[vídeo] Estação Agrícola mostrou potencial da agricultura irrigada mantida pelo Governo de Sergipe

O programa Estação Agrícola, da TV Sergipe, foi ao Perímetro Irrigado Jacarecica II, na porção que faz parte do município de Riachuelo do polo agrícola, para falar da agricultura irrigada propiciada pelos perímetros públicos Estaduais. Visitou o lote de Antônio Carlos de Andrade, irrigante que planta usando práticas agroecológicas, sem usar agrotóxico.

A reportagem reforça a importância da irrigação pública para o estado, produzindo parte considerável do alimento consumido pelos sergipanos e nos estados vizinhos. Com expectativa de colher 130,7 mil toneladas de produtos durante o ano de 2022, repercutindo em uma renda bruta de R$ 169.789.704,70 distribuída entre as quase 14 mil pessoas diretamente beneficiadas pelos seis perímetros irrigados administrados pela Cohidro.

[vídeo] Abacaxi irrigado por perímetro estadual gera renda e emprego em Riachuelo

Novidade na irrigação pública estadual, o abacaxi aparece como novo cultivo no Perímetro Irrigado Jacarecica II, no setor em que o polo agrícola do Governo de Sergipe atende com irrigação e assistência técnica agrícola o município de Riachuelo. Esta é a história que o programa Agro-SE, da Tv Atalaia , foi até o lote do irrigante Francisco de Araújo, para mostrar na edição do último dia 22. Em reportagem de Sayonara Hygia.

O agricultor assistido pela Cohidro, além de vender sua produção direto ao consumidor no Mercado Municipal do bairro Augusto Franco, em Aracaju, dispensa o uso de agrotóxicos na produção do abacaxi. Por este motivo, segundo Francisco, o fruto demora mais tempo para amadurecer, porem, é mais doce que os abacaxis plantados por meios convencionais.

De perfil empreendedor, irrigante atendido pela Cohidro busca registro de produtor orgânico

Lote do agricultor tem abacaxi, macaxeira, inhame, coco verde, mamão quatro variedades de banana e de batata-doce

[foto: Paulo Ricardo]
Na Grande Aracaju, fica Riachuelo, um dos três municípios beneficiados pelo Perímetro Irrigado Jacarecica II, do Governo do Estado. Com a água e assistência técnica fornecidas pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), é neste município que produz o agricultor irrigante Francisco de Araújo, mas a colheita ele mesmo vende na capital, no Mercado Municipal do bairro Augusto Franco. A clientela fiel opina no que o produtor deve plantar e deposita nele toda a confiança de que ele está vendendo produtos agroecológicos, cultivados sem agrotóxicos. Mesmo assim, o empreendedor quer ir além e está prestes a conquistar a certificação de que seus produtos são orgânicos, com registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

“Já foi aprovado pelo MAPA, ele veio, pegou nosso produto, levou, fez o teste e foi aprovado. Nós não estamos hoje certificados por causa do coronavírus, que eles não puderam vir e ficou barrado, porque eles são de Brasília. Mais para terminar, eles disseram que assim que estiverem liberados para vir, logo vai ser constituído”, explicou Seu Francisco. Enquanto isso, na sua lavoura ele prossegue seu processo de transição e utiliza produtos alternativos como a cinza, para adubar; o leite, para combater doenças; e a manipueira, líquido extraído do processamento da mandioca, como inseticida. Todo o seu lote de 8,5 hectares também está protegido da contaminação da ‘deriva’ do agrotóxico usado nos lotes dos vizinhos, com um grande barreira quebra-vento feita com o plantio de capim de corte e bananeiras.

Diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Fonseca expõe que, na assistência técnica agrícola oferecida aos irrigantes, é dada uma visão realista da dificuldade em produzir orgânicos. “A ideia sempre foi estimular essa produção orgânica nos perímetros irrigados, mas a gente sabe que não é uma coisa fácil para o produtor conseguir. Demanda um tempo de carência para isso de no mínimo 2 anos para ele sair da agricultura convencional para a orgânica. E daí ele vai solicitar o selo dos órgãos fiscalizadores. Hoje temos o selo do MAPA, que já facilita essa comercialização e os mercados, mundial e brasileiro, estão demandando cada vez mais produtos livres de agrotóxicos. A gente louva a iniciativa dele e a Cohidro está aqui, para apoiar no que for preciso”, avisou o diretor, fazendo votos que o produtor tenha sucesso em transformar totalmente seu lote para a produção orgânica.

Empreendedor, Francisco de Araújo praticamente eliminou a figura do atravessador de sua produção, vendida quase toda na sua banca do Mercado Augusto Franco e, por conta disso, segundo ele os preços são mais baratos que na concorrência. Deste contato direto com o cliente final, o produtor dá a liberdade ao freguês de opinar naquilo que ele irá plantar em seu lote, para depois trazer para à venda na banca. Como retorno dessa atenção especial, Francisco conquistou a confiança junto ao cliente de que suas frutas e vegetais têm qualidade e são produzidas sem o uso de agrotóxicos. Boa-fé que o agricultor adquiriu também para comercializar uma parte menor da sua produção com a Cooperativa de Produtores Orgânicos de Sergipe (Coopersus). Instituição que vende os produtos dos cooperados em um ônibus itinerante estacionado em shoppings centers e órgãos públicos em Aracaju.

Francisco produz banana-da-terra, prata, da pão e da maçã; mamão; batata-doce das variedades cenoura, tipo beterraba, roxa e da branca; macaxeira; inhame; coco verde e abacaxi. “A produção não é como a do pessoal que planta convencional. O meu demora 2 a 3 meses a mais, porque é natural e também o abacaxi dos outros não tem o doce igual a este. A vantagem é que você está vendendo um produto com saúde, não está vendendo um produto sabendo que vai fazer mal para os seus clientes e a você mesmo. Se eu uso veneno e mato o meu cliente, daqui a uns dias eu não tenho mais clientes né, e está tendo boa saída”. É a partir da irrigação, fornecida durante todo ano pela Cohidro, que o agricultor consegue ter sempre uma diversidade de produtos para oferecer. “A irrigação é a parte fundamental. Sem a água não vai para frente, esse projeto aqui foi uma benção de Deus”, avalia o Francisco.

Técnicos avaliam processo de capacitação do Programa Águas de Sergipe

Técnicos da Cohidro participaram do Seminário realizado pelo Águas de Sergipe (Foto: Ascom/Emdagro)

Avaliar as ações realizadas pela Emdagro no processo de capacitação em gestão de recursos naturais de agricultores familiares dentro do Programa Águas de Sergipe, esse foi objetivo do encontro, ocorrido na última terça feira (26), no Real Praia Hotel, na Orla de Atalaia, a qual contou com a participação de 48 técnicos da empresa e 02 da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos de Sergipe (Cohidro).

O presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho, fez a abertura do encontro destacando todos os esforços que a empresa empregou para a consecução do que lhe coube dentro do Programa Águas de Sergipe. “Todas as metas foram superadas. Inicialmente, estava prevista a capacitação de 1000 agricultores nas áreas de agroecologia, manejo de água e solo e irrigação, e nós ultrapassamos essa meta”, comemorou ele.

“Várias ações como cursos, oficinas, dia de campo, intercâmbios, campanhas e seminários tiveram suas metas superadas, não só na questão numérica, mas, principalmente, na qualidade dos conhecimentos que foram passados a todos os agricultores beneficiados pelo programa. Além disso, nós abrimos espaço não só para agricultores e técnicos da região que se propõe o projeto, mas, também, para outras regiões”, destacou Jefferson em seu pronunciamento.

