Cohidro é homenageada pelo Crea-SE em sua última plenária do ano

Diretor João Fonseca representou a empresa ao receber o prêmio do Crea-SE – Foto Fernando Augusto (Ascom/Cohidro)

Na ‘Sessão Plenária Solene 2018’ do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SE), nesta sexta-feira (21) à noite, a Cohidro recebeu uma placa honorífica da entidade ‘pela parceria de sucesso e pelos relevantes serviços prestados à Engenharia e à Agronomia no estado de Sergipe e ao sistema Confea/Crea’. Recebeu a homenagem o diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola da empresa, João Quintiliano da Fonseca Neto, no evento que homenageou nomes de destaque na atuação profissional na iniciativa pública, privada e também da pesquisa, diplomado ainda os conselheiros da instituição.Na ‘Sessão Plenária Solene 2018’ do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SE), nesta sexta-feira (21) à noite, a Cohidro recebeu uma placa honorífica da entidade ‘pela parceria de sucesso e pelos relevantes serviços prestados à Engenharia e à Agronomia no estado de Sergipe e ao sistema Confea/Crea’. Representou a empresa o diretor de Irrigação e Desenvolvimento Agrícola, João Quintiliano da Fonseca Neto, no evento que homenageou nomes de destaque na atuação profissional na iniciativa pública, privada e também da pesquisa, diplomado ainda os conselheiros da instituição.

“A Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) foi criada em 13 de abril de 1983. Tem por finalidade a execução das políticas públicas de recursos hídricos e irrigação do Estado, como o aproveitamento múltiplo da água, saneamento básico para comunidades rurais, estudos, pesquisas, ações de desenvolvimento social e econômico. É uma empresa pública de maior atuação em irrigação e captação de águas subterrâneas no estado, tendo perfurado mais de 3.860 poços tubulares e disponibilizando infraestrutura que tornam irrigáveis 11.516 hectares de terra agricultável, beneficiando continuamente mais de 66 mil pessoas no campo”, narrava o mestre de cerimônias Lyderwan Santos.

Por ter em seu quadro de funcionários engenheiros agrônomos, civis, mecânicos, eletricistas, florestais e de segurança no trabalho – o próprio presidente do Crea-SE, Arício Resende Silva, é um deles – a cooperação entre Cohidro é a entidade é mútua. Desde a construção de seus perímetros de irrigação, em que hoje trabalha em obras de recuperação da infraestrutura civil; do mesmo modo atuando a todo tempo na implantação e manutenção de sistemas de abastecimento de água, cisternas e barragens, além do fato de desenvolver as práticas agronômicas nos lotes irrigados pela empresa, onde também dá assistência técnica agrícola, as áreas representadas pela entidade estão inseridas em todas as atividades fins da estatal.

Homenagens também foram feitas ao DER, Condise, Emdagro e ao agrônomos e ex-secretários de estado da Agricultura Edmilson Machado, Paulo Viana e Manoel Hora (foto) este último foi diretor também da Cohidro; dentre outros engenheiros e empresas de atuação pública ou privada. Pelos serviços prestados no conselho do Crea-SE, foi diplomado o engenheiro mecânico Caio Santana Silva, também da Cohidro. Representando a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe (Aease), o presidente Fernando Andrade (foto), também dos quadros da companhia estadual, participou do evento.

Paulo Feitosa é a personalidade agronômica em destaque

Engenheiro Agrônomo Paulo Feitosa da Cohidro (Foto: Ascom/Cohidro)

Antônio Paulo Feitosa, natural de Palmeira dos Índios – AL, casado com Elenilda Oliveira Feitosa, tem três filhos: André, Rodrigues e Henrique. Engenheiro Agrônomo, formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco no período de 1971 a 1974, pós-graduado em diversas áreas, entre elas destaca-se a especialização em Engenharia de Irrigação e Drenagem ministrado pela Universidade Federal da Paraíba, Campina Grande-PB, no período de fevereiro a dezembro de 1983.

