De perfil empreendedor, irrigante atendido pela Cohidro busca registro de produtor orgânico

Lote do agricultor tem abacaxi, macaxeira, inhame, coco verde, mamão quatro variedades de banana e de batata-doce

[foto: Paulo Ricardo]
Na Grande Aracaju, fica Riachuelo, um dos três municípios beneficiados pelo Perímetro Irrigado Jacarecica II, do Governo do Estado. Com a água e assistência técnica fornecidas pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), é neste município que produz o agricultor irrigante Francisco de Araújo, mas a colheita ele mesmo vende na capital, no Mercado Municipal do bairro Augusto Franco. A clientela fiel opina no que o produtor deve plantar e deposita nele toda a confiança de que ele está vendendo produtos agroecológicos, cultivados sem agrotóxicos. Mesmo assim, o empreendedor quer ir além e está prestes a conquistar a certificação de que seus produtos são orgânicos, com registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

“Já foi aprovado pelo MAPA, ele veio, pegou nosso produto, levou, fez o teste e foi aprovado. Nós não estamos hoje certificados por causa do coronavírus, que eles não puderam vir e ficou barrado, porque eles são de Brasília. Mais para terminar, eles disseram que assim que estiverem liberados para vir, logo vai ser constituído”, explicou Seu Francisco. Enquanto isso, na sua lavoura ele prossegue seu processo de transição e utiliza produtos alternativos como a cinza, para adubar; o leite, para combater doenças; e a manipueira, líquido extraído do processamento da mandioca, como inseticida. Todo o seu lote de 8,5 hectares também está protegido da contaminação da ‘deriva’ do agrotóxico usado nos lotes dos vizinhos, com um grande barreira quebra-vento feita com o plantio de capim de corte e bananeiras.

Diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Fonseca expõe que, na assistência técnica agrícola oferecida aos irrigantes, é dada uma visão realista da dificuldade em produzir orgânicos. “A ideia sempre foi estimular essa produção orgânica nos perímetros irrigados, mas a gente sabe que não é uma coisa fácil para o produtor conseguir. Demanda um tempo de carência para isso de no mínimo 2 anos para ele sair da agricultura convencional para a orgânica. E daí ele vai solicitar o selo dos órgãos fiscalizadores. Hoje temos o selo do MAPA, que já facilita essa comercialização e os mercados, mundial e brasileiro, estão demandando cada vez mais produtos livres de agrotóxicos. A gente louva a iniciativa dele e a Cohidro está aqui, para apoiar no que for preciso”, avisou o diretor, fazendo votos que o produtor tenha sucesso em transformar totalmente seu lote para a produção orgânica.

Empreendedor, Francisco de Araújo praticamente eliminou a figura do atravessador de sua produção, vendida quase toda na sua banca do Mercado Augusto Franco e, por conta disso, segundo ele os preços são mais baratos que na concorrência. Deste contato direto com o cliente final, o produtor dá a liberdade ao freguês de opinar naquilo que ele irá plantar em seu lote, para depois trazer para à venda na banca. Como retorno dessa atenção especial, Francisco conquistou a confiança junto ao cliente de que suas frutas e vegetais têm qualidade e são produzidas sem o uso de agrotóxicos. Boa-fé que o agricultor adquiriu também para comercializar uma parte menor da sua produção com a Cooperativa de Produtores Orgânicos de Sergipe (Coopersus). Instituição que vende os produtos dos cooperados em um ônibus itinerante estacionado em shoppings centers e órgãos públicos em Aracaju.

Francisco produz banana-da-terra, prata, da pão e da maçã; mamão; batata-doce das variedades cenoura, tipo beterraba, roxa e da branca; macaxeira; inhame; coco verde e abacaxi. “A produção não é como a do pessoal que planta convencional. O meu demora 2 a 3 meses a mais, porque é natural e também o abacaxi dos outros não tem o doce igual a este. A vantagem é que você está vendendo um produto com saúde, não está vendendo um produto sabendo que vai fazer mal para os seus clientes e a você mesmo. Se eu uso veneno e mato o meu cliente, daqui a uns dias eu não tenho mais clientes né, e está tendo boa saída”. É a partir da irrigação, fornecida durante todo ano pela Cohidro, que o agricultor consegue ter sempre uma diversidade de produtos para oferecer. “A irrigação é a parte fundamental. Sem a água não vai para frente, esse projeto aqui foi uma benção de Deus”, avalia o Francisco.