Durante o encontro, foram avaliados o desempenho das ações quanto a participação de agricultores, assimilação de conteúdo, feedback, comprometimento com os temas propostos e mudança de consciência, assim como, o engajamento dos técnicos envolvidos que, reunidos em grupos, apresentaram propostas sobre agroecologia, manejo de água e solo, irrigação, organização rural e assistência técnica e extensão rural que deverão ser incluídas no planejamento da Emdagro.

Para o coordenador da empresa contratada para o programa de capacitações, Lauro Bassi, o processo de capacitação de técnicos e agricultores familiares superou suas expectativas. “De fato estamos muito satisfeitos, porque superou nossas expectativas. Os técnicos estão muito engajados e a empresa internalizou essa questão da agroecologia, com a preocupação de dar andamento às ações trazidas pelas capacitações aqui em Sergipe de forma a efetivá-las”, comentou ele.

 

Fonte: Ascom/Emdagro

Curso de capacitação para uso adequado de agrotóxicos é realizado em Aracaju

O curso visa capacitar técnicos para o uso correto desses materiais com o objetivo de garantir a integridade tanto de quem usa, quanto da natureza
Presentes, nove profissionais da companhia, alocados na sede em Aracaju e nos perímetros da Ribeira e Jacarecica I, em Itabaiana, Jacarecica II , em Malhador; Piauí, em Lagarto; Jabiberi, em Tobias Barreto e Califórnia, em Canindé de São Francisco (Foto: Arquivo Pessoal)

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), através da Superintendência dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, realizou um curso com técnicos da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro); da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro); e de secretarias estaduais e municipais de Educação e Saúde, visando a capacitação para o uso adequado de agrotóxicos. A atividade reuniu profissionais que lidam diariamente com esses produtos para que fossem capacitados sobre o uso consciente dessas substâncias.

No curso, foi trabalhada a problemática do uso indiscriminado dos agrotóxicos, com o intuito de incentivar políticas públicas de educação ambiental que possam alertar a sociedade para novas práticas comprometidas com a questão ambiental. O Programa Águas de Sergipe está investindo quase R$ 1 milhão em ações de treinamento e capacitação para o uso adequado dos defensivos agrícolas.

“Se forem utilizados de maneira inadequada, podem gerar grandes prejuízos à natureza e ao ser humano. Então, estamos realizando uma capacitação maciça de agentes que poderão multiplicar isso para o futuro. A previsão é que essa ação permita que tenhamos menores riscos na utilização desses produtos que devem ser utilizados estritamente de forma regulamentada e dentro de normas técnicas, porque, caso não seja, ele termina contaminando os alimentos, além de refletir diretamente na saúde das pessoas que manipulam este veneno”, explica o superintendente Especial do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, ao fazer a abertura do curso.

O superintendente reforça que, além de técnicos, essa questão será debatida dentro de todas as zonas territoriais que compõem a bacia hidrográfica do rio Sergipe. “A Cohidro terá como foco treinar os irrigantes por ela assistidos. E ação também tem como prioridade os trabalhadores rurais e os seus familiares. São 1.040 famílias de trabalhadores rurais atendidas”, destaca.

O diretor técnico da Emdagro, Esmeraldo Leal, que participou do curso, ressaltou que essa gama de cursos proporcionados pelo programa Água de Sergipe vem oferecendo capacitação técnica importante para a agricultura sergipana. “Estamos vivendo um debate muito intenso em relação a como o Brasil e, nesse caso em especifico, o estado de Sergipe deve continuar produzindo muito, mas com qualidade e, para isso, é preciso discutir essa matriz produtiva das técnicas que utilizamos que é muito comum o uso de agroquímicos no campo brasileiro”, pontua.