Chegando à Sergipe, iniciou suas atividades profissionais em 01/04/1975, na Associação Nordestina de Crédito e Extensão Rural de Sergipe – ANCAR-SE, atuando como extensionista local na  COOPERGLORIA, em Nossa Senhora da Glória, até dezembro do mesmo ano. Promovido à Coordenador Regional, passou a exercer a nova função na cidade de Propriá, com as atividades voltadas para assessoramento aos técnicos locais, abrangendo oito escritórios e cinco cooperativas de pequenos agricultores, quais sejam: CAMURUPIM, COOBASF, ESPERANÇA, JARDINS E COOPERGLORIA, como analista de projetos agropecuários, entre outras ações inerentes à extensão rural.

Como segunda promoção, passou a exercer a função de Coordenador da Região Administrativa Norte, com sede em Propriá, com as atividades focadas no gerenciamento de programas e projetos, abrangendo os segmentos agropecuários, áreas irrigadas no Baixo São Francisco (CODEVASF), programas de desenvolvimento social rural e saúde animal, com atuação em 20 municípios.

Em 1980, promovido mais uma vez, passou a exercer funções de Assessor Técnico Estadual de Agricultura Irrigada, com sede em Aracaju; Assessor Técnico Estadual de Conservação de Solo; Assessor Técnico Estadual de Irrigação e Drenagem, tendo participado da implantação dos Programas PROVARZEAS e PROINE estadual na então Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Sergipe – EMATER-SE.

Matéria publicada na edição nº05, da Revista Aease (Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe)

Em janeiro de 1991, designado pelo governo do estado de Sergipe, integrou o Grupo de Estudo e Projeto – GEP, na condição de analista de estudos e projetos de irrigação pública, nas fases de análise de pré-viabilidade, viabilidade e projeto básico, com a consequente elaboração de pareceres técnicos, num total de 10 projetos, anteriormente sob a responsabilidade da CODEVASF. Posteriormente os referidos projetos foram assumidos pelo governo do Estado, a partir de fevereiro de 1991. Dentre os projetos, destacam-se: Jacarecica II, com 820 ha irrigáveis; Jacaré-Curituba, com 3.250 ha irrigáveis e o Distrito de Irrigação Platô de Neópolis, para empresários agrícolas na exploração de fruticultura irrigada, com 7.063 ha, entre outros.

A partir de 1995 iniciou suas atividades na Companhia de Irrigação e Recursos Hídricos de Sergipe – COHIDRO, desenvolvendo trabalhos de assessoramento técnico aos sistemas hidráulicos dos perímetros irrigados do Estado, ações de monitoramento das barragens concernentes aos seus balanços hídricos. Posteriormente, representando a COHIDRO, assumiu o gerenciamento dos contratos dos concessionários no Distrito de Irrigação Platô de Neópolis, com atribuições voltadas para fiscalização, acompanhamento do desenvolvimento hidroagrícola dos lotes, num total de 40 contratos, além de prestar assessoramento técnico junto à Diretoria de Irrigação, desde 2010.

Ainda como atividades extra COHIDRO, destacam-se: membro efetivo do Comitê das Bacias Hidrográficas dos rios Sergipe, Japaratuba e Piauí; Membro suplente da Comissão Estadual de Recursos Hídricos do Estado de Sergipe e Conselheiro do CREA por duas gestões, onde ocupou o cargo de vice-presidente por dois anos.

Atualmente vem desenvolvendo atividades junto a Secretaria de Estado de Infraestrutura, onde exerce a função de Coordenador Técnico dos trabalhos inerentes a elaboração do projeto básico e executivo de engenharia do Perímetro Irrigável Manoel Dionísio, no município de Canindé do São Francisco, realizado pela empresa PROJETEC e atuando também como analista dos segmentos agronômico e irrigação e como fiscal no desenvolvimento das ações de campo.

