Feira da Agricultura Familiar Itinerante impulsiona pequenos produtores em Sergipe

Desta vez realizado na Codese, evento fortalece a comercialização de produtos frescos e a geração de renda para agricultores familiares

A Feira da Agricultura Familiar Itinerante, realizada pelo Governo de Sergipe por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), ocorreu nesta quinta-feira, 27, na sede da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Codese). O evento reuniu agricultores familiares de diversas regiões do estado, proporcionando a comercialização de produtos frescos e de qualidade diretamente para os consumidores.

A secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania, Érica Mitidieri, destacou a importância da feira para o fortalecimento da economia local e para a valorização do trabalho dos pequenos produtores. “Essa feira é mais do que uma oportunidade de comercialização; é um espaço de fortalecimento da agricultura familiar, de aproximação entre produtores e consumidores e de incentivo à geração de renda. Seguimos trabalhando para expandir essa iniciativa e garantir que mais agricultores tenham a oportunidade de vender seus produtos diretamente ao público”, afirmou.

Entre as feirantes, a vendedora de pamonha e milho cozido Fabiana Jordão ressaltou a importância da feira para seu sustento. “Aqui, a gente tem a chance de vender nossos produtos com um preço justo, e garantir um retorno melhor para nossa família. É muito gratificante ver as pessoas valorizando o que a gente produz”, declarou.

A cozinheira Edilene Santos, por sua vez, destacou o apoio recebido e como seus sucos são um sucesso. “Essa iniciativa tem sido muito positiva para nós. Além de vendermos mais, estamos tendo visibilidade e criando uma rede de clientes que nos acompanham em cada edição da feira. Os sucos e salgados saem muito, consigo com isso fazer uma renda boa”, contou.

Com uma grande variedade de produtos, como frutas, verduras, hortaliças, mel, doces e artesanatos, a Feira da Agricultura Familiar Itinerante tem se consolidado como um espaço essencial para o escoamento da produção dos pequenos agricultores e para a oferta de alimentos saudáveis à população sergipana. A iniciativa reforça o compromisso da secretaria com o fortalecimento da agricultura familiar e com o desenvolvimento econômico dessas pessoas.

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Ceasa Aracaju divulgará semanalmente pesquisa de preços no atacado e varejo

Levantamento apresentará valores de frutas, hortaliças, laticínios, carnes e principais produtos naturais beneficiados

Cláudio dos Santos vende hortaliças e frutas no varejo / Foto: Ascom Coderse

A Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), empresa do Governo do Estado que administra a Central de Abastecimento de Sergipe (Ceasa Aracaju), iniciou neste mês de agosto a divulgação da pesquisa de preços no atacado e varejo. Os resultados serão divulgados periodicamente ao público no site da Coderse, na aba Ceasa. 

A coleta dos valores praticados pelos comerciantes ocorre duas vezes por semana e são publicados em boletins semanais e mensais. São planilhas que comparam os valores mínimos, máximos, a média e a moda (quando tem um valor praticado com mais frequência) de preços. 

O diretor de Infraestrutura Hídrica da Coderse, Ernan Sena, explica que a necessidade de realizar a pesquisa surgiu como mais uma das demandas que a empresa assumiu ao passar a administrar a Ceasa.

“Buscamos em parceria com a Emdagro, nossa coirmã, verificar de que maneira eles já atuam, fazendo essa pesquisa nos mercados municipais daqui, e trouxemos essa forma de pesquisa para aplicarmos na Ceasa, com o objetivo de dar informações para que o consumidor possa fazer a sua consulta da variação de preços dos produtos, que ele vai buscar na Ceasa. Espero que isso seja um facilitador e faça com que as pessoas venham mais à central de abastecimento para adquirir seus produtos”, destacou Ernan.

Valdir Lima de Souza, há 37 anos na Ceasa, comercializa laticínios, castanhas e uma infinidade de outros produtos alimentícios de tradição regional. Para ele, a pesquisa é importante, pois divulga o que o consumidor pode encontrar na central de abastecimento. “O pessoal gosta mais do produto natural. Isso ajuda, porque o povo tem que vir sabendo já como está a situação dos produtos. Vem direto, se souber como está o preço”, pontuou.

