Construção da Adutora do Leite teve 1º sessão pública de licitação realizada pelo Governo do Estado

Estimativa é investir R$ 618,2 milhões para beneficiar aproximadamente 23 mil famílias que vivem da pecuária e da agroindústria no alto sertão
Foto: Vieira Neto/Ascom Seagri

Melhorar o acesso à água para a atividade agropecuária é a grande demanda da população, predominantemente rural, da região que mais produz leite no estado. Atendendo a isso, o Governo do Estado está na fase licitatória para a construção da Adutora do Leite. Na manhã desta terça-feira,10, no auditório da Secretaria de Estado da Administração (Sead), em Aracaju, ocorreu a 1º sessão da Concorrência Presencial 02/2025, para a elaboração de projeto executivo e execução das obras do Sistema de Adução do Alto Sertão Sergipano.  

O secretário de Estado da Agricultura,  Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca Ramos da Silva, destacou que a licitação pública é uma das etapas essenciais para a qualidade da obra. “Estamos falando de uma intervenção grande, com todos os cuidados que uma obra desse porte requer da engenharia e dos cuidados com o meio ambiente, por esses motivos estamos trabalhando com total transparência e compromisso técnico desde a elaboração do projeto até a execução da obra”, ressaltou.

Nesta etapa, a Comissão Mista de Licitação recebe as propostas, do tipo técnica e preço, das empresas participantes e ocorre a abertura dos envelopes, etapa registrada em ata assinada pelas partes e registrada em meio audiovisual, conforme determina a Lei Federal 14.133/2021.

O  Consórcio Heca-Camel – Obras Hídricas, participou do processo licitatório e, em levantamento prévio da comissão, o número de volumes dos documentos que compõem a proposta apresentada pelas empresas atenderam aos requisitos exigidos no edital da licitação, lançado em 11 de dezembro de 2025. A comissão fará uma análise aprofundada da documentação de habilitação. Concluído este processo, será agendada previamente uma data para o anúncio da divulgação do resultado do trabalho. 

Secretário Especial de Gestão das Contratações (Seclog), Walter Pereira Lima é o coordenador-geral do empreendimento público. Segundo ele, sua atuação é na articulação técnica, administrativa e institucional necessária para assegurar o planejamento da execução da obra. Já a comissão de licitação é composta por membros da Seclog; da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e da sua empresa vinculada, a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse).

“A Adutora do Leite é um projeto estratégico do Governo do Estado, idealizado e priorizado pelo governador Fábio Mitidieri, com foco no fortalecimento da segurança hídrica, no desenvolvimento do alto sertão sergipano e no apoio direto à produção agropecuária e aos perímetros irrigados”, destaca Walter Pereira Lima.

A partir de Canindé de São Francisco, a estrutura da adutora do leite se estenderá por 123 km, atendendo no caminho comunidades rurais de Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre de Sergipe — e outros municípios do alto sertão sergipano — até chegar em Nossa Senhora da Glória. Essa é uma parcela do estado em que pecuaristas, hoje, têm dificuldade de acesso à água para manter os criatórios, por volta de 265 mil animais, com 180 mil somente bovinos.

De acordo com levantamento, cerca 23 mil famílias serão beneficiadas no alto sertão com a obra cujo investimento estimado é de R$ 618,2 milhões. Além da tubulação, a licitação contempla o projeto de adequação da Estação Elevatória de Água Bruta (EEAB-100), a construção de outras quatro EEABs, 22 reservatórios, 21 pontos de distribuição projetados e a recuperação para melhorias no Perímetro Irrigado Califórnia, também mantido pelo Governo do Estado em Canindé. 

Primeiros passos
Assinada pelo governador Fábio Mitidieri, em 21 de setembro de 2024, a ordem de serviço autorizou a Coderse e a empresa terceirizada Encibra Engenharia a realizarem os estudos e projetos da viabilidade técnica, dos materiais e métodos para a construção da Adutora do Leite, projeto que ficou pronto em paralelo à etapa de elaboração do processo licitatório da execução da obra, que resultou no edital lançado em dezembro de 2025.

“Com investimento estimado em mais de R$ 600 milhões, trata-se de uma obra estruturante, que reafirma o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento regional sustentável, a eficiência da gestão pública e a melhoria da qualidade de vida da população sergipana”, concluiu o secretário Walter Pereira Lima.

Governo de Sergipe se reúne com ministro da Casa Civil para inclusão da Adutora do Leite e da segunda ponte Aracaju–Barra no Novo PAC

Projetos são considerados essenciais ao desenvolvimento econômico, à integração territorial e à melhoria da qualidade de vida da população sergipana
Encontro visou articulação institucional para viabilizar investimentos estruturantes nas áreas rodoviária, hídrica e logística em Sergipe / Fotos: Wilson Mendes/Ascom Serese

O Governo de Sergipe apresentou, nesta segunda-feira, 9, duas obras consideradas estratégicas para o desenvolvimento do estado durante reunião na Casa Civil da Presidência da República, em Brasília. O governador Fábio Mitidieri, acompanhado do senador Alessandro Vieira, foi recebido pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, para defender a inclusão da Adutora do Leite e da segunda ponte Aracaju–Barra dos Coqueiros no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O encontro teve como foco a articulação institucional para viabilizar investimentos estruturantes nas áreas rodoviária, hídrica e logística. Segundo o governador, a agenda integra um esforço contínuo de articulação federativa para assegurar a execução de projetos considerados essenciais ao desenvolvimento econômico, à integração territorial e à melhoria da qualidade de vida da população sergipana.

“Um dia muito importante, trazendo duas pautas fundamentais para Sergipe: a Adutora do Leite e a nova ponte Aracaju–Barra, com todo o seu complexo viário. Nosso pleito foi a inclusão dessas duas obras no PAC do Governo Federal. Fomos muito bem recebidos pelo ministro Rui, que gostou das iniciativas, e acreditamos que já no mês de março teremos boas novas para o nosso estado”, afirmou Fábio Mitidieri.