Produção orgânica ganha destaque em perímetro irrigado de Lagarto

Cohidro incentiva conversão agroecológica para promover saúde e geração de renda para agricultores irrigantes

João Pacheco [Foto: Ascom/Cohidro]
Há quase 20 anos, o produtor rural João Pacheco, do município sergipano de Lagarto, começou a investir no cultivo de legumes e hortaliças folhosas sem o uso de agrotóxicos. O agricultor iniciou a sua própria produção orgânica após participar de atividades e visitações promovidas pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), que administra o Perímetro Irrigado Piauí, onde sua propriedade está localizada. Além de fornecer a água para irrigação, o que permite a produção em qualquer época do ano, a empresa do Governo Estadual fornece ainda a assistência técnica e extensão rural aos agricultores, juntamente com assessoria em agronegócio, para ajudar a escoar a produção.

Reconhecido e registrado como agricultor orgânico no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, seu João conta que a produção agroecológica foi a melhor maneira que encontrou para cultivar no campo, com saúde e segurança. “A gente evita aquele cheiro forte dos agrotóxicos, fica livre de muitas doenças, acostuma e não quer mais sair”, afirma. Participando de cursos, palestras e dias de campo, o agricultor aprendeu a fazer o seu próprio composto orgânico para fertilizar o solo, com esterco de gado e torta da mamona. Já para pulverizar e combater as pragas, utiliza a planta Nim e outros produtos naturais. Ele planta variadas culturas agrícolas em seu lote: couve, pimentão, coentro, rúcula, alface, repolho, cebola, cebolinha, couve flor, brócolis, alho poró.

O produtor irrigante destaca a importância das orientações obtidas no processo de cultivo orgânico, e do auxílio recebido, sempre que necessário. “O pessoal da Cohidro incentivou bastante a gente, eu gostei e agora só paro quando morrer”, brinca João Pacheco, que reforça ainda a importância dos conhecimentos adquiridos durante o período de experimentação na agricultura, desde a iniciativa de abandonar o uso de agrotóxicos até a busca pelas espécies que se dão bem com o solo, passando pelas técnicas de produzir sem usar veneno. “No início, só plantava fumo e mandioca; depois de ser orgânico, entrei para as hortaliças. Até tentei tomate, mas não deu certo. Agora só são folhosas, todo tipo de folhosa a gente planta”, conta o agricultor orgânico.

O diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da Cohidro, João Fonseca, reconhece o empenho dos produtores orgânicos e ressalta a contribuição dos técnicos e agrônomos da companhia. “Nosso pessoal faz visitas frequentes aos lotes familiares, passando toda orientação técnica da melhor forma de plantio, estimulando a conversão para a agricultura orgânica, que tem um forte potencial na agricultura familiar nos nossos perímetros”, explica. Esse potencial se transforma em realidade na melhoria da renda do agricultor, quando ele se dedica ao cultivo de alimentos orgânicos. Os produtos que são autênticos e reconhecidos por órgãos competentes, como é o caso dos cultivados pelo João Pacheco, têm preço de mercado geralmente 40% superior ao mesmo produto quando cultivado de modo convencional [com o uso de agrotóxicos].

Por incentivo da Cohidro, João Pacheco e outros 10 produtores do perímetro Piauí formam uma Organização de Controle Social (OCS), que é autorizada pelo MAPA para venda direta ao consumidor de produtos sob a designação de orgânicos. Pacheco comercializa seus produtos nas feiras livres e também para clientes que negociam diretamente com o produtor. “Tem muitos clientes, de Aracaju mesmo, que passam aqui pra levar. Já acostumei com esse ramo, não tem jeito. Vou continuar, se Deus quiser!”, conclui o produtor rural.