A pesquisa feita pela Coderse, empresa vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), atende à demanda do consumidor, que está cada vez mais atento aos meios digitais, a fim de economizar, na busca dos locais onde os preços estão mais atrativos.

“Vale a pena vir de São Cristóvão para comprar aqui, venho sempre. Normalmente compro frutas de vários tipos e tem fruta que eu só consigo aqui. Acho interessante e válido ver os preços com antecedência. É bom ter alguém preocupado em passar essa informação. Tem gente que não vem aqui porque não tem conhecimento, não sabe o que tem para poder comprar. E aqui tem de tudo”, salientou a comerciante Edijane Maria da Silva, que compra na Ceasa tanto no varejo, como no atacado.

Alimentação saudável
Outro objetivo primordial é o incentivo ao consumo dos hortifrutigranjeiros oferecidos na Ceasa. Por um lado, colabora com a geração de renda do comerciante usuário e seus colaboradores. Do outro, tem a vantagem em saúde, que é consumir produtos in natura e frescos, vindos direto do produtor. 

Para Cláudio dos Santos, que vende hortaliças e frutas no varejo, a pesquisa vem contribuir com seu trabalho. “Ajuda muito na questão informativa, porque vai tabelar coisas que muita gente não sabe. Isso atrai comprador e melhora as vendas, faz uma divulgação melhor. Nossa tabela de preço é baixa porque, como trabalhamos direto com o atacadista, a gente tem margens baixas justamente para atrair os clientes”, observou.

Apoio do Estado à agricultura familiar garante renda para produtores e diversidade de alimentos na mesa dos sergipanos

Assistência técnica, modernização, investimentos no desenvolvimento regional e programas específicos são algumas das ações do Governo de Sergipe que têm fomentado a agricultura familiar no Estado

Irrigação possibilita maior diversidade de culturas e rentabilidade [foto: Arthuro Paganini]
Em aproximadamente 20 dias, o amendoim plantado por Luciano Oliveira estará pronto para ser colhido. Do povoado Limoeiro, no município de Lagarto, no centro-sul de Sergipe, o produto vai parar nas feiras da região e até na capital, Aracaju, chegando à mesa de várias famílias sergipanas.

Segundo dados consolidados do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), de 2017, cerca de 77% dos 93 mil estabelecimentos rurais em Sergipe são compostos por agricultores familiares. No estado, como em todo o Brasil, a atividade é a principal responsável pela produção dos alimentos disponibilizados para consumo da população.

Em Sergipe, os agricultores familiares contam com o apoio do Governo de Sergipe, por meio de diversos programas mantidos, principalmente, pelas secretarias de Estado da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), da Assistência Social e Cidadania (Seasc), assim como da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (Pronese) e a Companhia do Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), antiga Cohidro.

Por meio da Pronese, por exemplo, o governo do Estado implementa o Programa Nacional de Crédito Fundiário em parceria com o governo federal, que possibilitou o acesso à terra para mais de 2 mil famílias. Enquanto a Emdagro tem uma atuação importante no interior, com 36 escritórios por todo o estado, prestando assistência técnica rural e fomento à produção. Também são realizados programas para o agricultor familiar, como Programa de Distribuição de Sementes; de Melhoramento Genético do Rebanho Leiteiro (IATF); apoio à regularização das queijarias, dentre outros. O seguro Garantia Safra, a operação do Programa Alimenta Brasil (PAB) e o Programa de Regularização Fundiária são algumas das ações diretas da Seagri. Já a Coderse atua na modernização e gestão de seis perímetros públicos irrigados, na construção de sistemas de abastecimento de água, limpeza e abertura de pequenas, médias e grandes barragens nos municípios.

Diversidade e produtividade
O terreno de duas tarefas onde Luciano e seu pai, Agnobaldo Nascimento, também produzem verduras, amendoim, batata doce, mandioca, macaxeira e milho faz parte do Perímetro Irrigado Piauí, mantido pela Coderse, em Lagarto. Além da irrigação pública, os agricultores contam com a assistência técnica do Estado, o que possibilita maior diversidade de culturas e rentabilidade.