 

Fórum estadual de secretários municipais de agricultura debate sobre desafios e políticas públicas para o campo sergipano

Fotos: Ascom/Emdagro

Com o objetivo de articular e fortalecer as políticas públicas estaduais e municipais voltadas para o campo, aconteceu nesta quinta-feira, 26, o Fórum Estadual de Secretários Municipais da Agricultura. O evento foi realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) em parceria com suas empresas vinculadas: Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro) e Empresa de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro). Esta última sediou o evento durante toda a manhã.

Nos últimos dois anos a Seagri vem apoiando e participando da realização de fóruns regionais da Agricultura, por territórios sergipanos, mas essa é a primeira vez, em Sergipe, que se realiza um encontro estadual com secretários municipais da Agricultura. Com o início da gestão em vários municípios, a secretaria sentiu a necessidade de passar para os novos gestores informações sobre os programas e projetos realizados pelo Estado por meio da Seagri e de suas empresas de assistência técnica e recursos hídricos.

Fotos: Ascom/Emdagro

Das 74 cidades do interior sergipano, 37 enviaram titulares da pasta, outras estiveram representadas por assessores ou técnicos. “Essa é uma representação significativa, visto que muitos municípios, com os prefeitos recém-empossados, ainda não nomearam seus secretários e outros sequer têm uma secretaria específica para agricultura e pesca”, disse o secretário de Estado, Esmeraldo Leal dos Santos.

“Estamos dando o peso ou o valor que a agricultura merece, pois grande parte da riqueza gerada em nosso estado vem da agropecuária. Um setor que sustenta a economia de muitos municípios sergipanos e regiões, a exemplo das cidades que vivem da produção do arroz no Baixo São Francisco, do milho e do leite no Alto-Sertão, da laranja e outros citros no Sul sergipano, este inclusive é o principal produto de exportação na balança comercial do estado. Ou seja, temos uma agropecuária forte e que merece respeito”, assegurou Esmeraldo. Ele garantiu ainda que o encontro serve também para demonstrar este potencial, melhorar a autoestima dos gestores municipais e compartilhar responsabilidades.

O grande potencial da agropecuária foi enfatizado também pelo presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Sergipe (AEASE), Fernando Andrade. Segundo ele “a agricultura é responsável por 33% do PIB nacional e 40% de todos os empregos gerados no país e em Sergipe não é diferente. A agricultura é uma atividade estratégica porque não só gera divisas e renda, emprego, mas acima de tudo fixa o produtor no campo produzindo para a população das cidades. Afinal, o que seria das cidades sem o produtor do campo?” Andrade acrescenta que o fórum serve para tirar lições, uma delas é fazer planejamento das ações para minimizar os problemas.

Desafios
Os desafios mais comuns apresentados pelos secretários municipais estão voltados para a falta de orçamento para agricultura e o longo período de seca que passa o estado e seus desdobramentos. “Todos os esforços do Estado e dos municípios parecem ser insuficientes diante da crise hídrica, 90% das ligações que recebo é pedindo água, disse o secretário Dejalci, de Nossa Senhora da Glória. Muitos demonstraram preocupação e até impotência diante dos problemas. “Visitei um assentamento no último domingo e vi sete vaquinhas morrendo de fome e o produtor desesperado sem saber o que fazer”, relatou o secretário José Brito da cidade de Gararu demonstrando o cenário de dificuldade. Outros temas que desafiam as gestões municipais estão voltados para a praga da mosca negra, o fortalecimento da cadeia produtiva da pesca e contratação de concurso público para as empresas estatais de assistência ao campo.