[vídeo] Irrigante João Pacheco dá exemplo na Agricultura Orgânica

João Pacheco é um agricultor irrigante que, junto de outros produtores atendidos pela Cohidro no Perímetro Irrigado Piauí, fazem parte da Organização de Controle Social – OCS. Eles têm registro no Ministério da Agricultura que os autoriza à venda dos seus produtos sob a denominação de orgânicos, diretamente ao consumidor, seja em feiras ou diretamente no lote agrícola aonde a irrigação é fornecida pelo Governo de Sergipe.

Fazem quase 20 anos desde de que a Cohidro introduziu o conceito de produção orgânica aos irrigantes desse perímetro, como alternativa mais rentável em relação aos gêneros produzidos de maneira convencional e que ofereciam uma qualidade de trabalho e de vida para as agrofamílias, livres do risco de contaminação por agroquímicos. João Pacheco é exemplo a ser seguido e símbolo de que a produção de alimentos sustentável é possível e lucrativa.

Técnicos avaliam processo de capacitação do Programa Águas de Sergipe

Técnicos da Cohidro participaram do Seminário realizado pelo Águas de Sergipe (Foto: Ascom/Emdagro)

Avaliar as ações realizadas pela Emdagro no processo de capacitação em gestão de recursos naturais de agricultores familiares dentro do Programa Águas de Sergipe, esse foi objetivo do encontro, ocorrido na última terça feira (26), no Real Praia Hotel, na Orla de Atalaia, a qual contou com a participação de 48 técnicos da empresa e 02 da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos de Sergipe (Cohidro).

O presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho, fez a abertura do encontro destacando todos os esforços que a empresa empregou para a consecução do que lhe coube dentro do Programa Águas de Sergipe. “Todas as metas foram superadas. Inicialmente, estava prevista a capacitação de 1000 agricultores nas áreas de agroecologia, manejo de água e solo e irrigação, e nós ultrapassamos essa meta”, comemorou ele.

“Várias ações como cursos, oficinas, dia de campo, intercâmbios, campanhas e seminários tiveram suas metas superadas, não só na questão numérica, mas, principalmente, na qualidade dos conhecimentos que foram passados a todos os agricultores beneficiados pelo programa. Além disso, nós abrimos espaço não só para agricultores e técnicos da região que se propõe o projeto, mas, também, para outras regiões”, destacou Jefferson em seu pronunciamento.

Durante o encontro, foram avaliados o desempenho das ações quanto a participação de agricultores, assimilação de conteúdo, feedback, comprometimento com os temas propostos e mudança de consciência, assim como, o engajamento dos técnicos envolvidos que, reunidos em grupos, apresentaram propostas sobre agroecologia, manejo de água e solo, irrigação, organização rural e assistência técnica e extensão rural que deverão ser incluídas no planejamento da Emdagro.

Para o coordenador da empresa contratada para o programa de capacitações, Lauro Bassi, o processo de capacitação de técnicos e agricultores familiares superou suas expectativas. “De fato estamos muito satisfeitos, porque superou nossas expectativas. Os técnicos estão muito engajados e a empresa internalizou essa questão da agroecologia, com a preocupação de dar andamento às ações trazidas pelas capacitações aqui em Sergipe de forma a efetivá-las”, comentou ele.

 

Fonte: Ascom/Emdagro

Curso de capacitação para uso adequado de agrotóxicos é realizado em Aracaju

O curso visa capacitar técnicos para o uso correto desses materiais com o objetivo de garantir a integridade tanto de quem usa, quanto da natureza
Presentes, nove profissionais da companhia, alocados na sede em Aracaju e nos perímetros da Ribeira e Jacarecica I, em Itabaiana, Jacarecica II , em Malhador; Piauí, em Lagarto; Jabiberi, em Tobias Barreto e Califórnia, em Canindé de São Francisco (Foto: Arquivo Pessoal)

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), através da Superintendência dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente, realizou um curso com técnicos da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro); da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro); e de secretarias estaduais e municipais de Educação e Saúde, visando a capacitação para o uso adequado de agrotóxicos. A atividade reuniu profissionais que lidam diariamente com esses produtos para que fossem capacitados sobre o uso consciente dessas substâncias.

