dias no Perímetro Irrigado da Ribeira, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe – Cohidro em Itabaiana, e no último, no Perímetro Irrigado Jacarecica II, no assentamento de reforma agrária Mario Lago, em Riachuelo. Concluem um curso de três etapas elaborado pelo ‘Programa Águas de Sergipe’ [PAS], preparando o produtor rural para lidar com agroquímicos sem provocar risco à própria saúde, de sua família, de quem consome os alimentos que eles produzem; além da degradação ao meio ambiente. A cartilha educativa Produtos Alternativos para o Controle de Pragas e Doenças na Agricultura, publicada pela Cohidro, foi distribuída aos agricultores.

Presidente Paulo Sobral em entrevista ao Sergipe Rural

Continuidade da perfuração de poços; limpeza e recuperação de barragens; construção de cisternas e dos programas ‘Águas de Sergipe’, para modernizar perímetros, e do ‘Água para Todos’. São as propostas do atual diretor-presidente da Cohidro, Paulo Henrique Machado Sobral. Que concedeu entrevista ao programa Sergipe Rural, da TV Aperipê, para falar dos desafios e as metas da empresa sob sua gestão recém-iniciada.

Técnicos avaliam processo de capacitação do Programa Águas de Sergipe

Técnicos da Cohidro participaram do Seminário realizado pelo Águas de Sergipe (Foto: Ascom/Emdagro)

Avaliar as ações realizadas pela Emdagro no processo de capacitação em gestão de recursos naturais de agricultores familiares dentro do Programa Águas de Sergipe, esse foi objetivo do encontro, ocorrido na última terça feira (26), no Real Praia Hotel, na Orla de Atalaia, a qual contou com a participação de 48 técnicos da empresa e 02 da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos de Sergipe (Cohidro).

O presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho, fez a abertura do encontro destacando todos os esforços que a empresa empregou para a consecução do que lhe coube dentro do Programa Águas de Sergipe. “Todas as metas foram superadas. Inicialmente, estava prevista a capacitação de 1000 agricultores nas áreas de agroecologia, manejo de água e solo e irrigação, e nós ultrapassamos essa meta”, comemorou ele.

“Várias ações como cursos, oficinas, dia de campo, intercâmbios, campanhas e seminários tiveram suas metas superadas, não só na questão numérica, mas, principalmente, na qualidade dos conhecimentos que foram passados a todos os agricultores beneficiados pelo programa. Além disso, nós abrimos espaço não só para agricultores e técnicos da região que se propõe o projeto, mas, também, para outras regiões”, destacou Jefferson em seu pronunciamento.

Durante o encontro, foram avaliados o desempenho das ações quanto a participação de agricultores, assimilação de conteúdo, feedback, comprometimento com os temas propostos e mudança de consciência, assim como, o engajamento dos técnicos envolvidos que, reunidos em grupos, apresentaram propostas sobre agroecologia, manejo de água e solo, irrigação, organização rural e assistência técnica e extensão rural que deverão ser incluídas no planejamento da Emdagro.

Para o coordenador da empresa contratada para o programa de capacitações, Lauro Bassi, o processo de capacitação de técnicos e agricultores familiares superou suas expectativas. “De fato estamos muito satisfeitos, porque superou nossas expectativas. Os técnicos estão muito engajados e a empresa internalizou essa questão da agroecologia, com a preocupação de dar andamento às ações trazidas pelas capacitações aqui em Sergipe de forma a efetivá-las”, comentou ele.

 

Fonte: Ascom/Emdagro

Curso de capacitação para uso adequado de agrotóxicos é realizado em Aracaju

O curso visa capacitar técnicos para o uso correto desses materiais com o objetivo de garantir a integridade tanto de quem usa, quanto da natureza
Presentes, nove profissionais da companhia, alocados na sede em Aracaju e nos perímetros da Ribeira e Jacarecica I, em Itabaiana, Jacarecica II , em Malhador; Piauí, em Lagarto; Jabiberi, em Tobias Barreto e Califórnia, em Canindé de São Francisco (Foto: Arquivo Pessoal)

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), através da Superintendência dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, realizou um curso com técnicos da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro); da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro); e de secretarias estaduais e municipais de Educação e Saúde, visando a capacitação para o uso adequado de agrotóxicos. A atividade reuniu profissionais que lidam diariamente com esses produtos para que fossem capacitados sobre o uso consciente dessas substâncias.