Ações do Estado
O secretário Esmeraldo Leal relacionou mais de vinte ações que atualmente estão sendo levadas ao campo pelo Governo do Estado, por meio da Seagri, Emdagro e Cohidro. Ações que minimizam os efeitos da seca como perfuração de poços, limpeza de barragens, modernização dos perímetros, Garantia Safra; ações de desenvolvimento como regularização fundiária, acesso à terra, assistência técnica, defesa animal e vegetal, investimentos em atividades produtivas ou negócios rurais pelo Projeto Dom Távora, distribuição de sementes e mecanização agrícola, entre outros. “Temos todas estas ações e estamos empenhados em buscar mais. O próprio governador Jackson Barreto tem ido ao Governo Federal pleitear mais recursos para abastecimento e alimentação animal porque sabe da realidade, disse.

“Devemos aprofunda as relações e manter um diálogo permanente entre o Estado e os municípios para encontrarmos saídas conjuntas” acrescentou Esmeraldo. Para isso ele colocou à disposição dos gestores municipais uma relação com nomes e contatos dos principais setores, programas e projetos da secretaria e das empresas estatais.

Emdagro

Fotos: Ascom/Emdagro

O presidente da Emdagro, Jefferson Feitosa, destacou o quanto é importante e estratégica a ação do órgão para o setor agropecuário sergipano. A empresa pública atua há 55 anos nas áreas de assistência técnica, extensão rural, pesquisa, defesa agropecuária e ações fundiárias. São 130 mil agricultores familiares assistidos em uma estrutura espalhada polo interior com 34 escritórios municipais, 4 regionais, 3 unidades móveis de fiscalização, 2 Parques de Exposição, 2 Centros de Formação e Tecnologia, 2 Estações Experimentais, 1 Laboratório de Zoosanidade Animal, 1 Laboratório de classificação de produtos de origem vegetal e 1 Campo de produção de mudas.

“A Emdagro carrega com orgulho conquistas como a certificação estadual com área livre de febre aftosa, certificação Internacional de livre de Peste Suína Clássica sem vacinação”, disse Jeferson, acrescentando que, além disso, a empresa dá um importante suporte no desenvolvimento do programa de governo Mão Amiga, sob a coordenação da Secretaria de Estado da Inclusão e do Desenvolvimento Social, e do Projeto Dom Távora, sob a coordenação da Seagri.

Na oportunidade, Jefferson se comprometeu em visitar todas as secretarias municipais de agricultura, juntamente com a equipe dos escritórios locais dos respectivos municípios, a fim de traçarem com os gestores das pastas as estratégias necessárias para o desenvolvimento da agricultura local.

Cohidro

Fotos: Ascom/Emdagro

“Muitos conhecem a Cohidro apenas como empresa de perfuração de poços artesianos, mas essa é apenas uma das atividades importantes que vem desenvolvendo ao longo dos 35 anos de existência e serviços prestados ao estado. O órgão administra seis perímetros irrigados. Mesmo nesse momento de seca é responsável por manter Sergipe com uma das cestas básicas mais baratas do Nordeste por conta do trabalho subsidiado aos pequenos e médios produtores rurais fornecendo água dos perímetros para os agricultores de forma sustentável”, expressou o presidente da Cohidro, José Carlos Felizola Soares Filho.

Felizola exemplificou que a maior parte da produção do Perímetro Irrigado Califórnia, de Canindé de São Francisco, vai para a Ceasa da Salvador-BA. Outros polos irrigados da Cohidro, como os situados em Itabaiana e Lagarto, abastecem diversas feiras nos municípios e mercados nas capitais baiana e sergipana.

“Trabalhamos com tudo que diz respeito aos recursos hídricos em Sergipe. A maioria das obras em barragens, nos últimos 10 anos, foram feitas com a supervisão da Cohidro, parcerias com os municípios para limpeza e recuperação de açudes e barragens que servem, principalmente, para a dessedentação animal. Ontem mesmo estávamos na Barra da Onça (Poço Redondo), onde serão construídas três barragens de terra, por solicitação do governador Jackson Barreto, a partir de recursos do próprio Estado. Estamos conseguindo também, via Ministérios da Integração Nacional e do Desenvolvimento Agrário, R$ 20 milhões para ampliar ainda mais as ações de limpeza de tanques, construção de cisternas. Enfim, são muitos os desafios que temos pela frente no sentido de execução de benefícios para a população do campo”, expôs o presidente da Cohidro.