No curso, foi trabalhada a problemática do uso indiscriminado dos agrotóxicos, com o intuito de incentivar políticas públicas de educação ambiental que possam alertar a sociedade para novas práticas comprometidas com a questão ambiental. O Programa Águas de Sergipe está investindo quase R$ 1 milhão em ações de treinamento e capacitação para o uso adequado dos defensivos agrícolas.

“Se forem utilizados de maneira inadequada, podem gerar grandes prejuízos à natureza e ao ser humano. Então, estamos realizando uma capacitação maciça de agentes que poderão multiplicar isso para o futuro. A previsão é que essa ação permita que tenhamos menores riscos na utilização desses produtos que devem ser utilizados estritamente de forma regulamentada e dentro de normas técnicas, porque, caso não seja, ele termina contaminando os alimentos, além de refletir diretamente na saúde das pessoas que manipulam este veneno”, explica o superintendente Especial do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, ao fazer a abertura do curso.

O superintendente reforça que, além de técnicos, essa questão será debatida dentro de todas as zonas territoriais que compõem a bacia hidrográfica do rio Sergipe. “A Cohidro terá como foco treinar os irrigantes por ela assistidos. E ação também tem como prioridade os trabalhadores rurais e os seus familiares. São 1.040 famílias de trabalhadores rurais atendidas”, destaca.

O diretor técnico da Emdagro, Esmeraldo Leal, que participou do curso, ressaltou que essa gama de cursos proporcionados pelo programa Água de Sergipe vem oferecendo capacitação técnica importante para a agricultura sergipana. “Estamos vivendo um debate muito intenso em relação a como o Brasil e, nesse caso em especifico, o estado de Sergipe deve continuar produzindo muito, mas com qualidade e, para isso, é preciso discutir essa matriz produtiva das técnicas que utilizamos que é muito comum o uso de agroquímicos no campo brasileiro”, pontua.

Além disso, o diretor ressalta que a discussão deve ser algo continuado, com o objetivo de melhor informar a todos àqueles que dependem deste tipo de atividade. “O que nós discutimos no seminário é que é possível continuar produzindo muito e avançar cada vez mais na qualidade, porque isso traz impacto ao consumidor, ao próprio agricultor que aplica o agrotóxico e, ainda, reflete diretamente na natureza que acaba sendo menos contaminada. Ainda dentro desse tipo de ação, entendemos que traz também impacto econômico, pois já sabemos que podemos utilizar outras técnicas menos poluentes. O nosso debate priorizou essa questão”, acrescenta.

Ainda segundo Esmeraldo, “ficou muito claro que isso é uma transição, que temos que avançar nessa questão agroecológica e é um processo lento, mas até chegar a esse ponto de técnicas cada vez mais sustentáveis, vamos trabalhando em prol de minimizar os danos, com equipamentos específicos, com impacto cada vez menor a natureza e ao ser humano”.

O superintendente Olivier ressaltou que as atividades com cunho instrutivo, como essa, terão continuidade. “Sabemos da necessidade de instruir a todos sobre o alinhamento das questões ambientais em toda e qualquer atividade, por isso, vamos seguir com essas ações em diversos setores do estado”, finaliza.

 

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Técnicos participam de aula prática em capacitação em agroecologia

Os profissionais foram ao campo testar metodologias aplicadas à produção agroecológica, manejo de água e solo e irrigação
Um total de 10 técnicos da Cohidro participaram da capacitação (Foto: Arquivo pessoa)

Para desenvolver na prática os conhecimentos adquiridos ao longo de uma semana de curso, 28 técnicos da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), 10 da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação (Cohidro) e dois da prefeitura de Itabaiana participaram de aula prática sobre conservação de solo, manejo de solo e água e agroecologia. Realizada na última sexta feira (15), no Centro de Desenvolvimento em Tecnologias Agroecológica da Emdagro, em Itabaiana, a aula faz parte da capacitação permanente prevista pelo Programa Águas de Sergipe, fruto de um contrato de financiamento entre o governo de Sergipe e o Banco Mundial.