Ainda de acordo com o chefe do Executivo estadual, a expectativa é que os projetos avancem rapidamente. “Se Deus quiser, Sergipe vai receber dois grandes presentes no mês de março, com a presença do presidente Lula no nosso estado”, completou.

O senador Alessandro Vieira reforçou o otimismo quanto ao andamento das propostas. “A expectativa é receber em Sergipe o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, já para o anúncio da resposta do Governo Federal. Os projetos estão bem estruturados, foram preparados pela equipe técnica do Governo do Estado, e a receptividade foi muito positiva. A expectativa é que o povo de Sergipe receba uma grande notícia já no mês de março”, destacou.

Adutora do Leite 
A Adutora do Leite é um empreendimento voltado à segurança hídrica do alto sertão sergipano e ao fortalecimento da principal cadeia produtiva da região: a pecuária leiteira. O sistema foi projetado para garantir água em quantidade e qualidade adequadas para a dessedentação animal, reduzindo a dependência de carros-pipa e minimizando os impactos das estiagens prolongadas.

O projeto prevê a implantação de 123 quilômetros de adutoras, com a construção de 22 reservatórios, quatro estações elevatórias de água bruta e pontos de distribuição que atenderão diretamente produtores rurais dos municípios de Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre de Sergipe e Nossa Senhora da Glória. A água será captada na Barragem do Xingó, no Rio São Francisco, utilizando infraestrutura já existente, com ampliação e modernização do sistema.

Com investimento estimado em R$ 618,2 milhões, a Adutora do Leite beneficiará diretamente cerca de 23 mil famílias ligadas à atividade agropecuária e aproximadamente 265 mil animais, além de gerar impactos indiretos sobre a saúde pública, a segurança alimentar e a geração de renda no semiárido sergipano. O projeto encontra-se em fase avançada, com edital de licitação publicado e sessão pública prevista para fevereiro de 2026 .

Fonte: Notícias do Governo de Sergipe

Edital para construção da Adutora do Leite é lançado pelo Governo do Estado

Estimativa é da obra fazer crescer rebanho leiteiro e tecnologia empregada na pecuária e beneficiamento, duplicando produção, que hoje é de 2 milhões de litros por dia, no alto sertão

O Governo do Estado lançou edital de licitação para contratação do projeto executivo e realização da obra do sistema de adução do alto sertão sergipano, batizado de adutora do leite. Os 123 km de adutoras, percorrendo cinco municípios, e toda uma infraestrutura hídrica instalada, atenderão principalmente a dessedentação dos rebanhos na região de maior produção leiteira, beneficiando aproximadamente 23 mil famílias que vivem da pecuária e da agroindústria. O investimento estimado do Estado para as obras é de R$ 618,2 milhões.

Todas as empresas habilitadas — conforme o edital da Concorrência Presencial 002/2025-Seclog, publicado no Diário Oficial da União na quarta-feira, 17 — farão a entrega de envelopes com as propostas de técnica e de preço no dia 10 de fevereiro de 2026. Além da tubulação, a licitação contempla o projeto de adequação da Estação Elevatória de Água Bruta (EEAB-100); a construção de outras quatro EEABs, 22 reservatórios, 21 pontos de distribuição projetados e a recuperação para melhorias no Perímetro Irrigado Califórnia, também mantido pelo Governo do Estado de Canindé de São Francisco.

A obra da adutora é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), tem a  execução e fiscalização por meio da empresa vinculada, a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), e a Secretaria Especial de Gestão das Contratações (Seclog) é a coordenadora das contratações na Comissão Mista para Licitação.

O secretário de Estado da Agricultura,  Desenvolvimento Agrário e da Pesca, Zeca Ramos da Silva, destacou as qualidades essenciais para o sucesso da obra. “O Governo de Sergipe tem conduzido essa obra com responsabilidade e muita determinação pela grandiosidade que ela tem para atender à população do alto sertão, aos produtores dessa bacia leiteira. É a maior obra dos últimos tempos para o sertão sergipano”, disse o secretário. Ele frisa que uma das preocupações do projeto foi ouvir a opinião da comunidade a ser atendida, o que contribuiu substancialmente no projeto final. “Estamos falando de uma intervenção grande, com todos os cuidados que uma obra desse porte requer da engenharia e dos cuidados com o meio ambiente, por esses motivos estamos trabalhando com total transparência e compromisso técnico”, reforçou.

A partir de Canindé, a estrutura da adutora do leite se estenderá por Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre de Sergipe, até chegar em Nossa Senhora da Glória. Para atender à demanda por água destes e outros municípios do alto sertão sergipano. Parcela do estado em que pecuaristas hoje têm dificuldade de acesso à água para manter os criatórios, por volta de 265 mil animais, com 180 mil somente bovinos.

A adutora do leite está chegando para a região que mais produz no estado – são cerca de 2 milhões de litros por dia. Com a obra, a estimativa do Governo do Estado é que essa produção dobre, assim como cresça exponencialmente os investimentos na qualidade e tamanho dos rebanhos e na tecnologia de processamento do leite, tudo isso gerando mais postos de trabalho, renda e desenvolvimento socioeconômico em toda região.

Diretor-presidente da Coderse, Paulo Sobral reforça que além de atender a maior fatia da pecuária leiteira sergipana, as obras levam melhorias para o maior dos perímetros irrigados administrados pelo Governo do Estado. “Quando começou a operar em 1987, o projeto Califórnia alavancou a economia de Canindé que, após a criação da Hidroelétrica de Xingó, cresceu em volta do perímetro. Passados esses 37 anos, continua produzindo alimentos para dentro e fora de Sergipe, mas precisa passar por melhorias, principalmente para a adequação ao novo perfil da agricultura irrigada, focado em racionalização hídrica com eficiência energética”.

Histórico
O primeiro passo dado para a concretização da adutora do leite foi dado com a assinatura do governador Fábio Mitidieri à ordem de serviço para os estudos e projetos, em 21 de setembro de 2024. Com o projeto pronto, e paralelo ao processo licitatório da execução da obra, a Coderse, a empresa terceirizada Encibra Engenharia e a Adema já iniciaram no último dia 3 de dezembro as vistorias para análise dos espaços onde se pretende instalar o empreendimento para a emissão de Licença Prévia.