“É fundamental o auxílio que recebemos. Depois da irrigação, melhorou muito, principalmente o lucro. Com a irrigação, a gente consegue ter até três safras por ano. E com a assistência técnica da Coderse também conseguimos, no banco, um financiamento para o kit de irrigação para a lavoura nova, o que vai aumentar nossa produção, pois vamos trabalhar com equipamentos mais novos e modernos e investir um pouco mais na qualidade do produto, usar um adubo melhor e uma semente de melhor qualidade”, disse Luciano.

De acordo com o agricultor familiar, o apoio do Estado e dos demais parceiros vai permitir uma maior produtividade no seu terreno. “Quero ter um aumento de 20% a 30% na produção neste ano”, afirmou o filho de Agnobaldo, acrescentando que o lucro obtido com a lavoura é a principal fonte de renda da família, formada por cinco pessoas.

Em 2022, nos seis perímetros irrigados mantidos pela Coderse, foram produzidas 132.601 toneladas de alimentos. “O lote com a irrigação consegue tirar até três safras em um ano. Sem a irrigação, eles produziam praticamente só mandioca e esperavam mais de um ano para colher. Já o amendoim, milho verde, batata doce têm um ciclo pequeno de produção, e o retorno financeiro é mais rápido. Sempre trabalhamos para melhorar a produção, por meio do acompanhamento técnico. A gente também corre atrás de projetos para eles participarem dos programas dos governos estadual e federal. A gente se preocupa muito com isso, para que possam escoar a produção, para que produzam e tenham como escoar”, explicou o gerente do Perímetro Piauí, Gildo Almeida Lima.

Luiz Barbosa dos Santos também é um dos beneficiados pela irrigação pública. “Sem a irrigação, a gente não trabalharia aqui. Eu produzo tomate e pimenta. Nesta safra, estamos com uma produção de aproximadamente 1.500 caixas de tomate. Esse tomate vai para as Ceasas de Itabaiana e Aracaju”, informou o produtor do povoado Várzea dos Cágados.

Mais renda
Conforme Luiz, a produção também gera renda para trabalhadores da região. “Estamos agora no período de colheita, e são quase 40 pessoas que contratamos dois dias por semana, nas três semanas da colheita, para catar e também para separar os tomates”.

Daniela dos Santos Souza é uma das pessoas contratadas para a colheita. Para ela, o serviço é motivo de orgulho. “Sou de família de agricultores. Minha mãe e meu irmão também estão trabalhando aqui hoje. É um tipo de trabalho que a gente faz com muito amor e carinho, porque gosta. Gosto muito de trabalhar na colheita do tomate e em outras, como a seleção de pimenta. Tem que ter os colhedores [antes] para os tomates chegarem, depois, até as pessoas”, argumentou.

A jovem destacou, ainda, a oportunidade ofertada pela produção agrícola local. “Eu moro aqui em Lagarto com minha filha. Então, eu tenho que ter o meu sustento e o dela. Também é bom para a maior parte do pessoal, que, quando está desempregado, encontra mais trabalhos assim por aqui”, pontuou Daniela.

 

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Semana da Alimentação consolida produção e consumo de orgânicos em Lagarto

Palestras do segundo dia de evento foram no Cepard, antigo Colégio Polivalente de Lagarto – foto Fernando Augusto (Ascom-Cohidro)

Três dias de atividades marcaram a ‘Semana da Alimentação da Cohidro’ em Lagarto, alusiva ao Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro. Terça, quarta e quinta-feira, respectivamente, no Campus Lagarto da Universidade Federal de Sergipe (UFS), no Colégio Estadual Professor Abelardo Romero Dantas (Cepard) e no Sindicato de Trabalhadores Rurais de Lagarto, houve palestras educativas, depoimento dos agricultores e exibição de alimentos orgânicos produzidos no Perímetro Irrigado Piauí. Além da entrega de cartilhas agroecológicas editadas pela Companhia Estatal e impressas em convênio com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

