Mais de 14 mil sergipanos são diretamente beneficiados por tecnologia de irrigação ofertada pelo Governo do Estado

Ao todo, seis perímetros irrigados instalados em sete municípios sergipanos produzem desde quiabo a maracujá, entre outras culturas.

É a primeira vez que Duda produz maracujá | Foto: Erick O’Hara

Mais uma época de safra no perímetro irrigado sergipano. A tecnologia do Governo do Estado, gerenciada pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse),  beneficia 1.826 lotes irrigados, o que significa dizer que 14.003 pessoas de Canindé do São Francisco, Itabaiana, Lagarto, Malhador, Areia Branca, Riachuelo e Tobias Barreto são diretamente beneficiadas pelas irrigação e colhem os frutos do investimento nas áreas antes consideradas improdutivas por conta da seca. Por meio dos seis perímetros irrigados do Estado, os produtores tiveram sua forma de produção modificada.

Basicamente, o mecanismo do perímetro irrigado funciona por meio do fornecimento de água, que chega por tubulações aos lotes e propriedades através de bombeamento ou gravidade, adutoras e canais. Os técnicos agrícolas da Coderse disponibilizam a assistência técnica agrícola aos irrigantes, fazendo visitas periódicas às lavouras irrigadas ou quando são consultados nos escritórios dos perímetros. No perímetro de Canindé do São Francisco, no sertão sergipano, produtores como José Celso declararam que suas vidas foram modificadas após a chegada da tecnologia. “Comecei a ser assistido em 1988. Minhas goiabas vão para todas as regiões de Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Vivo exclusivamente da produção. É com o que sustento minha esposa e meus dois filhos. Inclusive, uma delas faz faculdade em Recife com os recursos da minha roça. Minha esposa e um funcionário que contrato por temporada me ajudam na lida”, disse o produtor.

Produção
Entre as culturas oriundas do perímetro irrigado nos municípios contemplados estão o feijão-de-corda, o milho verde, aipim, hortaliças, batata-doce, entre pelo menos mais 15 espécies no estado. Em sua propriedade, José dos Santos, que prefere ser chamado de Duda, como é mais conhecido, produz quiabo há anos, mas desta vez decidiu introduzir o maracujá. “É daqui que tiro o sustento de minha família. Sou casado e tenho um filho. Tudo que produzo vendo para Aracaju. É a primeira vez que estou produzindo maracujá. O quiabo já tenho mais experiência”, informou o agricultor, que contrata um funcionário no período de safra para auxiliá-lo na colheita. “Antes do perímetro ninguém produzia nada aqui, porque só passou a ter água depois da tecnologia. Antes isso aqui tudo era seco”, recordou.

Os técnicos da Coderse orientam os produtores quanto ao cultivo mais apropriado em cada época ou estação do ano, levando em conta o clima, o mercado local, as safras de outros polos de produção, a potencialidade do solo e tecnologia de irrigação empregada.

“A Divisão de Agronegócio assessora os grupos associativos na formalização das entidades e na composição de projetos/propostas aos Programas de Aquisição de Alimentos (modalidade doação simultânea) e PNAE. Durante a vigência dos contratos de fornecimento de alimentos, os técnicos agrícolas auxiliam no planejamento das safras para atender o que foi acordado nas propostas e a Divisão de Agronegócio auxilia na prestação de contas de cada entrega”, elucidou Paulo Sobral.

Edileide Martim produz acerola e quiabo. “Envio tudo para Aracaju. Demos uma parada agora, por causa do período chuvoso”. Ivonaldo Lima gerencia uma propriedade de abóboras, em Canindé. “Às vezes variamos para quiabo. Com a introdução do perímetro irrigado muito ajudou na produção. Mudou nossa forma de trabalhar. Ficou mais fácil. Tem como molhar a terra em pouco tempo. Ficou mais eficiente”, elogiou Ivonaldo, acrescentando que as safras acontecem a cada quatro meses. “Colhemos 18 mil quilos por safra”, comemorou. 

Auxílio
A Coderse auxilia os produtores com todo pessoal operacional e de assistência técnica; transporte; bombeamento de água; manutenção de bombas, adutoras, canais, estradas e infraestrutura civil, e o agricultor contribui com uma tarifa d’água. Em programas e projetos pontuais, por iniciativa do próprio Governo do Estado ou em cooperação com outros entes públicos ou até com os próprios agricultores, são feitas obras de recuperação de estações de bombeamento, a modernização de todo sistema de irrigação nos lotes, a construção de reservatórios nos lotes, o fornecimento de insumos agrícolas e de equipamentos, análises de solo para iniciar plantações, cursos, dias de campo, visitas técnicas, participação em exposições, assessorias técnicas de longo período e palestras.

Última atualização: 9 de julho de 2024 08:47.