Adema faz vistoria para licenciamento ambiental da Adutora do Leite no alto sertão

Equipe multidisciplinar avalia projeto da Coderse e locais onde serão instalados os reservatórios

Adema faz vistoria para licenciamento ambiental da Adutora do Leite no alto sertão// Fotos: Lucas Campos

A Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) realizou vistoria, na última quarta-feira, 03, para o licenciamento ambiental da Adutora do Leite, projeto do Governo de Sergipe destinado ao abastecimento da região do alto sertão, através da distribuição de água bruta para irrigação e dessedentação animal.

Com 123 km de extensão, a tubulação da adutora atravessará os municípios de Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre e Nossa Senhora da Glória. A Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), é o órgão executor da obra.

O presidente da Adema, Carlos Anderson Pedreira, destaca a importância do licenciamento ambiental da obra. “Trata-se de um empreendimento de fornecimento de água bruta, não tratada, de grande importância para o Estado e para essas populações. O acompanhamento da Adema é essencial para que ele seja licenciado dentro de um padrão adequado, obedecendo às legislações ambientais, e com a minimização de impactos inerentes à atividade, mesmo se tratando de uma obra de utilidade pública”, afirma.

De acordo com o engenheiro civil da Adema, Antonelle Morais, a vistoria da Adema se destina à análise dos espaços onde se pretende ser instalado o empreendimento para emissão de Licença Prévia (LP). “A análise é realizada por uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais de diferentes áreas, como engenheiros florestais, médicos veterinários e geólogos, para avaliar o projeto e garantir o cumprimento das normas ambientais em suas diferentes frentes”, explica.

O diretor-presidente da Coderse, Paulo Sobral, afirma ser esse o maior investimento do Governo do Estado para o desenvolvimento da agropecuária no Alto Sertão sergipano. “A produção de leite é a principal atividade da região e, com a ‘Adutora do Leite’, o produtor vai ter acesso a água do Rio São Francisco a uma distância bem menor, diminuindo consideravelmente seus custos de produção. Com isso, ele vai investir mais na qualidade do rebanho, infraestrutura e mão-de-obra, e com perspectiva de aumento exponencial da produção e de oportunidades de trabalho, beneficiando por um todo a economia daqueles municípios”, pontua.

Serão implantados 21 reservatórios para coleta de água, e distribuídos pelos cinco municípios citados, visando minimizar os impactos dos períodos de seca na região e garantir o fornecimento adequado para o setor agropecuário, melhorando a qualidade de vida de aproximadamente 23 mil famílias.

Governo do Estado investe na segurança hídrica de Poço Redondo e impulsiona agricultura

Manutenção e recuperação de poços, dessalinizadores, aguadas, barragens e a construção da ‘Adutora do Leite’ levam qualidade de vida e geração de renda à população do campo
Produção de leite no alto sertão deve dobrar com ‘Adutora do Leite’ / Foto Geng/Coderse

Município do alto sertão sergipano, Poço Redondo, tem intensa atividade agrícola, despontando como o maior produtor de leite do estado, com quase 110 milhões de litros por ano. O Governo do Estado investe em ações de segurança hídrica para abastecimento humano e consumo animal no interior do município. A gestão estadual já investiu R$ 7,2 milhões nos estudos e projetos da ‘Adutora do Leite’; outros R$ 5 milhões para abertura de barragens de terra para acumular água das chuvas – 103 já estão prontas em Poço Redondo, onde famílias utilizam os sistemas do programa Água Doce (PAD) .

O Água Doce é um programa federal coordenado em Sergipe pela Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e executado pelas suas empresas vinculadas, como a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse). São sistemas de abastecimento dotados de dessalinizador para fazer o aproveitamento de poços tubulares profundos e salinos oferecendo água potável à população rural. 

Poço Redondo possui unidades no povoado Areias, onde, neste ano, a Coderse executou a troca de membranas de osmose reversa do dessalinizador, e Serra da Guia, que também passou por manutenção em seu poço, através da companhia. Durante o ‘Sergipe é aqui’ em Poço Redondo, nesta sexta-feira, 8, a ação foi exposta e explicada à população, por meio de uma maquete do sistema de dessalinização.

“Em 2023, todas as 29 unidades de dessalinização de Sergipe, incluíndo as de Poço Redondo, passaram por manutenção geral, capacitação de operadores, programa de apoio à gestão, oficinas sustentabilidade ambiental para a população e análise físico química e bacteriológica da água produzida no sistema”, destacou o diretor de Infraestrutura Hídrica da Coderse, Ernan Sena. Ele afirmou ainda que até o fim de 2025, o Governo do Estado vai pôr em operação mais três unidades do PAD, e está em processo avançado de formalização para a construção de outras 11.

‘Adutora do Leite’
Poço Redondo será o município mais beneficiado com a construção da ‘Adutora do Leite’, principalmente o povoado Santa Rosa do Ermírio, e receberá o maior trecho e número de benfeitorias da estrutura. Ao todo, serão mais 100 quilômetros percorridos pelas tubulações, que vão levar água bruta do rio São Francisco até o município de Nossa Senhora da Glória, atendendo no caminho Canindé de São Francisco, Poço Redondo e Monte Alegre de Sergipe, garantindo água para dessedentação animal nestes e outros municípios sertanejos.

Secretário Seagri, Zeca Ramos da Silva destaca que o equipamento de infraestrutura vai ampliar a produção do leite, aumentar investimentos do setor e abrir novos postos de trabalho . “Só esses quatro municípios produzem mais de 300 milhões de litros de leite por ano. A previsão de que a produção de leite, no alto sertão, dobre com a conclusão da obra. Isso se dará, a partir do momento em que o produtor passar a ter o acesso à água facilitado pela adutora, bem próximo da propriedade, e diminuir seus custos de produção. Revertendo isso em investimentos no aumento do rebanho, mais tecnologia e melhor genética do seu plantel”, pontuou o secretário.