Além disso, o diretor ressalta que a discussão deve ser algo continuado, com o objetivo de melhor informar a todos àqueles que dependem deste tipo de atividade. “O que nós discutimos no seminário é que é possível continuar produzindo muito e avançar cada vez mais na qualidade, porque isso traz impacto ao consumidor, ao próprio agricultor que aplica o agrotóxico e, ainda, reflete diretamente na natureza que acaba sendo menos contaminada. Ainda dentro desse tipo de ação, entendemos que traz também impacto econômico, pois já sabemos que podemos utilizar outras técnicas menos poluentes. O nosso debate priorizou essa questão”, acrescenta.

Ainda segundo Esmeraldo, “ficou muito claro que isso é uma transição, que temos que avançar nessa questão agroecológica e é um processo lento, mas até chegar a esse ponto de técnicas cada vez mais sustentáveis, vamos trabalhando em prol de minimizar os danos, com equipamentos específicos, com impacto cada vez menor a natureza e ao ser humano”.

O superintendente Olivier ressaltou que as atividades com cunho instrutivo, como essa, terão continuidade. “Sabemos da necessidade de instruir a todos sobre o alinhamento das questões ambientais em toda e qualquer atividade, por isso, vamos seguir com essas ações em diversos setores do estado”, finaliza.

 

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Técnicos participam de aula prática em capacitação em agroecologia

Os profissionais foram ao campo testar metodologias aplicadas à produção agroecológica, manejo de água e solo e irrigação
Um total de 10 técnicos da Cohidro participaram da capacitação (Foto: Arquivo pessoa)

Para desenvolver na prática os conhecimentos adquiridos ao longo de uma semana de curso, 28 técnicos da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), 10 da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação (Cohidro) e dois da prefeitura de Itabaiana participaram de aula prática sobre conservação de solo, manejo de solo e água e agroecologia. Realizada na última sexta feira (15), no Centro de Desenvolvimento em Tecnologias Agroecológica da Emdagro, em Itabaiana, a aula faz parte da capacitação permanente prevista pelo Programa Águas de Sergipe, fruto de um contrato de financiamento entre o governo de Sergipe e o Banco Mundial.

Os profissionais foram ao campo testar metodologias aplicadas à produção agroecológica, manejo de água e solo e irrigação. A programação possibilitou o acesso a conhecimentos na descrição de perfis de solo e formas de manejo conservacionista predominantes na região, a partir da abordagem conduzida pelos instrutores Élvio Giasson e Lauro Bassi, da empresa Água e Solo. Durante a aula, também foram discutidas estratégias de orientação dos agricultores sobre a transição para a produção agroecológica, com vistas à implantação da Certificação Participativa – tema abordado Ana Paula Pogorer, consultora contratada.

Para a engenheira agrônoma Suzy Alves, da prefeitura de Itabaiana, que participou como convidada, o curso foi importante por apresentar alternativas para a agricultura. “A gente está vendo que é possível fazer uma agricultura que não degrade o meio ambiente, que não faça tanto mal à nossa saúde e que, sobretudo, ofereça aos agricultores uma mudança de postura quanto ao uso de agrotóxicos”, frisou. Ainda segundo Suzy, o município onde trabalha é popularmente conhecido pela grande utilização de agrotóxicos. “Diante disso, a gente está tentando encontrar no curso maneiras de reduzir esse uso indiscriminado para fazer com que a agricultura funcione sem degradar tanto o meio ambiente”, ressaltou.

Também na avaliação de Adailton Santos, engenheiro agrônomo e chefe do Escritório Regional da Emdagro em Lagarto, os cursos oferecidos pelo Águas de Sergipe são muito importantes pela oportunidade de capacitar os técnicos. “Os instrutores são muito preparados, e nos darão condições de estabelecer um melhor diálogo com os agricultores quando formos para o campo. As temáticas abordadas também foram muito importantes, como a agroecologia, manejo de solo e irrigação, que são temas que a gente precisa trabalhar por oportunizar a melhoria do nosso trabalho junto ao homem do campo”, opinou.