Evento organizado pela Diretoria de Irrigação (Dirir), da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), através das suas gerências de Desenvolvimento Agropecuário (Gedea) e do Perímetro Irrigado Piauí. Este último, polo agrícola administrado pela empresa em Lagarto, onde hoje 10 agricultores irrigantes estão convertidos e autorizados à produção de alimentos orgânicos. Pertencem a uma Organização de Controle Social (OCS), reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O objetivo principal da ‘Semana de Alimentação’, segundo o diretor-chefe da Dirir, João Quintiliano da Fonseca Neto foi o de divulgar o trabalho dos agricultores e a própria agricultura orgânica. “Se faz necessário procurar novos mercados aos agricultores que aderiram à produção sem o uso de agrotóxicos. E nada melhor que esses novos clientes estejam na cidade mais próxima ao nosso perímetro, que é Lagarto. Da mesma forma que na agricultura familiar, de pequeno porte, é bem mais aceitável o método de produção que se atente a produzir sem os riscos que os agroquímicos oferecem ao agricultor e à sua família, que quase sempre vive junto das lavouras,” defende.

Cartilhas educativas
Nessa visão de propor ao agricultor e aos técnicos agrícolas, de dentro e de fora dos seus perímetros irrigados, optarem por não correr os riscos que oferece o uso do agrotóxico no seu trabalho, é que a Cohidro editou a cartilha ‘Produtos Alternativos para o Controle de Pragas e Doenças na Agricultura’. Um trabalho elaborado pela engenheira agrônoma Sonia Maria Souza Loureiro há seis anos, e que em 2016 passou por uma revisão. Para a produção de 4.000 exemplares dessa segunda edição, a companhia contou com a parceria do MPT, que em uma de suas ações de fiscalização trabalhista, converteu o pagamento de multa na impressão gráfica do material educativo.

Quarta, no Cepard, o procurador do trabalho Manoel Adroaldo Bispo compareceu à ‘Semana da Alimentação’, para fazer a entrega oficial da publicação à Cohidro. “A importância para o MPT, é disseminar cada vez mais a consciência de que é possível produzir sem contaminar o ambiente. Então, essa cartilha vem em boa hora, porque contribuirá para que tenhamos produtos alimentares cada vez mais saudáveis”, considerou. Ele estabeleceu que 3.000 unidades seriam entregues à empresa e outras mil, serão destinadas à instituições de Sergipe que, da mesma forma, tem atuação junto aos agricultores familiares do estado.

Diretor-presidente da Cohidro, José Carlos Felizola, agradeceu o apoio dado pelo MPT à continuidade deste projeto que defende uma atividade agrícola mais compensatória e benéfica à saúde da população em geral. “Dou meus parabéns ao Dr. Adroaldo Bispo, que pela segunda vez estendeu a mão à empresa para viabilizar este projeto, e para Drª Sônia Loureiro, pela perspicácia em encontrar tempo de elaborar esse compêndio de informações muito importantes para quem planta. É algo inovador, combater pragas e doenças das plantas com substâncias que não prejudicam nossa saúde. Saem ganhando todos: o produtor, que não adoece e ainda lucra mais ao vender um produto diferenciado e o consumidor, que se alimenta sem correr riscos de contaminação por defensivos químicos”, justifica.

Palestras
O foco das palestras foram os estudantes das próprias instituições de ensino que gentilmente cederam espaço para realização do evento e também os agricultores e familiares, convidados a participar. O Técnico agrícola da Cohidro em Lagarto, Marcos Emílio Almeida, foi um dos organizadores e também palestrante nos três dias, falando da produção orgânica realizada no Perímetro Piauí. “O objetivo é favorecer o consumo desses alimentos orgânicos, que já vêm sendo produzidos aqui e criar uma condição de que esse grupo aumente, que traga mais pessoas envolvidas nesse processo de agricultura orgânica. Trazendo essa informação, a pessoa já vai comprar diretamente e valoriza o produto orgânico, porque é mais trabalhoso para você produzir”, disse ele.

Isaura Virginia Reis Menezes Valença é nutricionista formada no Campus Lagarto da UFS, atualmente fazendo pós-graduação com ênfase em Obesidade e Emagrecimento, mas também é aluna especial no curso de pós em Educação Física do Campus UFS de São Cristóvão. No dia do evento em sua universidade, ela proferiu palestra focada na bandeira da alimentação saudável. “A gente sabe que é fundamental alertar a população quanto aos hábitos alimentares saudáveis e principalmente ao consumo de alimentos orgânicos, visando evitar o aparecimento e a prevalência das doenças crônicas não transmissíveis”, analisou.