No curso, foi trabalhada a problemática do uso indiscriminado dos agrotóxicos, com o intuito de incentivar políticas públicas de educação ambiental que possam alertar a sociedade para novas práticas comprometidas com a questão ambiental. O Programa Águas de Sergipe está investindo quase R$ 1 milhão em ações de treinamento e capacitação para o uso adequado dos defensivos agrícolas.

“Se forem utilizados de maneira inadequada, podem gerar grandes prejuízos à natureza e ao ser humano. Então, estamos realizando uma capacitação maciça de agentes que poderão multiplicar isso para o futuro. A previsão é que essa ação permita que tenhamos menores riscos na utilização desses produtos que devem ser utilizados estritamente de forma regulamentada e dentro de normas técnicas, porque, caso não seja, ele termina contaminando os alimentos, além de refletir diretamente na saúde das pessoas que manipulam este veneno”, explica o superintendente Especial do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, ao fazer a abertura do curso.

O superintendente reforça que, além de técnicos, essa questão será debatida dentro de todas as zonas territoriais que compõem a bacia hidrográfica do rio Sergipe. “A Cohidro terá como foco treinar os irrigantes por ela assistidos. E ação também tem como prioridade os trabalhadores rurais e os seus familiares. São 1.040 famílias de trabalhadores rurais atendidas”, destaca.

O diretor técnico da Emdagro, Esmeraldo Leal, que participou do curso, ressaltou que essa gama de cursos proporcionados pelo programa Água de Sergipe vem oferecendo capacitação técnica importante para a agricultura sergipana. “Estamos vivendo um debate muito intenso em relação a como o Brasil e, nesse caso em especifico, o estado de Sergipe deve continuar produzindo muito, mas com qualidade e, para isso, é preciso discutir essa matriz produtiva das técnicas que utilizamos que é muito comum o uso de agroquímicos no campo brasileiro”, pontua.

Além disso, o diretor ressalta que a discussão deve ser algo continuado, com o objetivo de melhor informar a todos àqueles que dependem deste tipo de atividade. “O que nós discutimos no seminário é que é possível continuar produzindo muito e avançar cada vez mais na qualidade, porque isso traz impacto ao consumidor, ao próprio agricultor que aplica o agrotóxico e, ainda, reflete diretamente na natureza que acaba sendo menos contaminada. Ainda dentro desse tipo de ação, entendemos que traz também impacto econômico, pois já sabemos que podemos utilizar outras técnicas menos poluentes. O nosso debate priorizou essa questão”, acrescenta.

Ainda segundo Esmeraldo, “ficou muito claro que isso é uma transição, que temos que avançar nessa questão agroecológica e é um processo lento, mas até chegar a esse ponto de técnicas cada vez mais sustentáveis, vamos trabalhando em prol de minimizar os danos, com equipamentos específicos, com impacto cada vez menor a natureza e ao ser humano”.

O superintendente Olivier ressaltou que as atividades com cunho instrutivo, como essa, terão continuidade. “Sabemos da necessidade de instruir a todos sobre o alinhamento das questões ambientais em toda e qualquer atividade, por isso, vamos seguir com essas ações em diversos setores do estado”, finaliza.

 

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Técnicos participam de aula prática em capacitação em agroecologia

Os profissionais foram ao campo testar metodologias aplicadas à produção agroecológica, manejo de água e solo e irrigação
Um total de 10 técnicos da Cohidro participaram da capacitação (Foto: Arquivo pessoa)

Para desenvolver na prática os conhecimentos adquiridos ao longo de uma semana de curso, 28 técnicos da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), 10 da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação (Cohidro) e dois da prefeitura de Itabaiana participaram de aula prática sobre conservação de solo, manejo de solo e água e agroecologia. Realizada na última sexta feira (15), no Centro de Desenvolvimento em Tecnologias Agroecológica da Emdagro, em Itabaiana, a aula faz parte da capacitação permanente prevista pelo Programa Águas de Sergipe, fruto de um contrato de financiamento entre o governo de Sergipe e o Banco Mundial.

Os profissionais foram ao campo testar metodologias aplicadas à produção agroecológica, manejo de água e solo e irrigação. A programação possibilitou o acesso a conhecimentos na descrição de perfis de solo e formas de manejo conservacionista predominantes na região, a partir da abordagem conduzida pelos instrutores Élvio Giasson e Lauro Bassi, da empresa Água e Solo. Durante a aula, também foram discutidas estratégias de orientação dos agricultores sobre a transição para a produção agroecológica, com vistas à implantação da Certificação Participativa – tema abordado Ana Paula Pogorer, consultora contratada.