Avaliação
O secretário da Agricultura de Glória, Dijalci Aragão disse que o fórum foi positivo. “Está de parabéns o secretário Esmeraldo Leal, por essa iniciativa de reunir secretários novos e os que vêm da gestão anterior em um momento tão difícil para os municípios. Esse é um momento de fortalecimento uma união dos secretários. Sabemos das limitações, mas ninguém se furtou frente aos desafios, pelo contrário, estamos somando forças para vencer as dificuldades para fazer com que o homem do campo possa vencer a crise e a economia volte a fluir”.

Josefa Menezes de Carvalho, secretária de Agricultura de Malhador disse que “foi enriquecedor para todos. Importante para perceber que estamos passando pelo mesmo dilema. Trouxemos muito nossos dilemas e pudemos discutir com oportunidade de ouvir e falar”.

“Gostei da qualidade dos gestores que os prefeitos escolheram, conheço muitos secretários e fiquei entusiasmado com a qualidade técnica e política, digo assim porque as vezem são bons técnicos, mas desarticulados com as ações estaduais e federais. Vi uma vontade muito grande de construir esse momento de articulação que chamamos de fórum estadual, saio otimista, tendo a certeza de que teremos um bom grupo de gestores públicos para melhorar o potencial do estado”, avaliou Esmeraldo Leal.

Participaram ainda os prefeitos Aroaldo Chagas (Negão) de Carira, Manoel Oliveira de Itabi, Major Queiroz da Defesa Civil e Manoel Mendonça da Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário.

Fonte: Ascom/Seagri

Dia do agrônomo foi comemorado com palestra de Carlos Britto

Dia do Agrônomo

Agrônomos foram homenageados nesta terça-feira, 13 de outubro, pela Associação de Engenheiros Agrônomos de Sergipe (AEASE) em solenidade que contou com a participação do Secretário de Estado da Agricultura, Esmeraldo Leal dos Santos, representando o Governo Estadual. A solenidade contou com palestra do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres de Britto com o tema “A ética como indutora no combate à corrupção e para o desenvolvimento do Brasil”; seguida da entrega do título de agrônomo do ano ao Engenheiro Luiz Mário Santos.

O Presidente da AEASE, Naum Araújo, disse que o evento tinha o objetivo de comemorar o dia do Engenheiro Agrônomo, 12 de outubro, trazendo um debate fluente e promovendo a celebração entre os profissionais da categoria, parentes e amigos. “Nossa expectativa é de que possamos sair deste encontro congregados e valorizados com a palestra do ministro Carlos Britto e do título de agrônomo 2015 para o Engenheiro Luiz Mário que ao longo dos seus 45 anos de profissão se destacou como pesquisador na área da fruticultura.”

O Secretário Esmeraldo Leal destacou a AEASE como importante parceiro do Estado no debate e proposição de questões voltadas para a agropecuária sergipana. “É como muita alegria que venho trazendo o abraço do governador em exercício Belivaldo Chagas e do governador Jackson Barreto para esta categoria que tanto tem contribuído para o desenvolvimento do estado”.

Ele destacou também que os números positivos na agropecuária sergipana se dá, também, com o trabalho do agrônomo. “Apesar de sermos um estado pequeno, nos orgulha ver que nossa produção e produtividade se destacam em relação a outros estados do Brasil, a exemplo do milho, do arroz, do leite e da laranja. Devo concordar com a música que diz que Deus é sergipano, porque temos aqui todas as condições favoráveis: homens e mulheres que trabalham com muito gosto no campo, um clima ameno em relação a outros do nordeste, uma terra fértil e, além de tudo isso, temos a força e a qualidade profissional e tecnológica dos agrônomos que em muito contribuem para o desenvolvimento de nosso estado. Essa soma de esforços entre os homens e mulheres trabalhadores rurais e o profissionais da agronomia muito nos orgulha, parabéns a todos”, concluiu o secretário.