A nutricionista do Programa Mesa Brasil, do Serviço Social do Comércio (SESC) em Sergipe, Aline Rezende Alves, palestrou na “Semana da Alimentação”, na UFS e também no Cepard. “O objetivo da minha palestra foi falar o que é um alimento seguro, o que é uma alimentação de qualidade. Hoje, nós só temos um alimento seguro se esse alimento for orgânico, livre em agrotóxicos. Não tem como eu ter uma alimentação saudável, comendo frutas e verduras que sejam ricos nesses aditivos químicos. Precisamos também incentivar os nossos jovens, que eles fiquem no campo, mesmo que busquem cursos na cidade, voltem para o campo, produzam e consumam alimentos de forma saudável e consigam também, alimentar a sociedade”, esclareceu.

Outra organizadora do evento, Maria Terezinha Albuquerque, da Gedea, agradeceu ao Mesa Brasil do Sesc, pela indicação da palestrante. Da mesma forma ao Campus UFS de Lagarto, que indicou palestrante e cedeu o espaço ao evento, e a direção do Cepard, que também disponibilizou o espaço e mobilizou os alunos. “O evento foi um sucesso. As palestrantes Aline, do SESC e Izaura Valença, da UFS, foram excelentes na apresentação dos temas abordados, dando ênfase à importância de consumir produtos orgânicos. A metodologia aplicada foi de fácil compreensão, todos elogiaram. Excelentes profissionais e pessoa, parabéns. Esperamos poder contar com todo este apoio novamente. Obrigada!”.

Depoimento dado no evento
Delfino Batista, agricultor orgânico no perímetro irrigado, consolidado na OCS há mais de sete anos, fornece alimentos diretamente aos seus clientes nas feiras de Lagarto, na Cohidro e nas Feiras da Agricultura Familiar realizadas em Aracaju. Ele incentiva quem quer entrar no orgânico, avaliando que assim, a pequena propriedade rural tem mais chances de obter lucratividade. “Para mim foi a melhor coisa e não pretendo sair. A pessoa trabalhando direito, da certo, mas se trabalhou enganando, já viu, só bota uma vez. Mas graças a Deus, a Cohidro me deu grande apoio, até hoje. Se, não é eles, eu não estava aqui não. Eu sozinho, sem o apoio da Cohidro, eu não ia para frente de jeito nenhum. Vocês que são produtor e tem vontade de ficar no campo, trabalhar com o orgânico é a melhor coisa que vocês vão ter. Se você tiver vontade, querer, não é difícil não. Quando tiver começando, pode procurar um produtor que nem eu, que pode ajudar você. Podem me procurar”, se dispôs Delfino.

A aluna do 3º período no Cepard, Valesca Ferreira da Costa resumiu bem o que viu das palestras e depoimentos dados no dia em que o evento ocorreu em seu colégio. “Eu achei muito interessante, porque mostrou pra os jovens que o uso abusivo de agrotóxicos prejudica, não só a nossa saúde, mas a do nosso familiar também. E achei importante a palestra, que a nutricionista está dando sobre alimentação, que dá mais um desempenho, até nas atividades escolares”, considerou.

“Maravilhosa, especialmente, porque essa juventude é um disseminador de informação, essa juventude terá, uma vez esclarecida e consciente, de que o veneno mata, o veneno adoece. Ela ajudará muito seus pais, seus vizinhos, todos os seus familiares, no sentido de que há uma alternativa de produção saudável e não necessariamente o uso desse pacote tecnológico, que só interessa a indústria química, a indústria de adoecimento e mortes”, complementou o procurador Adroaldo Bispo, pelo que presenciou ao participar da ‘Semana da Alimentação’, no Cepard.

Governo beneficia 1.425 agricultores com ações de fomento à agricultura familiar

A distribuição de material forrageiro integra o programa de combate aos efeitos da estiagem / Foto: Marcelle Cristinne/ASN

Nesta segunda-feira, 22, o governo do Estado dá prosseguimento às ações de combate aos efeitos da seca e de fomento à agricultura familiar com a entrega de material forrageiro, assinatura de termo de adesão ao Garantia Safra e autorização de projetos produtivos no âmbito do Dom Távora. São 1.425 pessoas beneficiadas nos municípios de Gararu, Nossa Senhora da Glória e Carira, um investimento de R$ 1.772 milhão.