Para a engenheira agrônoma Suzy Alves, da prefeitura de Itabaiana, que participou como convidada, o curso foi importante por apresentar alternativas para a agricultura. “A gente está vendo que é possível fazer uma agricultura que não degrade o meio ambiente, que não faça tanto mal à nossa saúde e que, sobretudo, ofereça aos agricultores uma mudança de postura quanto ao uso de agrotóxicos”, frisou. Ainda segundo Suzy, o município onde trabalha é popularmente conhecido pela grande utilização de agrotóxicos. “Diante disso, a gente está tentando encontrar no curso maneiras de reduzir esse uso indiscriminado para fazer com que a agricultura funcione sem degradar tanto o meio ambiente”, ressaltou.

Também na avaliação de Adailton Santos, engenheiro agrônomo e chefe do Escritório Regional da Emdagro em Lagarto, os cursos oferecidos pelo Águas de Sergipe são muito importantes pela oportunidade de capacitar os técnicos. “Os instrutores são muito preparados, e nos darão condições de estabelecer um melhor diálogo com os agricultores quando formos para o campo. As temáticas abordadas também foram muito importantes, como a agroecologia, manejo de solo e irrigação, que são temas que a gente precisa trabalhar por oportunizar a melhoria do nosso trabalho junto ao homem do campo”, opinou.

O engenheiro agrônomo do Escritório Regional de Propriá, José Vieira Lins Filho, destaca que o curso forneceu subsídio para uma abordagem mais eficaz dos agricultores para uma mudança de consciência em relação ao uso dos agrotóxicos na lavoura. “O curso foi muito importante porque tratou de questões que a gente já tem conhecimento, mas que tem dificuldades em levar para o homem do campo. Várias mudanças já foram realizadas com esses produtores e hoje a gente está tentando fazer com que eles diminuam o uso de agrotóxicos, levando para eles uma maneira de produzir pensando na conservação do solo. A resistência deles é muito grande, porque estão acostumados a plantar hoje e colher amanhã. O problema é que eles estão pegando esses produtos contaminados com um nível muito alto de agrotóxicos, para eles mesmos consumirem”, alertou.

 

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Águas de Sergipe capacita técnicos em gestão dos recursos naturais e certificação agroecológica

O curso está sendo realizado no município de Itabaiana, dentro do processo de capacitação permanente previsto pelo Programa Águas de Sergipe
Técnicos dos perímetros irrigados da Ribeira, Piauí, Jacarecica I e II estão sendo capacitados curso – Foto: Carlos Mariz

Manejo de irrigação, conservação de solo e água, e agroecologia com ênfase em certificação orgânica foram alguns dos temas abordados no curso em Gestão de Recursos Naturais iniciado na última segunda-feira (11), pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe. Voltado para a capacitação de 28 técnicos da Emdagro e 12 convidados, sendo 10 da Cohidro e dois da prefeitura de Itabaiana, o curso está sendo realizado no município de Itabaiana, dentro do processo de capacitação permanente previsto pelo Programa Águas de Sergipe, fruto de um contrato de financiamento entre o governo de Sergipe e o Banco Mundial.

Dando as boas vindas aos participantes na abertura do curso, o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza, falou sobre a importância da produção sustentável e do consumo de produtos saudáveis. “Esta é uma grande oportunidade de atualizar conhecimentos sobre temas tão importantes quanto urgentes. A sociedade cada vez mais demanda alimentos produzidos de forma sustentável. Capacitar técnicos e agricultores familiares trará não só melhorias para o manejo do solo e dos recursos naturais, mas também o aprimoramento das técnicas de cultivo em sistemas de base agroecológica, a organização do público em relação ao comércio de produtos locais e o incremento da renda dessas famílias”, pontuou Jefferson.

Consultor da Empresa Água e Solo, Lauro Bassi foi um dos ministrantes da capacitação. De acordo com ele, o Programa Águas de Sergipe terá capacitado mais de 1.000 agricultores familiares em gestão de recursos naturais até o final de abril e, ao longo dessa semana, está capacitando 40 técnicos. “Esses sistemas de manejo de irrigação, conservação de solo e água e agroecologia já foram tratados com os agricultores, e agora estão sendo tratados de uma forma diferenciada com os técnicos. Nesse caso, a gente põe em foco a estratégia de como fazer todas essas tecnologias chegarem ao agricultor através da extensão rural”, explicou.