Palestra com Carlos Britto

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, disse que o Brasil atravessa um período muito difícil e conturbado com uma crise simultaneamente ética, econômica e política. Ele traçou uma retrospectiva histórica para explicar que sofremos consequências da forma que foi feita a colonização Brasileira e comparou o processo de colonização brasileiro com o norte-americano para sustentar as raízes da histórica crise ética brasileira. “Permito-me dizer que os nossos males começam desde a colonização. Nosso processo de ocupação do solo brasileiro não foi virtuoso como o norte-americano. Lá a sociedade chegou antes do Estado, aqui o contrário, o que teve consequências até hoje”.

O ministro conta que tivemos um início de república conturbada. Logo no início até 1930 tivemos uma republica dos coronéis, com aqueles maus costumes da colônia de grandes propriedades rurais, eleição à bico de pena, influência econômica no processo eleitora, entre outros. Logo veio o período Vargas e a tentativa de permanência no poder. A constituição democrática de 1945, mas que era mais no papel do que de fato.

Carlos Britto passou a elogiar o Brasil com a chegada da Constituição de 1988 “que nos últimos anos vem turbinando a cidadania e fortalecendo as instituições”. “O país conseguiu uma Constituição essencialmente democrática, que investiu na sua própria força normativa para resolver coisas importantes, sem mediador”. Ele explicou que à luz dessa Constituição o Poder Legislativo produziu leis exemplares como a Lei da Ficha Limpa, A Lei Anti Corrupção Eleitoral, Lei Maria da Penha, Lei de Acesso à Informação, entre outras. Também à luz dessa Constituição o STF vem tomando medidas saneadoras dos novos costumes e afirmando princípios como o da publicidade, moralidade e impessoalidade.

Ao falar sobre ética Ayres citou o Bispo emérito Dom Pedro Casaldáliga quando disse: “Ética é ter vergonha na cara e amor no coração”. É imprescindível o respeito pelo cidadão, pelo erário, pelas leis, evitar nepotismo e patrimonialismo?. Ele cita ainda a frase do ex-presidente norte-americano Thomas Jefferson: “a arte de governar consiste exclusivamente na arte de ser honesto”. O ministro levou o público a refletir que a moralidade, a honestidade e a ética depende de uma decisão de dentro para fora do indivíduo, e concluiu este ponto dizendo “inteligente é ser honesto”.

Ayres conclui a palestra dizendo que o país reúne condições de superação de suas dificuldades. O maior aspecto, segundo ele, é que temos uma Constituição primorosa que começa a produzir efeitos e a se incorporar no nosso cotidiano “Uma Constituição que nos lega à democracia que é o valor dos valores, o princípio dos princípios”. Outra condição é a criatividade. Ele aconselha dizendo precisamos agora é ser mais propositivos frente aos desafios, e cita o exemplo da Espanha em relação à crise de desemprego. “Lá eles resolveram abrir micro-crédito para a população montar seu próprio negócio. Acredito que sem abrir mão da honestidade, praticando o rigor da penalização podemos usar da nossa criatividade para superar as dificuldades. Esse é o quadro que queria traçar para vocês”, finaliza.

A programação da AEASE seguiu entregando os títulos de engenheiro do ano 2015 ao agrônomo Luiz Mário Santos da Silva, seguido de coquitel. Participaram ainda da programação o reitor da Universidade Federal de Sergipe, Angelo Roberto Antoniolli, o diretor-presidente da Cohidro Mardoqueu Bodano, o Chefe Geral da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Manoel Moacir, e o representante do Confea, João Bosco Lima.

Última atualização: 18 de outubro de 2017 11:16.