A estimativa é que toda população rural de Poço Redondo, por volta de três mil famílias, seja beneficiada. Com investimento de R$ 7.209.917,12, a Coderse está concluindo os estudos e projetos da ‘Adutora do Leite’, para iniciar a construção, e outros R$ 240 milhões serão empregados somente na primeira etapa. 

Aguadas
A equipe da engenharia da Coderse avalia e fiscaliza as obras de abertura de novas barragens de terra e a limpeza de sedimentos (desassoreamento) em pequenos e médios reservatórios existentes, para a ampliação da capacidade de acumular água da chuva em pequenas propriedades rurais. Os reservatórios de terra têm usos múltiplos, mas servem principalmente à oferta de água para a dessedentação animal. Desde o início de 2025, já são 103 dessas aguadas preparadas, sendo sete de médio porte e comunitárias. Estima-se que a iniciativa alcance em média 760 famílias de Poço Redondo. 

Adriano Damascena é produtor de leite em Poço Redondo. Em sua propriedade rural tem uma aguada recuperada pela ação da Coderse. Segundo ele, sem as barragens, é necessário comprar água para dar de beber ao gado. “Fiquei muito agradecido por essa limpeza da barragem que chegou na hora certa, ficamos agradecidos por tudo. Sem essa água ficaria difícil, porque teríamos que procurar outros recursos”, considerou o criador.

O Governo do Estado vai investir, neste ano, R$ 5 milhões e já atendeu 470 reservatórios, ao incluir os serviços executados em Canindé de São Francisco, Itabi, Gararu, Feira Nova e Aquidabã. Somadas às obras de 2023, são 1.223 barragens. Naquele ano, por meio da Coderse, também foram investidos R$ 794.483,15 na reforma da barragem de concreto PR-13, no povoado Barra da Onça, beneficiando cerca de 1.500 famílias daquela e de outras comunidades de Poço Redondo.

Para o secretário Municipal de Obras de Poço Redondo, Marcelo Araújo Silva, as recuperações de barragens foram muito importantes e agora as expectativas são de boas chuvas para armazenar água. 

“É de suma importância as aguadas dos pequenos agricultores da região, todo mundo saber o sufoco sofrido pela falta de água, principalmente pela grande cadeia produtiva do leite, que é a questão da subsistência das famílias dos agricultores. O Governo do Estado está de parabéns, por meio da Seagri, por meio da Coderse, que vem recuperando pequenas aguadas. Principalmente  as individuais, para o agricultor ter água para o consumo animal e diminuir o custo de produção, que costumam ser caros por precisar comprar água”, frisou.

Trabalhadores rurais contam com investimentos do Governo e auxiliam o estado a ter a avanços na produção de leite

O Governo do Estado apresentou a produtores sergipanos o projeto da Adutora do Leite, que abastecerá com águas do Rio São Francisco os municípios de Canindé, Poço Redondo, Glória e Monte Alegre, um investimento da ordem de R$ 250 milhões.

Nos últimos anos, o Governo do Estado tem investido no fortalecimento da cadeia produtiva do leite, o que contribuiu para Sergipe figurar como o estado com o maior crescimento da produção na região Nordeste. Políticas públicas foram planejadas e programas disponibilizados para o produtor, como o Mão Amiga, Sementes do Futuro, Mais Genética no Sertão, Melhoramento Genético por Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF), campanha permanente de vacinação e o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), a fim de apoiar o produtor. Ações que têm resultado nesse avanço na produção do estado, refletindo em uma posição de destaque na região.

Para o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, essa notícia representa a importância tanto dos investimentos dos produtores como das políticas públicas consistentes empreendidas pelo Governo. “Sergipe vive um momento histórico no setor leiteiro, graças a um trabalho abnegado dos produtores integrado com os municípios e os incentivos do Governo de Sergipe, que reúne apoio técnico, ações de inseminação artificial, sanidade animal, incentivo à produção e beneficiamento do leite e ao escoamento, com a melhoria das estradas e compra de alimentos da agricultura familiar, além de crédito rural”, ressalta. 

Para o gestor, hoje se observa a concretização de um trabalho de fortalecimento do setor por um governo que acredita no potencial do campo e investe no produtor. “Com isso, conseguimos gerar mais renda, garantir alimento de qualidade e fortalecer a economia do nosso estado”, ressalta.

O produtor Alisson da Costa, mais conhecido como Courinho, do povoado Pau do Cedro, em Monte Alegre, tem sete vacas e faz a ordenha manual. Ele é um dos beneficiários das políticas públicas estaduais. “Produzo 50 litros de leite por dia, com vacas da raça Girolando. Com essa produção sustento minha esposa e minha filha”, revela o produtor, que atua na cadeia produtora há 25 anos. “Esses programas me ajudam. Ganhei dez raquetes de palma, pelo programa Sementes do Futuro e, durante um ano, você pode fazer 100 raquetes, dá para variar”, disse Courinho, que produz queijo e vende em Monte Alegre. 

Já a família Martins, do Povoado Baixa Verde, também em Monte Alegre, possui 20 vacas e é com essa produção que tira o sustento. Márcio, conhecido como Buru, é um dos quatro irmãos que vivem da produção do leite. “Fazemos, em média, 18 litros de leite por dia, por vaca. Já participamos do programa de Inseminação Artificial e o Sementes do Futuro. Os técnicos da Emdagro vieram aqui na época da inseminação e aproveitaram e vacinaram todos os animais”, recorda o agricultor, que é pai de três filhos. “Retiramos o leite e vendemos para as fabriquetas de queijo daqui de Monte Alegre. Todos os irmãos trabalham há mais de 20 anos nessa área”, acrescenta. 

Marcelo Martins, que é o irmão mais velho da família, ressalta que o negócio foi herdado do pai. “Sobrevivemos do que produzimos. Tenho esposa e três filhos. O Governo do Estado traz benefícios, como orientações técnicas, o beneficiamento de inseminação artificial, que já recorremos uma vez e tivemos sete crias por meio dele, e conseguimos ampliar nossa produção”, declara Marcelo. 