Os profissionais foram ao campo testar metodologias aplicadas à produção agroecológica, manejo de água e solo e irrigação. A programação possibilitou o acesso a conhecimentos na descrição de perfis de solo e formas de manejo conservacionista predominantes na região, a partir da abordagem conduzida pelos instrutores Élvio Giasson e Lauro Bassi, da empresa Água e Solo. Durante a aula, também foram discutidas estratégias de orientação dos agricultores sobre a transição para a produção agroecológica, com vistas à implantação da Certificação Participativa – tema abordado Ana Paula Pogorer, consultora contratada.

Para a engenheira agrônoma Suzy Alves, da prefeitura de Itabaiana, que participou como convidada, o curso foi importante por apresentar alternativas para a agricultura. “A gente está vendo que é possível fazer uma agricultura que não degrade o meio ambiente, que não faça tanto mal à nossa saúde e que, sobretudo, ofereça aos agricultores uma mudança de postura quanto ao uso de agrotóxicos”, frisou. Ainda segundo Suzy, o município onde trabalha é popularmente conhecido pela grande utilização de agrotóxicos. “Diante disso, a gente está tentando encontrar no curso maneiras de reduzir esse uso indiscriminado para fazer com que a agricultura funcione sem degradar tanto o meio ambiente”, ressaltou.

Também na avaliação de Adailton Santos, engenheiro agrônomo e chefe do Escritório Regional da Emdagro em Lagarto, os cursos oferecidos pelo Águas de Sergipe são muito importantes pela oportunidade de capacitar os técnicos. “Os instrutores são muito preparados, e nos darão condições de estabelecer um melhor diálogo com os agricultores quando formos para o campo. As temáticas abordadas também foram muito importantes, como a agroecologia, manejo de solo e irrigação, que são temas que a gente precisa trabalhar por oportunizar a melhoria do nosso trabalho junto ao homem do campo”, opinou.

O engenheiro agrônomo do Escritório Regional de Propriá, José Vieira Lins Filho, destaca que o curso forneceu subsídio para uma abordagem mais eficaz dos agricultores para uma mudança de consciência em relação ao uso dos agrotóxicos na lavoura. “O curso foi muito importante porque tratou de questões que a gente já tem conhecimento, mas que tem dificuldades em levar para o homem do campo. Várias mudanças já foram realizadas com esses produtores e hoje a gente está tentando fazer com que eles diminuam o uso de agrotóxicos, levando para eles uma maneira de produzir pensando na conservação do solo. A resistência deles é muito grande, porque estão acostumados a plantar hoje e colher amanhã. O problema é que eles estão pegando esses produtos contaminados com um nível muito alto de agrotóxicos, para eles mesmos consumirem”, alertou.

 

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Estudantes de Agronomia em Glória visitam perímetro de Lagarto

A turma do 4° ciclo de Engenharia Agronômica da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Campus do Sertão, situado em Nossa Senhora da Glória (SE), esteve no Perímetro Irrigado Piauí, unidade da Cohidro em Lagarto (SE), no dia 16 de outubro. Os estudantes, acompanhados pelos professores-doutores Thiago Matos e Gustavo Hugo, puderam conhecer os campos irrigados de variedades frutícolas e a horticultura, os métodos empregados para o cultivo e de que forma os técnicos da companhia estadual acompanham e colaboram com essa produção agrícola.

Depois de conhecer a estrutura da Cohidro que envia água para os 421 lotes irrigados, a Estação de Bombeamento (EB) 02, os estudantes seguiram para a visita técnica ao perímetro irrigado, começando na plantação de banana prata anã do irrigante Rosendo José dos Santos. O plantio se destaca pelo uso da microaspersão com fertirrigação, mais econômica e eficiente, levando o fertilizante diluído na água de irrigação até as plantas.

Trata-se da 1° turma do campus, com 24 alunos e a viagem técnica faz parte do módulo de Sistemas Agrícolas II, onde eles estudam fruticultura e olericultura. O Principal objetivo da visita foi o de confrontar a teoria, vista em sala de aula, com a prática adotada nas plantações.

Última atualização: 30 de novembro de 2018 11:51.