O governador Jackson Barreto visitará os três municípios e coordenará as ações. A assinatura de termo de adesão estadual ao programa Garantia Safra assegura contrapartida do aporte financeiro para a nova safra 2017/2018, que inicia em 1º de julho de 2017 e se encerra em 30 de junho de 2018. O aporte estadual corresponde a 12% do Fundo Garantia Safra, o municipal é de 6%, o agricultor participa com 2%. 80% correspondem ao aporte do governo Federal.

Nossa Senhora da Glória
Conhecida pela produção leiteira como importante atividade econômica, Nossa Senhora da Glória também adere ao programa Garantia Safra e recebe material forrageiro. Serão distribuídas 371,7 toneladas, que vão beneficiar a 421 produtores, somando R$ 278.358,97.

Em Glória, a recuperação da barragem do povoado Aningas também integra o conjunto de medidas de combate aos efeitos da seca. Foi feita uma limpeza, na qual se retirou a lama acumulada, além de proporcionar o aumento da capacidade de armazenamento de água. Após a obra, a capacidade máxima estimada passou a ser de 60 mil m³.

O produtor José Dilson Nunes da Mota disse que a ação do governo foi essencial para que os moradores continuassem com a criação de animais. “Esse crescimento da barragem ajudou demais a nós, que criamos gado. Várias pessoas vêm pegar água pra usar na criação de animais e se não fosse por ela, não teríamos como viver”, enfatizou.

De acordo com o engenheiro civil da Cohidro, Valdi Aragão, que atua na área de barragens, essa obra tem grande importância, não apenas para a coleta de água dos pequenos proprietários de terra e produtores, mas também na questão da redução de custos. “Essa região precisa ser abastecida de alguma forma. Sem a barragem precisaríamos disponibilizar a água em carros-pipa, o que resultaria em gastos maiores para assistir essas comunidades”, explicou.

Mesmo com o intenso período de seca que tem prejudicado sobretudo o povo sertanejo, o Governo do Estado não deixou de estudar possibilidades para auxiliar a vida de quem mora nas regiões mais atingidas. “Com essa seca, o Estado aproveitou para recuperar e ampliar várias barragens, o que não seria possível em outras épocas, pois esses reservatórios estariam sempre cheios, inviabilizando assim esse tipo de serviço”, relatou Valdi.

O trabalho do Estado é reconhecido pelo morador do povoado Aningas, Marcos Nunes da Mota. “A gente teve a felicidade de o governo ampliar a barragem, que é muito importante não só pra nossa comunidade, mas pra toda essa região. Tem gente de várias outros lugares circunvizinhos, e até mesmo da Bahia, que se abastece dela durante todo verão”, afirmou.

Edileuza Maria de Oliveira, que também é produtora local, reafirma a importância do reservatório. “Nós sofríamos demais sem ele. Essa água ajudou muita gente e, se não fosse isso, nossos animais teriam morrido de sede”, agradeceu.

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Fonte: Agência Sergipe de Notícias

Nota Ascom/Cohidro: Em Carira, a barragem do Povoado Mancinha também foi recuperada pelo mesmo programa do Aningas e já acumula boa água das últimas chuvas. Já em Gararu, é no Povoado Lagoa de Dentro que a atuação da Cohidro ampliou e limpou os sedimentos da barragem de uso comunitário da localidade.

Agricultores de Gararu fazem visita técnica à Cohidro em Canindé

A visita culminou nos pomares de Goiaba irrigada

Quinta-feira, 7, o Perímetro Irrigado Califórnia, administrado pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) em Canindé de São Francisco, recebeu a visita de um grupo de oito produtores rurais provenientes de Gararu, ambos municípios localizados no Alto Sertão Sergipano. Pensando em diversificar os tipos de culturas que já trabalham, eles queriam conhecer as principais plantas cultivadas nesse polo agrícola que utiliza tecnologia agrícola e métodos de irrigação adaptados à realidade do clima Semiárido.