De acordo com o técnico agrícola da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) Wagner Sousa Lapa, a vantagem da cadeia leiteira em relação às demais, como a do grão, por exemplo, é a possibilidade de empregar na própria região o dinheiro que foi investido. “O produtor paga o ajudante, a castração, compra os insumos, tudo dentro do município”, exemplifica o técnico. 

Investimento

Segundo estudo do Banco do Nordeste, feito com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sergipe teve o maior aumento da produção de leite do Nordeste, se comparado os três primeiros meses de 2024 e 2023. De acordo com o levantamento, o aumento foi de 22,6%, ou seja, o estado subiu de 107,8 mil para 132,2 mil litros de leite produzidos neste período. O segundo lugar ficou com a Bahia, que registrou crescimento de 10,7%. 

De acordo com o agrônomo Nertom da Penha, lotado na regional de Nossa Senhora da Glória, produtores de Monte Alegre, por exemplo, são beneficiados por quatro programas executados pelo Governo do Estado. O ‘Sementes do Futuro’ distribuiu 20 sacas de sementes da palma Ipa Sertânia, que é livre de espinhos e facilita o manejo do produtor. Ela é multiplicada ano após ano para que o produtor aumente sua produção. “É uma palma para o futuro, como o programa diz”, declara Nertom.  

O Programa Mais Genética no Sertão e o Programa Estadual de Melhoramento Genético por Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF) são outras maneiras de melhorar o rebanho do produtor. “O sêmen dos melhores touros do país, até de fora, é inseminado nas vacas. Esse produtor terá bezerros mais produtivos, que aumentará a produção e com genética melhor”, explica.

Um programa permanente é o de vacinação do rebanho. A Emdagro trabalha com a vacinação para brucelose e clostridiose. Já o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) é o documento que garante ao produtor o direito de acessar as políticas públicas do governo. “Principalmente com relação ao crédito, que é uma forma do produtor investir e melhorar a sua produção”, disse Nortom. 

Adutora

Com o objetivo de fomentar o potencial no agronegócio, o Governo do Estado apresentou a produtores sergipanos, no último dia 5 de abril, o projeto da Adutora do Leite, que abastecerá com águas do Rio São Francisco os municípios de Canindé do São Francisco, Poço Redondo, Nossa Senhora da Glória e Monte Alegre, um investimento da ordem de R$ 250 milhões. Por enquanto, o plano está em fase de estudo, que definirá a viabilidade da estrutura passando pelo alto sertão sergipano. Enquanto as obras da Adutora do Leite não entram em fase de execução, as obras de outra adutora importante, a do Curralinho, em Porto da Folha, já foram iniciadas em fevereiro.  

A Adutora do Leite será uma solução para a dessedentação animal no trajeto entre Canindé de São Francisco e Nossa Senhora da Glória, com uso da água captada pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), no Rio São Francisco. A obra, reivindicação antiga na região que mais produz leite em Sergipe, levará água aos diversos tipos de criatórios comerciais, rebanhos que somam aproximadamente 265 mil animais, sendo 180 mil somente bovinos, dos cinco municípios no trajeto de 108,60 km de extensão, que são: Canindé de São Francisco, Poço Redondo, passando pelo polo leiteiro de Santa Rosa do Ermírio, Porto da Folha, Monte Alegre de Sergipe e Nossa Senhora da Glória. 

Somente na bovinocultura de leite, principal atividade econômica do alto sertão sergipano, a perspectiva é de que a produção leiteira dos cinco municípios ultrapasse os 296.062.000 litros por ano, registrado em 2022.  

Outra expectativa é que, com a água da Adutora do Leite diminuindo as distâncias de acesso e aumentando a oferta de abastecimento hídrico, os custos para os pecuaristas diminuam e cresça o potencial na região para investimentos em aumento e melhoria genética dos rebanhos. Mais produção, animais, tecnologia e infraestrutura empregada geram mais renda e novos postos de trabalho para o povo sertanejo. 

Governo apresenta projeto de adutora na Festa Amigos do Leite

Adutora do Leite é o maior investimento em segurança hídrica produtiva para o alto sertão sergipano em 40 anos


Neste sábado, 5, o governador Fábio Mitidieri apresentou o projeto ‘Adutora do Leite’ para produtores sergipanos, durante a realização da Festa Amigos do Leite. O evento, realizado anualmente, no povoado Santa Rosa do Ermírio, município de Poço Redondo, está no calendário entre os maiores eventos da pecuária leiteira sergipana e entrou na sua 14ª edição. A celebração acontece onde o leite representa a fonte de renda para 90% das famílias locais que, com sua produção, abastecem grandes laticínios de Sergipe.

O projeto apresentado pelo Governo do Estado de Sergipe mostra que a adutora percorrerá um longo trajeto 108,60 km de extensão entre Canindé de São Francisco e Nossa Senhora da Glória, usando a água captada pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) no Rio São Francisco. A obra vai levar água e disponibilizar 22 reservatórios instalados à disposição dos criadores e seus rebanhos, que somam aproximadamente 152 mil bovinos, sendo 45% em estado de lactação, com produção estimada em 2 milhões de litros por dia. Os municípios atendidos no trajeto são: Canindé de São Francisco; Poço Redondo, passando pelo importante polo leiteiro de Santa Rosa do Ermírio; Monte Alegre de Sergipe e Nossa Senhora da Glória.

O governador Fábio Mitidieri destacou o que será conquistado com esse investimento. “Estivemos aqui antes para anunciar o projeto da Adutora do Leite. Hoje, a gente vem entregar o projeto concluído. A partir de agora, já podemos licitar essa obra para que neste ano ainda comece a se realizar o sonho de trazer água bruta lá de Canindé até Nossa Senhora da Glória, o que vai possibilitar dobrar a produção da bacia leiteira. São investimentos superiores a R$ 240 milhões, e que, se Deus quiser, vai possibilitar que a gente gere mais emprego, mais renda, que a gente faça com que o ouro branco, que é o nosso leite, se torne ainda mais pujante e forte no nosso sertão. Portanto, essa é a notícia, a Adutora do Leite é uma realidade”, enfatizou o governador.

O secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, ressaltou que o governo vem trazer uma solução definitiva para o principal desafio para a região: a insegurança hídrica. “Estamos aqui em mais uma edição da Festa Amigos do Leite, esse evento grandioso que exalta a nossa bacia leiteira, tão forte e tão crescente a cada dia, mostrando a força do produtor rural, mostrando a garra do sertanejo”.

“Parabenizamos o governador por mais essa grande obra para o povo do sertão. Fábio Mitidieri que vem se consolidando como o governador que traz água para o sertão, água para a terra do leite. A Adutora do Leite é o maior investimento em segurança hídrica produtiva para o alto sertão sergipano depois de 40 anos. Para o governador, nosso reconhecimento e gratidão por todo investimento que tem feito para nossa população do campo”, completou Zeca da Silva.

Um dos organizadores da Festa do Leite e também criador, Odair José, não escondeu a alegria de ter a participação do governador trazendo notícias tão importantes para os criadores. “Santa Rosa do Ermírio ultrapassa a produção de 300 mil litros de leite por dia, despontando na liderança como maior bacia leiteira de Sergipe. Estamos na ‘terra do leite’, com maior produção por metro quadrado do estado e, agora, mais felizes, porque temos a possibilidade de ampliar nossa produção, com a chegada da obra da adutora”.

Outro criador, José Teles de Andrade Sobrinho, mais conhecido na região como Zé do Poço, também manifestou felicidade. É gratificante estar aqui presenciando esse momento feliz onde o governo dá mais um passo na construção desse projeto de trazer água para nossa produção. Foi na minha propriedade onde o governador fez o primeiro anúncio dessa obra, depois que assumiu o governo, então fico muito feliz. Aqui nós temos tecnologia, temos inseminação, temos uma genética boa, terra boa, mas não temos água. O que conquistamos até agora foi com muito esforço do produtor. Então, a ajuda do governo é muito bem-vinda”, completou Zé do Poço.

Laticínio que processa leite da irrigação pública recebe registro estadual no último dia de Sealba Show

Perímetro Jabiberi produziu 2.389.493 litros de leite em 2024, 7% a mais que no ano anterior

Foto: Fernando Augusto / Ascom Coderse

Para incentivar a produção de leite a partir da irrigação pública, o Governo do Estado fez a entrega oficial de mais um registro do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), neste sábado, 8, último dia da Sealba Show 2025, feira do agronegócio que acontece, desde o dia 5, em Itabaiana, no agreste sergipano. 

O governador Fábio Mitidieri e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, entregaram o documento que autoriza a operação do laticínio que absorve o leite produzido pelos 76 produtores irrigantes do Perímetro Irrigado Jabiberi, mantido pelo Governo do Sergipe, em Tobias Barreto, no centro-sul do estado.

“A certificação pelo SIE é uma conquista significativa para as empresas do setor de produtos de origem animal em Sergipe. Com isso as empresas não apenas garantem a segurança alimentar dos consumidores, mas também fortalecem a credibilidade do setor como um todo”, destacou o secretário de de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), Zeca da Silva.

No Jabiberi, a vocação é pela pecuária. Os irrigantes usam a irrigação fornecida pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse), vinculada à Seagri, para cultivar pastagens e outros materiais forrageiros que servem de ração às vacas leiteiras. O perímetro público de irrigação, em 2024,  produziu 2.389.493 litros de leite, o que corresponde a 7% a mais do que no ano anterior. No total, esses produtores geraram R$ 249 milhões em renda a partir da comercialização desta produção junto aos laticínios. 

Diretor-presidente da Coderse, Paulo Sobral confia que com o maior comprador desse leite registrado, a produção do perímetro ganhe um maior valor agregado, prevendo também um aumento de demanda.

“Não é só a irrigação para produzir o alimento das vacas de leite, mas no Jabiberi a gente fornece água para o gado beber, tão importante quanto. Basta dizer que a dessedentação animal é o principal motivador para o Governo do Estado estar construindo a ‘Adutora do Leite’, no alto sertão, onde está a maior bacia leiteira de Sergipe. A Coderse também fornece assistência técnica agrícola e isso se torna essencial para a produção da ração animal em Tobias Barreto, que faz parte da parte semiárida do estado”, considerou Paulo Sobral.

Indústria de laticínios
O Laticínio Serra do Canine tem capacidade operacional para processar seis mil litros de leite por dia, para produzir os queijos parmesão, meia cura, mussarela, coalho, coalho pré-cozido e a manteiga. Com o registro do SIE, esses produtos terão autorização do poder público para a venda em estabelecimentos comerciais. Para o proprietário, José Wilson Teixeira, os produtores irrigantes são também beneficiados por ter seu leite certificado por este serviço de inspeção.

“Alem disso, já há algum tempo os produtores vêm sendo acompanhados pelo veterinário, da própria indústria. Melhorou em muita coisa, antes a gente não tinha acesso ao supermercado para vender nosso produto e agora não, graças a Deus, com o SIE, em todo o estado de Sergipe a gente pode vender o produto, tranquilo”, comemora José Wilson.

O proprietário do Serra do Canine também relata a vantagem do laticínio operar dentro do Jabiberi. “A produção do perímetro irrigado é constante. Mesmo no tempo da época da seca, ela ajuda muito. Se você depender só da área de sequeiro, vai ter tempo que a fábrica pode parar. E no perímetro tem leite durante 365 dias ao ano. Maior garantia de tudo”, comemorou.

Serviço de Inspeção Estadual
O Serviço de Inspeção Estadual (SIE) é um setor da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) que executa serviços de inspeção de produtos de origem animal, com a finalidade de oferecer ao consumidor final um alimento com garantia de qualidade, além de permitir a comercialização destes produtos entre os diversos municípios Sergipanos. 