O engenheiro agrônomo do Escritório Regional de Propriá, José Vieira Lins Filho, destaca que o curso forneceu subsídio para uma abordagem mais eficaz dos agricultores para uma mudança de consciência em relação ao uso dos agrotóxicos na lavoura. “O curso foi muito importante porque tratou de questões que a gente já tem conhecimento, mas que tem dificuldades em levar para o homem do campo. Várias mudanças já foram realizadas com esses produtores e hoje a gente está tentando fazer com que eles diminuam o uso de agrotóxicos, levando para eles uma maneira de produzir pensando na conservação do solo. A resistência deles é muito grande, porque estão acostumados a plantar hoje e colher amanhã. O problema é que eles estão pegando esses produtos contaminados com um nível muito alto de agrotóxicos, para eles mesmos consumirem”, alertou.

 

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Águas de Sergipe capacita técnicos em gestão dos recursos naturais e certificação agroecológica

O curso está sendo realizado no município de Itabaiana, dentro do processo de capacitação permanente previsto pelo Programa Águas de Sergipe
Técnicos dos perímetros irrigados da Ribeira, Piauí, Jacarecica I e II estão sendo capacitados curso – Foto: Carlos Mariz

Manejo de irrigação, conservação de solo e água, e agroecologia com ênfase em certificação orgânica foram alguns dos temas abordados no curso em Gestão de Recursos Naturais iniciado na última segunda-feira (11), pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe. Voltado para a capacitação de 28 técnicos da Emdagro e 12 convidados, sendo 10 da Cohidro e dois da prefeitura de Itabaiana, o curso está sendo realizado no município de Itabaiana, dentro do processo de capacitação permanente previsto pelo Programa Águas de Sergipe, fruto de um contrato de financiamento entre o governo de Sergipe e o Banco Mundial.

Dando as boas vindas aos participantes na abertura do curso, o presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza, falou sobre a importância da produção sustentável e do consumo de produtos saudáveis. “Esta é uma grande oportunidade de atualizar conhecimentos sobre temas tão importantes quanto urgentes. A sociedade cada vez mais demanda alimentos produzidos de forma sustentável. Capacitar técnicos e agricultores familiares trará não só melhorias para o manejo do solo e dos recursos naturais, mas também o aprimoramento das técnicas de cultivo em sistemas de base agroecológica, a organização do público em relação ao comércio de produtos locais e o incremento da renda dessas famílias”, pontuou Jefferson.

Consultor da Empresa Água e Solo, Lauro Bassi foi um dos ministrantes da capacitação. De acordo com ele, o Programa Águas de Sergipe terá capacitado mais de 1.000 agricultores familiares em gestão de recursos naturais até o final de abril e, ao longo dessa semana, está capacitando 40 técnicos. “Esses sistemas de manejo de irrigação, conservação de solo e água e agroecologia já foram tratados com os agricultores, e agora estão sendo tratados de uma forma diferenciada com os técnicos. Nesse caso, a gente põe em foco a estratégia de como fazer todas essas tecnologias chegarem ao agricultor através da extensão rural”, explicou.

Ainda segundo o consultor, a capacitação dos técnicos traz a proposta de um sistema participativo de garantia, que irá assegurar que determinado produto, processo ou serviço obedeça às normas e práticas da produção orgânica. “Esse sistema é o que funciona em outros estados por causa do baixo custo, já que as certificadoras são muito caras; e é o que estamos propondo aqui. Iremos apresentar toda a metodologia de como implantar um sistema participativo de garantia para a certificação agroecológica, através do qual é possível ter a certeza de que aquele produto está dentro dos padrões exigidos pelos órgãos certificadores nacionais e internacionais”, destacou Lauro.

Para o técnico agrícola da Cohidro, Marcos Emílio de Almeida, que participa da capacitação, o curso tem a função de atualizar as formas de auxílio aos pequenos produtores, na ponta. “Um curso desses é de suma importância porque a gente trabalha no campo com vários produtores, inclusive produtores orgânicos, e temos que nos atualizar para passar esses conhecimentos para eles da melhor forma, a fim de agregar melhorias à produção e à vida desses produtores e suas famílias”, afirmou.