A agricultura empregada nos perímetros irrigados da Cohidro serve de modelo para outras áreas agrícolas devido ao empenho de engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas que tem a função de coordenar e incentivar a aplicação de métodos aprimorados de produção, buscando fazer valer o investimento público de prover irrigação para mais de duas mil unidades de produção agrícola nos seis polos de irrigação da Empresa. Segundo o presidente da Cohidro, Mardoqueu Bodano, o auxílio dos especialistas vai dos cultivos escolhidos pelos agricultores até os campos experimentais propostos pela Companhia e parceiros.

“Nossos valorosos técnicos e engenheiros ajudam os agricultores irrigantes produzirem melhor aquilo que estão acostumados, ou o cultivo que está sendo mais lucrativo da época, como também estão aptos para orientar a produção nos campos experimentais. Está sendo assim em Lagarto (Perímetro Piauí) com a Pimenta-do-reino e foi com a Maçã, Pera e Caqui, através de convênio com a Embrapa, mesma parceria que vai introduzir, em breve, a Uva no Califórnia. E não podemos esquecer do Programa Balde Cheio (originado na Embrapa São Carlos-SP) de produção leiteira, introduzido com sucesso no Perímetro Jabiberi (Tobias Barreto)”, relacionou o presidente Mardoqueu.

Perímetro Califórnia

No Perímetro Califórnia, foram duas das suas particularidades as mais observadas pelos visitantes: a experiência dos produtores irrigantes com a fruticultura, em destaque a goiaba e as técnicas por eles usadas para conviver com a aridez do clima do Alto Sertão Sergipano, ao qual compreende, igualmente, Gararu. Josias José dos Santos é presidente da Associação de Produtores Rurais de Gararu e um dos produtores que estiveram em Canindé para observar a agricultura assistida pela Cohidro.

“Como a gente já produz, têm irrigação direto do rio ou de cisterna, estamos entrevistando os agricultores, sobre as plantas que cultivam, espaçamento e tipo de adubação. Vamos tentar transferir isso daqui para nós. Eu já vi e gostei da goiaba, estamos tirando foto, catalogando as técnicas usadas. Lá temos condição de produzir, mas não conhecemos. Vamos também levar contatos sobre fornecedores de mudas e usar lá”, relatou Josias José.

Segundo Josias, eles pretendem repassar tudo que viram para os demais produtores das três localidades que enviaram representantes: povoados Monte Santo, João Pereira e Assentamento Nova Esperança. “Cada um vai ser um agente multiplicador, nossa intenção é isso”. Ele e os outros sete agricultores visitantes fornecem alimentos para Prefeitura Municipal através do Penae (Programa Nacional de Alimentação Escolar). “Todos nós somos cadastrados no fornecimento para a merenda escolar e por isso viemos aqui na intenção de diversificar a produção, procurar outras culturas”, acrescentou o produtor do Monte Santo.

O gerente do Califórnia, Edmilson Cordeiro foi quem recepcionou os agricultores e os orientou em toda visita, acompanhado de perto pelos técnicos agrícolas, também da Cohidro, Antônio Roberto Ramos (Beto) e Joaquim Ribeiro dos Santos. “Considero como um intercâmbio técnico, é bom a gente mostrar o nosso trabalho para esses agricultores que estão interessados em diversificar os plantios, procurando fazer uma agricultura agroecologia e sustentável, aproveitando a água que está bem próximo dos seus lotes”, expôs o chefe do Perímetro que, como em Gararu, utilizada do Rio São Francisco para irrigação.

“Mostramos para eles desde o histórico do Califórnia, como está hoje, todos os dados técnicos de plantio, a produção e toda infraestrutura do Perímetro. Mostramos a importância econômica do Perímetro Califórnia para o município de Canindé. Depois fizemos a visita ao lote de José Bispo do Nascimento (Zé Branco), produtor de goiaba que é referência aqui. Ainda fomos até a EB-100 (Estação de Bombeamento), onde eu expliquei todo o sistema, como funciona desde a captação até a pressurização nos lotes”, complementou Edmilson, relatando como foi toda a visita que guiou.