A empresa fiscaliza a atividade de inspeção em estabelecimentos de carnes, pescados, ovos, leite, produtos de abelhas e seus derivados, de armazenagem e de produtos não comestíveis. Realiza vistorias técnicas e emite laudos. Analisa projetos para construção de estabelecimentos e, em conjunto com outras instituições, realiza fiscalizações ao comércio varejista e atacadista de produtos de origem animal.

Governo do Estado investiu em ações de desenvolvimento rural e inclusão produtiva em 2024

Além da ampliação das ações de fomento que fortalecem as principais atividades produtivas, o Governo de Sergipe iniciou, em 2024, projetos estruturantes como a adutora do leite e o Projeto Sertão Vivo

Vista roteiro do Projeto estruturante Adutora do Leite / Foto: Vieira Neto

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), encerra 2024 com um balanço positivo das ações voltadas ao desenvolvimento rural e à inclusão produtiva. Durante o ano, foram realizadas iniciativas estratégicas que impulsionaram a produção rural sergipana, com ações como transferência de tecnologias, certificação de agroindústrias, acesso à terra, segurança hídrica, entrega de insumos e transferência de renda para agricultores afetados por perdas de safra, fortalecendo a agricultura familiar e a qualidade de vida no campo.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, além da ampliação das ações de fomento que fortalecem as atividades produtivas, como, por exemplo, abastecimento de água para a produção, inseminação artificial, distribuição de sementes e regularização fundiária, o Governo de Sergipe iniciou, em 2024, projetos estruturantes que criam condições de uma área rural sergipana cada vez mais desenvolvida e inclusiva.

“Os projetos estruturantes como a Adutora do Leite com investimentos previstos em R$ 250 milhões, em fase de elaboração de projeto, e Sertão Vivo com investimentos de 150 milhões, já com início da aplicação no primeiro semestre de 2025, são iniciativas que criam um círculo virtuoso para o futuro do desenvolvimento rural sergipano. Nos últimos dois anos estamos vivenciando um cenário favorável para a agropecuária em nosso estado. A instalação de empresas de insumos e máquinas; a presença de agentes financeiros oferecendo mais crédito; e a intensificação da motomecanização e demais tecnologias de automação agrícola, são exemplos disso”, avaliou o secretário.

Ainda de acordo com o secretário Zeca da Silva, todos os incentivos viabilizados pela gestão do governador Fábio Mitidieri, por meio do que ele chama de ‘sistema Seagri’, têm contribuído para favorecer a produção agropecuária estadual. São políticas públicas que envolvem a estrutura de fomento ao produtor rural, de assistência técnica e extensão rural da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) e da Empresa de Desenvolvimento Sustentável do Estado de Sergipe (Pronese).

Agricultura irrigada
São beneficiadas diariamente 14 mil pessoas, com água bruta para irrigação, fornecida pelo Governo de Sergipe, por meio da Coderse, em 1.826 unidades produtivas rurais, em sete municípios sergipanos. São mais de 50 culturas agrícolas exploradas, com destaque para as altas na produção do maracujá, com 184 toneladas e 162% a mais do que o ano anterior; e o feijão-de-corda, que superou a expectativa para o ano e gerou mais de mil toneladas do alimento, com 35% de aumento em relação ao ano anterior. No total, os seis perímetros movimentaram R$ 249 milhões em 2024, um aumento de R$ 37 milhões em relação a 2023.

Participação nas expofeiras
O Governo de Sergipe participou como patrocinador de diversas feiras agropecuárias, de agroecologia e da agricultura familiar. Para a Secretaria de Estado da Agricultura, essas feiras servem para a divulgação de pesquisas, transferências tecnológicas e facilitação de acesso a créditos e aquisição de novidades em máquinas, equipamentos, insumos, sementes, tecnologias, agroquímicos e técnicas de manejo.  

“Um grande sinal de que Sergipe é bom para a agropecuária é o sucesso do Sealba Show, a maior vitrine da agropecuária regional, que na terceira edição, realizada agora em 2024, movimentou mais de R$ 300 milhões, com participação de mais de 175 marcas do agronegócio”, disse o secretário da Agricultura Zeca da Silva. Além da Sealba, ele relatou, entre as feiras apoiadas pelo Estado, a Festa Amigos do Leite, em Poço Redondo, a Expo Glória, no Município de Nossa Senhora da Glória e a Feira Sergipana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, realizada em Aracaju.

Fonte: Agência Sergipe e Notícias

Ações da Coderse beneficiaram mais de 90 mil sergipanos do campo em 2024

Administrados pela empresa, Ceasa Aracaju e perímetros irrigados geram segurança alimentar e renda no abastecimento das cidades 

Da perfuração à instalação de poços, manutenção de dessalinizadores, doação de equipamentos, até o fornecimento de água para irrigação, a Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) atendeu mais de 90 mil pessoas com seus serviços e ações neste ano. Além das 122 mil toneladas de produtos agrícolas e os 2,4 milhões de litros de leite produzidos nos seus seis perímetros irrigados em 2024. A tendência é que os atendimentos mais do que dobrem nos próximos anos, com a construção dos 108 km da Adutora do Leite e de 14 novas unidades do Programa Água Doce.

A principal atividade da empresa, vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), é a operação e manutenção dos perímetros irrigados. São cinco perímetros agrícolas, em que a produção de hortaliças, frutas e grãos, em 2024, superou em 11% o resultado do ano anterior (110 mil toneladas). Já o perímetro Jabiberi, em Tobias Barreto, tem vocação pecuária e produziu 2.389.493 litros de leite, 7% a mais que no ano anterior. No total, esses irrigantes geraram R$ 249 milhões em renda na comercialização da produção.

A maior produção nos perímetros continua sendo a da batata-doce. Presente nos cinco perímetros agrícolas, foram colhidas cerca de 19 mil toneladas da raiz. Quase empatados na segunda e terceira colocação, estão as produções de milho verde e quiabo, com 6,3 e 6,1 mil toneladas colhidas, respectivamente. Destaque para as altas na produção do maracujá, com 184 toneladas e 162% a mais do que o ano anterior; e o feijão-de-corda, que superou a expectativa para o ano e gerou mais de mil toneladas do alimento, com 35% de aumento em relação a 2023.