Ainda segundo o consultor, a capacitação dos técnicos traz a proposta de um sistema participativo de garantia, que irá assegurar que determinado produto, processo ou serviço obedeça às normas e práticas da produção orgânica. “Esse sistema é o que funciona em outros estados por causa do baixo custo, já que as certificadoras são muito caras; e é o que estamos propondo aqui. Iremos apresentar toda a metodologia de como implantar um sistema participativo de garantia para a certificação agroecológica, através do qual é possível ter a certeza de que aquele produto está dentro dos padrões exigidos pelos órgãos certificadores nacionais e internacionais”, destacou Lauro.

Para o técnico agrícola da Cohidro, Marcos Emílio de Almeida, que participa da capacitação, o curso tem a função de atualizar as formas de auxílio aos pequenos produtores, na ponta. “Um curso desses é de suma importância porque a gente trabalha no campo com vários produtores, inclusive produtores orgânicos, e temos que nos atualizar para passar esses conhecimentos para eles da melhor forma, a fim de agregar melhorias à produção e à vida desses produtores e suas famílias”, afirmou.

O chefe do escritório local da Emdagro de Itabaiana, técnico agrícola Waltenis Braga, também ressaltou a relevância dos processos de capacitação. “Muito importante poder passar por essa capacitação, porque é através de cursos como esse que ampliamos nossos conhecimentos, adquirindo outro olhar sobre a forma de fazer nosso trabalho, e levando uma Ater [assistência técnica e extensão rural] de qualidade para os nossos agricultores assistidos. Estou muito entusiasmado com a possibilidade de auxiliar na certificação dos produtos dos agricultores que adotaram a agroecologia como meio de produção”, concluiu Waltenis.

Fonte Agência Sergipe de Notícias

Dia de Campo do Governo do Estado capacita produtores irrigantes em Riachuelo

Além do Jacarecica II, as capacitações do PAS estão acontecendo também nos perímetros irrigados Jacarecica I e Ribeira, que estão inseridos no município de Itabaiana

Foto: Fernando Augusto

Na última semana, irrigantes dos municípios de Riachuelo, Malhador e Areia Branca participaram de uma série de cursos oferecidos para capacitá-los ao uso adequado de Agrotóxicos. Na bacia hidrográfica do rio Sergipe, a Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe – Cohidro mantém três perímetros irrigados. Foi no Jacarecica II que os agricultores participaram de dois Dias de Campo, concluindo a semana de atividades.

Integrante da comissão intersetorial do governo que vem acompanhando as capacitações, a técnica da Cohidro, Maria Teresinha Albuquerque, explica que o Programa Águas de Sergipe – PAS realiza recuperação ambiental nas áreas da bacia hidrográfica, e a exploração dos recursos naturais [terra e água] de forma responsável e sustentável – incluindo o uso racional dos agrotóxicos. “Eles tiveram, durante a capacitação, aulas teóricas e práticas, culminando com esse dia de campo”, disse. Contabilizando palestras e treinamentos práticos, o curso promove 12 horas-aula para cada produtor.

Além do Jacarecica II, as capacitações do PAS estão acontecendo também nos perímetros irrigados Jacarecica I e Ribeira, que estão inseridos no município de Itabaiana.

João Batista Santos Filho recebe irrigação da Cohidro em seu lote no assentamento Mario Lago, em Riachuelo. “Maravilhoso, viu. Bom, porque o pessoal é gente boa; tudo assim, ‘amigueiro’ e por isso estamos juntos aí”. Atraído pela receptividade dos capacitadores, o irrigante entende a importância de aprender a forma correta de utilizar os agroquímicos. “Tem muita gente que trabalha, mas não sabe o efeito que ele faz. O ‘cabra’ pensa que não, quer trabalhar de qualquer jeito. Tem que trabalhar capacitado, para saber trabalhar com agrotóxico, porque senão, morre”, alerta.

Instrutor no dia de campo, o técnico em segurança do trabalho Marcos Roberto dos Santos Nascimento explicou aos agricultores a maneira correta de utilizar os equipamentos de proteção individual (EPI) apropriados à manipulação e aplicação de agroquímicos. “A gente busca conscientizá-los sobre a importância do uso dos EPIs. Não só usar pela obrigatoriedade – pelo governo, pelo empregador -, e sim pela importância do uso. Tendo a consciência de que aquilo ali é para o bem do próprio trabalhador, para a própria saúde. A saúde dele tem que vir em primeiro lugar”, argumentou. Ele sugere que o investimento em um EPI, em torno de R$ 150, evitaria um custo ainda maior, descontado na saúde do agricultor.