Agricultura Familiar e Orgânica

Cleovan de Freitas é o Secretário Municipal de Agricultura de Gararu e estava também na visita ao Califórnia. Ele agradeceu a forma como foi recebido em Canindé. “A gente queria, de início, ressaltar o apoio que teve aqui ao chegar. A equipe da Cohidro atendeu a gente muito bem. A atenção do produtor, Zé Branco, foi muito boa, que atendeu as perguntas que a gente fez sobre adubação, mudas e poda da goiaba”, avaliou. Ele disse ainda que esses agricultores, além de fornecer para a merenda escolar, participam da Feira da Agricultura Familiar da Cidade, conduzida em parceria com a Seidh (Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão, Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos).

Feirante assídua na Feira da Agricultura Familiar é a agricultura Neusa Soares Poderoso Santos. Ela também atravessa o São Francisco para levar, os alimentos que produz com o Marido no Povoado João Pereira, em mais duas feiras no Estado de Alagoas e ainda fornece para o Penae. Mesmo com sua rotina corrida na lavoura, vendas e ainda cuidar da família, arranjou tempo de participar da visita ao Califórnia. Do que viu, chamou mais atenção a goiaba, embora também quisesse saber mais da Agricultura Orgânica praticada no Perímetro de Canindé.

“Eu Planto quiabo, melancia, milho, coentro, alface e pimentão, que forneço para a merenda escolar e trabalho na feira livre também, uma em Gararu, uma em Traipu (AL) e uma em Giral (do Ponciano-AL). Há 15 anos na luta, trabalhando no campo, consigo sustentar a família e boto o filho ainda na faculdade, um está formado e o outro está formando e tudo isso é fruto da agricultura”. Embora estudem, Ela diz que todos em casa têm que ajudar. “Eu só boto funcionário quando eu vou colher, mas para produzir e trabalhar somos nós quatro, é só a gente mesmo”, relatou Neusa.

Embora a Agricultora não tenha certificação, trabalha coma produção orgânica baseada na confiança que seus produtos conquistaram e já tem freguesia certa. “Procuram muitos produtos orgânicos, eles gostam muito. – Olha o pessoal que não usa veneno! Aí todo mundo chega para cá. É tudo na confiança. É você ver a qualidade né? Há anos a gente trabalha e dizem: – Ah, eu comprei seu Coentro e não apodreceu na geladeira, comprei na outra banquinha e apodreceu. São mais duradouros, mas é difícil de plantar, a gente perde muito”, justifica Neuza Soares, o motivo dos Agroecológicos custarem mais nas feiras livres.

CONVITE: Cohidro promove palestras agroecológicas em Canindé

Agricutura orgânica e familiar no Califórnia

Amanhã, 16, no escritório da Cohidro em Canindé de São Francisco, sede do Perímetro Irrigado Califórnia, ocorrerá um ciclo de palestras direcionadas à comunidade de agricultores e com foco na agricultura orgânica. Um dos palestrantes será o Diego Campana Loureiro, do curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Complementando, palestra o Técnico Agrícola da Companha de Irrigação, Tito Reis. O evento começa a partir das 9h da manhã.

O professor da UFS vai desenvolver o tema “O papel da agroecologia no atual cenário de aquecimento global e desertificação no Seminário Sergipano” em sua palestra. Diego Loureiro vai abordar às técnicas de compostagem e vermicompostagem para produção de adubos orgânicos e sobre como proceder para a criação de um Sistema Agroflorestal Agropecuário (SAP).

Já o Técnico da Cohidro vai abordar a “Agroecologia no contexto Cohidro”. Tito Reis é o técnico da Empresa que incentivou a criação da Associação Sergipana de Orgânicos (Bio5) e tem acompanhado de perto o desenvolvimento da nova Entidade, onde está acontecendo um processo de conversão de métodos de produção e seus membros têm abandonado as formas convencionais de cultivo – usando agroquímicos – para a adoção da agricultura orgânica, alguns deles já cadastrados no Ministério da Agricultura e autorizados à venda direta desses produtos com esta definição.

Serviço
O que: Palestra sobre a agroecologia no Sertão Sergipano
Onde: Escritório da Cohidro em Canindé – Sede do Perímetro Califórnia
Quando: quinta-feira, 16, a partir das 9h.

Última atualização: 24 de outubro de 2017 08:44.

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