Abastecimento

São beneficiadas diariamente 14 mil pessoas, com água bruta para irrigação, fornecida pela Coderse em 1.826 unidades produtivas rurais, em sete municípios sergipanos. As mais de 50 culturas agrícolas exploradas, nos seis perímetros, não poderiam ser cultivadas nas regiões mais secas do estado, ou durante todo o ano, sem poder contar com a irrigação. Abastecimento que gera segurança alimentar para a população e renda no campo, em lugares ou épocas antes improdutivas. 

Marcilio Rezende, do assentamento Mário Lago, em Riachuelo, é atendido com a água do Perímetro Irrigado Jacarecica II. No próximo ano, ele vai abastecer o mercado consumidor, colhendo inhame durante a entressafra da raiz. “Com essa água da Coderse, a gente está plantando agora no verão, para ter uma plantação irrigada diferente. No agreste, só se planta inhame no inverno”, conta. 

Desde maio de 2024, a Coderse passou a administrar a Central de Abastecimento de Sergipe (Ceasa), em Aracaju. Segundo o presidente da empresa, Paulo Sobral, a iniciativa partiu de decisão judicial e aumentou a participação do Governo do Estado no processo de escoamento da produção e abastecimento da população.

“Parte considerável da produção irrigada e de sequeiro de Sergipe, o que inclui o que é produzido nos 41 lotes do Platô de Neópolis, também da Coderse, é levada à Ceasa para abastecer a população, através do comércio varejista de muitas cidades. Assumimos a administração e estamos reestruturando a Ceasa, para que essa função seja executada com mais eficiência, realizando reformas, ampliação e implantação de novos serviços. Além disso, vamos adotar mecanismo de tarifação e controle de entrada e saída de produtos, para que a Ceasa também se mantenha autossustentável”, anuncia Paulo Sobral.

Poços tubulares

Elencadas como ações contínuas da Coderse, em 2024 foram perfurados 40 novos poços tubulares profundos. Serviço complementar à perfuração ou adotado para a recuperação dos poços antigos, houve a realização de 54 bombeamentos de limpeza, com teste de vazão no mesmo período. No total, as duas ações atenderam 23,5 mil pessoas, a partir do investimento conjunto de R$ 1.352.580,68 em recursos do Governo do Estado. Realizados em 28 municípios sergipanos, esses trabalhos também contaram com a cooperação das administrações municipais.

Foram instalados 15 novos poços em 2024. No mesmo ano, a Coderse executou 122 ações de manutenção e 32 recuperações em bombas submersas, caixa de força, tubulação, fiação e reservatórios de sistemas de abastecimento de água. Um total de 54 mil pessoas foram atendidas com essas três modalidades de serviços, a partir de um investimento, com recursos próprios, de R$ 233 mil, mais a contrapartida da maioria dos 34 municípios, onde as ações ocorreram.

Água Doce

O Programa Água Doce (PAD) é uma ação realizada em parceria com o Governo Federal, através do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), para implantação de sistemas de dessalinização, a partir de poços. Em Sergipe. Hoje são 29 unidades em funcionamento, beneficiando 6 mil pessoas do semiárido sergipano com a produção de 17.400 litros de água potável por dia.

É a Seagri que coordena o programa em Sergipe e tem as suas empresas vinculadas como executoras. Através da Coderse, em 2024 houve o monitoramento e manutenção desses 29 sistemas localizados em nove municípios do semiárido sergipano, aplicando R$ 70 mil em recursos do PAD.

Em 2024 também foram iniciadas as obras de construção de três novas unidades do PAD. Atualmente, em 85% da sua execução, irão atender aproximadamente 500 famílias em Porto da Folha, Carira e Poço Verde, a partir do investimento de R$ 1.093.799,63, via Coderse. 

Foi em Sergipe que ocorreu, no último mês de novembro, o IX Encontro Nacional de Capacitação e Integração do Programa Água Doce, com participação dos 10 estados integrantes do PAD. Entre os compromissos assumidos pelo MIDR no evento, R$ 9 milhões foram destinados para o Governo do Estado implantar 11 novos sistemas de dessalinização em Sergipe, a partir de 2025.

Equipamentos

Ainda em 2024, a Coderse iniciou a aquisição para doação de equipamentos que desenvolvem atividades produtivas no interior de Sergipe. A Associação dos Pequenos Produtores e Trabalhadores das Pedreiras (Aspeed), de Tomar do Geru, recebeu um compressor de ar sobre rodas, fruto de emenda parlamentar do então deputado estadual Jorginho Araújo, no valor de R$ 317.333,33. Foram beneficiadas cerca de 250 famílias dos trabalhadores, que passarão a perfurar as rochas de granito em cinco minutos por metro, serviço que levava mais de três horas, sem o novo equipamento.

Adutora do Leite

A Coderse licitou, em 2024, e está fiscalizando os trabalhos da empresa de engenharia, que vai entregar os estudos e projetos para a construção da Adutora do Leite. São previstos 108 km de adutora, desde a captação, em Canindé de São Francisco, até Nossa Senhora da Glória, a partir de um investimento total de R$ 250 milhões.

“Para o próximo ano, está prevista a entrega do projeto para realização da obra, a partir de quando poderemos licitar a construção. Estamos montando esse plano de ação a quatro mãos, Governo e empresa de engenharia, mas também estamos recebendo, em Aracaju, e visitando a população que será assistida pela obra. Para que eles também opinem nas decisões”, reforçou o presidente Paulo Sobral.

A Adutora do Leite fornecerá água bruta para aproximadamente 265 mil animais, sendo 180 mil somente bovinos. A região é uma das maiores bacias leiteiras do Nordeste e a dessedentação animal é uma reivindicação antiga dos produtores. A expectativa é que a produção leiteira dos cinco municípios dobre, quando a adutora passar a fornecer água, a partir de reservatórios e pontos de abastecimento na área rural.

Última atualização: 27 de fevereiro de 2025 10:03.

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