O chefe do escritório local da Emdagro de Itabaiana, técnico agrícola Waltenis Braga, também ressaltou a relevância dos processos de capacitação. “Muito importante poder passar por essa capacitação, porque é através de cursos como esse que ampliamos nossos conhecimentos, adquirindo outro olhar sobre a forma de fazer nosso trabalho, e levando uma Ater [assistência técnica e extensão rural] de qualidade para os nossos agricultores assistidos. Estou muito entusiasmado com a possibilidade de auxiliar na certificação dos produtos dos agricultores que adotaram a agroecologia como meio de produção”, concluiu Waltenis.

Fonte Agência Sergipe de Notícias

Estudantes do IFS aplicam resultados de pesquisa com solos no perímetro da Cohidro em Lagarto

Retornaram ao Perímetro Irrigado Piauí em Lagarto, no dia 18 de maio, os alunos da disciplina Extensão Rural do curso Tecnológico de Agroecologia do Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus São Cristóvão. Desta vez, para a apresentação de seus trabalhos de pesquisa realizados a partir das análises do solo coletado lá, em março (6), somente em lotes de agricultores orgânicos. Os mesmos produtores são o foco da atividade acadêmica, recebendo as orientações de como proceder com a correção de solos baseada na metodologia agroecológica, ou seja, sem o uso de agroquímicos

Cohidro tem estande e dá palestras na Exposição Agropecuária de Lagarto

Ornamentais

A exposição agropecuária anual, realizada em Lagarto pela Federação de Agricultura e Pecuária de Sergipe (Faese) de 3 a 7 de setembro, conta mais uma vez com a participação da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), que no Parque de Exposições Nicolau de Almeida tem estande fixo para demonstrar o trabalho realizado no Perímetro Irrigado Piauí, situado no mesmo município. Nesta edição da Feira, a Empresa também deu palestras temáticas nos dias 4 e 5, tratando dos temas: “Receituário Agronômico para Agrotóxicos” e “Agroecologia”.

No estande, painéis temáticos, vídeos e impressos expõem o trabalho realizado pelos técnicos e servidores da Cohidro, dando assistência aos agricultores irrigantes pelo Perímetro Piauí, mas também os visitantes podem conhecer uma amostra de tudo aquilo que é produzido no campo, com a exposição de hortaliças orgânicas e plantas ornamentais, onde os técnicos da Companhia explicam aos visitantes de que forma são produzidas. Neste ano, também estão sendo mostradas variedades de ervas medicinais cultivadas a partir do projeto da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que aplica um curso sobre o tema aos produtores de Lagarto, alunos que também estarão mostrando ao público o que estão aprendendo.

Gerente do Perímetro Piauí, Gilvanete Teixeira, conta que a expectativa é de que a maior ocorrência de público se dará no fim de semana e que o estande da Cohidro, por sua gama de atrações, é sempre o mais visitado, contando com mais novidades para esta edição da Feira. “É muito movimentado, chegamos a receber a visita de turmas de alunos das escolas públicas de Lagarto para conhecer e receber uma explicação de nossos técnicos e dos produtores que iniciam o trabalho com as plantas medicinais. Construímos um canteiro em forma de ‘mandala’, separando nossos principais cultivos e ao lado nosso lago, simbolizando a represa do Perímetro, que recebeu seis exemplares de tambaqui doados pelo Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus São Cristóvão”, revelou.