Reação em cadeia e agroecologia
“É de suma importância para tudo, o uso correto dos agrotóxicos. Trazendo o bem para agente, que está na área. Sabendo a forma certa de usar, a gente acaba fazendo o bem para as outras pessoas”. O pensamento da jovem Pauliane Alves dos Santos leva em conta a cadeia de envolvidos na produção agrícola, desde quem está próximo ou trabalha na lavoura pulverizada, até para quem vai consumir aquele alimento. Se o agricultor, por exemplo, não respeitar o período de carência especificado pelo fabricante do defensivo agrícola e puser o alimento à venda antes, quem consumir poderá sofrer contaminação pelos agentes químicos tóxicos ainda não eliminados pela planta.

Pauliane é da Colônia Penha, também em Riachuelo – onde a irrigação do Cohidro chega através do perímetro Jacarecica II. “Meu pai aplica, mas agora vou saber orientar. Tive muita informação. Então o curso foi muito bom e muito produtivo. E vou levar para a minha base, para o meu terreno, para o meu pai e para o meu irmão, que também aplica”, concluiu a agricultora familiar. Os ensinamentos também alertam quanto à forma correta de aplicar o agrotóxico, levando em conta os horários e a incidência de chuvas. São situações que podem contaminar ar, água e solo, prejudicando o meio ambiente e quem ali vive.

O senhor Vicente de Andrade, agricultor também do Mario Lago, conta que – sem querer – tem praticado o método mais eficaz de combater todos os efeitos nocivos dos agrotóxicos, que é a não utilização. Ele vem substituindo produtos industrializados por receitas alternativas para combater pragas, doenças e plantas invasoras. Não nega que poderá vir a lançar mão ao uso dos produtos, mas afirma que agora que está capacitado, sabe que existem regras e restrições a serem respeitadas. “Estou achando ótimo. A Importância é grande, porque se a gente for trabalhar, já sabe. Eu já usei, mas hoje trabalho sem ele”, considera – argumentando que o uso dos agroquímicos incide em aumento da produção.

Águas de Sergipe
O programa Águas de Sergipe é resultante de um contrato firmado entre o Governo de Sergipe e o Banco Mundial no valor de US$ 117.125.000,00, sendo US$ 46.850.000,00 a contrapartida do Estado. O PAS tem como finalidade a melhoria da qualidade da água na bacia hidrográfica do rio Sergipe e a prática da exploração sustentável dos recursos naturais. Desse montante, US$ 8 milhões serão destinados à Cohidro para ações de modernização da infraestrutura dos perímetros irrigados, segurança de barragens, assistência técnica e capacitação aos produtores.

 

Produção comercial de mudas no perímetro da Ribeira é tema de reportagem na TV Aperipê

Givanilson Andrade Menezes, o Zezelo, é agricultor irrigante do Perímetro Irrigado da Ribeira, em Itabaiana. Sua atuação é tema da reportagem que foi ao ar neste sábado, no programa Sergipe Rural, da TV Aperipê. De 6 anos para cá, sua visão empreendedora o transformou em um empresário de sucesso. Seus negócios prosperaram quando ele identificou que poderia atender à demanda de outros produtores por mudas de hortaliças prontas para plantar.

Governo investe mais de R$1,8 milhão para modernização dos sistemas de informática da Cohidro e Emdagro

Novo servidor informático da Cohidro (foto Ascom Cohidro)

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), por meio do Programa Águas de Sergipe, assinou um termo que autoriza a compra e a posse de diversos equipamentos de informática para a modernização dos sistemas de tecnologia da informação da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) e da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe de (Emdagro). O valor total do investimento é superior a R$1,8 milhão.

Dentro do Programa Águas de Sergipe, financiado pelo Banco Mundial, existem ações que visam modernizar e dar uma melhor estrutura às empresas e agentes que fazem parte do Programa, como a Cohidro e Emdagro. Uma dessas ações é dotar essas empresas com modernos equipamentos de mobília e, neste caso, de tecnologia da informação para que elas possam melhor desempenhar suas ações.

“Esse investimento vai possibilitar que essas empresas modernizem seus sistemas e tenham mais automação para prestar seus serviços à população. Considero a Emdagro e a Cohidro como duas empresas fundamentais que prestam serviços relevantes ao homem do campo, ao pequeno agricultor familiar. É importante salientar que esses equipamentos vão chegar também aos escritórios desses órgãos no interior do Estado”, destaca o secretário Olivier Chagas, o qual classifica a Cohidro e a Emdagro como parceiras abnegadas.

O diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca, destacou o papel da Semarh e de Olivier para o andamento das ações do programa. “A gente tem que reconhecer que, nos últimos quatro anos, com a gestão de Olivier no comando da Semarh, o Programa avançou bastante. No caso da Cohidro, os avanços foram significativos e estamos executando diversas obras dentro dos perímetros irrigados. Temos um programa de segurança das barragens, também do Programa, que é de extrema importância para o Estado, para que possamos agir no caso de uma emergência. Essa assinatura sobre os equipamentos de informáticas também é fundamental para a Cohidro, porque ela tem uma infraestrutura deficitária nesse segmento, a exemplo de rede de fibra ótica, um servidor. Não é só importante para a Cohidro, é importante para os produtores irrigados. Vamos ter mais condições de cobrar tarifas e elaborar boletos, é condição de trabalho para todos”, elogia.

Opinião semelhante tem o diretor-presidente da Emdagro, Jeferson Feitosa. “Temos de aplaudir o secretário Olivier pela sua gestão como um todo.  O Programa Águas de Sergipe continua e a importância que ele tem para a Emdagro eu reputo como extremamente importante, por levar ações para o homem do campo. Esses equipamentos vão para atividades fim da Emdagro, beneficiando o produtor”, enaltece.

O coordenador da Unidade de Administração do Programa Águas de Sergipe (Uapas), Everton Teixeira, explica que a assinatura contempla várias compras de equipamentos de informática e o mais importante: um novo servidor para cada uma dessas empresas. “Um servidor moderno que vai permitir sobrevida de 15 a 20 anos além dos equipamentos adicionais, como computadores, microcomputadores, notebooks e outros equipamentos que vão permitir uma modernização muito grande, tanto em suas sedes como nos escritórios regionais, o que certamente irá beneficiar os pequenos agricultores”, conclui.

Águas de Sergipe
O governo de Sergipe nutre, por meio da Semarh, uma parceria sólida com o Banco Mundial para a realização de obras estruturantes capitaneadas pelo Águas de Sergipe, o qual visa promover o uso eficiente das águas da Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe, aperfeiçoando práticas de manejo do solo e da qualidade do sistema fluvial.

Com o programa, são realizados investimentos especialmente em esgoto, irrigação, drenagem e resíduos sólidos, com cerca de 80 ações em diversos municípios, despontando como um dos mais importantes projetos desenvolvidos pelo Estado. O programa é fruto de acordo de empréstimo concedido pela entidade internacional, avaliado em R$117 milhões, sendo R$ 47 milhões em contrapartida já honrados pelo Estado.

Três componentes
O programa foi desenvolvido em três grandes frentes ou componentes de trabalho. No componente 1, o foco é a estruturação da estratégia de cuidados dos recursos hídricos do Estado.

Já o componente 2 visa executar medidas que venham a melhorar a qualidade e utilização dos recursos hídricos nas áreas de atuação dos perímetros irrigados da agricultura familiar. Além disso, esse componente dá condições para que as parceiras Cohidro e da Emdagro fortaleçam suas atividades institucionais, dotando essas empresas de equipamentos, de veículos, de reformas de estruturas, com atualização de softwares, informática, dando condições a elas de executar melhor o seu papel.

Considerado o mais importante do programa, o Componente 3 tem obras estruturantes de esgotamento sanitário, executada pela Deso. Uma das ações mais pujante acontece no município de Itabaiana, região Agreste do Estado, com a obra, já concluída, da estação elevatória e de tratamento de esgoto, dando um grande passo para a despoluição do rio Jacarecica, que é afluente do rio Sergipe e interligado ao açude da Marcela.

Em Nossa Senhora das Dores ocorre implantação do sistema de esgotamento sanitário. Serão 80% da população urbana atingidos, ou seja, mais de 20 mil pessoas atendidas através de mais de 4.500 ligações.

Outra importantíssima obra é a reconstrução da antiga ponte de Pedra Branca, entre os municípios de Laranjeiras e Maruim, e a recomposição do trecho original da adutora do São Francisco. São mais de R$ 16 milhões sendo investidos para que aproximadamente um milhão de pessoas continuem recebendo água em suas casas. A obra começou em 2016 e tem previsão de término para este ano.

 

Fonte: Ascom/Semarh

Última atualização: 20 de fevereiro de 2019 19:42.