Serão cinco dias de Exposição, que também abriga a “51ª Exposição de Animais da Região Centro Sul”. Taynã Matos faz parte da coordenação do evento e expõe a Feira em números. “São aproximadamente 150 bovinos, 250 cabeças – entre caprinos e ovinos – além de mais 45 equinos, expostos para competições e comercialização. A expectativa é que sejam negociados, durante a Exposição, um volume de R$ 600 mil em negócios, entre a venda de animais, máquinas, implementos e insumos”, relata ela sobre o Evento, que tem expectativa de um público superior aos 50 mil visitantes do ano passado.

Para o presidente da Cohidro Mardoqueu Bodano, a Exposição é uma ótima oportunidade para a Companhia mostrar à sociedade suas realizações, além de espaço onde é possível conhecem as novidades do mercado agrícola. “Serve como uma prestação de contas ao público que visita a Feira, que pode ver pessoalmente uma pequena amostra daquilo que é possível produzir graças à irrigação e assistência técnica agrícola fornecida – pelo Governo do Estado – aos 421 lotes de produtores e que gera anualmente, em média, 7 mil toneladas de produção agrícola. Além das oportunidades de fazer negócios, os agricultores recebem instrução em palestras realizadas pela nossa Empresa e outros parceiros do Evento”.

Receituário Agronômico

Arício Resende Silva, engenheiro agrônomo da Cohidro, proferiu palestra sobre a obrigatoriedade do “Receituário Agronômico” para uso e compra de agrotóxicos. “Venho expor o ponto de vista legal, sobre a necessidade de receita que é um trabalho que vem sendo feito pelo Governo do Estado também através da Cohidro. O produtor quer ir comprar sem receita e acha quem venda, sem se preocupar com as restrições que não são só quanto as leis infringidas. O uso irregular, sem proteção, em excesso e descartando as embalagens usadas de forma errada, pode causar prejuízos a saúde do agricultor e da família, além dos danos ao meio ambiente”, explicou, alegando que só com o documento emitido por um profissional técnico autorizado, o agricultor estará amparado e instruído dos cuidados que deve tomar no uso do agroquímico.

Haroldo Araújo Fontes é produtor irrigante no Perímetro da Cohidro em Lagarto e participou da palestra sobre o receituário agronômico, nesta quinta-feira, 4. Ele conta que faz o possível para não usar, mas quer estar ciente da legislação quando for necessário a aplicação em suas plantações. “Usei recentemente para a lagarta no milho, mas produzo macaxeira e comecei também a cultivar pimenta-do-reino sem usar nenhum agrotóxico nelas. Vim pegar conhecimento sobre o uso do agrotóxico, sobre a legislação e normas. Só quando não tem jeito, mesmo assim evito usar”, comenta ele que também cultiva batata-doce.

Agroecologia

Na sexta-feira, 5, o cultivo agrícola de produtos orgânicos será tratado em palestra proferida pelo técnico agrícola da Cohidro José Raimundo Pereira de Matos. Ele é responsável, no Perímetro Piauí, pelo acompanhamento e assistência técnica aos irrigantes agroecológicos, principalmente aqueles que fazem parte da Organização de Controle Social (OCS) e tem autorização do Ministério da Agricultura para produzir e comercializar – diretamente ao consumidor e aos programas governamentais – produtos de origem orgânica. Em sua explanação, quer apresentar aos agricultores que visitam a Feira, tudo aquilo que usa como orientação para com os produtores que assiste.

“Vou falar da agroecologia, mas para os produtores agrícolas em geral que venham à Exposição, buscando orienta-los para que tenham mais preocupação com a saúde e com a natureza na hora de produzir alimentos. Aproveitarei para ensinar a fazer fungicida e inseticida natural, adubação líquida, composto orgânico, substrato e explicar a utilidade da construção de barreiras naturais para proteção do cultivo agroecológico. São ações que os agricultores assistidos por mim estão familiarizados, mas quem não faz parte do Perímetro Irrigado, talvez nem saiba que existam estas formas de produzir, sem apelar aos insumos comerciais e quimicamente tóxicos”, complementou José Raimundo.

Última atualização: 12 de dezembro de 2017 09:55.